segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Arroz Branco vs Arroz Integral - Qual é o Melhor para sua Saúde?

Arroz Branco vs Arroz Integral -
Qual é o Melhor para sua Saúde?


Artigo Editdo por Kayla McDonell, RD.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br



O arroz é um grão versátil consumido por pessoas de todo o mundo.
Ele serve como um alimento básico para muitas pessoas, especialmente aqueles que vivem na Ásia.
O arroz vem em várias cores, formas e tamanhos, mas os mais populares são o arroz branco e marrom.
O arroz branco é o tipo mais comumente consumido, mas o arroz integral é amplamente reconhecido como uma opção mais saudável.
Muitas pessoas preferem o arroz integral por este motivo.
Este artigo analisa as vantagens e desvantagens de ambas as variedades.
A diferença entre o Arroz branco e o Arroz integral:
Todo o arroz é composto quase inteiramente de carboidratos, com pequenas quantidades de proteína e praticamente nenhuma gordura.
O arroz integral é um grão inteiro. Isso significa que ele contém todas as partes do grão; incluindo o farelo fibroso, o germe nutritivo e o endosperma rico em carboidratos.
O arroz branco, por outro lado, teve o farelo e germe removido, que são as partes mais nutritivas do grão.
Isso deixa o arroz branco com pouquíssimos nutrientes essenciais, razão pela qual o arroz integral é geralmente considerado muito mais saudável do que o branco.
Mensagem Importante: O arroz integral é um grão inteiro que contém o farelo e o gérmen. Estes fornecem fibras e várias vitaminas e minerais. O arroz branco é um grão refinado que teve estas partes nutritivas removidas.


O Arroz integral é mais Rico em Fibras, Vitaminas e Minerais:

O arroz integral tem uma grande vantagem sobre o arroz branco quando se trata do conteúdo de nutrientes.
O arroz integral tem mais fibras e antioxidantes, bem como mais vitaminas e minerais importantes.
O arroz branco é principalmente uma fonte de calorias "vazias" e carboidratos com muito poucos nutrientes essenciais.
100 gramas (3,5 onças) de arroz integral cozido proporcionar 1,8 gramas de fibra, ao passo que 100 gramas de branco fornecer apenas 0,4 gramas de fibra (1,2).
A lista abaixo mostra uma comparação de outras vitaminas e minerais:

Tiamina: O integral tem 6% do RDI, enquanto o branco tem apenas 1%.
Niacina: O integral tem 8% da RDI, enquanto o branco tem 2%.
Vitamina B6: O integral tem 7% de RDI, enquanto o branco tem 5%.
Manganês: O integral tem 45% da RDI, enquanto o branco tem 24%.
Magnésio: O integral tem 11% da RDI, enquanto branco tem 3%.
Fósforo: O integral tem 8% da RDI, enquanto o branco tem 4%.
Ferro: O integral tem 2% da RDI, enquanto o branco tem 1%.
Zinco: O integral tem 4% da RDI, enquanto o branco tem 3%.
Mensagem Importante: O arroz integral é muito mais elevado em nutrientes que o arroz branco. Isto inclui fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais.


O Arroz Contém Antinutrientes e pode conter Alto Teor em Arsênico:

Antinutrientes são compostos de plantas que podem reduzir a capacidade do organismo de absorver certos nutrientes. O arroz integral contém um antinutriente conhecido como ácido fítico ou fitato.
Ele também pode conter quantidades mais elevadas de arsênico, um produto químico tóxico.
Ácido fítico:
Enquanto o ácido fítico podem oferecer alguns benefícios para a saúde, também reduz a capacidade do organismo de absorver ferro e zinco na dieta (3,4).
Em longo prazo, quem come ácido fítico na maioria das refeições pode contribuir para deficiências minerais. No entanto, isso é muito improvável para pessoas que comem uma dieta variada.

Arsênico:
O arroz integral também pode conter mais de um produto químico tóxico chamado arsênico.
O arsênico é um metal pesado que está naturalmente presente no ambiente, mas tem aumentado em algumas áreas devido à poluição. Quantidades significativas foram identificadas no arroz e produtos à base de arroz (5,6,7,8,9).
O arsênico é tóxico. Seu consumo em longo prazo pode aumentar o risco de doenças crônicas, incluindo câncer, doenças cardíacas e diabetes tipo 2 (10,11,12).
O Arroz integral tende a ser maior em arsênico do que o arroz branco (13,14).
No entanto, isso não deve ser um problema se você comer arroz com moderação, como parte de uma dieta variada. Algumas porções por semana não apresentam problemas.
Se o arroz é uma grande parte de sua dieta, então você deve tomar algumas medidas para minimizar o teor de arsênico. Há várias dicas eficazes neste artigo.
Mensagem Importante: O arroz integral contém o ácido fítico, um antinutriente, e também é maior em arsênico do que o arroz branco. Isso pode ser uma preocupação para aqueles que comem muito arroz. No entanto, o consumo moderado não traz malefícios.


Efeitos sobre a Glicose no sangue e Risco de Diabetes:

O arroz integral é rico em magnésio e fibras, o que ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue (15).
A pesquisa sugere que comer regularmente cereais integrais, como arroz integral, ajuda a diminuir os níveis de glicose no sangue e diminui o risco de diabetes tipo 2 (16,17,18).
Em um estudo, mulheres que frequentemente comiam grãos integrais tinham um risco 31% menor de diabetes tipo 2 do que aquelas que comeram uma quantidade menor de grãos integrais (19).
A simples substituição de arroz branco pelo integral mostrou reduzir os níveis de glicose no sangue e diminuir o risco de diabetes tipo 2 (20,21,22).
Por outro lado, o alto consumo de arroz branco tem sido associado a um maior risco de diabetes (23,24,25,26).
Isto pode ser devido ao seu elevado índice glicêmico (IG), que mede a rapidez que um alimento aumenta a glicose no sangue.
O arroz integral tem um IG de 50 e o arroz branco tem um IG de 89, o que significa que o arroz branco aumenta os níveis de glicose no sangue muito mais rápido do que o integral (27).
Comer alimentos de alto IG está associado a várias condições de saúde, incluindo diabetes tipo 2 (28).
Mensagem Importante: Comer arroz integral pode ajudar a diminuir os níveis de glicose no sangue e reduzir o risco de diabetes tipo 2. O arroz branco, por outro lado, pode realmente aumentar o risco de diabetes tipo 2.


Outros Efeitos à Saúde do Arroz Branco e do Arroz Integral:

O arroz branco e o integral podem afetar outros aspectos da saúde de forma diferente também.
Isso inclui o risco de doença cardíaca, os níveis de antioxidantes e controle de peso.

Fatores de Risco de Doença Cardíaca:
O arroz integral contém lignanas, compostos de plantas que podem ajudar a proteger contra doenças cardíacas.
As Lignanas mostraram reduzir a quantidade de gorduras no sangue, pressão arterial e diminuir a inflamação nas artérias (29).
Estudos sugerem que a ingestão de arroz integral ajuda a reduzir vários fatores de risco para doenças cardíacas (30,31).
Uma análise de 45 estudos descobriu que as pessoas que comiam mais grãos inteiros, incluindo arroz integral, tiveram um risco de 16 a 21% menor de doenças cardíacas em comparação com as pessoas que comeram um menor número de grãos integrais (32).
Uma análise de 285.000 homens e mulheres descobriu que comer uma média de 2,5 porções de alimentos de grãos integrais por dia pode reduzir risco de doença cardíaca em quase 25% (33).
Os cereais integrais como arroz integral podem diminuir também os níveis de LDL ("mau" colesterol). O arroz integral foi associado a um aumento no colesterol HDL ("bom") (34,35,36).

Estado Antioxidante:
O farelo de arroz integral contém muitos antioxidantes poderosos(37).
Estudos mostram que, devido aos seus níveis de antioxidantes, cereais integrais como arroz integral pode ajudar a prevenir doenças crônicas como doenças cardíacas, câncer e diabetes tipo 2 (38).
Estudos também mostram que o arroz integral pode ajudar a aumentar os níveis de antioxidantes no sangue em mulheres obesas (39).
Além disso, um estudo recente com animais sugere que comer arroz branco pode diminuir os níveis de antioxidantes no sangue em diabéticos tipo 2 (40).

Controle de Peso:
Comer arroz integral em vez de branco também pode reduzir significativamente o peso, índice de massa corporal (IMC) e a circunferência da cintura e quadril (41).
Um estudo recolheu dados sobre 29,683 adultos e 15.280 crianças. Os pesquisadores descobriram que quanto maior o consumo de grãos inteiros em relação aos refinados, menor era o peso corporal dos participantes do estudo (42).
Em outro estudo, os pesquisadores acompanharam mais de 74.000 mulheres durante 12 anos e descobriram que as mulheres que consumiram mais grãos integrais consistentemente pesava menos do que as mulheres que consumiam menos grãos integrais (43).
Além disso, um estudo randomizado controlado em 40 mulheres com sobrepeso e obesas descobriu que o arroz integral reduziu o peso corporal e a circunferência da cintura em comparação com o arroz branco (41).
Mensagem Importante: Comer arroz integral e outros grãos integrais pode ajudar a aumentar os níveis de antioxidantes no sangue e reduzir o risco de doenças cardíacas e obesidade.


Que Tipo você deve Comer?

O arroz integral é a melhor escolha em termos de benefícios de sua qualidade nutricional para a saúde.
Dito isto, qualquer tipo de arroz pode ser parte de uma dieta saudável e não há nada de errado com um pouco de arroz branco de vez em quando.


Efeitos do Arsênico para a Saúde:

Altas doses de arsênico são altamente tóxicos, causando vários sintomas adversos e até mesmo a morte (26,27).
O arsênico dietética está geralmente presente em baixas quantidades, e não causa quaisquer sintomas imediatos de envenenamento.
No entanto, a ingestão a longo termo de arsênico inorgânico pode causar vários problemas de saúde e aumentam o risco de doenças crônicas. Esses incluem:
Vários tipos de câncer (28,29,30,31).
Estreitamento ou bloqueio dos vasos sanguíneos (doença vascular).
Pressão arterial elevada (hipertensão) (32).
Doenças do coração (33,34).
Diabetes Tipo 2 (35).
Além disso, o arsênico é tóxico para as células nervosas e pode afetar a função cerebral (36,37). Em crianças e adolescentes, a exposição ao arsênicotem sido associada com:
Dificuldade de concentração, aprendizagem e memória (38,39).
Redução da inteligência e competência social (40,41,42).
Algumas dessas deficiências podem ocorrer antes do nascimento. Vários estudos indicam que a ingestão elevada de arsênico entre mulheres grávidas, tem efeitos adversos sobre o feto, aumentando o risco de problemas de nascença que impedem o desenvolvimento (43).
Mensagem Importante: Os sintomas tóxicos do arsênico na dieta geralmente levam muito tempo para se desenvolver. Ingestão a longo prazo pode aumentar o risco de diversos problemas de saúde, incluindo câncer, doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e diminuição da inteligência.


Como Reduzir o Arsênico no Arroz:

O teor de arsênico do arroz pode ser reduzido por lavagem e cozinhar o arroz com água limpa com baixo teor em arsênico.
Isto é eficaz tanto para o arroz branco como o integral, potencialmente reduzindo o teor de arsênico em até 57% (45,46,47).
No entanto, se a água de cozimento contém alto teor em arsênico, pode ter o efeito oposto e aumentar o teor de arsênico significativamente (24,45,48).
As dicas a seguir devem ajudar a reduzir o teor de arsênico no seu arroz:
Use água em abundância ao cozinhar.
Lave o arroz antes de cozinhar. Este método pode remover 10-28% do arsênico (45,47).
O arroz integral contém maior quantidade de arsênico do que o arroz branco. Se você comer grandes quantidades de arroz, a variedade branca pode ser uma escolha melhor (12,49,50).
Escolha o arroz aromático, como o basmati ou jasmim (51).
Escolha o arroz da região do Himalaia, incluindo norte da Índia, norte do Paquistão e Nepal (7).
Se possível, evite arroz, que é cultivado durante a estação seca. O uso de água contaminada com arsênico é mais comum durante esse período(7,23).
O último e mais importante detalhe de aconselhamento diz respeito à sua dieta como um todo. Certifique-se de diversificar a sua dieta comendo muitos alimentos diferentes. Sua dieta nunca deve ser dominada por um tipo de alimento.
Isto não só garante que você está recebendo todos os nutrientes que você precisa, como também o impede de obter muito de um único nutriente.
Mensagem Importante: Você pode seguir algumas dicas simples métodos de cozimento para reduzir o teor de arsênico do arroz. Também tenha em mente que alguns tipos de arroz, como arroz basmati ou jasmin, são mais baixos em arsênico.


Nota do Nutricionista:

O Arroz integral realmente oferece mais vantagens para a saúde do que o arroz branco.
Apesar dessa vantagem é sempre importante ficar atento a quantidade de grãos integrais que consumimos devido serem muito ricos em carboidrato.
Uma ingestão equilibrada com o gasto calórico seria a maneira mais correta de consumir, minimizando os malefícios do excesso de carboidrato, para colher somente os benefícios da maior quantidade de vitaminas/minerais/fibras e de seu baixo índice glicêmico.
O risco de contaminação pelo arsênico é maior nos países asiáticos, devido ao alto consumo de arroz.


Referências:

1) http://nutritiondata.self.com/facts/cereal-grains-and-pasta/5707/2.
2) http://nutritiondata.self.com/facts/cereal-grains-and-pasta/5813/2.
3) Phytic acid in health and disease. Crit Rev Food Sci Nutr. 1995 Nov;35(6):495-508.
4) Phytate in foods and significance for humans: food sources, intake, processing, bioavailability, protective role and analysis. Mol Nutr Food Res. 2009 Sep;53 Suppl 2:S330-75.
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7) Rice consumption contributes to arsenic exposure in US women. Proc Natl Acad Sci U S A. 2011 Dec 20;108(51):20656-60.
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13) Speciation and localization of arsenic in white and brown rice grains. Environ Sci Technol. 2008 Feb 15;42(4):1051-7.
14) Consumption of White Rice and Brown Rice and Urinary Inorganic Arsenic Concentration. http://journals.lww.com/epidem/Fulltext/2015/11000/Consumption_of_White_Rice_and_Brown_Rice_and.23.aspx.
15) Insoluble fiber is a major constituent responsible for lowering the post-prandial blood glucose concentration in the pre-germinated brown rice. Biol Pharm Bull. 2005 Aug;28(8):1539-41.
16) Effect of whole grains on insulin sensitivity in overweight hyperinsulinemic adults. http://ajcn.nutrition.org/content/75/5/848.short.
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18) Whole grain and refined grain consumption and the risk of type 2 diabetes: a systematic review and dose-response meta-analysis of cohort studies. Eur J Epidemiol. 2013 Nov;28(11):845-58.
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21) Effect of brown rice, white rice, and brown rice with legumes on blood glucose and insulin responses in overweight Asian Indians: a randomized controlled trial. Diabetes Technol Ther. 2014 May;16(5):317-25.
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43) Relation between changes in intakes of dietary fiber and grain products and changes in weight and development of obesity among middle-aged women. Am J Clin Nutr. 2003 Nov;78(5):920-7.



Referências // Arsênico:

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28) Arsenic in the aetiology of cancer. Mutat Res. 2006 Jun;612(3):215-46.
29) A population-based case-control study of urinary arsenic species and squamous cell carcinoma in New Hampshire, USA. Environ Health Perspect. 2013 Oct;121(10):1154-60.
30) Bladder cancer mortality associated with arsenic in drinking water in Argentina. Epidemiology. 1996 Mar;7(2):117-24.
31) Increased mortality from lung cancer and bronchiectasis in young adults after exposure to arsenic in utero and in early childhood. Environ Health Perspect. 2006 Aug;114(8):1293-6.
32) Elevated risk of hypertension induced by arsenic exposure in Taiwanese rural residents: possible effects of manganese superoxide dismutase (MnSOD) and 8-oxoguanine DNA glycosylase (OGG1) genes. Arch Toxicol. 2012 Jun;86(6):869-78.
33) Arsenic exposure and cardiovascular disorders: an overview. Cardiovasc Toxicol. 2009 Dec;9(4):169-76.
34) Arsenic exposure and cardiovascular disease: an updated systematic review. Curr Atheroscler Rep. 2012 Dec;14(6):542-55.
35) Arsenic and diabetes and hypertension in human populations: a review. Toxicol Appl Pharmacol. 2007 Aug 1;222(3):298-304.
36) Arsenic neurotoxicity--a review. Hum Exp Toxicol. 2007 Oct;26(10):823-32.
37) Arsenic and fluoride induce neural progenitor cell apoptosis. Toxicol Lett. 2011 Jun 24;203(3):237-44.
38) Water arsenic exposure and children's intellectual function in Araihazar, Bangladesh. Environ Health Perspect. 2004 Sep;112(13):1329-33.
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42) Children's intellectual function in relation to arsenic exposure. Epidemiology. 2007 Jan;18(1):44-51.
43) In utero and early life arsenic exposure in relation to long-term health and disease. Toxicol Appl Pharmacol. 2013 Oct 15;272(2):384-90.
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51) U.S. rice serves up arsenic. Environ Health Perspect. 2007 Jun;115(6):A296.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A Inatividade Física Custa a Economia Global 67 Bilhões de Dólares por Ano.

A Inatividade Física Custa a Economia Global 67 Bilhões de Dólares por Ano.


Artigo editado por Joseph Mercola, MD.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br



As pesquisas de fitness moderno oferecem muitas provas potentes de que a atividade física é uma das melhores "drogas preventivas" para muitas doenças comuns, desde transtornos psiquiátricos a doenças cardíacas, diabetes e câncer. (1,2)
Muitos estudos também confirmam que permanecer sentado por longos períodos é um fator de risco independente para a doença e morte prematura. Assim não é nenhuma grande surpresa ao descobrir que a inatividade pode estar custando muito dinheiro na economia global, refletindo em bilhões de dólares por ano em custos de produtividade e de saúde perdidos.
Conforme relatado pela Reuters (3) e outros,(4)um estudo recente (5) olhando para os dados de 1 milhão de pessoas em todo o mundo descobriu que a falta de atividade física teve um preço global de US $ 67,5 bilhões em 2013.
Desse montante, US $ 32,2 bilhões foram pagos pelo setor público, $ 12,9 bilhões pelo setor privado e US $ 9,7 bilhões pelos próprios indivíduos. De acordo com os estudos, uma hora diária de exercício poderia eliminar a maioria dessas despesas.
Segundo os pesquisadores, a inatividade é também a causa de mais de 5 milhões de mortes por ano. Para colocar isso em perspectiva em termos de ser um fator de risco, o tabagismo mata cerca de 6 milhões por ano.


O Movimento do Não-exercício e o Exercício são igualmente Importantes:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a obtenção de um mínimo de 150 minutos de exercício moderado por semana, mas mesmo isso pode não ser suficiente, de acordo com os pesquisadores deste estudo.
Ulf Ekelund, Ph.D., um cientista sênior e professor da Escola Norueguesa de Ciências do Desporto e da Universidade de Cambridge, disse à Reuters:
"Você não precisa fazer esporte ou ir para a academia ... mas você precisa fazer pelo menos uma hora por dia", disse ele, dando uma caminhada em 5,6 km [3,5 milhas] por uma hora ou de bicicleta a 16 km/h [10 mph] como exemplos do que é necessário. "
Ele sempre salientou que o movimento do não-exercício, como levantar-se no trabalho e andar mais, é tão importante como uma rotina de exercícios regular. Por outro lado, a pesquisa também aponta que ter uma rotina de exercícios é tão importante como permanecer ativo e evitar sentar-se. Como observado pela Reuters:
"As pessoas que permanecem sentadas oito horas por dia, mas eram de outra maneira ativa, tiveram um menor risco de morte prematura do que as pessoas que passaram menos horas sentadas, mas também eram menos ativos, sugerindo que o exercício é particularmente importante, não importa quantas horas por dia são gastas sentado.
O maior risco de morte prematura era para as pessoas que estavam sentadas por longos períodos de tempo e não se exercitam, de acordo com os resultados ... "
Em suma, você precisa de ambos. Quanto mais tempo você gasta sentado, mais você precisa de exercitar. Por outro lado, ao sentar-se menos reduz a quantidade de exercício que você precisa, não eliminando totalmente sua necessidade para o exercício.
Mas quanto de movimento e exercício que você precisa? Pesquisas anteriores já haviam fornecido pistas valiosas que são dignas de atenção.


De Quanto Exercício Você Necessita?

Um estudo grande e impressionantemente analisando os hábitos de exercício e saúde de 661,000 adultos revelaram que há na verdade uma "zona de Goldilocks" ou Cachinhos de Ouro, em que o exercício cria o maior benefício para a saúde e longevidade. (6)
Como esperado, este estudo confirmou que aqueles que não fazem nenhum exercício tiveram o maior risco de morte prematura. Mas alguns de seus outros achados foram mais intrigante: (7)
• Aqueles que se exercitam, mas não atendem às recomendações atuais de exercício de 150 minutos de exercício moderado por semana reduziram o risco de morte prematura em 20 por cento.
• Aqueles que cumpriram as orientações de 150 minutos por semana de exercício moderado reduziram o risco de morte em 31 por cento durante o período de estudo de 14 anos, em comparação com aqueles que não se exercitaram.
• Triplicar a quantidade recomendada de exercício teve o maior benefício. Aqueles que se envolveram em exercício moderado, como caminhar por 450 minutos por semana (7,5 horas por semana ou um pouco mais de uma hora por dia), reduziram o risco de morte prematura em 39 por cento, em comparação com os não praticantes.
• Aqueles que se exercitaram 10 vezes acima do nível recomendado só obtiveram a mesma redução do risco de mortalidade do que aqueles que seguiram as diretrizes de 150 minutos por semana
Um segundo estudo de grande escala (8) que incidiu sobre a intensidade do exercício descobriu que aumentando a intensidade ao longo do tempo também teve um impacto definitivo sobre a saúde e longevidade. Aqui, os dados dos inquéritos de saúde de mais de 200.000 adultos foi reunido.
Gastar até 30 por cento do tempo de exercício semanal fazendo exercícios de maior intensidade levou a um risco 9 por cento mais baixo de morte prematura em comparação com o exercício da mesma quantidade de tempo em um ritmo consistente moderado.
O maior benefício foi encontrado entre aqueles que passaram mais de 30 por cento do seu tempo de exercício a fazer exercícios de alta intensidade. Este grupo reduziu seu risco de morte prematura cerca de 13 por cento extra, em comparação com aqueles que fizeram uma quantidade igual de exercício com intensidade baixa ou moderada.
Assim, para resumir, os dados sugerem que para a saúde e longevidade ideal, você precisa se exercitar por pelo menos 7,5 horas por semana (cerca de uma hora por dia), gastando pelo menos 2,25 horas por semana (20 minutos por dia) fazendo maior intensidade exercícios.


Qual a Quantidade do Não Exercício que você Precisa?

A outra questão é o quanto de atividade geral ou movimento do não exercício que você precisa? Esta questão é um pouco mais difícil de responder, mas, em geral, parece seguro dizer que quanto mais, melhor. Alguns estudos têm oferecido algumas pistas gerais.
Por exemplo, um estudo recente publicado no American Journal of Preventive Medicine descobriu que sentar-se por mais de três horas por dia é responsável por 3,8 por cento de todas as causas de mortes nos 54 países pesquisados. (9)
Reduzir o seu tempo sentado a menos de três horas por dia poderia aumentar sua expectativa de vida em 0,2 anos, concluíram os pesquisadores.
Reduzindo o tempo sentado em 50 por cento (média de tempo sentado sendo 4,7 horas por dia) resultaria em um declínio de 2,3 por cento em todas as causas de mortalidade. Isso pode não parecer muito, mas o valor real não é necessariamente viver mais tempo, mas sim ser mais saudável enquanto ainda está vivo.


O Movimento do Não Exercício melhora a Saúde Geral:

Como foi explicado pelo Dr. James Levine, que dedicou grande parte de sua carreira a investigar os efeitos para a saúde e o ato de ficar sentado, o simples ato de ficar de pé na posição vertical é responsável por ativar um número de funções moleculares.
Dentro de 90 segundos em pé, os sistemas muscular e celulares que processam a glicose no sangue, triglicérides e colesterol; que são mediadas pela insulina, são ativados.
Estes efeitos moleculares são ativados simplesmente sustentando seu peso corporal em cima de suas pernas. Estes mecanismos celulares também são responsáveis por empurrar combustíveis em suas células. Quando feito regularmente, isso pode radicalmente diminuir o risco de diabetes e obesidade. A pesquisa de Levine revela que, a nível molecular, o seu corpo foi projetado para ser vertical e em movimento durante todo o dia.
De acordo com Levine, quando você para de se mover por longos períodos de tempo, como quando você está sentado em sua mesa de trabalho em um computador o dia todo, você está dizendo essencialmente ao seu corpo que é hora de desligar; não há necessidade de manter as funções de apoio à vida por mais tempo porque a sua inatividade sinaliza ao organismo que você está se preparando para a morte.
Assim, enquanto você certamente precisa parar, sentar-se e descansar e, em seguida, o descanso é suposto para quebrar a atividade, e não o contrário. A postura assumida quando sentado em uma cadeira ou sofá também tem um impacto metabólico adverso.
Não só é ruim para suas costas e pescoço, mas também desliga "os sistemas de abastecimento fundamentais que integram o que está acontecendo na corrente sanguínea com o que se passa nos músculos e nos tecidos", diz Levine. Por exemplo, sentar provoca um aumento em seus níveis de glicose no sangue, pressão arterial, colesterol e acúmulo tóxico, todos os que têm consequências adversas para a saúde ao longo do tempo.


A Fraca Aptidão Física é o Segundo Fator de Risco para Morte Prematura (o Primeiro é o Fumo):

Outro estudo recente descobriu que a aptidão aeróbica deficiente (medido como VO2 max) é simplesmente o segundo fator de risco para morte prematura, incrivelmente somente atrás do hábito de fumar. Para este estudo, mais de 790 homens de meia-idade e mais velhos foram analisados, e "cada aumento mensurável no nível de condicionamento físico foi traduzido em um risco 21 por cento menor de morte em mais de 45 anos de follow-up", relata Medicinenet.com. (10)
O tabagismo foi o fator de risco mais significativo para a morte prematura, mas a capacidade aeróbica foi realmente um fator mais potente do que os níveis elevados de colesterol e pressão arterial elevada. Dr. William Zoghbi, chefe de cardiologia do Houston Hospital Metodista no Texas disse a Medicinenet.com: "A parte surpreendente da descoberta é que [a aptidão física] é prognósticamente um fator de extrema importância. Uma mensagem que ouvimos anteriormente, é que o condicionamento físico é realmente um dos principais determinantes da longevidade. Este estudo suporta essa afirmação".


Variedade Equilibrada é a Chave para uma Ótima Saúde e Longevidade:

Mesmo se você está comendo a melhor dieta no mundo, você ainda precisa permanecer ativo e exercitar-se em uma base regular se você procura otimizar sua saúde e longevidade. Eu muitas vezes comparo o exercício a uma droga a partir da perspectiva de que ambos precisam ser tomados na dosagem ideal para colher o efeito desejado.
Uma maneira de olhar para o impacto e os benefícios do movimento do não exercício versus o exercício físico é que o primeiro vai ajudar a otimizar sua saúde e qualidade de vida, enquanto o último pode ajudá-lo a viver de forma saudável significativamente por um período mais longo. Ambos são importantes.
Quanto ao investimento de tempo semanal ideal, lembre-se que o maior efeito sobre a longevidade foi encontrado entre aqueles que se envolveram em 150 a 450 minutos de exercício por semana, a maior parte dos quais foi de atividades de intensidade moderada como caminhar. Incluindo também episódios de atividade vigorosa pode dar-lhe um impulso adicional na longevidade. Em relação ao movimento do não exercício, uma recomendação geral seria a de limitar o seu tempo sentado em três horas por dia.
Em última análise, uma das chaves para a saúde ideal é permanecer tão ativo quanto você pode, durante todo o dia. Sempre que você tem uma chance de se mover e esticar seu corpo ao longo do dia, faça isso.
E, embora não seja realçado em qualquer dos estudos discutidos aqui, a sua melhor aposta é a de incorporar uma grande variedade de atividades, incluindo exercícios de fortalecimento do núcleo, o treinamento de força, alongamento e atividades de alta intensidade. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) aumenta a produção do hormônio de crescimento humano (HGH), que é essencial para uma boa saúde, força, vigor e sem dúvida, contribui para a longevidade.
Para uma visão geral de outros fatores de estilo de vida que podem ajudar a melhorar sua saúde geral e aumentar a sua longevidade, dê uma olhada no seguinte infográfico.


Nota do Nutricionista:

Segundo os pesquisadores, a inatividade física é também a causa de mais de 5 milhões de mortes por ano. Para colocar isso em perspectiva em termos de ser um fator de risco, o tabagismo mata cerca de 6 milhões por ano.
De acordo com Levine, quando você para de se mover por longos períodos de tempo, como quando você está sentado em sua mesa de trabalho em um computador o dia todo, você está dizendo essencialmente ao seu corpo que é hora de desligar; não há necessidade de manter as funções de apoio à vida por mais tempo porque a sua inatividade sinaliza ao organismo que você está se preparando para a morte.
Incrível, realmente precisamos cada vez mais entrar no mundo da atividade física!


Referências:

1) University Herald December 30, 2013.
2) British Medical Journal 2013;347:f5577.
3) Reuters July 27, 2016.
4) The Times of India July 28, 2016.
5) The Lancet July 27, 2016 [Epub ahead of print].
6) New York Times April 15, 2015.
7) JAMA Internal Medicine June 2015;175(6):959-67.
8) JAMA Internal Medicine June 2015;175(6):970-7.
9) American Journal of Preventive Medicine August 2016; 51(2): 253-263.
10) Medicinenet.com July 27, 2016.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

14 Fatos Nutricionais Apoiados pela Ciência.

14 Fatos Nutricionais Apoiados pela Ciência.


Artigo Editado por Franziska Spritzler, RD, CDE.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br



Há muitas opiniões mistas na ciência da nutrição.
Dezenas de estudos são publicados toda semana, mas a maioria deles são de baixa qualidade.
Os estudos mais comumente promovidos pela mídia são estudos in vitro, estudos em animais ou estudos observacionais.
Estes estudos têm valor limitado por conta própria, e os seus resultados muitas vezes completamente contraditórios entre si.
Isto tem causado muita confusão sobre o que constitui a nutrição baseada em evidências.
No entanto, existem alguns fatos nos alimentos que são verdadeiramente apoiados por fortes evidências.
Estes são apoiados por revisões sistemáticas, meta-análises ou ensaios clínicos randomizados, que são os melhores tipos de estudos.
Aqui estão 14 fatos nutricionais que são fortemente apoiados por evidências.


1. Dietas de Baixo Carboidrato promovem a Perda de Peso:

Dietas de baixo carboidrato são inegavelmente eficaz para perda de peso, embora o mecanismo por trás dele seja muito debatido.
Eles foram mostrados para produzir resultados iguais ou melhores do que as dietas de baixo teor de gordura em estudos com a duração a partir de 6 semanas a 2 anos (1,2,3,4,5,6,7,8,9).
Na verdade, uma análise detalhada de 17 estudos randomizados controlados descobriram que, em geral, dietas de baixo carboidrato levaram a uma maior perda de peso e redução nos fatores de risco de doença cardíaca, quando comparado com dietas de baixa gordura (10).
As dietas de baixo carboidrato parecem ser particularmente benéficas para as pessoas com síndrome metabólica, que carregam excesso de peso em torno da cintura e estão em um risco aumentado de diabetes.
Em um estudo de 12 semanas de homens com síndrome metabólica, o grupo low-carb perdeu quase duas vezes mais peso do que o grupo de baixo teor de gordura. Eles também tiveram uma diminuição média de 20% da gordura abdominal, em comparação com 12% no grupo de baixo teor de gordura (7).
Em muitos estudos, os grupos low-carb foram autorizados a comer de forma ilimitado as proteína e gorduras. Uma das razões pelas quais as dietas de baixo carboidrato funcionam tão bem é que elas ajudam a reduzir o apetite. Isto resulta numa redução espontânea da ingestão e calorias (8,9).

Mensagem Importante: Muitos estudos controlados têm mostrado que dietas de baixo carboidrato são muito eficazes para a perda de peso. Elas também reduzem muitos fatores de risco para doenças cardíacas.


2. A Gordura Saturada não causa Doença Cardíaca:

Durante várias décadas, acreditava-se que a ingestão de gordura saturada aumentaria o risco de doença cardíaca.
A teoria era que a gordura saturada elevaria os níveis de colesterol no sangue ocasionando o bloqueio das artérias, o que causaria ataques cardíacos.
Em resposta aos avisos de organizações de saúde, muitas pessoas substituíram o leite integral por produtos lácteos com baixo teor de gordura e versões livres de gordura. Eles também trocaram gorduras naturais como a manteiga por margarina feita a partir de óleo vegetal.
No entanto, nos últimos anos, várias revisões sistemáticas e meta-análises não encontraram nenhuma ligação entre a ingestão de gordura saturada e doenças cardíacas (11,12,13,14,15).
A revisão de 2014 de 76 estudos observacionais e randomizados controlados com mais de 650.000 participantes descobriram que aqueles com uma alta ingestão de gordura saturada não têm um risco aumentado de doença cardíaca (11).
Por outro lado, alguns dados sugerem que a substituição de uma parte de suas gorduras saturadas por gorduras insaturadas podem ligeiramente diminuir o risco de problemas cardíacos (12,13).
No entanto, a alegação de que a ingestão de gordura saturada causa doença de coração não é suportado pelas melhores evidências disponíveis até a atual data.

Mensagem Importante: Análises abrangentes de estudos observacionais e controlados não encontraram nenhuma evidência convincente de que a ingestão de gordura saturada causa doença cardíaca.


3. Café e Chá Verde são Bebidas Saudáveis:

Café e chá verde são duas das bebidas mais populares do mundo.
Um grande número de evidências sugere que eles também estão entre as mais saudáveis.
Eles contêm cafeína, que vários estudos têm demonstrado aumenta a vigilância, o humor, a taxa metabólica e desempenho do exercício (16,17,18).
Uma análise de 41 estudos descobriu que a dosagem mais eficaz para maximizar os benefícios da cafeína, sem causar efeitos colaterais foi 38-400 mg por dia. Isto equivale a cerca de 0,3 a 4 xícaras de café por dia, dependendo também da quantidade de pó utilizada (19).
A pesquisa mostrou também uma diminuição do risco de diabetes tipo 2 entre os bebedores de café, particularmente aqueles que bebem várias xícaras por dia em uma base diária (20,21,22,23).
Em uma grande revisão de 18 estudos com mais de 450.000 pessoas, houve uma redução de 9% no risco de tipo 2 diabetes para cada xícara de café regular consumida por dia. A redução para o café descafeinado foi de 6% para cada xícara consumida diariamente (23).
Além disso, o café tem demonstrado proteger contra o câncer do fígado e cirrose, uma condição de inflamação do fígado e cicatrizes que podem ocorrer em alcoólicos ou aqueles com hepatite (24,25).
O chá verde contém antioxidantes conhecidos como catequinas, que ajudam a reduzir a inflamação, o excesso de inflamação acelera o processo de envelhecimento e muitas doenças (26).
Além disso, o chá verde é uma fonte rica de epigalocatequina galato (EGCG). Este antioxidante demonstrou ajudar a reduzir a gordura abdominal em diversos estudos (27,28,29).

Mensagem Importante: Muitos estudos têm mostrado que o café e o chá verde tem efeitos benéficos. Isso inclui melhora do humor, aumento do desempenho físico e mental, metabolismo acelerado e uma redução do risco de várias doenças.



4. Bebidas Açucarados Provocam o Ganho de Gordura:

O açúcar é mais do que apenas calorias vazias. Em excesso, ele pode conduzir a problemas de saúde e o aumento de peso, especialmente quando consumido na forma líquida.
O açúcar (sacarose), contém 50% de glicose e 50% de frutose, enquanto xarope de milho que contém 45% de glicose e 55% de frutose. A Frutose tem sido associada à obesidade e várias doenças crônicas, tais como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas (30) .
Em estudos observacionais e controlados, bebidas adoçadas com açúcar têm mostrado uma forte relação com o ganho de peso, incluindo a gordura abdominal ou visceral em torno do fígado e outros órgãos (31,32,33,34,35).
Um estudo em crianças descobriu que para cada porção de refrigerante ou outra bebida açucarada consumida por dia, o risco de obesidade aumentou em 60% (33).
Num estudo de 10 semanas controlado, as pessoas com sobrepeso consumindo 25% das calorias sob a forma de bebidas adoçadas com frutose experimentaram um ganho de 14% na gordura visceral (35).
A pesquisa sugere que as calorias consumidas em forma líquida, não tem o mesmo efeito do apetite como calorias sólidas fazem. Isto conduz a excesso de calorias consumidas ao longo do dia, que são então armazenados como
gordura (36,37).

Mensagem Importante: bebidas adoçadas têm demonstrado promover o ganho de peso e de gordura abdominal insalubre, o que aumenta o risco de várias doenças.


5. Azeite ExtraVirgem é bom para a Saúde:

Evidências que suportam os benefícios do azeite extravirgem, continuam a aumentar (38).
O azeite extravirgem contém ácido oleico, um tipo de gordura monoinsaturada, que demonstrou reduzir os triglicerídeos, aumentar os níveis de HDL (o bom colesterol) e aumentar o hormônio intestinal de promoção da saciedade GLP-1 (39,40).
Em uma grande análise de 32 estudos olhando para diferentes tipos de gordura, ácido oleico do azeite foi o único ácido graxo ligado à redução do risco de doenças cardíacas (38).
O azeite extravirgem também contém antioxidantes chamados polifenóis. Estes podem combater a inflamação , diminuir o colesterol LDL e protegê-lo de danos, melhorar a função das células que revestem suas artérias e reduzir a pressão arterial (41,42,43,44).
Pesquisadores que analisaram dados de 5.800 pessoas com um risco aumentado de doença cardíaca descobriu que o grupo tratado com azeite experimentou uma diminuição significativa nos níveis de glicose no sangue e gordura abdominal (45).

Mensagem Importante: O azeite extravirgem contém ácido oleico e antioxidantes, ambos os quais demonstraram reduzir a inflamação, reduzir o colesterol e melhorar outros marcadores de saúde cardíaca.


6. A Diminuição de Carboidratos Melhora o Controle do Diabetes:

Dos três macronutrientes, os carboidratos, de longe, causam o maior impacto sobre a glicose no sangue.
Estudos mostram que dietas de baixo carboidrato levar a um melhor controle da glicose no sangue em pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2 (46,47,48,49,50,51,52,53,54).
Em um estudo de 21 pessoas com diabetes tipo 2 que seguiram uma dieta contendo 20 gramas de carboidratos ou menos por dia, 81% dos indivíduos foram capazes de eliminar ou reduzir significativamente a insulina ou a medicação do diabetes após 16 semanas (51).
Embora as dietas muito baixas em hidratos de carbono demonstram ser extremamente eficaz na redução de açúcar no sangue, vários estudos têm demonstrado que uma redução de carboidratos mais modesta também pode produzir excelentes resultados (52,53,54).
Em um estudo, homens com diabetes tipo 2 que consumiram uma dieta rica em fibras com 100 gramas de carboidratos digeríveis por dia durante 5 semanas tiveram uma redução de quase 30% na glicemia de jejum, em média (54).

Mensagem Importante: As dietas Low-carb contendo entre 20 e 100 gramas de carboidratos digeríveis por dia mostraram diminuir os níveis de glicose no sangue. Em alguns casos, os participantes podem reduzir significativamente a sua medicação para o diabetes.


7. Um Alto Consumo de Proteínas é benéfico para a Perda de Peso:

Estudos controlados comprovam que comer uma dieta rica em proteínas é uma das melhores maneiras de atingir e manter um peso saudável (55,56,57,58,59,60).
Uma alta ingestão de proteína diminui os níveis do "hormônio da fome" grelina e aumenta a liberação dos hormônios da saciedade PYY e GLP-1. Isto leva a uma redução natural na sua ingestão de calorias (60,61,62).
Em um estudo controlado, as pessoas que comeram uma dieta contendo 30% de suas calorias em proteína acabaram consumindo 441 calorias a menos por dia sem conscientemente restringir a sua ingestão (63).
Além disso, a proteína tem um maior efeito térmico maior do que carboidratos ou gorduras, o que significa que aumenta mais a sua taxa metabólica durante várias horas após uma refeição (64,65,66).

Mensagem Importante: dietas de alta proteína promovem a perda de peso e sua manutenção, diminuindo a fome, aumentando a sensação de saciedade e aumentando sua taxa metabólica.


8. As Nozes/Castanhas são Saudáveis e Ajudam na Perda de Peso:

As nozes são deliciosas e proporcionam muitos benefícios à saúde.
Vários estudos observacionais mostram uma ligação entre alto consumo de castanhas e uma redução do risco de doença cardíaca (67).
Um estudo descobriu que as pessoas que consumiram nozes mais de 4 vezes por semana tiveram um risco 37% menor de doenças cardíacas do que as pessoas que comiam nozes com menos frequência (68).
Amêndoas, pistache, nozes e castanhas do Pará, mostraram reduzir marcadores de inflamação, melhorar os níveis de colesterol e melhorar a função das células que revestem suas artérias (69,70,71,72,73,74,75,76).
Além disso, apesar de seu teor calórico relativamente alto, muitos estudos descobriram que as nozes tendem a evitar o ganho de peso e, em alguns casos promover a perda de peso(71,75,77,78).

Mensagem Importante: As castanhas são anti-inflamatórias, ajudam a proteger a saúde do coração e são benéficas para o controle de peso.


9. A Dieta Cetogênica pode Ajudar a Controlar a Epilepsia:

A epilepsia é uma doença caracterizada por crises repetidas no cérebro.
Ele é muitas vezes tratada com fármacos que têm efeitos secundários fortes.
No entanto, uma dieta de baixo carboidrato ou cetogênica também tem se mostrado promissora no tratamento da doença.
Na verdade, os estudos mostraram que ela funciona em até 50% dos pacientes que não respondem à terapia medicamentosa ou não podem tolerar os efeitos colaterais dos medicamentos (79,80,81,82).
Entre os pacientes que respondem à dieta, os resultados podem ser dramáticos. Em um estudo, crianças tratadas com uma dieta cetogênica durante três meses tiveram uma diminuição de 75% nas crises de Eplepsia, em média (82).
A ingestão de proteína na dieta Cetogênica clássica se limita a 10% das calorias e os hidratos de carbono a menos do que 5%.
Uma opção menos rigorosa que tem mostrado resultados igualmente bons é a dieta de Atkins modificada, que não restringe a proteína (83,84,85,86,87,88).
Em um estudo controlado de três meses com 102 crianças, 30% daqueles que seguiram a dieta de Atkins modificada tiveram uma redução de 90% ou mais nas crises (incrível), enquanto mais da metade tiveram pelo menos uma redução de 50% (88).

Mensagem Importante: A dieta cetogênica clássica e a dieta Atkins modificada demonstrou reduzir as convulsões em muitas crianças com epilepsia.


10. Os Grãos Integrais são mais Saudáveis que os Grãos Refinados:

Alimentos integrais são geralmente muito mais saudáveis do que alimentos processados, e os grãos não são exceção.
Muitos estudos observacionais de grande porte encontraram uma ligação entre uma alta ingestão de cereais integrais e uma redução do risco de obesidade e doenças cardíacas (89,90,91,92,93).
Além disso, estudos controlados descobriram que os grãos integrais pode reduzir a inflamação, diminuir o risco de doença cardíaca e favoravelmente afetar o apetite e o peso corporal(94,95,96,97).
Em um estudo que controlava as calorias em adultos com sobrepeso e obesos, comer duas porções de grãos inteiros de cereais de aveia por dia levou a reduções nos níveis de colesterol LDL e da gordura abdominal (97).
Por outro lado, o consumo elevado de grãos refinados está associado a inflamação, a resistência à insulina e um aumento do risco de diabetes tipo 2 (98,99,100).

Mensagem Importante: Na maioria dos estudos, os grãos integrais têm demonstrado reduzir a inflamação, proteger a saúde do coração e ajudar a controlar o peso. Os grãos refinados têm sido associados a efeitos nocivos a saúde.


11. Legumes e Frutas são Extremamente Saudáveis:

Comer legumes e frutas em uma base regular é considerada uma prática muito saudável.
Grandes estudos em todo o mundo encontraram um risco significativamente reduzido de muitas doenças crônicas em pessoas que comem a maioria das frutas e vegetais (101,102,103,104,105).
Pesquisadores que analisaram dados de mais de 65.000 pessoas descobriram que aqueles que comiam pelo menos sete porções de vegetais ou frutas por dia tinham um risco 42% menor de morte prematura do que aqueles que comiam menos de uma porção diária (105).
Alguns legumes e frutas podem ser especialmente protetores contra o câncer. Estes incluem blueberries, legumes ricos em beta-caroteno, como espinafre e cenoura, e vegetais crucíferos, como brócolis e couve-flor (106,107,108).
Estudos controlados em ambas as pessoas saudáveis e aqueles com diabetes descobriram que o aumento do consumo de frutas e legumes aumenta os níveis de antioxidantes no sangue e melhora os fatores de risco para a doença cardíaca (109,110,111).

Mensagem Importante: Diversos grandes estudos descobriram que comer frutas e vegetais está associado a uma diminuição do risco de várias doenças, incluindo doenças cardíacas e câncer.


12. Os Ácidos Graxos Ômega-3 reduzem os Triglicerídeos:

Comer boas quantidades de ômega-3 é muito importante.
Eles são bons para o cérebro e demonstraram melhorar vários fatores de risco, incluindo os triglicerídeos no sangue.
Na verdade, dezenas de estudos reforçam que o ômega-3 reduz significativamente os níveis de triglicerídeos no sangue (112,113,114,115,116).
Em uma revisão sistemática de 18 estudos em mais de 800 diabéticos, a ingestão de 3 a 18 gramas por dia de óleo de peixe levou a uma diminuição significativa dos triglicerídeos (116).
Além disso, alguns estudos descobriram que a suplementação com estas gorduras (ômega-3) também pode reduzir a inflamação, aumentar o colesterol HDL e melhorar a função das artérias (112,113,114).

Mensagem Importante: Os Ácidos graxos ômega-3 têm demonstram reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue em muitos estudos, em conjunto com outros benefícios.


13. As Calorias são Importantes, embora você não precise contá-las:

O déficit calórico é necessário para a perda de peso, mas a contagem de calorias parece ser muito individualizada.
Estudos mostram que quando as pessoas consomem mais calorias do que elas precisam, elas ganham peso. Isto é verdadeiro nas pessoas, tanto magras como com excesso de peso (117,118,119,120,121).
Embora existam muitos fatores que afetam a velocidade e facilidade de perda de peso, quando as pessoas consomem menos calorias do que eles precisam, elas perdem peso (122).
Alguns estudos sugerem que o monitoramento da ingestão de calorias pode ser útil para perda de peso, fornecendo um melhor controle (123,124).
Na verdade, os pesquisadores que analisaram 37 estudos de programas de perda de peso descobriram que a contagem de calorias foi mais susceptível de conduzir à perda de peso do que todas as outras alterações de comportamento (124).
Por outro lado, algumas pessoas podem achar a contagem de calorias estressante. Na verdade, a contagem de calorias pode não ser necessário se você comer de uma forma que ajuda você naturalmente a consumir menos calorias do que você precisa.
Mensagem Importante: Reduzir a ingestão de calorias é necessário para a perda de peso, mas a contagem de calorias pode não ser apropriada para todos.


14. O Colesterol Dietético e os Ovos inteiros não são Ruins para a Saúde:

Estudos têm demonstrado durante várias décadas, que o colesterol da dieta foi crucificado por aumentar o colesterol no sangue e aumentar o risco de doença cardíaca.
No entanto, estudos mostram que quando você come mais colesterol, o seu corpo produz menos.
O resultado é que os seus níveis de colesterol no sangue permanecem estáveis ou só aumentam ligeiramente (125,126).
Que o consumo de 1 a 3 ovos por dia não aumenta os níveis de colesterol LDL ou os fatores de risco para doença cardíaca na maioria das pessoas (127,128,129).
Na verdade, comer ovos mostrou melhorar alguns fatores de risco para doenças cardíacas, incluindo aumento dos níveis do colesterol HDL e promovem mudanças benéficas no tamanho e forma do colesterol LDL (130,131,132,133).
Um pequeno número de pessoas, que são considerados "hyperresponders" ao colesterol; mostraram experimentar um grande aumento nos níveis de colesterol no sangue em resposta a uma ingestão de colesterol dietético elevado (134,135,136).
No entanto, para a maioria das pessoas, comer ovos regularmente demonstrou ser muito saudável.
Importante é que você deve comer todo o ovo, incluindo a gema, onde quase todos os nutrientes são encontrados.


Nota do Nutricionista:

O mundo da nutrição é cheio de dúvidas e questionamentos, várias opiniões diferentes mesmo entre profissionais da área.
Este artigo nos ajuda a seguir numa direção mais segura com vários fatos nutricionais muito bem estudados e comprovados pela ciência da nutrição.
Procure colocar em prática para melhorar seu rendimento físico, mental e sua saúde de forma geral.
Veja abaixo as referências, chegam a incríveis 136 estudos, impressionante!



Referências:


1) A low-carbohydrate as compared with a low-fat diet in severe obesity. N Engl J Med. 2003 May 22;348(21):2074-81.
2) A low-carbohydrate, ketogenic diet versus a low-fat diet to treat obesity and hyperlipidemia: a randomized, controlled trial. Ann Intern Med. 2004 May 18;140(10):769-77.
3) A randomized trial of a low-carbohydrate diet for obesity. N Engl J Med. 2003 May 22;348(21):2082-90.
4) A Randomized Trial Comparing a Very Low Carbohydrate Diet and a Calorie-Restricted Low Fat Diet on Body Weight and Cardiovascular Risk Factors in Healthy Women. http://press.endocrine.org/doi/full/10.1210/jc.2002-021480.
5) A low-carbohydrate diet is more effective in reducing body weight than healthy eating in both diabetic and non-diabetic subjects. Diabet Med. 2007 Dec;24(12):1430-5.
6) Weight and metabolic outcomes after 2 years on a low-carbohydrate versus low-fat diet: a randomized trial. Ann Intern Med. 2010 Aug 3;153(3):147-57.
7) Carbohydrate restriction has a more favorable impact on the metabolic syndrome than a low fat diet. Lipids. 2009 Apr;44(4):297-309.
8) Perceived hunger is lower and weight loss is greater in overweight premenopausal women consuming a low-carbohydrate/high-protein vs high-carbohydrate/low-fat diet. J Am Diet Assoc. 2005 Sep;105(9):1433-7.
9) The effects of a low-carbohydrate ketogenic diet and a low-fat diet on mood, hunger, and other self-reported symptoms. Obesity (Silver Spring). 2007 Jan;15(1):182-7.
10) Dietary Intervention for Overweight and Obese Adults: Comparison of Low-Carbohydrate and Low-Fat Diets. A Meta-Analysis. PLoS One. 2015 Oct 20;10(10):e0139817.
11) Association of dietary, circulating, and supplement fatty acids with coronary risk: a systematic review and meta-analysis. Ann Intern Med. 2014 Mar 18;160(6):398-406.
12) Effect of the amount and type of dietary fat on cardiometabolic risk factors and risk of developing type 2 diabetes, cardiovascular diseases, and cancer: a systematic review. Food Nutr Res. 2014 Jul 10;58.
13) Reduction in saturated fat intake for cardiovascular disease. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Jun 10;(6):CD011737.
14) Meta-analysis of prospective cohort studies evaluating the association of saturated fat with cardiovascular disease. Am J Clin Nutr. 2010 Mar;91(3):535-46.
15) Intake of saturated and trans unsaturated fatty acids and risk of all cause mortality, cardiovascular disease, and type 2 diabetes: systematic review and meta-analysis of observational studies. BMJ. 2015 Aug 11;351:h3978.
16) Effects of caffeine on mood and performance: a study of realistic consumption. Psychopharmacology (Berl). 2002 Nov;164(2):188-92.
17) The effects of low doses of caffeine on human performance and mood.
http://link.springer.com/article/10.1007/BF00210835.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

4 Azeites Adulterados em Teste da PROTESTE.

4 Azeites Adulterados em Teste da PROTESTE.


Artigo Editado pela Proteste.

Postado pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br



De vinte marcas de azeite, quatro estão adicionadas de outros óleos vegetais e sete não são o que dizem ser. Essa é a conclusão de nosso mais recente teste desse alimento, que continua a revelar problemas para o consumidor.
Os produtos que não podem ser considerado azeites são Pramesa, Figueira da Foz, Tradição e Quinta d’Aldeia. Eles foram eliminados do teste após nossa análise em laboratório comprovar adulteração.
Na prática, isso significa que ao azeite (proveniente da azeitona) foram adicionados outros óleos vegetais, o que não é permitido por lei. Dessa forma, ao adquirir um desses produtos, você e sua família vão consumir uma mistura de óleos longe de oferecer ao organismo as mesmas vantagens que o verdadeiro extravirgem é capaz de fornecer.
Infelizmente, esse não foi o único problema que encontramos. Pois além disso, sete marcas não podem ser classificadas como extravirgem. São elas: Qualitá, Beirão, Carrefour Discount, Filippo Berio, Figueira da Foz, Tradição e Quinta d’Aldeia.


Extravirgens? Só no Rótulo!

As quatro primeiras foram consideradas virgens. As outras três, que, como já mencionado, apresentaram fraude, possuem características sensoriais de azeite lampante, o qual nem poderia ser levado à mesa, devido a sua acidez intensa, só devendo ser destinado para uso industrial.
Com exceção dos eliminados, todos os produtos foram bem ou muito bem avaliados no quesito estado de conservação, o que indica que eles vêm sendo armazenados corretamente.


Quais são os Tipos de Azeite?

Campeão nas vantagens para a saúde, o extravirgem é ideal para a finalização de pratos e saladas. Já o virgem é mais apropriado para o preparo de alimentos quentes, como refogados e cozidos, enquanto o lampante não deve ser consumido diretamente em sua casa.
Quando você compra um azeite adulterado, acaba comprando gato por lebre: paga o equivalente a um produto mais caro, mas leva outro para casa.
A alteração sensorial pode não ser percebida pelo consumidor leigo, é que, em algumas situações, o óleo de sementes bem refinado não tem cheiro ou sabor. Assim, quando misturado ao extravirgem, prevalecem o cheiro e o sabor do segundo, o que impede o óleo de ser detectado facilmente durante o consumo.


Cinco Marcas mudaram para Melhor:

Frente a tantos problemas, uma excelente notícia: percebemos a melhora de algumas marcas. Em nosso último teste, La Española, Carbonell, Serrata, Gallo e Borges foram tidos como virgens. Desta vez, contudo, eles provaram ser extravirgens.


Rótulos e Embalagens podem Melhorar:

Embora de vidro, a embalagem do Qualitá é transparente. Esse tipo de recipiente é inadequado. Para melhor conservação do produto, o ideal é que ele seja armazenado em embalagem preferencialmente de vidro escuro. Vale lembrar que, além desse problema, esse azeite foi apontado como virgem em nossa análise sensorial. Por isso, não aconselhamos sua compra.
No geral, os produtos se saíram bem em relação aos rótulos. No entanto, encontramos alguns problemas. A maioria deles não traz o prazo de conservação após a abertura da embalagem e alguns pecam quando o assunto é estreitar e facilitar a interação entre o consumidor e a empresa: falta e-mail e telefone para contato. Além disso, alguns itens obrigatórios por lei foram desconsiderados: o Cocinero deixa de informar a data de envase e nem todos os importados possuem o país de origem estampado na embalagem.


Qual é o melhor Azeite?

O Cocinero foi escolhido como o Melhor do Teste e a Escolha Certa. Autêntico azeite extravirgem, apresentou qualidade excelente, além do melhor custo-benefício entre os produtos avaliados em nosso teste.
Porém, embora não tenha pecado no quesito estado de conservação, o fato de sua embalagem ser de plástico pode ser apontado como ponto negativo, pois garrafas de vidro escuro tendem a conservar melhor o alimento. O rótulo precisa de adequações, uma vez que não informa a data de envase do produto.
Você pode encontrar o azeite Cocinero por preços que variam entre R$ 10,15 e R$ 21,49.


Nota do Nutricionista:

Esta importante informação nos a ajuda a proteger nossa saúde e nosso bolso.
Os benefícios do azeite puro são muito importantes para nossa saúde; já aqueles que são batizados com o óleo de soja refinado acabam nos prejudicando, lembrando que os óleos vegetais refinados causam câncer e favorecem muito o entupimento das artérias; entre outros malefícios.




Fonte:

http://www.proteste.org.br/azeite?