sexta-feira, 10 de março de 2017

A Cerveja pode Aumentar muito sua Gordura Abdominal?








Artigo Editado por Helen West, RD.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br




O hábito de beber cerveja é associado frequentemente com um aumento na gordura corporal, particularmente na linha de cintura. Isso é comumente referido como "barriga de cerveja".
Mas a cerveja realmente causa o aumento da gordura abdominal? Este artigo dá uma olhada nas evidências.
O que é a Cerveja?
A Cerveja é uma bebida alcoólica feita de grãos, como cevada, trigo ou centeio, que são fermentados com levedura (1).
O sabor característico é dado pelo lúpulo, que fornecem uma grande ajuda no sabor da cerveja desde que são completamente amargos, equilibrando ou amenizando a doçura do açúcar dos grãos.
Algumas variedades de cerveja também são aromatizados com frutas ou ervas e especiarias.
A cerveja é fabricada em um processo de cinco etapas:

Maltagem: Os grãos são aquecidos, secos e rachados.
Mashing: Os grãos são embebidos em água para liberar seus açúcares. Isso resulta em um líquido açucarado chamado "wort".
Fervura: O wort é fervido e o lúpulo é adicionado para dar o sabor na cerveja.
Fermentação: a levedura é adicionada à mistura e o wort é fermentado para formar álcool e dióxido de carbono.
Engarrafamento: A cerveja é engarrafada e deixada para envelhecer.
A força de uma cerveja depende da quantidade de álcool que ela contém, que é medida como álcool em volume (ABV). ABV refere-se à quantidade de álcool em uma bebida de 3,4 oz (100 ml), expressa como uma porcentagem.
O teor de álcool da cerveja é geralmente 4-6%. No entanto, pode variar de muito fraca (0,5%) a excepcionalmente forte (40%).
Os principais tipos de cerveja incluem pale ale, stout, leve, cerveja de trigo e a cerveja popular. Os diferentes estilos de cerveja são feitos quando os cervejeiros variam os grãos, tempos de infusão e aromas que eles usam.

Mensagem Importante: A cerveja é uma bebida alcoólica feita fermentando grãos com levedura. Existem muitas variedades diferentes que variam em força, cor e sabor.

Fatos Nutricionais da Cerveja:
O valor nutritivo da cerveja pode variar de acordo com o tipo. No entanto, a seguir estão os valores para uma dose de 12 oz (355 ml) de cerveja comum, com aproximadamente 4% de teor de álcool (2):

Calorias: 153
Álcool: 14 gramas
Carbs: 13 gramas
Proteína: 2 gramas
Gordura: 0 gramas

A cerveja também contém pequenas quantidades de micronutrientes, incluindo sódio, potássio e magnésio. No entanto, não é uma fonte particularmente boa desses nutrientes, como você precisaria beber quantidades maciças para satisfazer suas necessidades diárias.
É importante notar que as cervejas com um maior teor de álcool também contêm mais calorias. Isso ocorre porque o álcool contém cerca de sete calorias por grama.
Isso é maior do que carboidratos e proteínas (4 calorias por grama), mas inferior à gordura (9 calorias por grama).

Mensagem Importante: A cerveja é rica em carboidratos e álcool, mas baixa em quase todos os outros nutrientes. O teor calórico da cerveja depende da sua força; quanto mais álcool, mais calorias ela contém.


3 Motivos pelos quais a Cerveja pode Causar o Ganho de Gordura:

É muito comentado que beber cerveja pode aumentar a gordura abdominal de várias maneiras.
Estes incluem causar excesso de consumo de calorias, impedindo o seu corpo de queimar gordura e aumentar o teor de fitoestrógenos de sua dieta.
Aqui estão as três principais razões pelas quais a cerveja pode ser um motor particularmente eficaz de ganho de gordura abdominal:


1. Ela Aumenta sua Ingestão de Calorias:

Grama para grama, a cerveja contém tantas calorias como um refrigerante, por isso tem o potencial de adicionar um monte de calorias para sua dieta (2,3).
Alguns estudos também mostraram que beber álcool pode aumentar o apetite em curto prazo, fazendo com que você coma mais do que você faria (4).
Além disso, tem sido demonstrado que as pessoas nem sempre compensam as calorias que consomem do álcool, comendo menos de outros alimentos (5,6).
Isso significa que beber cerveja regularmente poderia contribuir com um número significativo de calorias para sua dieta.


2. A Cerveja pode Impedir a Queima de Gordura:

Beber álcool pode impedir seu corpo de queimar gordura. Isso ocorre porque seu corpo prioriza a quebra do álcool sobre outras fontes de combustível, incluindo a gordura armazenada.
Em teoria, beber regularmente poderia, portanto, contribuir para um aumento da gordura corporal.
No entanto, os estudos que examinaram isso têm encontrado resultados mistos. A longo prazo, beber cerveja regularmente mas moderadamente; em porções de menos de 500 ml por dia não parece levar a um aumento no peso corporal ou na gordura abdominal (7,8).
No entanto, beber mais do que isso poderia muito bem levar a um ganho de peso significativo ao longo do tempo.


3. A Cerveja contém Fitoestrógenos:

As flores da planta do lúpulo são usadas para dar sabor a cerveja.
Esta planta é conhecida por ser muito rica em fitoestrogênios, compostos vegetais que podem imitar a ação do hormônio sexual feminino (estrogênio) em seu corpo (9).
Devido ao seu teor de fitoestrógeno, é sugerido que o lúpulo na cerveja pode causar alterações hormonais em homens, que aumentam o risco de armazenamento de gordura na linha de cintura.
No entanto, embora seja possível que os homens que bebem cerveja são expostos a níveis mais elevados de fitoestrógenos, não se sabe como estes compostos de plantas afetam seu peso ou gordura abdominal (8).

Resumo: A cerveja pode aumentar o número de calorias que você consome e evitar que seu corpo queime gordura. Os efeitos dos fitoestrógenos na gordura abdominal ainda são desconhecidos.


A Cerveja Realmente faz Você Ganhar Gordura Abdominal?

A gordura armazenada em torno da linha de cintura é o tipo mais perigoso de gordura para sua saúde.
Os cientistas chamam esse tipo de gordura que situa-se ao redor dos órgãos internos do abdômen, de gordura visceral (10).
A gordura visceral é metabolicamente ativa, o que significa que pode interferir com os hormônios do seu corpo.
Isso pode alterar a forma como o seu corpo funciona e aumentar o risco de doenças como síndrome metabólica, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e câncer (11,12).
Mesmo as pessoas que têm um peso normal têm um maior risco de problemas de saúde se tiverem uma grande quantidade de gordura abdominal (13).
Alguns estudos relacionaram a alta ingestão de álcool de bebidas como a cerveja a um aumento do risco de ganho de gordura da barriga (14).
De fato, um estudo descobriu que os homens que bebiam mais de três bebidas por dia eram 80% mais propensos a ter muita gordura abdominal do que os homens que não bebiam tanto (15).
Curiosamente, outros estudos sugeriram que beber cerveja em quantidades moderadas de 500 ml (500 ml) por dia não pode levar a esse risco (7,8,16).
No entanto, outros fatores podem contribuir para essa diferença. Por exemplo, as pessoas que bebem quantidades moderadas de cerveja também podem ter estilos de vida mais saudáveis do que aqueles que consomem quantidades maiores (7).
A maioria dos estudos mostra que o consumo de cerveja está ligado tanto com um aumento na circunferência da cintura e peso corporal. Isso indica que beber cerveja não especificamente colocar peso somente em sua cintura. Mas com certeza, faz você ganhar mais gordura corporal em todo o corpo (17).
Este risco de ganho de peso pode ser ainda maior em pessoas que já estão acima do peso em comparação com pessoas de peso normal que bebem cerveja (18).
No geral, pensa-se que quanto mais você bebe, maior o risco de ganhar peso e desenvolver uma barriga de cerveja (8,19).

Mensagem Importante: Beber grandes quantidades de cerveja tem sido fortemente associado a um aumento do risco de ganho de peso e gordura abdominal e corporal.




Os Homens têm um Maior Risco do que as Mulheres:

A ligação entre o ganho de peso e o consumo de álcool é mais forte nos homens do que nas mulheres. Isto é porque os homens tendem a beber quantidades bem maiores do que mulheres, talvez até três vezes mais (7,20,21,22).
Os homens também são muito mais propensos a ter uma distribuição de gordura andróide, o que significa que eles armazenam gordura ao redor da cintura quando ganham peso (23,24).
Além disso, os homens são mais propensos a beber cerveja do que as mulheres. Isso pode ser importante, pois a cerveja contém mais calorias do que muitas outras fontes de álcool.
Por exemplo, 1,5 oz (45 ml) de vodca contém cerca de 97 calorias e uma porção de 5 onças (148 ml) de vinho tinto contém 125 calorias. Uma porção padrão de 12 oz (355 ml) de cerveja contém mais do que ambos, com 153 calorias (2,25,26).
Outra razão porque os homens podem estar em maior risco de obter uma barriga de cerveja é devido ao efeito do álcool sobre o hormônio sexual masculino, a testosterona. Bebidas alcoólicas como a cerveja demonstraram diminuir os níveis de testosterona (27,28,29).
Isso é muito importante, uma vez que baixos níveis de testosterona pode aumentar o risco de ganho de peso, especialmente em torno da linha de cintura (30,31,32,33).
Na verdade, 52% dos homens obesos têm níveis de testosterona no extremo inferior da normalidade (34).
Esta pesquisa sugere que os homens são muito mais propensos a desenvolver a barriga de cerveja.

Mensagem importante: Homens tendem a beber mais do que as mulheres, o que pode resultar em mais ganho de peso. Beber álcool também pode baixar os níveis de hormônio sexual masculino, a testosterona, aumentando o risco de gordura abdominal.


Outros tipos de Bebida Alcoólica Aumentam a Gordura Abdominal?

A maneira mais provável com que a cerveja contribui para a gordura abdominal é através do excesso de calorias acrescentado à sua dieta.
Outros tipos de álcool como vodca e vinho têm menos calorias por porção padrão do que a cerveja. Isso significa que eles podem ser menos propensos a causar ganho de peso e gordura abdominal.
Curiosamente, alguns estudos ligaram beber quantidades moderadas de vinho com pesos corporais inferiores (35).
A razão para isso não é clara, embora foi observado que as pessoas que tomam vinho têm dietas mais saudáveis e mais equilibradas em comparação com aquelas que tomam cerveja e vodca (7,36).
Além do mais, estudos demonstram que a quantidade de álcool que você consome e com que frequência você consome também importa quando se trata de sua cintura.
Na verdade, um dos comportamentos mais arriscados para o desenvolvimento de uma barriga de cerveja parece ser o hábito de beber em excesso. Estudos descobriram que beber mais de quatro bebidas ao mesmo tempo pode aumentar o risco de gordura na barriga, não importa qual bebida você escolher (19,37,38,39).
Além disso, um estudo descobriu que as pessoas que bebiam uma bebida por dia tinham uma menor quantidade de gordura. Aqueles que consumiam menos em geral, mas tinham quatro ou mais bebidas nos dias que bebiam, estavam em maior risco de ganho de peso (37).

Resumo: Outras bebidas alcoólicas são mais baixas em calorias do que a cerveja. No entanto, beber em excesso de qualquer bebida alcoólica vai colocá-lo em maior risco de ganhar gordura abdominal.


*** Como é o Metabolismo do Álcool e como ele Impulsiona o Depósito de Gordura em seu Corpo:

Então... como o álcool faz você engordar, especialmente porque ele não possui gordura? Para entender como esse processo ocorre, vamos examinar o consumo de um copo de 5 onças (150 ml) de vinho tinto por uma pessoa.
A pessoa ingere o álcool. Quando o álcool entra em digestão, é dividido em dois compostos: gordura e acetato. A gordura é tomada através da corrente sanguínea e armazenada onde quer que a pessoa tenha mais tendência para depositar gordura. O acetato é levado para a corrente sanguínea e usado como combustível primário de energia.
Se você tirar qualquer coisa deste artigo, leia a última frase novamente. O acetato é usado como combustível primário de energia. Isso significa que, em vez de queimar carboidratos, proteínas ou gordura como combustível, o seu corpo depende do acetato para energia. Ele para completamente de queimar qualquer outra coisa. De repente, com a ingestão de álcool seu corpo tem um excesso de carboidratos, proteínas e gordura circulando no corpo com nenhum lugar para ir. Então, onde tudo isso acaba? Você adivinhou ... é convertido em gordura e depositado justamente na sua cintura; muito prejuízo não é?
Acho que ficou bem fácil para entender, deveria vir escrito nos rótulos de bebidas alcoólicas em geral.


Como se Livrar de sua Barriga de Cerveja:

A melhor maneira de se livrar de uma barriga de cerveja é através de dieta e exercício.
Se você está bebendo muito, você também deve pensar em limitar sua ingestão de álcool ou desistir completamente.
Tente evitar os excessos, ou beber muito álcool durante um ou dois dias.
Infelizmente, não há uma dieta perfeita para reduzir a gordura na barriga. No entanto, dietas que contêm baixas quantidades de carnes processadas, bebidas açucaradas e produtos de grãos refinados estão associadas com uma menor linha de cintura (40,41).
Então, se você está tentando perder peso e melhorar sua saúde, mude para uma dieta baseada principalmente em alimentos integrais em menor quantidade, não transformados e cortar totalmente a adição de açúcar (42,43,44).
O exercício também é uma maneira muito eficaz para homens e mulheres perderem gordura abdominal. Exercícios cardiovasculares e de alta intensidade podem ajudar (45,46,47,48,49,50,51).
Além disso, o exercício fornece muitos benefícios surpreendentes para a saúde ocasionados pela perda de peso, o que torna-se uma das melhores opções que você pode fazer para melhorar a sua saúde.

Mensagem Importante: A melhor maneira de se livrar de sua barriga de cerveja é reduzir a sua ingestão de álcool, fazer exercícios regularmente e melhorar sua dieta.




Resumo:

Beber cerveja pode causar ganho de peso de qualquer tipo, incluindo a gordura abdominal.
Tenha em mente que quanto mais você bebe, maior é o risco de ganho de peso.
Parece que o consumo moderado de uma cerveja por dia (ou menos) não está ligado com a obtenção de uma "barriga de cerveja".
No entanto, se você beber um monte de cerveja ou se exceder regularmente, então você estará num risco muito elevado de ganho de gordura abdominal, bem como vários outros problemas graves de saúde.
Para minimizar o risco de ganhar peso, certifique-se de manter sua ingestão de álcool dentro dos limites recomendados e levar um estilo de vida saudável e ativo.


Nota do Nutricionista:

Artigo muito bom para tirar as dúvidas sobre bebidas alcoólicas e ganho de gordura.
Basta simplesmente olharmos no metabolismo do álcool dentro de nosso corpo e pronto, veja como é simples:
Quando você toma uma bebida alcoólica seu corpo usa o acetato como combustível primário e
anula completamente a queima de qualquer outro nutriente. De repente, com a ingestão de álcool seu corpo tem um excesso de carboidratos, proteínas e gordura circulando no corpo sem nenhum lugar para ir. Então, onde tudo isso acaba? Você adivinhou ... é convertido em gordura e depositado justamente na sua cintura; muito prejuízo não é?
Acho que ficou bem fácil para entender, deveria vir escrito nos rótulos de bebidas alcoólicas em geral.




Referências:



1) The microbiology of malting and brewing. Microbiol Mol Biol Rev. 2013 Jun;77(2):157-72.
4) Alcohol and food intake. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2003 Nov;6(6):639-44.
5) Alcohol, appetite and energy balance: is alcohol intake a risk factor for obesity? Physiol Behav. 2010 Apr 26;100(1):82-9.
6) Effects of alcohol on food and energy intake in human subjects: evidence for passive and active over-consumption of energy. Br J Nutr. 2004 Aug;92 Suppl 1:S31-4.
7) Alcohol Consumption and Obesity: An Update. Curr Obes Rep. 2015 Mar;4(1):122-30.
8) Is beer consumption related to measures of abdominal and general obesity? A systematic review and meta-analysis. Nutr Rev. 2013 Feb;71(2):67-87.
9) Identification of a potent phytoestrogen in hops (Humulus lupulus L.) and beer. J Clin Endocrinol Metab. 1999 Jun;84(6):2249-52.
10) Under the Surface of Subcutaneous Adipose Tissue Biology. Acta Dermatovenerol Croat. 2016 Dec;24(4):250-260.
11) Why visceral fat is bad: mechanisms of the metabolic syndrome. Obesity (Silver Spring). 2006 Feb;14 Suppl 1:16S-19S.
12) The link between abdominal obesity and the metabolic syndrome. Curr Hypertens Rep. 2008 Apr;10(2):156-64.
13) Normal-Weight Central Obesity: Implications for Total and Cardiovascular Mortality. Ann Intern Med. 2015 Dec 1;163(11):827-35.
14) Association between Alcohol Intake and Abdominal Obesity among the Korean Population. Epidemiol Health. 2010 May 19;32:e2010007.
15) Relationship of abdominal obesity with alcohol consumption at population scale. Eur J Nutr. 2007 Oct;46(7):369-76.
16) [Does beer have an impact on weight gain? Effects of moderate beer consumption on body composition]. Nutr Hosp. 2007 Mar-Apr;22(2):223-8.
17) Beer consumption and the 'beer belly': scientific basis or common belief? Eur J Clin Nutr. 2009 Sep;63(9):1143-9.
18) Effects of alcohol on plasma lipoproteins and cholesterol and triglyceride metabolism in man. J Lipid Res. 1984 May;25(5):486-96.
19) Alcohol and adiposity: effects of quantity and type of drink and time relation with meals. Int J Obes (Lond). 2005 Dec;29(12):1436-44.
20) Alcohol consumption and body weight. Health Econ. 2010 Jul;19(7):814-32. doi: 10.1002/hec.1521.

21) Birth cohort trends in the global epidemiology of alcohol use and alcohol-related harms in men and women: systematic review and metaregression. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5093369/.
22) Gender and alcohol consumption: patterns from the multinational GENACIS project. Addiction. 2009 Sep;104(9):1487-500.
23) The sexual dimorphism of obesity. Mol Cell Endocrinol. 2015 Feb 15;402:113-9.
24) Androgens and body fat distribution. J Steroid Biochem Mol Biol. 2008 Feb;108(3-5):272-80.
27) Alcohol's effects on male reproduction. Alcohol Health Res World. 1998;22(3):195-201.
28) The effect of alcohol on testosterone concentrations in alcohol-preferring and non-preferring rat lines. Alcohol Clin Exp Res. 2003 Jul;27(7):1190-3.
29) Effect of moderate alcohol consumption on plasma dehydroepiandrosterone sulfate, testosterone, and estradiol levels in middle-aged men and postmenopausal women: a diet-controlled intervention study. Alcohol Clin Exp Res. 2004 May;28(5):780-5.
30) Waist circumference and testosterone levels in community dwelling men. The Tromsø study. Eur J Epidemiol. 2004;19(7):657-63.
31) Low serum testosterone level as a predictor of increased visceral fat in Japanese-American men. Int J Obes Relat Metab Disord. 2000 Apr;24(4):485-91.
32) Effect of testosterone on abdominal adipose tissue in men. Int J Obes. 1991 Nov;15(11):791-5.
33) Body mass index, waist circumference and waist to hip ratio and change in sex steroid hormones: the Massachusetts Male Ageing Study. Clin Endocrinol (Oxf). 2006 Jul;65(1):125-31.
34) Testosterone and weight loss: the evidence. Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes. 2014 Oct;21(5):313-22.
35) Type of alcoholic beverage and incidence of overweight/obesity in a Mediterranean cohort: the SUN project. Nutrition. 2011 Jul-Aug;27(7-8):802-8.
36) Associations of alcoholic beverage preference with cardiometabolic and lifestyle factors: the NQplus study. BMJ Open. 2016 Jun 15;6(6):e010437.
37) Alcohol drinking patterns differentially affect central adiposity as measured by abdominal height in women and men. J Nutr. 2003 Aug;133(8):2655-62.
38) Alcohol drinking frequency in relation to subsequent changes in waist circumference. Am J Clin Nutr. 2008 Apr;87(4):957-63.
39) Association of drinking pattern and alcohol beverage type with the prevalence of metabolic syndrome, diabetes, coronary heart disease, stroke, and peripheral arterial disease in a Mediterranean cohort. Angiology. 2007 Dec-2008 Jan;58(6):689-97.
40) Food composition of the diet in relation to changes in waist circumference adjusted for body mass index. PLoS One. 2011;6(8):e23384.

41) Dietary patterns and changes in body mass index and waist circumference in adults. Am J Clin Nutr. 2003 Jun;77(6):1417-25.
42) Change in Dietary Patterns and Change in Waist Circumference and DXA Trunk Fat Among Postmenopausal Women. Obesity (Silver Spring). 2016 Oct;24(10):2176-84.
43) Dietary determinants of changes in waist circumference adjusted for body mass index - a proxy measure of visceral adiposity. PLoS One. 2010 Jul 14;5(7):e11588.
44) Fruit and Vegetable Consumption and Changes in Anthropometric Variables in Adult Populations: A Systematic Review and Meta-Analysis of Prospective Cohort Studies. PLoS One. 2015 Oct 16;10(10):e0140846.
45) Physical Activity, Weight, and Waist Circumference in Midlife Women. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3563258/.
46) Effect of exercise training intensity on abdominal visceral fat and body composition. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2730190/.
47) Changes in Weight, Waist Circumference and Compensatory Responses with Different Doses of Exercise among Sedentary, Overweight Postmenopausal Women. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2639700/.
48) A systematic review and meta-analysis of the effect of aerobic vs. resistance exercise training on visceral fat. Obes Rev. 2012 Jan;13(1):68-91.
49) A dose-response relation between aerobic exercise and visceral fat reduction: systematic review of clinical trials. Int J Obes (Lond). 2007 Dec;31(12):1786-97.
50) Comparable Effects of High-Intensity Interval Training and Prolonged Continuous Exercise Training on Abdominal Visceral Fat Reduction in Obese Young Women. J Diabetes Res. 2017;2017:5071740.
51) Effects of high-intensity interval training on cardiometabolic health: a systematic review and meta-analysis of intervention studies. Br J Sports Med. 2017 Mar;51(6):494-503.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Por que o Leite Cru é Perseguido se é Infinitamente Mais Seguro?








Artigo Editado por Notícias Naturais.

Postado pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br



Como, provavelmente, você somente ficou ciente a partir de agora, há uma guerra sendo travada contra o leite cru. Isso nada mais é do que uma agressão inconstitucional em um dos seus direitos mais básicos, ou seja, o seu direito de escolher o que você quer comer e beber, e uma das desculpas usadas para defender a perseguição violenta daqueles que ousam vender este alimento saudável é que o leite não pasteurizado (cru) põe em perigo a saúde humana.
Mas, será que o leite cru é realmente uma grande fonte de doenças transmissíveis por alimentos?
NÃO de acordo com dados do próprio governo dos EUA!
O Chefe de Segurança Alimentar e ex-advogado da Monsanto, Michael Taylor tem defendido as táticas de arma em punho da Food and Drug Administration (FDA) contra os produtores de leite cru, nomeando a campanha como “um dever da saúde pública.” Além disso, a nova Lei de Modernização da Segurança Alimentar, que foi promulgada no início deste ano, concede ao FDA extraordinários novos poderes para deter qualquer alimento que a agência suspeite ser inseguro, tenha motivos para suspeita ou não. O próprio Taylor declarou que o novo foco da agência será a prevenção de surtos de intoxicação alimentar, para não ter que responder por isso após o fato.


Dados do Governo Comprovam a Segurança do Leite Cru:

Uma pesquisa realizada pelo Dr. Ted Beals, MD, apresentada na edição do verão 2011 da Wise Traditions, a revista trimestral da Weston A. Price Foundation mostra que você tem aproximadamente 35.000 vezes mais probabilidade de ficar doente por ingerir outros alimentos do que com o leite cru! Estatisticamente, você também é mais propenso a se ferir quando se dirigi à fazenda para pegar seu leite cru do que adoecer por tê-lo bebido.
A pesquisa do Dr. Beals mostra que entre 1999 e 2010, houve uma média de 42 casos da doença por ano, atribuídos ao leite cru, incluindo nesse número os casos “confirmados” e os “presumidos”.


A Weston A. Price Foundation escreve:

Finalmente temos acesso aos números que precisamos para determinar o risco de consumir leite cru em uma base por pessoa” … Esses dados vem de uma pesquisa feita em 2007 pelo FoodNet do Centro de Controle de Doenças (CDC), onde constata que 3,04 por cento da população consome leite cru – ou cerca de 9,4 milhões de pessoas, com base no censo de 2010 – Este número pode, de fato, ser maior em 2011, pelo fato do leite cru estar crescendo em popularidade. Por exemplo, a venda de leite cru aumentou 25 por cento na Califórnia em 2010, enquanto a venda de leite pasteurizado caiu 3 por cento.”


Em seu relatório, Dr. Beals escreveu:

Do ponto de vista de um profissional da saúde pública nacional, com base em um total estimado de 48 milhões de doenças transmitidas por alimentos a cada ano [de todos os alimentos]… não há justificativa racional para chamar a atenção sobre o leite cru, que pode estar associado a uma média, máxima, de 42 casos de doença entre os mais de nove milhões de pessoas (cerca de 0,0005 por cento) daqueles que optaram por beber leite em sua forma fresca não processada.
… O consumo de qualquer alimento tem algum risco de doença ou reação adversa. E a consequência de se basear as políticas públicas nas terríveis experiências pessoais será a proibição de todos os alimentos possíveis, e não seremos mais capazes de participar de qualquer atividade.”
Se isso não for motivo de preocupação, eu não sei o que é. Estas estatísticas são a prova viva de que a guerra contra o leite cru não pode estar objetivando a sua segurança alimentar ou a proteção da sua saúde contra uma remota real ameaça…
A indústria de laticínios convencionais, percebendo que um número crescente de consumidores está reconhecendo os benefícios da segurança e saúde do leite cru, está agora redobrando seus esforços para se certificar de que as vendas do leite cru não se expandam. Se o leite cru realmente pegar, você pode imaginar que a indústria de laticínios simplesmente seguiria a tendência e começaria a produzir produtos naturais para atender a demanda. Mas isso seria praticamente impossível pela maneira como suas fazendas superlotadas são exploradas. Seu negócio depende da pasteurização, assim nada vai parar seus lobistas poderosos em convencer as agências governamentais para manter a proibição de leite cru em pleno vigor.

E é por isso que continuo vendo ataques armados que ocorrem em fazendas orgânicas.
Um desses casos é o do fazendeiro Dan Allgyer, um Amish, que foi pego em uma operação policial da FDA no início deste verão, depois que a FDA colocou um espião no centro de distribuição da produção local, onde ele fornece seu leite cru há dezenas de anos. Sua fazenda foi invadida belicosamente e depois o Departamento de Justiça, a pedido da FDA, entrou com uma ação no Tribunal Distrital Federal para obter uma injunção proibindo-o do transporte e venda de leite cru em todo o estado.





Diferenças entre o Leite cru e o Leite pasteurizado:

A FDA nos quer fazer crer que a pasteurização do leite nos protege contra os agentes patogênicos mortais contidos no leite cru. O fato, no entanto, é que, se as vacas são criadas em meio à natureza (soltas no pasto e alimentadas com boas pastagens), não há necessidade de processar o leite que esses animais saudáveis produzem.
No entanto, as vacas criadas em sistemas de confinamento com alimentação concentrada (CAFOs) NÃO são criadas de uma maneira que faça com que seu leite seja adequado para consumo in natura.
As vacas do sistema CAFO são normalmente criadas com rações ricas em proteína, à base de soja, em vez de capim verde e fresco ou de pastagem ao ar livre, elas são mantidas em locais apertados, forrados com o próprio esterco durante o dia todo. Estas condições são perfeitas para a proliferação de doenças, e este leite sim deve ser pasteurizado para que seu consumo seja seguro. Essas vacas também precisam de muito antibióticos para mantê-las saudáveis, e algumas recebem hormônios de crescimento geneticamente modificados (rBGH) para aumentar a produção de leite. Nem precisa dizer que esses hormônios e antibióticos acabam migrando para o leite.
Além da forma em que as vacas são criadas, o que altera significativamente a constituição do leite que produzem, a pasteurização acarreta outros problemas, uma vez que:

* Transforma a estrutura física das proteínas do leite e altera a forma da configuração dos aminoácidos em uma coleção de proteínas não-funcionais, de forma a serem altamente alérgenas.
* Destrói as bactérias úteis, encontradas naturalmente no leite e reduz drasticamente o conteúdo de micronutrientes e vitaminas.
* Incentiva o crescimento de bactérias nocivas, e transforma o açúcar (lactose) natural do leite em beta-lactose. A Beta-lactose é rapidamente absorvido pelo corpo humano, causando o retorno da fome logo após o consumo de um copo de leite – especialmente em crianças.
* Transforma em insolúvel a maior parte do cálcio encontrado no leite cru, o que pode levar a uma série de problemas de saúde em crianças, entre elas o raquitismo e os dentes ruins.
* Destrói cerca de 20 por cento do iodo disponível no leite cru, o qual pode causar prisão de ventre.
* Quando o leite pasteurizado também é homogeneizado (que é o caso do UHT), uma substância conhecida como xantina oxidase é criada. Este composto pode desempenhar um papel no estresse oxidante, agindo como um radical livre em seu corpo.
Leite cru oriundo de vacas limpas, saudáveis, alimentadas com capim não tem qualquer comparação com o leite pasteurizado CAFO. O leite cru está cheio de nutrientes, dos quais seu corpo se baseia, incluindo:
*Saudáveis bactérias benéficas;
*Ácido linoleico conjugado (CLA) anticancerígeno;
* Valiosas enzimas, tais como fosfatase, a qual ajuda na absorção do cálcio pelos ossos, e a enzima lípase, que ajuda a hidrolisar e absorver gorduras;
* O saudável e não oxidado colesterol;
* Manteiga natural, que sem isto o seu corpo não pode utilizar eficazmente as vitaminas e os minerais do leite;
* É também sua melhor fonte de vitamina A, e contém fortes propriedades anticancerígenas;
* Alta quantidade de Omega-3 e baixa quantidade de Omega-6, que é a relação ideal entre essas duas gorduras essenciais.


Comprar Leite cru direto da Fazenda:

Não é incomum que as pessoas que bebem leite cru relatem melhora ou desaparecimento de problemas de saúde; desde alergias a problemas digestivos e problemas de pele como eczema. No entanto, é importante entender que o leite que você bebe só é saudável se a vaca que o produziu também o for. Então, certifique-se que sua fonte de leite cru seja uma fazenda limpa, asseada e bem administrada, que mantém suas vacas com acesso ao pasto.
Se você está pensando em comprar leite a partir de um pequeno agricultor, o que seria o ideal, sábio também seria visitar a propriedade pessoalmente. Olhe ao redor e procure saber:

1. Se o agricultor e sua família bebem o leite?
2. Há quanto tempo ele vem produzindo leite cru?
3. As vacas são limpas?
4. Em quais condições as vacas são criadas?
5. Há algum problema evidente de saneamento?

No Brasil a alimentação ideal para as vacas durante os meses secos do inverno, é à base de rolão de milho, fenos, capim fresco picado (cana, colonião, tanzânia, napier e outros), silagem feita por processo anaeróbico de gramíneas com leguminosas, aproveitamento de alguma produção na propriedade de verduras, feijão guandu, algarobeira, mandioca, palma e muitos outros. E o mais importante, que os animais passem o máximo tempo possível soltos no pasto, mesmo seco.
Infelizmente nas grandes cidades é quase impossível o fornecimento desse produto.


Leite Cru Orgânico – Uma excelente fonte de Minerais bio-disponíveis Benéficos aos Dentes:

O Dentista Dr. George W. Heard observou em seu livro que se pode baixar gratuitamente chamado “Man Versus Toothache” que o leite CRU de vacas que pastaram em capim rico em minerais e oligoelementos, constitui excelente fonte de todos os nutrientes necessários para manter e restaurar a integridade dentária, enquanto que o leite pasteurizado perdeu todos os valores de proteção e construção dentária (como provavelmente todos os outros valores terapêuticos).


Um Dentista que Verdadeiramente se Importava com os Dentes das Pessoas:

Baseado em observações pessoais e histórias sobre casos dentários coletados em décadas de prática odontológica, o livro do Dr. Heard “Man Versus Toothache” verdadeiramente torna bem claro que parecem haver mundos de diferença em valor terapêutico entre o leite orgânico cru e o pasteurizado, como também leite de vacas que se alimentam de pastagens ricas em minerais (incluindo flúor natural, que não deve ser confundido com flúor perigoso) e aquelas que pastam em terras menos férteis (ou que consumem alimentos de qualidade inferior). O livro do Dr. Heard também contém numerosas fotografias que ilustram belamente seu ponto de vista de que uma dieta natural rica em minerais e complementada por leite cru, rico em minerais, pode tanto reverter a cárie dentária como conservar os dentes saudáveis por muitas décadas, até mesmo em pessoas que nunca usaram uma escova de dentes!
Na verdade, o eminente proponente da Escola Naturopática de Higiene Natural, Dr. Herbert M. Shelton, dedica muito espaço em seu livro, Orthotrophy à grande diferença nos valores terapêuticos existentes entre o leite cru e o pasteurizado.
Assim, se você usa laticínios, o esforço para encontrar leite orgânico cru da mais alta qualidade pode valer a pena, principalmente no verão, quando as vacas orgânicas tendem a pastar fora.


Onde você encontra Leite cru Orgânico?

Uma ótima dica para quem fala inglês é o site www.realmilk.com/where-other.html que informa sobre fontes de leite cru no Canadá, Chile, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Bélgica, Dinamarca, Europa do Leste, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Suíça e Reino Unido, como também www.realmilk.com/where5.html que oferece uma ampla lista de fazendas que produzem leite cru, em todos os estados dos EUA.
Entendo que em razão de variadas legislações de cada Estado pode não ser sempre fácil comprar leite orgânico cru. Fiquei surpresa em descobrir que é fácil obter leite orgânico natural aqui em Berlim, Alemanha (em verdade leite “Demeter”, o que significa de qualidade biodinâmica, que segue os padrões orgânicos mais elevados e estritos). Apenas tive de perguntar na loja de produtos naturais (operada por uma família) e me foi dito que eu simplesmente deveria fazer um pedido especial e que eles providenciariam leite biodinâmico de vaca, cabra ou égua, segundo minhas especificações.


Mais informação sobre os Benefícios do Leite Cru x Pasteurizado:

Não há substituto para o leite cru como alimento, no que diz respeito às crianças. A ciência ainda não conseguiu fornecer, na variedade pasteurizada, as qualidades essenciais que são o único fundamento real para uma criança saudável.
Infelizmente, muitas declarações grosseiramente distorcidas são atuais em relação à nossa oferta de leite. Se quisermos acreditar nos protagonistas da festa da Pasteurização do leite em todos os custos, o leite cru é tão bom ou ruim quanto o veneno de rato embora, como declarou recentemente o ministro da Agricultura, "a raça humana existia muito antes de que Pasteur fosse ouvido falar."
O processo de pasteurização foi debatido no Parlamento e a sugestão feita de que nenhum leite cru deveria ser vendido para consumo humano. Isto significaria a instalação de maquinaria de alto custo para cada fornecedor, e se se tornar obrigatório há pouca dúvida de que muitas empresas pequenas fechar-se-iam e o negócio passaria nas mãos de alguns grandes negociantes.
Se quisermos ser obrigados a beber leite pasteurizado, devemos pelo menos entender o que significa pasteurização. Ela se propôs a realizar duas coisas: a destruição de certos germes portadores de doenças e a prevenção do leite azedo. Estes resultados são obtidos mantendo o leite a uma temperatura de 145 graus a 150 graus F. por meia hora, pelo menos, e então reduzindo a temperatura a não mais de 55 graus F.
É indubitavelmente benéfico destruir germes perigosos, mas a pasteurização faz mais do que isso, ela mata germes inofensivos e úteis igualmente, e submetendo o leite às altas temperaturas, destrói alguns componentes nutritivos.

No que diz respeito à prevenção da acidificação; o leite cru azedo é muito utilizado. É dado a inválidos, sendo facilmente digerido, laxante em suas propriedades, e não desagradável de tomar. Mas, após a pasteurização, os bacilos de ácido láctico são mortos. O leite, em consequência, não pode se tornar azedo e se decompõe rapidamente, enquanto os germes indesejáveis se multiplicam muito rapidamente.
A grande reivindicação de popularidade da pasteurização é a crença generalizada, promovida por seus partidários, de que a tuberculose em crianças é causada pelos germes nocivos encontrados no leite cru. Os cientistas examinaram e testaram milhares de amostras de leite, e experiências foram realizadas em centenas de animais em relação a este problema de doença transportada pelo leite. Mas o único fato vital que parece ter sido completamente perdido é que o leite cru e limpo, é o que se deseja. Se isto puder ser garantido, nenhuma outra forma de alimento para crianças pode, ou deveria, ser permitida tomar seu lugar.
O leite sujo, é claro, é como qualquer outra forma de comida impura, uma ameaça definitiva. Mas o Certified Grade A Milk, produzido sob a supervisão do governo e garantido ser absolutamente limpo, está disponível praticamente em todo o país e é a resposta do laticínio para os fanáticos da pasteurização.
Dados recentes publicados sobre a propagação da tuberculose pelo leite mostram, entre outros fatos, que durante um período de cinco anos, durante o qual 70 crianças pertencentes a uma organização especial receberam um litro de leite cru diariamente. Ocorreu apenas um caso da doença. Durante um período similar, quando o leite pasteurizado foi administrado, 14 casos foram relatados.

Além de destruir parte da vitamina C contida no leite cru e incentivar o crescimento de bactérias nocivas, a pasteurização transforma o açúcar do leite, conhecido como lactose, em beta-lactose - que é muito mais solúvel e, portanto, mais rapidamente absorvido no sistema, com a Resultado que a criança logo sente fome novamente.
Provavelmente a pior ofensa da pasteurização é que torna insolúvel a maior parte do cálcio contido no leite cru. Isto conduz frequentemente ao raquitismo, aos dentes fracos, e aos problemas nervosos, porque o suficiente índice do cálcio é vital às crianças; e com a perda de fósforo também associada com a formação de cálcio, ossos e cérebro sofrem sérios retrocessos.
A pasteurização também destrói 20 por cento do iodo presente no leite cru, causa constipação e geralmente leva do leite suas qualidades mais vitais.
Diante desses fatos, que são inegáveis, o que o Partido da Pasteurização tem a dizer? Em vez de obrigar os negociantes a montar máquinas para transformar o leite cru em algo que definitivamente não é o que se propõe a ser, um alimento nutritivo e saudável; aprovar sim uma legislação que faça os produtores de leite produzir leite cru e limpo, leite puro para beber com todos os seus componentes saudáveis e inalterados.






Nota do Nutricionista:

Atualmente é raríssimo encontrar leite cru sendo vendido em supermercados, já não faz parte de nossos hábitos.
É uma grande perda, tendo em vista um exemplo similar como a troca da saudável manteiga pela destruidora margarina.
Parece que a indústria faz de tudo para eliminar os bons nutrientes dos alimentos.
A manteiga conseguimos encontrar, mas o leite cru é quase impossível.


Fontes: