sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Uma Abordagem dos Efeitos Terapêuticos do Allium Sativum (Alho) no Sistema Imunológico.






Artigo Editado por Daisy Cristina Borges da Hora, PhD.
(Revista Científica – UniAraras)

Postado pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br




A utilização de plantas com objetivos terapêuticos é descrita desde 2.800 antes de Cristo, observando-se nos últimos anos um aumento no seu consumo em substituição a determinados medicamentos alopáticos. Este crescente uso deve-se principalmente aos benefícios provocados no organismo, associados à ausência de efeitos colaterais, além da facilidade do preparo associada ao baixo custo. O Allium sativum (alho) é utilizado na cultura popular com o objetivo de prevenir e tratar afecções diversas. Estudos científicos comprovaram que o extrato do alho é capaz de estimular o sistema imunológico, gerando uma ação pró-inflamatória a partir da proliferação e amplificação da resposta mediada por células T e NK (Natural Killer), além da maior produção de citocinas pró-inflamatórias sem que se observe efeito hepatotóxico. A comprovação científica dos benefícios associados à baixa toxicidade do alho e ao estímulo do sistema imune permite que este vegetal seja administrado no tratamento e prevenção de vários processos inflamatórios.


Introdução:

Os compostos naturais têm sido utilizados por um crescente número de indivíduos de forma empírica com o objetivo de prevenir e de tratar afecções diversas. Além da comprovação da ação terapêutica de várias plantas usadas popularmente, a fitoterapia representa parcela importante da cultura de um povo, sendo também parte de um saber empregado e difundido ao longo de várias gerações (TOMAZZONI, NEGRELLE e CENTA, 2006).
O aumento no consumo de plantas medicinais deve-se aos avanços na área científica, à fácil acessibilidade terapêutica, ao baixo custo e, principalmente, a um maior questionamento por parte dos pesquisadores e da população a respeito dos perigos causados pelo uso abusivo de produtos farmacêuticos sintéticos (ARNOUS, SANTOS e BEINNER, 2005; SOUZA e MACIEL, 2010).
Há gerações, o alho é utilizado na culinária e no tratamento de vários males, tendo, nos últimos anos, sido alvo de análises sistemáticas que objetivam a comprovação de características nutricionais e terapêuticas.
Dentre as espécies analisadas, o Allium sativum foi apontado como possível substituto de determinados medicamentos sintéticos, sendo o seu uso recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por mostrar-se significativamente mais eficaz quando comparado a outros gêneros estudados (MOTA et al., 2005; APOLINÁRIO et al., 2008).
Segundo Rivlin (2001), o alho é utilizado de forma medicinal, como tempero e como alimento há mais de cinco mil anos, sendo um dos primeiros fitoterápicos já registrados. É considerado eficaz no tratamento de doenças e na manutenção da saúde. Estudos científicos comprovaram que o alho é um potente estimulante do sistema imunológico, podendo ser consumido por indivíduos desde a infância até a senescência, sem contraindicações.
Este trabalho tem como objetivo descrever, por meio de revisão bibliográfica, os benefícios do Allium sativum, salientando a ação imunoestimuladora quando ele é usado como fitoterápico. A revisão da literatura foi realizada com base em artigos científicos encontrados em bancos de dados, como PubMed, Scielo, Google Acadêmico e Medline, no período de 1997 a 2015.


Descrição:

O uso de remédios à base de ervas remonta ao início da civilização, quando os curandeiros tribais utilizavam um repertório de substâncias naturais com o objetivo de restaurar a saúde física, mental e espiritual dos indivíduos. Por volta de 2800 a 2700 a.C., foram realizados os primeiros registros do uso dessas substâncias com finalidades terapêuticas, quando o imperador chinês Sheng-Nung catalogou 365 ervas medicinais e venenos utilizados no taoísmo. Posteriormente, uma lista significativa de produtos naturais foi elaborada pelos adeptos da medicina ayurvédica (FRANÇA et al., 2008).
No século XIX, junto à alquimia, teve início o processo de purificação de extratos vegetais, metodologia que possibilitou a ascensão da alopatia, a qual consiste na utilização de medicamentos capazes de gerar um efeito no organismo de reação contrária aos sintomas apresentados a fim de diminuí-los ou de neutralizá-los, porém as doses das substâncias utilizadas encontram-se no limite da toxicidade, quase sempre produzindo efeitos colaterais (FRANÇA et al., 2008).
Em contrapartida, as plantas medicinais são aquelas capazes de aliviar ou de curar enfermidades, sendo utilizadas tradicionalmente por uma população ou comunidade de forma empírica. Elas possuem um ou mais princípios ativos, os quais apresentam propriedades terapêuticas que, quando industrializadas, resultam em compostos denominados fitoterápicos (ANVISA, 2010).
Aproximadamente 80% da população mundial aplica a medicina tradicional, ou fitoterapia, como forma de tratamento fundamentada predominantemente em plantas, o que gerou um mercado de 50 bilhões de dólares no ano de 2008 (MADRIGAL-SANTILLÁN et al., 2014).
A ANVISA divulgou em 2010 uma tabela com mais de 60 fitoterápicos e o modo de preparo de cada um desses compostos, destacando que sua ação terapêutica é totalmente influenciada pela forma como eles são manipulados (ANVISA, 2010).
Popularmente, o extrato aquoso de alho é utilizado com o objetivo de prevenir e de tratar afecções diversas, como artrite, dor de dente, tosse crônica, constipação, infestação parasitária, picadas de cobras e insetos, doenças ginecológicas e outras infecções de modo geral (BAYAN, KOULIVAND e GORJI, 2014).
Atualmente, foram identificados cerca de 30 componentes do alho que apresentam efeito terapêutico. De acordo com Majewski (2014), seu efeito curativo deve-se à composição de substâncias biológicas ativas, que incluem enzimas, como a alinase; compostos sulfurados, destacando-se a alina; e componentes produzidos enzimaticamente, como a alicina (KATZUNG, 2003).
O bulbo do alho (A. sativum) deve ser macerado na concentração de 0,5 g em 30 ml de água, no entanto o preparo artesanal é realizado de formas variadas, conforme descrito por Algranti (2012), como em tintura; amassado com azeite de oliva; em infusão com leite ou vinagre; cozido; ou ainda diluído em água após maceração (CURY, 2010).
Segundo Quintaes (2001), o extrato de alho pode ser ministrado a pacientes com debilidade significativa do sistema imunológico, pois as propriedades desse vegetal são capazes de estimular tanto a imunidade humoral quanto a celular, o que justifica a inclusão do alho na dietoterapia desses indivíduos.
Mirabeau e Samson (2012) relatam que o extrato de alho surte maior efeito sobre as populações de leucócitos totais, destacando-se os linfócitos TCD4+, em comparação ao extrato de cebola e aos extratos combinados desses dois vegetais na mesma concentração.




Anteriormente, Tang et al. (1997) verificaram que o extrato de alho foi capaz de elevar acentuadamente a atividade de linfócitos T e a concentração da interleucina-2. Fallah-Rostami et al. (2013) observaram que a ingestão desse fitoterápico estimula a diferenciação de células Th0 em Th1 (linfócitos), além de aumentar a população e a função de células NK, bem como o potencial de proliferação dos linfócitos.
Experimentos realizados por Nantz et al. (2011) avaliaram a influência da suplementação com extrato envelhecido de alho (2,56 g/d) sobre a proliferação de células do sistema imune e sua atuação contra os sintomas de resfriados e gripes em 120 indivíduos saudáveis. O estudo randomizado duplo-cego mostrou que o grupo de indivíduos que recebeu o tratamento apresentou maior proliferação de células γδ-T e NK do que os indivíduos do grupo placebo. Verificou-se também que o grupo que consumiu o extrato apresentou redução na severidade desses quadros clínicos.
Hassan et al. (2003) observaram que, ao ser administrado um extrato contendo 20 mg/kg de alho fresco em camundongos, ocorre um aumento significativo de células NK nesses animais, assim como a elevação da capacidade de eliminação de células cancerígenas da linhagem K562. Essa maior atividade citotóxica foi associada à presença de glicoproteínas nesse composto fitoterápico.
Feng et al. (2012) revelaram que a alicina, princípio ativo liberado pela maceração do alho, quando administrada em camundongos Balb/c pós-infectados com Plasmodium yoelii, reduziu a parasitemia e prolongou a sobrevivência desses animais em decorrência do aumento de mediadores pró-inflamatórios, como o interferon gama (IFN-γ). Além disso, o tratamento com alicina estimulou a proliferação de células T CD4+ e macrófagos. A atividade antimicrobiana deste composto foi demonstrada por modulação das citocinas ativadoras de macrófagos que controlavam a infecção parasitária.
A pesquisa de Bhattacharyya et al. (2007) investigou o aumento da concentração de NO (óxido nítrico) e de IFN-alfa no plasma de voluntários saudáveis após eles ingerirem alho fresco. Posteriormente à ingestão de 2,0 g de alho fresco, os níveis de NO e de IFN-alfa plasmáticos foram determinados depois de duas e de quatro horas. Verificou-se que o nível basal de NO no plasma desses voluntários foi de 2,7 μm e de 8,76 μm após duas e quatro horas respectivamente. O nível de IFN-alfa basal no plasma aumentou de 9,51 nm para 46,3 nm nos mesmos tempos. Durante a ingestão assídua de alho, foram encontrados níveis elevados de IFN-alfa sérico durante pelo menos sete dias a partir de sua retirada da dieta.
É válido ressaltar que, de acordo com Samson et al. (2012), foi comprovado que o alho não apresenta potencial hepatotóxico no organismo de ratos quando administradas doses de até 600 mg/kg por dia durante um período de trinta dias.




Conclusão:

A medicina popular usa o alho (Allium sativum) há centenas de anos de forma empírica no combate e prevenção contra diversos males. A realização de estudos sistematizados permitiu a confirmação de vários benefícios propiciados pela utilização desse vegetal, sendo o seu consumo recomendado pela ANVISA e pela OMS como um possível substituto de determinados medicamentos sintéticos, uma vez que seu uso não causa efeitos hepatotóxicos.
A realização de novos estudos científicos possibilitará a ampliação dos conhecimentos sobre os princípios ativos do alho, permitindo melhor padronização no preparo e na determinação da dose a ser ministrada, otimizando os efeitos curativos e protetores relacionados ao organismo humano.


Referências Bibliográficas:


ALGRANTI, L. M. Saberes culinários e a botica doméstica: beberagens, elixires e mezinhas no império português (séculos XVI-XVIII). Saeculum: Revista de História, João Pessoa, v. 2, n. 27, p. 13-30, jul./dez. 2012.

ANVISA – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. O que devemos saber sobre medicamentos. Brasília: ANVISA, 2010. 104 p. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2015.

APOLINÁRIO, A. C. et al. Allium sativum L. como agente terapêutico para diversas patologias: uma revisão. Biofar: Revista de Biologia e Farmácia, Paraíba, v. 2, n. 1, p. 1-6, jul. 2008. Disponível em: . Acesso em: 11 mar. 2015.

ARNOUS, A. H.; SANTOS, A. S.; BEINNER, R. P. C. Plantas medicinais de uso caseiro: conhecimento popular e interesse por cultivo comunitário. Revista Espaço para Saúde, v. 6, n. 2, p. 1-6, 2005.
BAYAN, L.; KOULIVAND, P. H.; GORJI, A. Garlic: a review of potential therapeutic effects. Avicenna Journal of Phytomedicine, Münster, v. 4, n. 1, p. 1-14, jan./fev. 2014. Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2015.

BHATTACHARYYA, M. et al. Systemic production of IFN-alpha by garlic (Allium sativum) in humans. Journal of Interferon & Citokine Research, Calcutá, v. 27, n. 5, p. 377-382, maio 2007.

CURY, L. Uso de plantas medicinais da tradição popular é regulamentado. ANVISA, Brasil, 11 mar. 2010. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2010+noticias/uso+de+plantas+medicinais+da+tradicao+popular+e+regulamentado>. Acesso em: 11 mar. 2014.

FALLAH-ROSTAMI, F. et al. Immunomodulatory Activity of Aged Garlic Extract Against Implanted Fibrosarcoma Tumor in Mice. North American Journal of Medical Scienses. Tehran, v. 5, n. 3, p. 207-212, mar. 2013. Disponível em: . Acesso em: 8 abr. 2015.

FENG, Y. et al. Allicin enhances host pro-inflammatory immune responses and protects against acute murine malaria infection. Malaria Journal, Liverpool, v. 11, n. 268, p. 1-9, ago. 2012. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2015.

FRANÇA, I. S. X. de. et al. Medicina Popular: Benefícios e Malefícios das Plantas Medicinais. Revista Brasileira de Enfermagem - REBEN, Brasília, v. 61, n. 2, p. 201-208, abr. 2008. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2015.

HASSAN, Z. M. et al. Imunomodulatory affect of R10 fraction of garlic extract on natural killer activity. International Immunopharmacology, Tehran, v. 3, n. 10-11, 2003, p. 1.483-1.489, jun. 2003. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2015.

KATZUNG, B. G. Farmacologia Básica e Clínica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
MADRIGAL-SANTILLÁN, E. et al. Review of natural products with hepatoprotective effects. World Journal of Gastroenterologist. Pleasanton, v. 20, n. 40, p. 14787-14804, out. 2014. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2015.

MAJEWSKI, M. Allium sativum: facts and myths regarding human health. Rocz Panstw Zakl Hig, Olsztyn, v. 65, n. 1, p. 1-8, 2014. Disponível em: Rocznik_PZH_1-2014%20(1).pdf>. Acesso em: 24 ago. 2015.

MIRABEAU, T. Y.; SAMSON, E. S. Effect of Allium cepa and Allium sativum on some immunological cells in rats. African Journal Tradit Complement Altern Med, Okada, v. 9, n. 3, p. 374-379, abr. 2012.

MOTA, J. H. et al. Análise da evolução da produção e relação risco-retorno para a cultura do alho, no Brasil e regiões (1991 a 2000). Horticultura Brasileira, v. 23, n. 2, p. 238-241, abr./jun. 2005. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2015.

NANTZ, M. P. et al. Supplementation with aged garlic extract improves both NK and γδ-T cell function and reduces the severity of cold and flu symptoms: a randomized, double-blind, placebo-controlled nutrition intervention. Clinical Nutrition, Florida, v. 31, n. 3, p. 337-344, dez. 2011.

QUINTAES, K. D. Alho, nutrição e saúde. Revista NutriWeb, v. 3, n. 2, 2001. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2014.

RIVLIN, R. S. Historical perspective on the use of garlic. The Journal of Nutrition, v. 131, n. 3, p. p. 951–954, 2001. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2015.

SAMSON, E. S. et al. Haematological and Hepatotoxic Potential of Onion (Allium cepa) and Garlic (Allium sativum) Extracts in Rats. European Journal of Medicinal Plants, Edo State, v. 2, n. 4, p. 290-307, out. 2012.

SOUZA, F. S.; MACIEL, C. C. S. Produtos fitoterápicos e a necessidade de um controle de qualidade microbiológico. VEREDAS FAVIP – Revista Eletrônica de Ciências, Pernambuco, v. 3, n. 2, p. 23-30, jul./dez. 2010. Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2015.

TANG, Z. et al. The preventing function of garlic on experimental oral precancer and its effect on natural killer cells, T-lymphocytes and interleukin-2. Bulletin of Human Medical University, Changsha, v. 22, n. 3, p. 246-248, 1997.

TOMAZZONI, M. I.; NEGRELLE, R. R. B.; CENTA, M. L. Fitoterapia popular: a busca instrumental enquanto prática terapêutica. Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 15, n. 1, p. 115-121, 2006.

domingo, 30 de julho de 2017

Monolaurina – A Gordura que Fortalece o Sistema Imunológico.







Artigo Editado por Byron J. Richards, Nutricionista Clínico.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br




A monolaurina é um ácido graxo longo de 12 carbonos, derivada do óleo de coco e encontrada no leite materno, mas também preparada a partir de um monoester de ácido láurico. Décadas de pesquisa demonstraram as propriedades desinfetantes e de destruição de germes deste composto natural. Deve-se ressaltar que a monolaurina é um componente do leite materno, e isso é parte do apoio imune da Mãe Natureza que é transmitido de mãe para filho e vital para a sobrevivência da raça humana. Qualquer nutriente no leite materno deve ser muito útil ao bebê, e sem dúvida, muito eficaz para aumentar sua imunidade. Isso ajuda você a entender a segurança e a não toxicidade deste simples nutriente de ácido graxo. Bem, se não é nada além de um ácido graxo (gordura) sem toxicidade, então, como é que ajuda a imunidade? Afinal, todos os antibióticos em uso pela medicina ocidental estão essencialmente destruindo germes com força tóxica. Qual o segredo que Mãe Natureza tem na manga?
Mapear o genoma humano foi realmente um grande avanço que abriu muitas portas para entender como as coisas funcionam em seu corpo. Os cientistas estão agora a mapear os genomas dos conteúdos do seu aparelho digestivo, as centenas de trilhões de células que têm um enorme impacto na sua saúde. Esta é a fronteira da medicina para os próximos 50 anos, que eventualmente resultará no desenvolvimento de antibióticos não tóxicos e tratamentos seguros para doenças autoimunes. Entretanto, muitas peças do quebra-cabeça começam a se encaixar no lugar, informações que você pode usar para manter você e sua família em melhor estado de saúde.


Esta nova ciência está relatando descobertas imunológicas fascinantes quase diariamente. Por exemplo, em 31 de outubro de 2008 a edição da revista Jornal Cell, cientistas relatam que os esporos de bactérias crescem (1) e se espalham falando com bactérias dormentes nas proximidades, motivando-os essencialmente a se juntarem a sua causa (que é infectar seu corpo). Isso transforma os conteúdos digestivos inofensivos em combatentes ativos. As bactérias hostis liberam fragmentos de suas membranas celulares chamadas muropeptídeos, uma molécula de comunicação baseada em carboidratos que sinaliza aos "amigos" latentes para se unirem à batalha. Os pesquisadores acreditam que este é um princípio universal de infecções bacterianas. Nós já sabemos que a Candida albicans se comporta dessa maneira. Que ferramentas você tem para manter esse tipo de problema em cheque?
Essas descobertas significam que o equilíbrio de poder que reside no trato digestivo, bem como nas superfícies de seus seios, pulmões e pele, tem uma profunda influência sobre sua imunidade e saúde. Se a sua base de saúde são muitas gangues ruins já ativas em seus bairros, como reflete a natureza dos sintomas em curso, seu sistema imunológico já está lutando para acompanhar os desafios dentro de suas próprias cidades. O que acontece se você for atacado por algo realmente hostil que você respira e engula ou coma? Obviamente, o terreno saudável do seu trato digestivo determina a base de competência do sistema imunológico e sua capacidade de enfrentar diretamente um verdadeiro desafio, como um vírus da gripe hostil que deve primeiro incubar em seu aparelho digestivo antes de se espalhar para alguma outra área do seu corpo.


E pense em um bebê que acaba de vir para o mundo que não tem competência digestiva ou equilíbrio e sem células imunológicas com base na experiência, como eles sobrevivem a uma infecção se forem infectados? Isso ajuda você a entender o verdadeiro poder da monolaurina e outros componentes de suporte imunológico que são encontrados naturalmente no leite materno.






Monolaurina, Bactérias Gram Positivas, H. Pylori e Candida:

Pesquisas que datam de 30 anos identificaram que os ácidos graxos com
12 carbonos (2) da monolaurina eram altamente eficazes para combater bactérias gram positivas e leveduras (como aCandida albicans). A capacidade da monolaurina de matar a Candida (3) foi estabelecida. A maior parte da pesquisa foi realizada em bactérias gram positivas, pois o composto pode ser usado para reduzir infecções em aves e ajudar a limpar equipamentos envolvidos na produção de alimentos. E a monolaurina é eficaz contra muitos vírus. O nutriente tem sido amplamente utilizado como suplemento dietético de suporte imunológico por várias décadas.
As bactérias gram positivas são aquelas que contêm uma rede de parede celular de malha grossa composta de açúcares e aminoácidos. Destruir essa parede celular externa tipo malha é a chave para impedir que elas se espalhem. As bactérias preocupantes nesta categoria estão nas famílias de Streptococcus, Staphylococcus, Corynebacterium, Listeria, Bacillus e Clostridium.
Verificou-se que a monolaurina incorpora-se na membrana celular
(4) de bactérias gram positivas e tem o efeito líquido de perturbar a integridade da sua membrana celular, bloqueando a replicação e tornando então as bactérias um inimigo mais fácil para o nosso sistema imunológico combater.


Em 1992, os pesquisadores da Universidade de Minnesota demonstraram uma maneira adicional de ajudar a monolaurina, mostrando que poderia reduzir a toxicidade (5) das bactérias Gram positivas de Staphylococcus. Mais recentemente, outras bactérias gram positivas, Bacillus anthracis, foram levadas à atenção do público pela ameaça de seu uso no bioterrorismo. Como muitas bactérias, a gravidade da infecção é baseada em quanto de toxina ela pode produzir. Em 2005, os pesquisadores da Universidade de Minnesota desta vez demonstraram que a monolaurina inibiu os genes que permitiram que o antraz (6) gerasse toxinas. Na pesquisa de 2006, eles mostraram o mecanismo de redução da toxicidade da infecção por bactérias gram-positivas (7) aplicada em muitos organismos, indicando que a monolaurina provavelmente ajudará a reduzir a toxicidade de qualquer infecção gram-positiva tornando-a menos grave. Esta pesquisa também descobriu que as células saudáveis foram fortalecidas pela monolaurina, além de ajudá-las a combater a toxicidade.
A monolaurina demonstrou alguma habilidade para ajudar a regular bactérias gram negativas, uma das quais é um habitante intestinal comum conhecido como Helicobacter pylori (H. pylori). Se o H. pylori começa a ficar fora de equilíbrio e se torna hostil, como uma brigada ruim no bairro, então muita dor no estômago pode ocorrer. Os pesquisadores mostraram que a monolaurina tem um efeito de morte germinativo direto e potente na H. Pylori
(8), independentemente do pH do estômago. A habilidade de matar germinações de H. pyloria (8) da monolaurina foi confirmada (9) por um segundo grupo de pesquisadores. Ainda não sabemos exatamente como a monolaurina é capaz de matar essas bactérias gram negativas.
A pesquisa mostrou que a monolaurina não é eficaz contra a maioria das bactérias gram negativas, como a Salmonella ou a E. coli, que possuem um tipo diferente de membrana celular externa em relação as bactérias gram positivas. Em contraste com esta descoberta geral, um estudo de bactérias cultivadas a partir da pele
(10) de crianças descobriu que a monolaurina inibiu o crescimento de bactérias gram positivas e gram negativas.


Observou-se geralmente que nenhuma bactéria gram positiva é resistente à monolaurina. No entanto, um estudo recente demonstrou que várias super-cepas (11) de Enterococcus Resistentes a Vancomicina (VRE) desenvolveram resistência parcial (até 70%) à monolaurina. O VRE é especialmente problemático para aqueles com imunidade fraca. Desconhecemos se a monolaurina é eficaz ou não contra o Staphylococcus aureus resistente à meticilina(MRSA). Uma análise detalhada no estudo VRE mostrou que a mutação da bactéria enterocócica tinha aprendido a apertar suas paredes celulares, tornando mais difícil para a monolaurina obter um caminho ou entrada (o mesmo problema que os antibióticos estavam tendo). Verificou-se que a monolaurina reduz a toxicidade das infecções gram-positivas, e mostrou ajudar a Vancomicina (12) a trabalhar melhor contra essas super-cepas; o que significa que a monolaurina usada junto com cuidados médicos apropriados pode produzir um resultado superior.


Monolaurina e Vírus:

A monolaurina é um dos nutrientes mais populares para ajudar a combater vários tipos de vírus. Acredita-se que funcione interagindo com os lipídios e os fosfolípidos que formam o envelope do vírus, fazendo-o enfraquecer ou desintegrar-se. A pesquisa sugere
(13) que a monolaurina exerce algum grau de apoio imunológico para os seguintes vírus:

Vírus da imunodeficiência humana HIV-1,
HIV + Vírus do sarampo
• Herpes simplex virus-1
• Herpes simplex virus-2
• Herpes viridae (todos)
• Vírus linfotrópicos humanos (tipo 1)
• Vírus vesicular da estomatite
• Vírus de Visna
• Citomegalovírus
Vírus de Epstein-Barr
Vírus da gripe
• Pneumonovírus
• Vírus do Sarcoma
• Vírus sincicial


Um estudo mostrou que, embora a monolaurina fosse efetiva contra o Citomegalovírus (14), não era eficaz contra os rinovírus, causa do resfriado comum. Há muitos relatórios anedóticos da monolaurina ajudando a combater a gripe.
Muitos dos tipos de vírus que a monolaurina ajuda são aqueles que podem ser infecções crônicas de baixa intensidade que diminuem a energia regularmente e aumentam quando você está estressado ou com baixa imunidade. Se você já teve uma forte queda na imunidade e nunca realmente recebeu sua energia de volta, então a monolaurina pode ajudar seu sistema imunológico a limpar o problema, mesmo anos depois. Muitos acham útil para lesões bucais recorrentes que são problemas relacionados ao herpes.
A nova descoberta de que muitos vírus revestidos com lipídios podem viver em sua gordura armazenada e perturbar seu metabolismo, promovendo a obesidade, abre a porta para o uso de monolaurina para auxiliar o controle de peso; embora nenhum estudo específico tenha sido feito sobre esse assunto.
Em resumo, a monolaurina é um ácido graxo nutricional que não é tóxico para os seres humanos e um nutriente importante para a saúde das células humanas. Em contraste, pode ser um golpe de nocaute para bactérias gram positivas e vários problemas virais difíceis. Também pode ajudar a manter os habitantes normais do seu aparelho digestivo, como H. Pylori e Candida albicans, em um melhor estado de equilíbrio saudável.


Leite Materno e Óleo de Coco: As Melhores Fontes de Monolaurina:

Um workshop realizado pela Fundação HEAL na cidade de Mumbai na Índia recentemente identificou um ácido graxo de cadeia média de 12 carbonos, nomeadamente ácido láurico, que apresenta uma superior propriedade moduladora imune. Especialistas revelaram que o ácido laurico se converte em uma molécula biologicamente ativa chamada Monolaurina, que efetivamente mata bactérias, vírus e fungos causadores de doenças.
O leite materno é considerado uma das poções imunológicas mais potentes e efetivas que ajuda um bebê recém-nascido com sistema imunológico subdesenvolvido a combater uma invasão bacteriana fatal. Quando analisado, 50% do leite materno é de gordura saturada, dos quais 20% é ácido láurico, um ácido graxo de cadeia média de 12 carbonos.
Falando sobre a fonte dietética de ácido láurico/monolaurina, a aclamada nutricionista de celebridades e consultora de obesidade, a Dra. Naini Setalvad recomenda o óleo de coco. Ela diz: "A próxima melhor fonte de monolaurina após o leite materno é o óleo de coco, com 50% de sua gordura saturada como ácido laurico. O óleo de coco não possui gordura trans, que é comumente implicada em doenças cardíacas e síndrome metabólica".
O óleo de coco foi envolvido em controvérsias devido à presença de ácidos graxos saturados. No entanto, a Dra. Naini Setalvad dissipa todos os focos negativos que cercam o óleo de coco. Ela diz: "As gorduras são a nossa força vital, mesmo a maioria do cérebro é composta por gorduras saturadas. A gordura saturada do óleo de coco tem um comprimento de cadeia médio que o torna facilmente digerível sem seguir a via regular de digestão da gordura em colesterol. Isso faz com que o óleo de coco seja ideal para uma gama de problemas digestivos ".
Os especialistas em saúde enfatizam o perfil de ácidos graxos e o comprimento da cadeia de uma gordura como o fator mais importante na determinação da sua eficácia imunológica. A maioria dos ácidos graxos de cadeia média e alguns ácidos gordos de cadeia longa são conhecidos como benéficos para o sistema imunológico.






Falando sobre a crise imunológica enfrentada pela população atual, a Dra. Rosemarie de Souza, chefe da Unidade de Cuidados Intensivos Médicos do hospital BYL Nair, diz: "O abuso constante de antibióticos, o estilo de vida pobre, a composição da dieta, a poluição e a fraca imunidade tornaram a população realmente muito vulnerável. Isso se manifesta na forma de frio, tosse, gripe. Quando a invasão patogênica não tratada pode se intensificar em condições graves como tuberculose, asma e bronquite ".
A monolaurina exerce sua atividade anti-microbiana, interrompendo a cobertura (parede) externa das bactérias e dos vírus, deixando-os suscetíveis a ataques de ácidos biológicos e a ação dos órgãos imunes. Sabe-se que a monolaurina aumenta a imunidade geral, fortalecendo assim o hospedeiro contra qualquer ataque sazonal de patógenos.
A pesquisa mostra que o requerimento diário de ácido láurico é de cerca de 10 a 20 gramas por dia. Os conselhos da Dra. Naini Setalvad, "Eu recomendo o consumo regular de pelo menos 2 colheres de chá de óleo de coco em um dia como parte de uma dieta equilibrada e estilo de vida saudável. O óleo de coco encontra múltiplos usos, como óleo de salada ou como tempero ou em uma sobremesa para dar um agradável aroma de coco ".
A Dra. Setalvad listou uma série de condições contra as quais o óleo de coco é efetivo. Controle do peso, doenças cardíacas, condições hepáticas, condições degenerativas da pele, diabetes, artrite, envelhecimento prematuro, osteoporose e a lista continua. Ela acredita que a presença de ácidos gordurosos de cadeia média e os antioxidantes são o motivo pelo qual o óleo de coco encontra uso curativo, preventivo e paliativo nestas condições.
Uma pesquisa realizada pela Fundação HEAL revelou que 33% dos nutricionistas desconheciam o papel significativo dos ácidos graxos no aumento da imunidade. Outros 40% deles não preferem prescrever ácidos graxos especiais como parte de uma dieta que aumenta a imunidade. Isso demonstra, em grande parte, ser atribuído à falta de consciência para a monolaurina e os componentes de construção imunológica que ele fornece.


A Dra. Charu Dua, membro do fórum on-line, afirmou: "Incríveis 51% das nutricionistas pesquisadas desconheciam a monolaurina e como ela confere sua proteção. A monolaurina também está indicada em distúrbios digestivos e condições inflamatórias como a gastrite. A monolaurina mostrou-se eficaz contra uma série de vírus como o vírus Epstein Barr, o vírus do sarampo, e o vírus da gripe; junto com o controle do crescimento das infecções fúngicas e do trato urinário.
A Dra. Naini Setalvad explica o motivo desse resultado. Ela diz que "as gorduras são geralmente associadas a efeitos indesejáveis no peso e na saúde em geral. A seleção do tipo correto de gordura com um perfil desejado de ácidos graxos e o controle da porção pode fazer com que os ácidos graxos no óleo de coco virgem sejam um alimento estimulante ideal para o sistema imune.
Em todo o mundo, e as celebridades de Hollywood despertaram para os benefícios do óleo de coco virgem e o abraçaram cada vez mais como parte de sua dieta diária. Muitos ganharam boa saúde e remissão de seu sofrimento crônico pela inclusão do óleo de coco.






Nota do Nutricionista:

O óleo de coco é um alimento que ajuda incrivelmente na imunidade, e suas maiores fontes são em primeiro ligar o leite materno e logo após o óleo de coco.
O organismo do recém-nascido recebe uma proteção de extrema importância da monolaurina do leite materno; sabendo-se que o sistema imune da criança ainda imaturo, pode não vencer vários patógenos o que comprometeria a vida da mesma.
Falando sobre a crise imunológica enfrentada pela população atual, a Dra. Rosemarie de Souza, chefe da Unidade de Cuidados Intensivos Médicos do hospital BYL Nair, diz: “O abuso constante de antibióticos, o estilo de vida pobre, a composição da dieta, a poluição e a fraca imunidade tornaram a população realmente muito vulnerável. Isso se manifesta na forma de frio, tosse, gripe. Quando a invasão patogênica não tratada pode se intensificar em condições graves como tuberculose, asma e bronquite”.
A monolaurina exerce sua atividade antimicrobiana, destruindo a cobertura (parede) externa das bactérias e dos vírus, deixando-os suscetíveis a ataques de ácidos biológicos e a ação dos órgãos da imunidade. Sabe-se que a monolaurina aumenta a imunidade geral, fortalecendo assim o hospedeiro contra qualquer ataque sazonal de patógenos.

E a mídia ainda massacra o óleo de coco, inadmissível!



Referências:

3) Monolaurin and Caprylic Acid Kill Candida Antimicrob Agents Chemother. Bergsson G, Arnfinnsson J, Steingrímsson O , Thormar H.
4) Monolaurin Incorproates Into Gram Positive Bacteria Cell Membrane. Appl Environ Microbiol.Tokarskyy O, Marshall DL.
5) Monolaurin Reduces Gram Positive Bacteria Toxicity Antimicrob Agents Chemother. Schlievert PM, Deringer JR, Kim MH, Projan SJ, Novick RP.
6) Severity of Gram Positive Infection Reduced by Monolaurin Antimicrob Agents Chemother. Vetter SM, Schlievert PM.
7) Monolaurin Stops Toxicity of Many Gram Positive Bacteria Biochemistry. Peterson ML, Schlievert PM.
8) Monolaurin Effective Against H. Pylori FEMS Immunol Med Microbiol. Sun CQ, O'Connor CJ, Roberton AM.
9) Monolaurin Kills H. Pylori Int J Antimicrob Agents. Bergsson G, Steingrímsson O, Thormar H.
10) Monolaurin and Skin Infection J Drugs Dermatol. Carpo BG, Verallo-Rowell VM, Kabara J.
11) Monolaurin and Superstrain Infections Appl Environ Microbiol. Dufour M, Manson JM, Bremer PJ, Dufour JP, Cook GM, Simmonds RS.
12) Monolaurin May Reduce Vancomycin Resistance J Bacteriol. Ruzin A, Novick RP.
13) Monolaurin Provides Broad Immune Support ALTERNATIVE & COMPLEMENTARY THERAPIES Shari Lieberman, Mary G. Enig, Harry G. Preuss.
14) Monolaurin Effective Against Cytomegalovirus J Med Microbiol. Clarke NM, May JT.


domingo, 9 de julho de 2017

Porque o Treinamento de Força é tão Importante para uma Saúde Ideal?







Artigo Editado por Joseph Mercola, MD.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br




A pesquisa confirma que o exercício é a melhor "droga preventiva" para muitas doenças comuns e doenças crônicas, desde distúrbios psiquiátricos e dores, como também doenças cardíacasdiabetes e câncer. (1 ,2) Como afirmado pelo Dr. Timothy Church, diretor de pesquisa em medicina preventiva no Pennington Biomedical Research Center em Baton Rouge: (3)
"O exercício fortalece toda a máquina humana: o coração, o cérebro, os vasos sanguíneos, os ossos e os músculos. A atitude mais importante que você deve ter em relação a sua saúde a longo prazo é levar uma vida ativa".

Infelizmente, muitos cometem o erro de se concentrar no exercício cardiovascular, excluindo todas as outras atividades. O treinamento de força é ignorado por muitos por uma série de razões diferentes. As mulheres podem pensar que ficarão muito fortes e parecerão masculinas, os idosos podem se preocupar com o fato de ser muito extenuante ou perigoso, e os pais podem pensar que o treinamento com pesos é muito arriscado para seus filhos por essas mesmas razões.
A verdade é que, quase todos, independentemente da idade ou gênero, se beneficiarão do treinamento de força. Trabalhar seus músculos irá ajudá-lo a perder o excesso de gordura, manter a massa óssea saudável e prevenir a perda de músculo relacionada à idade, o último dos quais pode começar já nos 30 anos se você não o contrariar ativamente.

Conforme observado em um recente artigo da revista Time: (4)

"Para muitos, o treinamento de musculação chama a atenção para os fisiculturistas com musculos exagerados. Mas os especialistas dizem que é bem tempo para descartar as noções antiquadas do treinamento de resistência para seu físico e saúde. A ciência do exercício moderno mostra que o treinamento resistido, pode ser o melhor exercício para a função física e forma física ao longo da vida".


Porque o Exercício Resistido é tão Importante para a Saúde:

Conforme observado no artigo apresentado, os exercícios de carga ajudam a neutralizar a perda óssea e o deficit postural que ocorre a com o passar dos anos. Durante a sua juventude, a reabsorção óssea é bem equilibrada, garantindo um crescimento ósseo saudável e uma força sustentada. No entanto, à medida que a perda de osso se acelera, esse processo começa a superar a capacidade do seu corpo de criar um novo osso. Quanto mais sedentário você fica, como resultado seus ossos se tornam mais fracos.
O mesmo pode ser dito para o seu músculo, e sem um bom tônus muscular, sua mobilidade começa a sofrer. Pior ainda, a fraqueza muscular em combinação com estrutura óssea quebradiça é uma receita para as quedas que podem resultar em incapacidade incapacitante.

O treino de com pesos também ajuda a:

Melhora a sua sensibilidade à insulina, reduzindo assim o risco da maioria das doenças crônicas. Conforme observado por Mark Peterson, professor assistente de medicina física na Universidade de Michigan, "o músculo é metabolicamente muito ativo e usa mais a glicose no sangue para energia". (5)

Reduz o risco de síndrome metabólica, um conjunto de condições (grande circunferência da cintura, triglicerídeos altos, colesterol HDL baixo, pressão alta e glicose elevado no sangue) que aumentam o risco de diabetes tipo 2 e doença cardíaca.
Pesquisas recentes mostram que trabalhar com pesos por pouco menos semanalmente pode reduzir seu risco de síndrome metabólica em 29%. (6),(7),(8) Outras pesquisas recentes descobriram que um programa de treinamento de resistência duas vezes por semana melhorou a sensibilidade à insulina e reduziu a gordura abdominal em homens mais velhos que já desenvolveram diabetes tipo 2, sem mudanças na dieta. (9)

Reduz os sintomas perimenopáusicos nas mulheres, como ansiedade e depressão, mudanças de humor, períodos irregulares, ganho de peso e disfunção cerebral (disfunção cognitiva), em parte pelo aumento da produção de testosterona.
Embora normalmente seja um hormônio sexual masculino, as mulheres não precisam ou querem muito, a testosterona é realmente benéfica para as mulheres durante esta fase da vida, como durante a perimenopausa, a produção natural de testosterona pode diminuir em até 50%. (10) Enquanto as mulheres não devem tomar testosterona, melhorar a produção natural desse hormônio é uma maneira segura de abordar sintomas perimenopáusicos.

Reduz a inflamação, característica da maioria das doenças crônicas, especialmente doença cardíaca e câncer.

Melhora a função cognitiva e reduz a ansiedade e a depressão, promovendo maior bem-estar.


Os Benefícios do Treinamento de Restrição de Sangue:

Outra técnica que você pode querer tentar, que também é excelente para os idosos, ou atletas que se recuperam de uma lesão é o treinamento de restrição de fluxo sanguíneo ou treinamento Kaatsu. Eu publicarei um artigo completo sobre isso em breve, mas, resumindo; envolve executar exercícios de treinamento de força enquanto restringe o fluxo sanguíneo venoso (mas não o fluxo arterial) para a extremidade trabalhada.
Um benefício significativo do método é que você pode fazer exercícios de força usando apenas 30 a 50 por cento do peso que você normalmente usaria enquanto ainda colhe os benefícios máximos. Ao restringir o fluxo sanguíneo para o músculo, acumulam-se ácido lático e outros resíduos, proporcionando o mesmo benefício que o levantamento pesado, mas sem os perigos associados aos pesos pesados. Por esta razão, é uma ótima estratégia para os idosos e aqueles que estão se recuperando de uma lesão.
Dito de outra forma, forçando o sangue a permanecer dentro do seu músculo mais do que o normal, você força uma fadiga muscular mais rápida e uma falha muscular, que coloca em movimento processos subsequente de reparação e regeneração.
É dito que o treinamento de restrição de fluxo sanguíneo pode estimular o crescimento muscular e a força em cerca de metade do tempo, usando cerca de um terço do peso, em comparação com o treinamento com pesos padrão. No vídeo acima, o Dr. Jim Stray-Gundersen, principal proponente e professor de Kaatsu nos EUA, discute o método e seus benefícios. Para assistir o vídeo acesse este link: https://www.youtube.com/watch?v=KXh2THPc984. Este outro vídeo é mais curto e simplificado: https://www.youtube.com/watch?v=SLjGTawNmlA.

Uma sessão de treinamento típica do treino de Kaatsu envolveria três séries, com repetições que variam de 20 a 30 repetições por série, usando metade ou menos do peso que você normalmente usaria. Os períodos de descanso entre as séries geralmente são curtos, digamos 30 segundos. Isso significa que você acaba fazendo mais de 90 repetições de qualquer exercício.
O American College of Sports Medicine afirma que você precisa levantar um peso que seja pelo menos 70 por cento de sua carga máxima (1RM) para produzir crescimento muscular (11), mas os estudos que avaliam o exercício de baixa intensidade em combinação com a restrição do fluxo sanguíneo mostraram que você pode ir tão baixo quanto 20 por cento de 1RM e ainda colher os benefícios.
Para a maioria, 20 por cento de 1RM é mais leve do que um aquecimento, garantindo praticamente que você não sofrerá nenhum tipo de lesão. De fato, o treinamento de restrição do fluxo sanguíneo é usado para reabilitar os mais velhos e doentes no Japão, permitindo que eles reconstruam músculos e recuperem parte de sua mobilidade, muito comprometida pela idade.




*** Este é Aguinaldo, um amigo e personal trainer que com 46 anos é um exemplo para todos.
Mantenha o ritmo!

Descarga de Óxido Nítrico – Um Excelente Exercício para Músculos Envelhecidos:

Outra maneira excepcionalmente segura de melhorar sua força muscular e fitness geral é o aumento de óxido nítrico; uma revisão e, penso eu, uma melhoria significativa do meu programa Peak Fitness (Dr. Mercola). Em vez de fazer 20 minutos de HIIT em uma bicicleta de exercício ou máquina elíptica, você pode colher os mesmos ou melhores benefícios fazendo quatro exercícios simples que levam apenas três minutos. Esses exercícios devem, idealmente, ser feitos três vezes por dia, no total de nove minutos por dia. https://www.youtube.com/watch?v=qEui9ImJaiI.
Para uma demonstração completa, veja o vídeo acima. Você pode começar com três séries de 10 repetições, mas quando você se torna mais apto, você pode aumentar para 20 repetições. Mesmo que esse exercício seja de apenas alguns minutos, isso fará você respirar bastante. Certifique-se de respirar apenas pelo nariz, não pela boca. Os quatro movimentos são:
10 agachamentos, levantando os braços paralelamente ao chão enquanto você agacha-se e recuperando o traseiro o mais longe possível, certificando-se de que seus joelhos permaneçam atrás dos dedos dos pés.
10 elevações laterais, parando quando seus braços estão na altura de seus ombros.
10 movimentos de polichinelo sem o salto; apenas movendo as mãos sobre a cabeça e tocando nas partes superior e inferior.
10 desenvolvimentos frontais, certificando-se de manter seus braços na largura dos ombros. Caso tenha dúvidas, simplesmente observe o vídeo acima!
Cada um deles feito em rápida sucessão, sem descansar nos intervalos. Quando terminar, você terá completado um total de 120 a 240 movimentos. Feito três vezes por dia, com pelo menos duas horas entre cada sessão, você acabará fazendo 360 a 920 movimentos por dia.

Este exercício proporciona:

Aciona a liberação de óxido nítrico, um gás com propriedades antioxidantes que protege seu coração, relaxando os vasos sanguíneos e diminuindo a pressão arterial; estimula seu cérebro; mata bactérias e até mesmo defende contra células tumorais.

Estimula a construção de músculos, além de diluir seu sangue, tornando menos provável a coagulação e melhorando sua função imune. O óxido nítrico é um broncodilatador potente e vasodilatador, por isso ajuda a aumentar significativamente a capacidade de absorção de oxigênio dos seus pulmões.

Proporciona mais benefícios do exercício em um período mais curto. Você obtém a maioria dos benefícios deste exercício que você obteria numa academia durante uma hora. E, se você fizer isso três vezes por dia, isso significa que você pode estar recebendo três a 10 vezes o benefício metabólico que você receberia indo ao ginásio. Não é que ir à academia seja imprudente; mas seu corpo precisa de exercício durante todo o dia.

Estimula a função mitocondrial e a saúde. Seu músculo esquelético deriva sua energia de suas mitocôndrias; o armazém de energia de suas células, responsável pela utilização de energia para todas as funções metabólicas. As mitocôndrias compõem, em média, cerca de 1 a 2 por cento do seu músculo esquelético por volume, o que geralmente é suficiente para fornecer a energia necessária para seus movimentos diários.
Suas mitocôndrias produzem energia em suas cadeias de transporte de elétrons em que passam elétrons da forma reduzida dos alimentos que você come para combiná-lo com oxigênio do ar que você respira, formando água em última instância. Este processo conduz prótons através da membrana mitocondrial, que recarrega ATP (adenosina trifosfato) do ADP (adenosina difosfato). O ATP é o suporte de energia em todo o seu corpo.
O declínio mitocondrial está intimamente ligado à redução da aptidão cardiorrespiratória e a diminuição da produção de ATP mitocondrial em repouso pode estar envolvida no desenvolvimento da resistência à insulina com o envelhecimento. Ao forçar suas mitocôndrias a trabalharem mais, exercícios como este desencadearão o seu corpo a produzir mais mitocôndrias para acompanhar o aumento da demanda de energia e promover a função e a saúde mitocondrial.


Exercício, O Melhor Medicamento Preventivo!

Se perder peso e parecer melhor não é motivação suficiente para inspirar você a se exercitar, e o fato de que a pesquisa mais recente mostra que a atividade física regular pode ser "o melhor medicamento preventivo que temos" para muitos problemas de saúde?
Estudos mostram que o exercício reduz o risco de morte precoce, ajuda a controlar o peso e reduz o risco de doença cardíaca, acidente vascular encefálico, diabetes tipo 2, depressão, alguns tipos de câncer, declínio cognitivo e fraturas de quadril. Pode ajudar a melhorar o sono, a memória, a concentração e o humor.
Nova pesquisa adicionou benefícios à lista. Um estudo descobriu que o exercício supervisionado pode ajudar a aliviar a dor relacionada ao tratamento em alguns pacientes com câncer de mama. Outro estudo mostrou que a atividade física pode ser tão eficaz quanto a medicação na prevenção da morte precoce em pessoas que sofreram ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais.
Exercício "funciona de ponta a ponta e ajuda assim, em alguns casos, a tratar as doenças mais comuns que vemos", diz Jordan Metzl, médico de medicina esportiva do Hospital de Cirurgia Especial de Nova York e autor do The Exercise Cure. "O exercício é a melhor droga preventiva que temos".
Dr. Timothy Church, médico e diretor de pesquisa em medicina preventiva no Centro de Pesquisa Biomédica Pennington em Baton Rouge, diz: "O exercício fortalece toda a máquina humana; o coração, o cérebro, os vasos sanguíneos, os ossos, os músculos. A atitude mais importante que você pode fazer para a sua saúde a longo prazo é levar uma vida ativa ".
A atividade física é um trocador de jogos mental e emocional, acrescenta Tony Horton, criador e estrela dos populares DVDs do exercício P90X, incluindo o novo P90X3, um programa de 90 dias com treinos de alta intensidade de 30 minutos. "Pessoas aptas e saudáveis são mais produtivas, pessoas mais felizes", diz ele.


Apenas cerca de 21% dos adultos nos EUA atendem às recomendações do governo para exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, mostram dados federais recentes. Outras pesquisas indicam que as pessoas são menos ativas do que as estatísticas sugerem. Cientistas do Instituto Nacional do Câncer, usando sensores de movimento, descobriram que menos de 5% dos adultos nos EUA recebem pelo menos 30 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada em episódios de pelo menos 10 minutos.
As diretrizes de atividade do governo recomendam obter pelo menos 2 horas e meia de atividade aeróbica de intensidade moderada, como caminhada rápida, ou uma hora e 15 minutos por semana de atividade aeróbia de intensidade vigorosa, como correr. Eles também recomendam que os adultos façam atividades de fortalecimento muscular, como flexões, abdominais e levantamento de pesos.
Andar é o exercício mais comum, mas muitas pessoas devem acelerar o ritmo. Metzl sugere certificar-se de que você tenha sua frequência cardíaca elevada, o que pode significar fazer alguns episódios curtos de corrida.
Todo mundo tem uma razão diferente para se motivar a exercer, mas a maioria das pessoas precisam obter um plano ou programa com o qual eles podem ficar, diz Metzl.
Horton concorda que ter um plano é importante. Muitas vezes, as pessoas "se preocupam demais com o espelho, a escala e a fita métrica, e quando não mudam à velocidade que antecipam, eles desistem. Eles esperam resultados tremendos em uma quantidade irreal de tempo. Eu falo sobre consistência, propósito e um Plano. Se você for consistente com seu exercício, você prosperará ".
Se você está resolvendo a forma, o exercício é uma parte da equação. A dieta é a outra. Metzl diz que sua mensagem alimentar é simples: "Se ocorrer na natureza, coma e, se não expirar até 2020, não coma. Tente comer alimentos que ocorrem naturalmente o melhor que puder".
Horton também recomenda o básico. "Mantenha a comida simples e natural".

Para jantar uma noite recentemente, ele comeu frango grelhado, tomates salteados, salada verde e sopa de tomate. "Meus bisavós reconheceriam essa refeição. Mas algumas pessoas estão sentadas em um saco de Doritos e um Red Bull. Isso não é algo que eles reconheçam ... As duas atitudes que você controla são o que você come e se você decide se exercitar. Essas duas atitudes mudarão sua vida. "






Nota do Nutricionista:

Resumidamente é este o caminho a seguir:

Infelizmente, muitos cometem o erro de se concentrar no exercício cardiovascular, excluindo todas as outras atividades. O treinamento de força é ignorado por muitos por uma série de razões diferentes. As mulheres podem pensar que ficarão muito fortes e parecerão masculinas, os idosos podem se preocupar com o fato de ser muito extenuante ou perigoso, e os pais podem pensar que o treinamento com pesos é muito arriscado para seus filhos por essas mesmas razões.
A verdade é que, quase todos, independentemente da idade ou gênero, se beneficiarão do treinamento de força. Trabalhar seus músculos irá ajudá-lo a perder o excesso de gordura, manter a massa óssea saudável e prevenir a perda de músculo relacionada à idade, o último dos quais pode começar já nos 30 anos se você não o contrariar ativamente.
***Artigo de extremo valor, fantástico!



Fontes e Referências: