quinta-feira, 4 de maio de 2017

A Arginina Combate o Envelhecimento Cardiovascular.






Artigo Editado por Will Block.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br



A clínica Mayo diz que a maioria das pessoas apresenta uma ingestão suficiente de arginina, e não precisamos tomar suplementos. (1) Eles não estão sozinhos nesta opinião. A WebMD diz essencialmente a mesma coisa que o corpo normalmente faz quantidades suficientes e adicionar suplementos não teria necessidade. (2) Esta é uma crença comum, especialmente dentro da comunidade médica. No entanto, a Clínica Mayo também afirma que "os sintomas da deficiência de arginina incluem a cura incompleta de feridas, perda de cabelo, erupção cutânea, constipação e fígado gorduroso" e que, embora " a arginina seja considerada um aminoácido semi essencial, a suplementação às vezes é necessária ". Isso pode incluir" pessoas com desnutrição proteica, produção excessiva de amônia, ingestão excessiva de lisina, queimaduras, infecções, diálise peritoneal, crescimento rápido e transtornos da síntese de ureia.
A julgar pelo enorme número de estudos científicos realizados com a arginina, há muitas outras morbidades para as quais é necessária a arginina, incluindo a categoria abrangente do envelhecimento, uma condição inescapável da vida "normal" como a conhecemos. Uma revisão recente torna isso muito claro em relação à senescência cardiovascular. (3) Mais sobre isso virá a seguir.


No mínimo, para 25% da população dos EUA, 2,6 g/dia de arginina não é suficiente.


A Quantidade de Arginina na Dieta Típica Americana:

A partir de uma análise da Terceira Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, * uma pesquisa de nutrição de uso público da população não institucionalizada dos EUA, verificou-se que a ingestão média de arginina para a população adulta dos EUA é de 4,4 g / dia, sendo que 25% da população consome menos de 2,6 g/dia. (4) O consumo de arginina variou de acordo com os fatores de risco demográficos e cardiovasculares na população. Isso significa que a análise, distribuída pelos Institutos Nacionais de Saúde como um documento de "acesso público", dá credibilidade à ideia de que a baixa disponibilidade de arginina pode ser um fator no desenvolvimento da aterosclerose e da doença cardiovascular. No mínimo, para 25% da população, 2,6 g/dia não é suficiente. Nem 4,4 g/dia provavelmente será suficiente.


Danos Graves:

Arginina é frequentemente considerada como um aminoácido condicionalmente essencial em nossas dietas. Isso não faz muito sentido. Quando há uma deficiência, vários processos inflamatórios e oxidativos aparecem, especialmente no endotélio vascular, o revestimento dos vasos sanguíneos em nossos corpos. As consequências destes processos causam graves danos ao endotélio, degradando muitas das suas propriedades que são cruciais para a função adequada, o resultado do qual pode resultar no desenvolvimento da aterosclerose.
No decurso de eventos do sistema vascular, as funções normais do endotélio são altamente dependentes da produção suficiente de óxido nítrico (NO). A produção é realizada através da ativação de uma enzima, a óxido nítrico sintase endotelial (eNOS), feita e liberada pelas células endoteliais vasculares, que precisam da arginina para produzir NO.
Quando ocorre uma lesão vascular oxidativa excessiva, causada, por exemplo, pelas tensões da obesidade ou hipertensão, formam-se espécies reativas e destrutivas de oxigênio, cuja plenitude pode conduzir à inibição da eNOS, diminuindo assim a produção de NO. Se, ao mesmo tempo, houver muito pouca arginina presente, a eNOS forma um óxido altamente reativo causando mais lesão endotelial vascular e inflamação.


Gloriosa Batalha:

Em um ambiente tão privado de arginina, a aterosclerose prossegue rapidamente e a batalha é perdida para as doenças cardiovasculares. O NO é o campeão da cruzada contra esta doença; É o glorioso cavaleiro em uma boa luta. O que é realmente importante reconhecer é que o NO só pode ser produzido no corpo a partir da arginina, e que é um agente principal do relaxamento dos vasos sanguíneos (vasodilatação). Sem suficiente NO, as artérias obstruídas (a aterosclerose), dor torácica, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, claudicação intermitente / doença vascular periférica (resultando em dor muscular), inchaço dos vasos sanguíneos que causa dores de cabeça (dores vasculares) e disfunção erétil prevalecem. Em outras frentes, a arginina também desencadeia o corpo para produzir proteínas e tem sido estudada para cicatrização de feridas, na musculação e para o aumento da produção de espermatozóides (espermatogênese).


Quanto é o suficiente?

Em um estudo recente, realizado na Universidade Karol Marcinkowski de Ciências Médicas, em Poznan, Polônia, os pesquisadores analisaram 54 indivíduos (30 homens, 24 mulheres), ou seja, pacientes ambulatoriais saudáveis, que foram divididos em medidas de pressão arterial controle (19 indivíduos) ou um grupo de tratamento hipertensivo (35 pacientes). (5) Estes últimos foram recentemente diagnosticados com hipertensão leve, mas não receberam medicamentos ou suplementos antes da classificação como hipertensos. Em seguida, os indivíduos foram randomizados para 2 ou 4 g de arginina suplementar três vezes por dia (para um total de 6 ou 12 g/dia) ou placebo.
A hipertensão tem sido desde muito tempo considerada um dos maiores fatores de risco cardiovascular, pois representa uma perturbação significativa no equilíbrio das influências vasomotoras. Pode causar interrupções que afetam a vasoconstrição funcional, que pode resultar no fechamento do vaso e bloquear a microcirculação. A hipertensão também pode gerar alterações estruturais que podem afetar o endotélio vascular de modo que há uma diminuição da biodisponibilidade de NO. Uma vez chamado de fator de relaxamento derivado do endotélio, o NO é responsável por estabelecer e manter o tônus vascular em repouso, regulando o fluxo sanguíneo para satisfazer as exigências metabólicas do tecido e adaptando o diâmetro do vaso ao volume de entrada. Isto foi confirmado por estudos de acompanhamento em longo prazo na prole de pacientes hipertensos.
Sem um suprimento adequado e contínuo de arginina, substratos e vários cofatores (que incluem folato, citrulina e os antioxidantes vitamina C e E), a formação de NO não pode ocorrer.





O Paradoxo da Arginina:

Quando o NO é gerado no endotélio, a L-arginina é convertida em L-citrulina via eNOS. No entanto, sem um suprimento adequado e contínuo de arginina, substratos e vários cofatores (que incluem folato* e, de acordo com um relatório recente, a citrulina e os antioxidantes vitamina C e E (7)), a formação de NO não ocorreria. Embora as concentrações intracelulares de arginina excedam normalmente o nível necessário para a cinética enzimática máxima de NOS por um tiro longo, a suplementação com arginina melhora a função endotelial, retarda a formação de placa aterosclerótica e altera a função autonômica. Estas alterações são todas consistentes com a biossíntese de NO melhorada. Esse paradoxo aparente pode ser explicado pela tendência da NOS a compartimentalizar e a deficiência relativa, em vez de absoluta, da arginina. Níveis plasmáticos elevados de dimetilarginina assimétrica (ADMA), um antagonista competitivo da eNOS, em vários estados clínicos (por exemplo, hipercolesterolemia, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e insuficiência renal) também podem contribuir para o paradoxo da arginina. Quando a arginina é tomada como um suplemento, desloca o inibidor competitivo, melhora o transporte intracelular deste aminoácido e restaura a produção de NO a níveis fisiológicos. Mas funcionará melhor se for servido com cofatores.


A Descoberta do NO estimulou o Interesse pela Arginina:

O estudo da suplementação com arginina aumentou dramaticamente após a descoberta da via arginina/óxido nítrico. Entre os resultados de muitos destes estudos foi a demonstração de um efeito benéfico da arginina sobre a produção de NO e para a redução da pressão arterial sistêmica (PA). Uma revisão destes estudos descobriu que os resultados não eram uniformes e bastante inconclusivos, com doses de arginina administradas com segurança em até 30 g em infusões intravenosas únicas. Estudos de BP (Blood pressure) utilizaram doses orais de arginina variando de 5-20 g por dia, com a maioria deles dentro da faixa de 6-9 g. Estes dados determinaram a escolha dos regimes de administração de arginina no estudo polonês.
Este estudo foi desenvolvido para investigar os efeitos da arginina sobre a PA, tanto para fins de qualificação do paciente hipertenso quanto para a avaliação da terapia com arginina. Em grandes ensaios, a redução da pressão arterial em 2-3 mmHg por fármacos anti-hipertensivos é considerada significativa e leva a resultados favoráveis, incluindo o reconhecimento de que reduzir mesmo a hipertensão leve pode diminuir o risco elevado de eventos cardiovasculares, mesmo quando agravada pela presença de outros fatores de risco.
A hipertensão foi diagnosticada com valores de PA média acordados ≥135 mmHg sistólica ou 85 mmHg diastólica ou valores médios noturnos de ≥120 mmHg sistólica ou 70 mmHg diastólica ou 24 h valores de PA ≥125 mmHg sistólica ou 80 mmHg diastólica. Exames físicos e laboratoriais, que incluíam exames de sangue e urina, eram normais. Não houve casos de hiperlipidemia nos indivíduos. Todos os pacientes apresentavam função renal e hepática normal.


A Arginina reduziu a PA Sistólica e Diastólica, comparável aos Níveis Alcançados pelos Fármacos Anti-hipertensivos:

Não houve reações adversas nos subgrupos que receberam arginina, que foi bem tolerada, todos os indivíduos completaram o estudo. Os grupos de pacientes que receberam arginina durante quatro semanas apresentaram reduções de PA, com reduções estatisticamente significativas nos parâmetros de PA de 24 horas, nos pacientes hipertensos, que receberam 4 g de arginina três vezes por dia (12 g/dia). A arginina reduziu a PA sistólica e diastólica, com um efeito hipotensor mais forte observado durante o dia. De acordo com os pesquisadores, as reduções foram comparáveis às obtidas pelos anti-hipertensivos, com queda média diurna de 6 mmHg sistólica e 5 mmHg diastólica. Estas reduções têm sido associadas com reduções substanciais na mortalidade em doenças cardiovasculares, risco de acidente vascular cerebral e risco de enfarte do miocárdio.


A Arginina Combate o Envelhecimento Cardiovascular:

Uma revisão abrangente da arginina suplementar foi recentemente publicada por pesquisadores do Instituto de Pesquisa em Cardiologia Molecular, Tufts Medical Center, Boston. (8) Na sua visão, os pesquisadores relatam que com o avançar da idade, as artérias perdem a sua capacidade de dilatar de forma eficaz devido à disfunção endotelial. O resultado desta senescência é o aumento do risco associado à idade de doença cardiovascular (CVD). Prevê-se que a mortalidade por CVD terá uma maior prevalência devido aos efeitos do envelhecimento. Com mais de 35 milhões de americanos agora com 65 anos de idade ou mais velhos, o fato sórdido é que a maioria destes indivíduos têm alguma forma de doença cardiovascular.
Assim, os pesquisadores analisaram artigos mostrando que a arginina desempenha um número de papéis valiosos em uma variedade de processos fisiológicos, incluindo a desintoxicação de nitrogênio, imunocompetência, secreção de hormônio do crescimento (GH) e secreção de insulina.
A revisão foi focada principalmente na capacidade da arginina para proteger a função endotelial vascular como uma nova estratégia nutricional para possivelmente afastar a progressão da disfunção vascular com o envelhecimento e doenças cardiovasculares. A ênfase foi colocada na propensão da arginina a alterar o ambiente inflamatório vascular e o ambiente hormonal sistêmico, o que por sua vez pode ter um efeito profundo na função endotelial vascular.




O Envelhecimento Acelera a Disfunção Vascular Endotelial:

Mesmo na ausência de outros fatores de risco, o envelhecimento por si só é um estímulo aterogênico independente, aumentando a morbidade e a mortalidade por CVD, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. À medida que o envelhecimento avança, a disfunção vascular se torna penetrante e a capacidade vasodilatadora periférica diminui devido à deterioração da disfunção endotelial. É importante notar que o endotélio vascular é responsável por numerosas funções autócrinas, parácrinas e endócrinas. Estes incluem regulação do tônus, vascular e inflamação, crescimento celular, função plaquetária e trombose. O NO, o potente hormônio vasoativo liberado pelas células endoteliais, desempenha um papel fundamental na manutenção da parede vascular em estado de repouso em resposta ao estresse por meio da sua capacidade de amortecer a inflamação e reduzir a proliferação celular, entre outras capacidades.

Um dos fatores que exacerbam a disfunção endotelial com o envelhecimento é a redução da produção de NO e sua biodisponibilidade.

A diminuição do NO contribui para um deslocamento da parede vascular para uma postura de defesa, com o aumento da expressão de quimiocinas, citocinas e moléculas de adesão; levando ao recrutamento de leucócitos e agregação plaquetária. Assim, o processo aterosclerótico é iniciado ou apresenta uma progressão. A disfunção endotelial é um precursor da aterogênese e, devido à sua correlação com o envelhecimento, é uma expressão fenotípica primária para o envelhecimento humano normal. Além disso, este aspecto da senescência vascular pode ser o principal agente causador do maior risco de CVD associada ao envelhecimento.
Outros declínios relacionados à idade e associados com a disfunção endotelial incluem perda de memória, competência reduzida para as atividades da vida diária e um ataque das numerosas doenças do envelhecimento. Estes incluem disfunção erétil, disfunção renal, hipertensão e acidente vascular cerebral. A deterioração da disfunção endotelial é preditiva de eventos cardiovasculares futuros, e o comprometimento constante da função endotelial, praticamente garante resultados adversos.


Por outro Lado, Melhorar a Função Endotelial Inverte o Declínio Cardiovascular:

Conforme descrito acima, a produção de NO requer substratos e cofatores. Quando produzido e liberado, o NO difunde-se para as células do músculo liso vascular, causando relaxamento. Além disso, o NO afeta os canais de potássio, os níveis de cálcio e a miosina proteica muscular. Em conjunto, estas alterações servem para regular o fluxo sanguíneo regional através da dilatação mediada pelo fluxo. Outros substratos e cofatores necessários para esta reação incluem oxigênio, NADPH, flavina, heme e tetrahidrobiopterina (BH4). O folato é agora pensado para melhorar a função vascular imitando atividade da BH4 (9). O envelhecimento agrava qualquer disfuncionalidade causada por erros na modulação do substrato e do cofator. A cumplicidade resultante reduz a biodisponibilidade do NO, atenua a vasodilatação e altera a circulação regional e a perfusão tecidual. A atividade de substrato reduzida pode também pode ser prejudicial, limitando e reduzindo a formação de NO e a vasodilatação.


Essencial com o Envelhecimento:

Cirurgia ou trauma aceleram a necessidade de reparação dos tecidos, e sob estas condições catabólicas a arginina torna-se condicionalmente essencial, especialmente com a idade. Isto também é verdade quando, com o envelhecimento, numerosos sistemas orgânicos se deterioram, como a sarcopenia (ou seja, perda de tecido muscular magro). De fato, o envelhecimento e a CVD são sinônimos de inflamação, uma condição que normalmente leva à recuperação e restauração da integridade do tecido, mas não pode ocorrer quando o processo inflamatório persistir.
A disfunção endotelial pode ser o principal agente causador do maior risco de CVD  associado ao envelhecimento.



A Arginina Melhora a Função Vascular:

Como já dissemos, a arginina pode auxiliar na angina, aterosclerose, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana (CAD), disfunção erétil e claudicação intermitente/doença vascular periférica. Todos estes estão relacionados com os seus efeitos sobre a função endotelial vascular.
Em um estudo realizado em homens com CAD, uma dose de 7 g tomada 3 vezes por dia (21 g/dia) durante 3 dias aumentou os níveis plasmáticos de arginina, ao mesmo tempo que melhorou a dilatação dependente do endotélio. (10) Um estudo semelhante com adultos jovens hipercolesterolêmicos, usando a mesma dose durante um período de 4 semanas, constatou que os níveis plasmáticos de arginina dobraram, enquanto que a dilatação endotelial-dependente aumentou quase 3 vezes e meia. (11)
Além disso, em um estudo prospectivo, duplo-cego e randomizado, 16 g de arginina durante 14 dias ou placebo em 12 participantes saudáveis (idade 73,8 ± 2,7 anos) descobriram que a arginina melhorou a vasodilatação endotelial dependente (5,7% ± 1,2%) , Enquanto que o placebo não teve qualquer efeito. (12) Os níveis séricos de arginina aumentaram significativamente, mas o placebo não teve qualquer efeito. Em vários estudos com pacientes idosos com CAD estável, a suplementação com arginina também demonstrou melhorar a dilatação mediada pelo fluxo. Entretanto, outros estudos mostraram que pacientes idosos com CAD e disfunção renal concomitante podem não se beneficiar da suplementação com arginina e, similarmente, que a infusão intravenosa aguda de arginina não tem efeito sobre a vasodilatação endotelial dependente em indivíduos mais velhos saudáveis. Além disso, os efeitos de 9 g de arginina por dia durante 1 mês na vasodilatação dependente do endotélio em mulheres pós-menopáusicas saudáveis, aumentou a arginina plasmática, mas sem qualquer alteração na dilatação mediada pelo fluxo. Outros mostraram que menores quantidades de arginina não têm efeito nos níveis plasmáticos de arginina, np fluxo sanguíneo do antebraço ou vasodilatação endotelial dependente em homens saudáveis.


Em vários estudos com pacientes idosos com CAD estável, a suplementação com arginina também demonstrou melhorar a dilatação mediada pelo fluxo.

A partir dos resultados de uma meta-análise recentemente concluída, parece que os
efeitos da arginina, pelo menos em níveis baixos, dependem da saúde endotelial inicial. (16) A suplementação não parece afetar a dilatação mediada por fluxo endotélio-dependente (FMD) em indivíduos saudáveis quando a função endotelial vascular ainda não se deteriorou, devido possivelmente a uma suficiência existente de atividade de NO. Isso explicaria a falha de baixos níveis de suplementação de arginina para aumentar a dilatação mediada por fluxo endotélio-dependente (FMD) em tais sujeitos. Mas naqueles com maior disfunção endotelial, a arginina parece ser muito útil.



Embora estudos tenham mostrado que a terapia de arginina a curto prazo melhora a função endotelial em pacientes mais velhos com doença arterial periférica, a arginina pode não funcionar para todas as populações em fase de envelhecimento. (17) Nesta coorte, houve até mesmo um estudo mostrando efeitos prejudiciais sobre a função endotelial. Usando 3 g/dia de arginina durante seis meses, o resultado foi a disponibilidade reduzida de NO, da FMD e outras medidas. (18) Duas causas possíveis para estes resultados é que a arginina adicional pode diminuir a sensibilidade das células musculares lisas a liberação de NO, devido à tolerância a arginina e a de que pode haver uma tolerância de nitrato de contra-regulador para a exposição prolongada. Existem outras causas, mas nenhuma é clara. A possibilidade permanece sempre que sem cofactores adequados, cuja biodisponibilidade também diminui com a idade e diminui os benefícios da arginina.
Contrabalançando o acima mencionado existe um estudo de administração a longo prazo de arginina mostrando um efeito favorável na função endotelial coronária naqueles com disfunção endotelial coronária e CAD não obstrutiva. (19)
A arginina mostrou-se promissora como uma profilaxia vascular contra a disfunção endotelial induzida por estressores agudos. Sabe-se que o tabagismo agudo e o consumo de uma refeição rica em gordura reduzem significativamente a função endotelial. Consequentemente, a arginina tomada antes do fumo ou com uma refeição rica em gordura previne o efeito deletério destas perturbações sobre a função endotelial de acordo com pelo menos 4 estudos.


Arginina como Agente Anti Inflamatório:

Embora a inflamação/estresse oxidativo tenha sido identificado como o principal fator de disfunção endotelial, existem outros fatores, incluindo a relação arginina/BH4 inadequada (provavelmente tratada com o uso de folato, conforme explicado acima). Outra é a abundância de espécies reativas de oxigênio geradas com o envelhecimento, que podem desacoplar NOS da oxidação de arginina, resultando na produção de superóxido e na formação de peroxinitrito em vez de NO. O superóxido pode causar oxidação de BH4 adicional e desacoplamento da eNOS. Antioxidantes como a vitamina C e E também podem ser benéficos.
Outro benefício frequentemente esquecido da arginina é o aumento da função imunológica. De fato, concentrações plasmáticas mais elevadas podem aumentar a atividade de células assassinas naturais entre outros agentes imunes tais como células T. A Arginina também demonstra exercer um efeito de preservação imunológica em condições de desnutrição proteica. Embora os possíveis efeitos diretos da arginina sobre a inflamação e o estresse oxidativo tenham sido apenas examinados, estudos em animais mostram que a arginina previne a regulação da NADPH oxidase, um conhecido gerador de ROS dentro da vasculatura em fase de envelhecimento.
Em pacientes com rim crônico e CVD, a arginina reduz vários importantes marcadores de inflamação e estresse oxidativo ADMA (o inibidor endógeno do NO), juntamente a enzimas inflamatórias, e homocisteína (um estimulador de ROS que causa danos vasculares e aterosclerose). A arginina também reduz a endotelina-1, um potente vasoconstritor e importante modulador da disfunção endotelial com o avanço da idade.


Arginina como Nutriente Pleiotrópico:

Sabe-se que a arginina estimula a liberação do hormônio de crescimento (GH), juntamente a insulina, glucagon, epinefrina, norepinefrina e prolactina. Enquanto muitos aminoácidos estimulam a secreção de insulina, a arginina é a mais potente, e embora a resistência à insulina esteja ligada à disfunção endotelial, a insulina pode melhorar a vasodilatação dependente do endotélio independentemente da atividade do NO. A secreção de GH diminui com o envelhecimento e isto está associado com declínios na massa muscular e densidade mineral óssea, bem como aumentos na adiposidade. A diminuição da libertação de GH também tem sido associada à deterioração de várias funções cardiovasculares e imunológicas.

Se você é idoso, ingerindo os cofatores necessários, juntamente a arginina, irá reforçar o seu sistema cardiovascular.

Portanto, é bom saber que a arginina é um poderoso estimulador do GH. Numerosos estudos têm demonstrado que pacientes com deficiência de GH têm reduzida disfunção endotelial, e o aumento do GH nesses pacientes restaura a função endotelial. Além disso, a infusão aguda de GH aumenta a vasodilatação dependente do endotélio. O GH contribui para a vasodilatação mediada por NO induzida pela arginina e modelos animais demonstram que uma deficiência induz a estados pró-oxidativos.
O GH pode reduzir significativamente a geração de ROS nas mitocôndrias celulares através da regulação positiva da expressão de antoioxidantes endógenos. O GH tem muitos outros benefícios, aumentando a expressão do mRNA da eNOS, reduzindo a ADMA e aumentando as células progenitoras endoteliais. Consequentemente, uma vez que a arginina aumenta a liberação de GH, é susceptível de melhorar a função endotelial por (1) ativação direta de eNOS; (2) regulação positiva da expressão da proteína eNOS; e (3) preservar a biodisponibilidade de NO através das suas propriedades antioxidantes.


Envelhecimento Cardiovascular Saudável:

Se você for jovem e tiver sua função vascular endotelial preservada, a arginina pode ter pouco efeito sobre a vasodilatação endotelial dependente. Mas se você é mais velho, suplementar com arginina vai fortalecer seu sistema cardiovascular. Certamente, em populações de pacientes idosos com disfunção endotelial evidente e estoques de arginina reduzidos, a arginina por si só pode muito bem melhorar a função vascular através da sua capacidade de aumentar o NO. Tanto melhor se a arginina for adequadamente usada junto a seus cofatores. E não se esqueça que, independentemente, a arginina também pode melhorar a função endotelial através de seus efeitos secundários sobre a modulação hormonal, juntamente a sua ação anti-inflamatória e benefícios antioxidantes para as células endoteliais. A Arginina é mais essencial do que imaginávamos anteriormente.




Nota do Nutricionista:

Incrível a importância da arginina e do óxido nítrico (NO) para a saúde vascular endotelial e para o coração.
Na juventude a arginina não é muito importante, mas com o envelhecimento sua ajuda na proteção cardiovascular é imprescindível.
Além disso, ainda estimula o sistema imunológico, a liberação de hormônios importantes como o hormônio de crescimento e insulina e ainda fornece benefícios anti-inflamatórios e antioxidantes.
A arginina é um nutriente muito importante para evitar a senescência cardiovascular e consequentemente o envelhecimento.


Referências:

1) Anon. Arginine (arginine) Natural Standard® Patient Monograph, Copyright © 2010 Mayo Clinic. www.mayoclinic.com/health/arginine/NS_patient-arginine. Updated June 1, 2009, accessed August 15, 2010.
2) Anon. Heart Health Center: Arginine: Heart Benefits and Side Effects WebMD. www.webmd.com/heart/arginine-heart-benefits-and-side-effects. Updated February 21, 2009, Accessed August 15, 2010.
3) Heffernan KS, Fahs CA, Ranadive SM, Patvardhan EA. Arginine as a nutritional prophylaxis against vascular endothelial dysfunction with aging. J Cardiovasc Pharmacol Ther 2010 Mar;15(1):17-23.
4) King DE, Mainous AG 3rd, Geesey ME. Variation in arginine intake follow demographics and lifestyle factors that may impact cardiovascular disease risk. Nutr Res 2008 Jan;28(1):21-4.
5) Ast J, Jablecka A, Bogdanski P, Smolarek I, Krauss H, Chmara E. Evaluation of the antihypertensive effect of arginine supplementation in patients with mild hypertension assessed with ambulatory blood pressure monitoring. Med Sci Monit 2010 Apr 28;16(5):CR266-71.
6) Kelm M. The arginine-nitric oxide pathway in hypertension. Curr Hypertens Rep 2003 Feb;5(1):80-6.
7) Hayashi T, Matsui-Hirai H, Miyazaki-Akita A, Fukatsu A, Funami J, Ding QF, Kamalanathan S, Hattori Y, Ignarro LJ, Iguchi A. Endothelial cellular senescence is inhibited by nitric oxide: implications in atherosclerosis associated with menopause and diabetes. Proc Natl Acad Sci USA 2006 Nov 7;103(45):17018-23.
8) Heffernan KS, Fahs CA, Ranadive SM, Patvardhan EA. Arginine as a nutritional prophylaxis against vascular endothelial dysfunction with aging. J Cardiovasc Pharmacol Ther 2010 Mar;15(1):17-23.
9) Moens AL, Vrints CJ, Claeys MJ, Timmermans JP, Champion HC, Kass DA. Mechanisms and potential therapeutic targets for folic acid in cardiovascular disease. Am J Physiol Heart Circ Physiol 2008 May;294(5):H1971-7.
10) Adams MR, McCredie R, Jessup W, Robinson J, Sullivan D, Celermajer DS. Oral L-arginine improves endothelium-dependent dilatation and reduces monocyte adhesion to endothelial cells in young men with coronary artery disease. Atherosclerosis 1997; 129(2):261-9.

11) Clarkson P, AdamsMR, Powe AJ, et al. Oral L-arginine improves endothelium-dependent dilation in hypercholesterolemic young adults. J Clin Invest 1996;97(8):1989-94.
12) Bode-Boger SM, Muke J, Surdacki A, Brabant G, Boger RH, Frolich JC. Oral L-arginine improves endothelial function in healthy individuals older than 70 years. Vasc Med 2003; 8(2):77-81.
13) Maxwell AJ, Zapien MP, Pearce GL, MacCallum G, Stone PH. Randomized trial of a medical food for the dietary management of chronic, stable angina. J Am Coll Cardiol 2002;39(1):37-45.
14) Yin WH, Chen JW, Tsai C, Chiang MC, Young MS, Lin SJ. L-arginine improves endothelial function and reduces LDL oxidation in patients with stable coronary artery disease. Clin Nutr 2005;24(6):988-97.
15) Sozykin AV, Noeva EA, Balakhonova TV, Pogorelova OA, Men’shikov M. Effect of L-arginine on platelet aggregation, endothelial function and exercise tolerance in patients with stable angina pectoris [in Russian]. Ter Arkh 2000;72(8):24-7.
16) Bai Y, Sun L, Yang T, Sun K, Chen J, Hui R. Increase in fasting vascular endothelial function after short-term oral L-arginine is effective when baseline flow-mediated dilation is low: a metaanalysis of randomized controlled trials. Am J Clin Nutr 2009; 89(1):77-84.
17) Boger RH, Bode-Boger SM, Thiele W, Creutzig A, Alexander K, Frolich JC. Restoring vascular nitric oxide formation by L-arginine improves the symptoms of intermittent claudication in patients with peripheral arterial occlusive disease. J Am Coll Cardiol 1998;32(5):1336-44.
18) Wilson AM, Harada R, Nair N, Balasubramanian N, Cooke JP. L-arginine supplementation in peripheral arterial disease: no benefit and possible harm. Circulation 2007;116(2):188-95.
19) Lerman A, Burnett JC Jr, Higano ST, McKinley LJ, Holmes DR Jr. Long-term L-arginine supplementation improves small-vessel coronary endothelial function in humans. Circulation 1998;97(21):2123-8.
20) Abumrad NN, Barbul A. Arginine Therapy for Acute Myocardial Infarction. JAMA 2006 May10:2138-9.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Conferência sobre Antienvelhecimento (2016).






Artigo Editado por Ben Best.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br



O Envelhecimento é o dano aos tecidos e órgãos que se acumula com o tempo.
Não há uma única causa de envelhecimento, porque há muitas fontes e tipos de danos. Pode haver, no entanto, maneiras de abordar muitas dessas causas, talvez com uma ou mais terapias. (1)
Os fatores inflamatórios na corrente sanguínea aumentam com a idade. Esta inflamação crônica é uma causa de câncer e danos aos órgãos e tecidos. Uma das principais fontes desta inflamação são as células que cessam de se dividir, uma condição conhecida como senescência celular.
As células senescentes secretam citocinas inflamatórias, fatores de crescimento indutores de câncer e outras substâncias nocivas.
A senescência celular é causada por dano ao DNA, encurtamento das extremidades cromossômicas (telômeros) e outros fatores. Senescência celular e inflamação pode resultar em células estaminais parando de funcionar. Células estaminais saudáveis curam lesões e substituem as células desgastadas nos intestinos, na pele e no sangue (incluindo as células brancas do sangue que fornecem imunidade). (2)
O que são as células estaminais?
As células estaminais são células que se podem diferenciar em diversas linhagens celulares tendo a capacidade de se auto renovar e de se dividir indefinidamente. Podem ser classificadas, de acordo com a sua origem ou a sua capacidade de diferenciação, em dois tipos principais: embrionárias e não embrionárias.
Em 2016, participei de várias conferências sobre o envelhecimento. Em contraste com as conferências anteriores, fiquei impressionado com o quanto os pesquisadores estão descobrindo não só novas causas de envelhecimento ou meios para retardá-lo, mas também estão encontrando maneiras de reverter o envelhecimento e ampliar significativamente o tempo de vida dos mamíferos.


Programa de Teste de Intervenções: (Randy Strong, PhD)

Randy Strong, PhD (professor de farmacologia da Universidade do Texas Health Science Center, San Antonio) é um dos diretores do Instituto Nacional sobre o Programa de Testes e Intervenções para o Envelhecimento (ITP). O ITP testa potenciais substâncias antienvelhecimento em ratos em três laboratórios independentes: a Universidade do Texas, a Universidade de Michigan e o Laboratório Jackson em Maine. (3,4)
O ITP tem sido capaz de relatar benefícios para a vida em uma série de substâncias, mas muitas vezes estes foram eficazes apenas em ratos machos. O tempo médio de vida (mas não o máximo) foi aumentado para os homens em 12% com o antioxidante (ácido nordihidroguaiaretic), 5 a 8% com aspirina, 5 a 7% usando uma mistura proprietária de cardo, bacopa, ashwagandha, chá verde e Extratos de açafrão. (6)
Curiosamente, um estrogênio (17-alfa-estradiol) aumentou a vida média em 19% e o tempo de vida máximo em 12% em ratos machos. (6)
O fármaco antidiabético acarbose aumentou a esperança de vida mediana do rato macho em 6% e a duração máxima de vida em 12%, muito provavelmente reduzindo a quantidade de glucose absorvida na corrente sanguínea. (6)
Para camundongos fêmeas, a acarbose aumentou a esperança de vida mediana em 2% e a expectativa de vida máxima em 6%. (6)
A ITP mostrou que a rapamicina aumentou o tempo de vida médio e máximo em ratinhos machos e fêmeas. (7) A resistência à insulina e a tolerância à glicose diminuída estão associadas a problemas de saúde e redução do tempo de vida. A rapamicina tem estes efeitos secundários. (8) A combinação de metformina e rapamicina aumentou a esperança de vida média em 23% nos ratos machos e fêmeas. (6)


Rapamicina como uma Droga Antienvelhecimento: (Matt Kaeberlein, PhD)

Matt Kaeberlein, PhD (professor de patologia, Universidade de Washington, Seattle) quer validar a rapamicina como uma droga antienvelhecimento. Em 2009, a rapamicina mostrou aumentar a vida média e máxima dos ratos quando administrada aos 20 meses de idade (aproximadamente equivalente à idade de um ser humano de 60 anos de idade). (7) Não foi observada uma extensão adicional da vida útil ao iniciar a rapamicina aos 9 meses de idade, e a dosagem mais precoce (mais prolongada) aumentou a incidência de cataratas e degeneração testicular. (9) Um aumento de três vezes na dose de rapamicina, no entanto, aproximadamente dobrou a extensão de vida de ratos com 9 meses de idade. (10)
A rapamicina reduz a inflamação, especialmente no coração (11,12), e inibe as células de se tornarem senescentes. (13) A rapamicina aumenta a função cognitiva em ratos. (14) Um fármaco semelhante à rapamicina melhorou a resposta à vacinação contra influenza em seres humanos idosos. (15)
A equipe do Dr. Kaeberlein mostrou que um tratamento de rapamicina de 3 meses com ratos de 20 meses poderia aumentar a expectativa de vida em pelo menos 50%. (16) Embora esta experiência indique que a breve exposição (em tempo humano) à rapamicina em ratinhos idosos poderia ter um benefício substancial a longo prazo, o período de dosagem necessário para seres humanos para mostrar um benefício comparável provavelmente seria consideravelmente mais longo. (17)
Dr. Kaeberlein acredita que um benefício substancial sem efeitos colaterais graves pode resultar de grandes doses de rapamicina dado por breves períodos. (18) Ele afirma que esta perspectiva é melhor testada em cães de meia-idade, porque estes cães envelhecem cerca de sete vezes mais rapidamente do que os seres humanos. (19) Ele tem recrutado ativamente proprietários de cães de estimação para participar nesta pesquisa usando o site dogagingproject.com.




Sirtuins e NAD + para Rejuvenescimento: (David Sinclair, PhD)

David Sinclair, PhD (professor do Departamento de Genética da Harvard Medical School e co-diretor do Centro Paul F. Glenn para os Mecanismos Biológicos do Envelhecimento, Boston, Massachusetts) foi um pioneiro no estudo das proteínas antienvelhecimento da sirtuína, bem como substâncias que ativam essas proteínas (como o resveratrol). (20)
Os ativadores de Sirtuin que são centenas de vezes mais poderosos do que o resveratrol aumentam a sensibilidade à insulina, pelo que foram propostos como tratamento para a diabetes tipo II. (21) Poderosos ativadores de sirtuína também mostraram melhorar o estado geral de saúde e tempo de vida de ratinhos alimentados com uma dieta normal. (22) As Sirtuínas podem rejuvenescer as células estimulando a reciclagem de componentes celulares danificados (autofagia). (23)
As Sirtuínas requerem a substância NAD + para funcionar. As Sirtuíns são importantes para o reparo do DNA e para a função eficiente das organelas celulares produtoras de energia, as mitocôndrias. (24)
NAD + diminui com a idade porque uma enzima em células inflamatórias que destrói NAD + aumenta com a idade. (25) Reduzir a inflamação, inibir a enzima inflamatória e substituir NAD + por suplementar com substâncias (como a nicotinamida ribosídeo ) que levam à formação de NAD +, pode restaurar os benefícios da sirtuína e NAD + (melhora da sensibilidade à insulina, função mitocondrial e reparo do DNA). (25) Além disso, a restauração da NAD + rejuvenesce células estaminais, melhorando a capacidade de regeneração dos órgãos e tecidos. (26)


Estudo de dois anos de Restrição Calórica em Seres Humanos Normais: (Evan Hadley, MD)

Evan Hadley, MD (Diretor da Divisão de Geriatria e Gerontologia Clínica, Instituto Nacional sobre o Envelhecimento, Bethesda, Maryland) relatou o ensaio clínico de dois anos conduzido pelo Instituto Nacional sobre o Envelhecimento para determinar os efeitos da restrição calórica em seres humanos adultos saudáveis, não obesos entre as idades de 21 a 50 anos.
Foi demonstrado que a restrição calórica com nutrição adequada (RC) aumenta a saúde e o tempo de vida em uma grande variedade de organismos, mas os benefícios têm sido difíceis de provar para os seres humanos. (27)
Os indivíduos no ensaio clínico foram voluntários randomizados para comer normalmente ou restringir as calorias em 25%. O índice de massa corporal (IMC) médio para os sujeitos foi de 25,1 (na fronteira entre normal e sobrepeso). 218 voluntários começaram o estudo, com 82% do grupo fazendo a CR e 95% do grupo comendo normalmente, até completar o estudo de dois anos. (28)
O grupo CR foi capaz de reduzir as calorias em 19,5% durante os primeiros seis meses, mas apenas em média 9,1% nos 18 meses seguintes. (28) O grupo CR mostrou redução significativa de colesterol no sangue, de triglicerídeos e TNF-alfa (uma proteína inflamatória). (28) O hormônio do estresse cortisol só foi elevado para o primeiro ano. (29) O estudo mostrou melhora na qualidade de vida e ausência de resultados nocivos para aqueles no grupo fazendo CR. (30,31)


Eliminação de Células Senescentes para Rejuvenescimento: (Norman Sharpless, MD)

Norman Sharpless, MD (professor de medicina e genética, University of North Carolina) está preocupado com a forma como as células senescentes contribuem para o envelhecimento, e com meios para eliminar células senescentes. As células senescentes deixam de se dividir devido a vários defeitos, incluindo os telômeros curtos. Células senescentes produzem fatores inflamatórios que podem desencadear a sua remoção pelo sistema imunológico. (2)
Com a idade, o sistema imunológico torna-se cada vez mais incapaz de remover as células senescentes, que se tornam uma fonte importante de inflamação crônica. (32) A inflamação crônica pode levar a câncer. (33) As células senescentes prejudicam a função dos tecidos e órgãos em que elas ocorrem. (34) Estas células mostraram acelerar o envelhecimento em ratinhos (reduzindo a saúde e encurtando a vida útil). (35)
Para eliminar as células senescentes, é necessário diferenciá-las das células saudáveis nos tecidos. Infelizmente, não há marcas que sejam consistentemente específicas para células senescentes em oposição as células saudáveis. (36)
Dr. Sharpless tem focado sua atenção em uma proteína chamada p16 , que é frequentemente vista em células senescentes. Ele descobriu que a p16 em células do corpo humano aumenta dez vezes mais em idosos acima de 60 anos. (37) Ele verificou que o aumento da p16 é visto em muitas doenças associadas ao envelhecimento, incluindo a aterosclerose, diabetes, neurodegeneração, fragilidade, câncer e cataratas, (38) e que a p16 indica a função de células-tronco reduzida. (39)

Dr. Sharpless mostrou o aumento da p16 em fumantes (40) e pacientes recebendo quimioterapia. (41)
Ratos injetados com uma droga que elimina as células que têm a p16 demonstrou melhorar a função de muitos órgãos, incluindo rim e coração, enquanto aumenta a vida útil. A regulação para cima das proteínas anti-apoptóticas é frequentemente observada em células senescentes. A segmentação de células através da inibição de proteínas anti-apoptóticas também demonstrou a eliminação de células senescentes em ratinhos. (42)
Usando o suplemento quercetina e o fármaco anticancerígeno dasatinib para alvejar ainda outros tipos de células senescentes (não a p16) mostrou eliminar células senescentes em ratos, melhorando a função no coração e vasos sanguíneos. (43)


Alongamento Telomérico para Rejuvenescimento: (Maria Blasco, PhD)

Maria Blasco, PhD (diretora do Centro Nacional de Pesquisa do Câncer em Madri, Espanha) é uma das principais autoridades do mundo sobre o papel dos telômeros no câncer e no envelhecimento. Sua atitude de extensão pró-vida pode ser vista em seu recente livro de língua espanhola para leigos: Dying Young at 140 .
Os telômeros são repetições de sequências de DNA que protegem as extremidades dos cromossomos da forma como as tampas dos cadarços impedem que os laços se desgastem. Os telômeros encurtam cada vez que uma célula se divide. Quando os telômeros se tornam muito curtos, a célula geralmente morre ou torna-se senescente. Telômeros mais longos podem indicar boa saúde. (44)
Pessoas com telômeros curtos ou altos índices de encurtamento dos telômeros têm o triplo da taxa de morte para doença cardiovascular. (45) Pessoas com mais de 100 anos com telômeros mais longos têm uma melhor função cognitiva e menos doenças relacionadas com a idade. (46)
Os telômeros são alongados pela enzima telomerase , que é muito ativa no início do desenvolvimento fetal, mas ausente na maioria das células adultas, com exceção de células-tronco, onde existe a telomerase. Mas mesmo nas células estaminais, a atividade da telomerase é inadequada para manter o comprimento dos telômeros. (44)




Os telômeros de células tronco curtos resultam em substituição insuficiente de células sanguíneas, (47) células cerebrais, (48) e muitos outros tecidos.
A Dr. Blasco acredita que o encurtamento dos telômeros é uma das principais causas do envelhecimento (49), devido à perda da função das células estaminais, à perda de células, ocorre aumento do número de células senescentes e à inflamação produzida pelas células senescentes. (50).
Mas ela também acredita que o envelhecimento devido à perda dos telômeros é reversível. (51)
A maioria das células cancerosas torna-se imortal (prevenir-se do envelhecimento), ativando a telomerase, e a gravidade do câncer, muitas vezes corresponde à quantidade de atividade da telomerase. (52)
A equipe de pesquisa da Dr. Blasco obteve um aumento de 24% no tempo de vida de camundongos com um ano de idade ao entregar um gene de telomerase usando um vírus que não incorpora o gene nos cromossomos. (53) Não houve aumento do câncer. (53) A sua equipe também tem utilizado o vírus para entregar genes de telomerase para aumentar a sobrevivência de ratos que sofrem de anemia aplástica, (54) e de ratos que sofreram um enfarte do miocárdio (ataque cardíaco). (55)

Fatores do Sangue Jovem para Rejuvenescer os Idosos: (Thomas Rando, MD, PhD )

Thomas Rando, MD, PhD (professor de neurologia, Stanford University Medical Center, Stanford, Califórnia) supervisionou um estudo referência de 2005 que agregou o sistema circulatório de ratos jovens e velhos (parabiose). (56)
A experiência da parabiose mostrou que o sangue de ratos jovens rejuvenesceu as células estaminais do músculo em ratos velhos, realçando a regeneração do músculo após ferimento. (56) Mas nos ratos jovens, as células estaminais perderam parte do seu potencial regenerativo devido à exposição ao sangue circulante "antigo". (57)
Uma das estudantes no decorrer do experimento (Irina Conboy) mais tarde demonstrou a ligação da hormônio oxitocina que diminui com a idade e contribui para o rejuvenescimento das células estaminais do músculo em ratos velhos. (58) Ela também mostrou que o fator de crescimento TGF-beta produzido por células do músculo velhos inibe a função das células-tronco do músculo. (59)
Outro estudante que participou do estudo de parabiose de 2005 (Amy Wagers) mostrou mais tarde que os fatores de crescimento GDF11 e GDF8 (miostatina) decrescem com a idade e rejuvenescem ratos velhos quando administrados aos mesmos. (60)
O próprio Dr. Rando mostrou que as injeções repetidas de plasma sanguíneo jovem melhoram a função cognitiva em ratos velhos. (61) Ele também mostrou que os fatores inflamatórios no sangue que aumentam com a idade, tais como CCL11 causou a redução na atividade de células estaminais. (62)


Ensaio Clínico proposto com Fatores de Sangue Jovem: (Dipnarine Maharaj, MD)

Dipnarine Maharaj, MD (diretor médico do Instituto de Transplante de Medula Óssea / Stem Cell do Sul da Flórida, Boynton Beach, Flórida) acredita que o aumento da inflamação crônica como consequência do envelhecimento provoca diminuição da função das células-tronco, prejudicando a função dos órgãos e tecidos corporais.
Um estudo com adultos idosos mostrou que níveis elevados de inflamação crônica eram altamente preditivos de baixa cognição, baixa função corporal e maior probabilidade de morte iminente. (63) A maior parte das doenças relacionadas com o envelhecimento (câncer, doença cardíaca, acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer, artrite, diabetes, etc.) estão associadas com a inflamação crônica. (64)
A diminuição da função das células estaminais reduz a capacidade dos tecidos e órgãos do corpo para cicatrizar as feridas e prevenir a função prejudicada devido à depleção celular. (65)
As pessoas idosas tornam-se frágeis não só no que diz respeito a músculos e ossos fracos, mas por causa de um cérebro frágil, sistema hormonal frágil e sistema imunológico frágil. (66)
Ao lado do sistema circulatório de ratos jovens a ratos velhos (parabiose) mostrou rejuvenescimento dos camundongos velhos devido aos componentes sanguíneos dos ratos jovens que restauram a função das células estaminais nos ratos velhos. (67)
Dr. Maharaj quer realizar ensaios clínicos que demonstram rejuvenescimento de seres humanos idosos por infusão de células estaminais de plasma retirado de jovens, seres humanos saudáveis. Ele patenteou o procedimento que usaria nestes ensaios clínicos (patente 2014/0336443).
Seu procedimento envolve estimular o crescimento ósseo com campos magnéticos oscilantes, mobilizando células-tronco de doadores jovens por meio da administração de G-CSF ( fator estimulador de colônias de granulócitos ) (68), infundindo plasma (não células sanguíneas) contendo fatores de crescimento mobilizados pelo G-CSF dos jovens doadores em indivíduos idosos e, em seguida, avaliar a juventude dos idosos utilizando oito biomarcadores. Os biomarcadores incluem medidas de inflamação, sensibilidade à insulina, comprimento dos telômeros, etc.


Um Método para Avaliar Terapias de Rejuvenescimento: (Steve Horvath, PhD, ScD)

Steve Horvath, PhD, ScD (professor de Genética Humana e Bioestatística da Universidade da Califórnia, Los Angeles) observou que a adição de grupos metil ao DNA aumenta com a idade (um processo conhecido como mudança epigenética). Analisando 7.844 amostras de tecidos humanos saudáveis, ele desenvolveu um método de estimar a idade cronológica que é 96% correto. (69) Dr. Horvath acredita que seu método pode ser útil na avaliação de terapias de rejuvenescimento. (69)
Seu método demonstra envelhecimento acelerado na infecção pelo HIV, (70) doença de Parkinson, (71) síndrome de Down, (72) e obesidade. (73) Seu método também prevê iminente morte por qualquer causa. (74)
Aplicando seu método aos descendentes de pessoas perto de 105 anos de idade, ele encontrou a prole para ter uma "idade epigenética" cerca de cinco anos mais jovem do que os controles de idade correspondente. (75,77)




Nota do Nutricionista:

Essas pesquisas têm um valor inestimável para a extensão de nossas vidas.
Dentre as substâncias que nos auxiliam a alcançar a longevidade podemos citar a rapamicina, a metformina, a nicotinamida que aumenta a oferta de NAD+, o resveratrol, a restrição calórica, a dieta cetogênica, a parabiose e fatores de crescimento como o GDF11 e o GDF8.
Algumas das substâncias citadas acima são fáceis de encontrar, mas outras como os fatores de crescimento são bem mais difíceis.
Artigo muito bom!


Referências:

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