quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

 

10 Maneiras Pelas Quais a Farinha Refinada Pode Prejudicar Muito sua Saúde.

 

 


 

Artigo Editado por Chris Kresser, MS.

 

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 - 6141

reinaldonutri@gmil.com

www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br

 

As Diretrizes Dietéticas para Americanos (emitidas pelos Departamentos de Agricultura e Saúde e Serviços Humanos dos EUA) recomendam que o adulto americano médio consuma 225 a 325 gramas de carboidratos por dia.

(Isso é realmente assinar seu próprio atestado de óbito)

 

Infelizmente, para a maioria dos americanos, uma porção significativa dessa ingestão massiva de carboidratos vem da farinha refinada na forma de biscoitos, bolos, cereais, pães e massas. ( 1 ) Embora já tenha sido valorizada por sua suposta “pureza”, agora entendemos que a farinha branca é uma farsa nutricional prejudicial à nossa saúde. Continue lendo para saber como a farinha refinada se tornou tão difundida na Dieta Americana Padrão, rica em calorias e pobre em nutrientes, os efeitos adversos à saúde da farinha refinada e quais carboidratos saudáveis ​​e ricos em nutrientes você deve comer em seu lugar.

 

Uma Breve História da Farinha Refinada:

A evidência mais antiga do consumo de grãos por humanos, data de 23.500 anos atrás em Israel, onde os arqueólogos descobriram artefatos de pedra embutidos em grãos e fornos semelhantes a nossos fornos, que presumivelmente eram usados ​​para processar grãos e assar pão. ( 2 ) O armazenamento de grãos silvestres e o plantio de grãos não começaram até aproximadamente 12.000 anos depois, quando ocorreu uma revolução agrícola e algumas populações de caçadores-coletores trocaram seu estilo de vida nômade pela agricultura, mudando para sempre a face da dieta humana.


Mudança fatal para todos os seres humanos!

A farinha refinada pode estar ligada ao ganho de peso, problemas metabólicos, doenças cardiovasculares e mesmo o temido câncer. Descubra o que há de errado com a farinha refinada e saiba mais sobre o que comer. 

Desde o início desta antiga revolução agrícola até cerca de 200 anos atrás, as pessoas comiam grãos inteiros e não refinados. Os grãos integrais têm três componentes:

Germe: A parte reprodutiva de um grão de cereal que germina para se transformar em uma nova planta

Farelo: A camada externa dura de um grão de cereal que fornece proteção contra predadores

Endosperma: A porção interna amilácea do grão

Ao longo dos séculos, as pessoas tentaram refinar a farinha integral peneirando os pedaços maiores de gérmen e farelo. No entanto, não foi até a invenção do moinho de rolos por volta de 1870, no início da Segunda Revolução Industrial, que eles puderam finalmente transformar a farinha em um pó branco altamente refinado. ( 3 )

Quando foi introduzida pela primeira vez na sociedade, a farinha branca era muito cara devido ao esforço significativo necessário para processá-la e assá-la em pão. Isso tornou o pão branco principalmente alimento para as classes altas. A maioria das pessoas, que não podia comprar farinha branca, comia pão integral que era escuro, denso e fibroso. No entanto, o alto custo da farinha branca durou relativamente pouco; à medida que as técnicas de moagem da farinha branca foram refinadas, o processo tornou-se mais fácil e a farinha branca desvalorizou o preço. 4) Logo, os donos de moinhos perceberam que o refino de grãos removendo o farelo e o gérmen, deixando apenas o endosperma amiláceo, também prolongava a vida útil dos grãos. (Ao remover o germe, eles também removeram o óleo natural que ele continha; sem o germe, o grão não ficaria mais rançoso.) Essa descoberta catapultou o grão refinado para uma posição altamente valorizada na indústria de processamento de alimentos. Com o tempo, o preço do grão refinado despencou ainda mais à medida que mais terras foram alocadas para a agricultura e enormes moinhos de farinha foram introduzidos. Eventualmente, o que antes era considerado um “alimento para os ricos” tornou-se um “alimento para as massas” barato e um alimento básico da dieta ocidental.

A penetração da farinha refinada na dieta ocidental explodiu novamente na década de 1970, quando o governo dos Estados Unidos divulgou suas diretrizes dietéticas com baixo teor de gordura. Essas orientações promoveram um intenso medo da gordura e, por sua vez, uma maior ingestão de carboidratos para substituir a gordura na dieta. Entre 1980 e 1999, o consumo de farinha e cereais aumentou 36% nos Estados Unidos. ( 5 ) Mais de 85 por cento dos grãos consumidos na dieta atual dos EUA são grãos refinados altamente processados, como farinha refinada. 6 )

 

Obs: A farinha integral não apresenta nenhuma vantagem, ela só tem uma quantidade de fibra maior que a branca.

Sua capacidade de elevar o açúcar no sangue é praticamente igual a farinha branca; isso ocasiona um pico de glicose e insulina muito alto no corpo o que causa inflamação, engorda e aumenta o risco dia após dia das pessoas se tornarem Diabéticas.

Enfim, detona seu pâncreas e seu corpo de forma geral.

 

O que há de Errado com Farinha Refinada e a Integral?

A farinha refinada já foi exaltada por sua suposta “pureza” e considerada superior à farinha integral. No entanto, nas últimas décadas, a ciência da nutrição revelou que a farinha refinada é tudo, menos saudável.

Especificamente, existem três problemas principais com a farinha refinada:

O consumo de farinha refinada eleva o açúcar no sangue e a insulina, causando disfunções metabólicas e muita inflamação.

A farinha refinada é pobre em nutrientes e contém aditivos prejudiciais.

A farinha refinada substitui os alimentos mais saudáveis ​​da dieta.


Açúcar no Sangue, Insulina e Disfunção Metabólica:

Enquanto os grãos integrais contêm três componentes - farelo, germe e endosperma - a farinha refinada é feita de grãos que foram processados ​​para remover o farelo e o germe, conforme mencionado acima, deixando para trás o endosperma amiláceo, que é pulverizado em farinha. O alto teor de amido do grão refinado e a falta de fibra devido à remoção do farelo e do gérmen produz um rápido aumento do açúcar no sangue quando consumido. 

Os efeitos hiperglicêmicos e hiperinsulinêmicos da farinha refinada podem causar graves oscilações de glicose no sangue, que ao longo do tempo podem aumentar significativamente o risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 1, 2 e doenças cardiovasculares. ( 7 )

 

A Farinha Refinada é Pobre em Nutrientes e Cheia de Aditivos:

Para piorar a situação, o processo de refino resulta em uma perda substancial de fibras dietéticas, vitaminas do complexo B, ferro, magnésio e vitamina E. ( 8 ) Não se deixe enganar pelo termo “farinha de trigo enriquecida”; tantos nutrientes são retirados durante o processamento que os fabricantes tentam substituí-los “enriquecendo” a farinha com vitaminas e minerais. Mas a farinha ainda é um carboidrato refinado que terá um impacto negativo na glicose sanguínea, anulando quaisquer benefícios “enriquecidos”. Além disso, o processo de refino utiliza vários compostos químicos artificiais para transformar a farinha integral em farinha branca homogênea:

O bromato de potássio fortalece o desenvolvimento do glúten; O “bromato” é derivado do bromo, uma substância química que desloca o iodo dos tecidos em todo o corpo e pode ter efeitos especialmente nocivos na tireoide.

O gás cloro também é usado como agente de branqueamento e enfraquece o desenvolvimento do glúten, tornando a massa mais espessa e dura. O gás cloro sofre reações de oxidação com proteínas na farinha, criando aloxana, um subproduto tóxico que induz ao diabetes em modelos animais.

O peróxido de benzoíla é um agente de branqueamento usado para conferir uma tonalidade branca “pura” à farinha refinada. Este é o mesmo produto químico industrial usado em alguns medicamentos para acne.

 

Farinha Refinada Substitui Alimentos Saudáveis:

Farinha refinada, infelizmente, compõe uma porção significativa e muito alta da dieta do americano médio. O consumo de pães, bolos, biscoitos, cereais, biscoitos, salgadinhos e massas elaboradas com grãos refinados frequentemente substitui alimentos mais saudáveis ​​na dieta, como proteínas de alta qualidade, vegetais e frutas.

Se a farinha refinada é tão ruim, então a farinha integral deve ser melhor, certo? Não exatamente. A maior parte da farinha integral usada para fazer pão integral e produtos de panificação, cereais e massas foi moída até um tamanho de partícula fino, com apenas alguns germes e farelo adicionados de volta. Essa farinha pode ser rotulada como “grão integral”, mas ainda é relativamente pobre em nutrientes e tem um índice glicêmico e uma carga glicêmica mais altos do que os grãos integrais intactos, como aveia e quinoa. ( 9 )

Esse alerta já foi descrito anteriormente, mais um reforço!

O índice glicêmico e a carga glicêmica de um alimento lidam com seu potencial de afetar os níveis de açúcar no sangue. Para saber mais, confira meu podcast “ RHR: o índice glicêmico é útil? 

 


 

10 Efeitos Prejudiciais à Saúde da Ingestão de Farinha Refinada:

Claramente, a farinha refinada não faz nenhum favor à nossa saúde. Cada vez mais, a pesquisa indica que aumenta significativamente o risco de muitas condições de saúde, incluindo ganho de peso e obesidade, síndrome metabólica, diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, declínio cognitivo, dependência alimentar (A farinha branca é uma droga que vicia como o açúcar), depressão, câncer e acne.

 

 1.  Ganho de Peso e Obesidade:

Os Estados Unidos e o mundo estão sofrendo de uma epidemia de obesidade, com dois terços dos adultos americanos atualmente classificados como acima do peso ou obesos. ( 10 ) A farinha refinada é um dos principais contribuintes para essa epidemia, pois seu consumo promove a gordura no corpo e prejudica a oxidação da gordura, o processo pelo qual o corpo “queima” gordura como combustível. ( 11 ) A farinha refinada também pode promover uma microbiota intestinal inflamatória, ou inflamação causada por bactérias no intestino, uma condição que promove disfunção metabólica e ganho de peso. 12 )


2.  Síndrome Metabólica e Diabetes tipo 2:

Atualmente, a síndrome metabólica aflige 35 por cento da população dos EUA, e 100 milhões de americanos têm pré-diabetes ou diabetes tipo 2 desenvolvido. ( 13 , 14 ) A ingestão de carboidratos refinados é um fator de risco estabelecido para resistência à insulina, o preditor mais poderoso de síndrome metabólica e diabetes. 15 , 16 ) Na verdade, as chances de ter síndrome metabólica são 41% maiores entre as pessoas que comem mais carboidratos refinados, em comparação com aquelas que comem menos. ( 17 )

Embora as diretrizes dietéticas dos EUA recomendem a troca de produtos de grãos refinados por grãos integrais para reduzir o risco de síndrome metabólica e diabetes tipo 2, a pesquisa indica que essa mudança leva apenas a melhorias mínimas na glicose no sangue . ( 18 ) Uma estratégia muito mais eficaz para controlar o açúcar no sangue é remover completamente os grãos da dieta (ou seja, consumir uma dieta Paleo), inibindo assim o desenvolvimento de uma microbiota intestinal inflamatória e a resistência à insulina e disfunção metabólica com a qual está associada . ( 19 )

 

3.  Hipertensão:

Um dos contribuintes mais significativos para a pressão arterial elevada (hipertensão) é a resistência à insulina. O consumo de carboidratos refinados – que se comportam como açúcar no corpo – pode interromper a relação entre glicose e insulina e, em última análise, levar ao desenvolvimento de pressão alta ou piorar a hipertensão existente. Cortar carboidratos refinados, como farinha refinada, deve ser o primeiro passo no tratamento da hipertensão. De fato, dietas com baixo teor de carboidratos refinados levam a reduções significativas na pressão sanguínea. ( 20 , 21 )

 

4.  Doença Cardiovascular:

Durante décadas, a gordura alimentar foi erroneamente acusada de causar doenças cardiovasculares , um erro que levou ao desenvolvimento das infames diretrizes dietéticas de baixo teor de gordura e alto teor de carboidratos dos Estados Unidos. Infelizmente, agora entendemos que essas diretrizes, que levaram os americanos a consumir mais carboidratos refinados, exacerbaram a epidemia de doenças cardiovasculares.

Um artigo de 2017 publicado no The Lancet , uma das revistas médicas de maior prestígio do mundo, demonstra que a alta ingestão de carboidratos está associada a uma maior mortalidade total por doença cardiovascular, enquanto a gordura total e os tipos de gordura não estão associados a doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio ou morte cardiovascular. ( 22 ) Esse achado é apoiado por muitos outros estudos que indicam uma forte associação entre a ingestão de grãos refinados e o risco de doença cardiovascular. ( 23 , 24 )

 

Como exatamente os carboidratos, como a farinha refinada, contribuem para as doenças cardíacas? Os sérios desequilíbrios de açúcar no sangue causados ​​por carboidratos refinados promovem inflamação sistêmica , danificam o sistema vascular e afetam negativamente os lipídios do sangue (aumentando o colesterol LDL “ruim” enquanto diminuem os níveis de HDL “bons”), comprometendo assim o sistema cardiovascular. Uma baixa ingestão de carboidratos refinados, por outro lado, reduz significativamente os fatores de risco para doenças cardiovasculares. ( 25 )

 

5.  Câncer:

A conexão entre carboidratos dietéticos e câncer foi descartada pela comunidade médica até 2017, quando um artigo na PLOS Biology publicou documentos internos indicando que a evidência de uma ligação entre açúcar e câncer foi propositalmente encoberta pela indústria açucareira décadas atrás. ( 26 )

Há também pesquisas que mostram evidências de uma ligação entre carboidratos processados, como farinha refinada, e risco de câncer. Uma alta ingestão de carboidratos refinados está associada a um risco aumentado moderado, mas estatisticamente significativo, de câncer de mama, cólon e endométrio. 27 , 28 , 29 ) Esse efeito provavelmente é mediado pelo aumento da liberação do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1), que desencadeia a divisão celular induzida pela ingestão de carboidratos refinados. O impacto dos carboidratos refinados no risco de câncer pode ser ainda mais pronunciado quando combinado com outros componentes não saudáveis ​​da Dieta Americana Padrão, como óleos de sementes industriais como os óleos altamente processados ​​extraídos de soja, milho, colza (a fonte do óleo de canola), caroço de algodão, girassol e sementes de cártamo e aditivos alimentares.


6.  Comprometimento Cognitivo:

 Está cada vez mais claro a partir de pesquisas que a resistência à insulina e a glicose no sangue elevada crônica são os principais fatores de risco para comprometimento cognitivo, doença de Alzheimer e doença de Parkinson . ( 30 , 31) A resistência à insulina promove disfunção cerebral prejudicando o transporte de glicose para o cérebro, induzindo a neuroinflamação, alterando a plasticidade sináptica (que prejudica a capacidade do cérebro de aprender e memorizar) e estimulando a produção de compostos nocivos chamados produtos finais de glicação avançada no cérebro. Uma dieta rica em carboidratos refinados está associada a um aumento da concentração de proteína beta-amilóide no cérebro, uma característica da doença de Alzheimer, além de aumentar o risco de comprometimento cognitivo leve e demência. ( 32 , 33 )

 

7.  Dependência Alimentar:

Carboidratos refinados são conhecidos por desencadear dependência alimentar (Vício, para ser mais claro), uma condição na qual certos alimentos – incluindo produtos de farinha refinada carregados com excesso de sal ou açúcar e gorduras ruins (pense em rosquinhas ou pretzels) – são consumidos em quantidades que excedem as necessidades de energia do corpo. O vício em comida também apresenta comportamento de compulsão alimentar, desejos e falta de controle sobre os alimentos. ( 34 )

O açúcar e os carboidratos viciam e a indústria alimentícia adora, porque você vai comprar sempre mais daquela bolachinha venenosa.


8.  Depressão:

Uma dieta rica em carboidratos refinados está associada a um risco aumentado de depressão. ( 35 ) Embora a relação entre essas duas variáveis ​​seja bidirecional – indivíduos deprimidos tendem a “automedicar” sua depressão com alimentos ricos em carboidratos – a farinha refinada também pode contribuir para a depressão, promovendo inflamação sistêmica e induzindo oscilações de glicose no sangue que alteram o humor.

O açúcar e a farinha são alimentos ou venenos extremamente inflamatórios.

Acho que veneno seria o nome correto!

 

9.  Acne:

Embora os dermatologistas há muito contestem o papel da dieta na acne, agora está bem estabelecido que os carboidratos refinados contribuem para o desenvolvimento e a progressão dessa frustrante condição da pele. Curiosamente, a acne é inexistente entre as sociedades de caçadores-coletores que consomem dietas desprovidas de carboidratos refinados, mas é extremamente comum em sociedades industrializadas que subsistem com uma dieta ocidental.

O consumo de carboidratos refinados desencadeia secreção excessiva de insulina; a insulina elevada aumenta a produção de sebo nos folículos da pele, levando à obstrução dos folículos e ao desenvolvimento de lesões cutâneas inflamadas, ou seja, espinhas. Alguns pesquisadores chegaram a chamar a acne de “síndrome metabólica” do folículo piloso devido ao papel fundamental que a insulina desempenha na patogênese da condição. 36 ) Por outro lado, uma dieta pobre em carboidratos refinados pode melhorar significativamente a acne, aumentando a sensibilidade à insulina e diminuindo a inflamação. ( 37 )

 

10.Glúten: Mais um Problema com a Farinha Refinada:

Além de sua alta densidade de carboidratos, a farinha refinada também é uma fonte de outro ingrediente potencialmente problemático – o glúten. O termo “glúten” refere-se a uma família de proteínas encontradas no trigo, centeio, cevada e triticale que são responsáveis ​​pela textura elástica da massa. O glúten é talvez mais conhecido por seus efeitos nocivos em pessoas com doença celíaca, uma condição na qual o corpo inicia uma resposta imune ao glúten, resultando em danos significativos ao intestino delgado.

No entanto, a doença celíaca é uma resposta a apenas um membro da família de proteínas do glúten – alfa-gliadina – e a uma enzima que digere o glúten no trato gastrointestinal, a transglutaminase tecidual-2 (tTG-2). É inteiramente possível ser sensível a outros componentes do trigo e do glúten na ausência de doença celíaca. Essa condição, chamada de sensibilidade ao glúten não celíaca (NCGS) , é uma condição clínica distinta apoiada por um corpo substancial na literatura científica. ( 38 , 39 )

É importante observar que o glúten não é um problema para todos. Embora seja verdade que a intolerância ao glúten é muito mais comum do que se acreditava anteriormente, as estatísticas sugerem que, no máximo, uma em cada 10 pessoas é afetada.( 40 ) Dito isso, a maioria dos alimentos que contêm glúten — pão, bolachas, biscoitos, bolos e outros alimentos processados ​​e refinados — são ricos em calorias e pobres em nutrientes e, portanto, devem ser minimizados na dieta, mesmo que você tolere glúten.

 

Doença Celíaca e SGNC - Como o Glúten Pode Prejudicar o Corpo:

Embora as pessoas normalmente associem a doença celíaca a sintomas gastrointestinais, pesquisas indicam que a maioria das ocorrências de doença celíaca são casos atípicos sem sintomas gastrointestinais . ( 41 )

 

A SGNC também se manifesta com frequência como sintomas fora do trato digestivo, por exemplo:

 

Anemia e fadiga ( 42 , 43 )

Ansiedade e depressão ( 44 , 45 )

Névoa cerebral ( 46 )

Eczema/psoríase e outros problemas de pele ( 47 )

Se não for diagnosticada e tratada, a doença celíaca e a sensibilidade ao glúten podem ter sérias consequências contínuas. 

 

Alguns dos problemas de saúde a longo prazo associados à doença celíaca e à sensibilidade ao glúten incluem:

 

TDAH ( 48 )

Esclerose lateral amiotrófica (ELA) ( 49 )

Transtorno do espectro do autismo ( 50 )

Epilepsia ( 51 )

Doença de Hashimoto ( 52 )

Esclerose múltipla ( 53 )

Osteoporose ( 54 )

Neuropatia periférica ( 55 )

Esquizofrenia ( 56 )

Diabetes tipo 1 ( 57 )

 

Se você sofre de algum dos sintomas ou condições mencionadas acima e não conseguiu encontrar alívio, recomendo tentar uma dieta sem glúten por 30 a 60 dias para ver se você se sente melhor sem o glúten. No final deste período experimental de eliminação, adicione o glúten de volta à sua dieta e veja se os sintomas retornam. Se o fizerem, isso é um indicador de que você é sensível ao glúten e deve continuar a evitá-lo em sua dieta.

Além de fazer uma eliminação experimental do glúten, você também pode querer considerar o teste de sensibilidade ao glúten. Cyrex Labs oferece testes abrangentes de sensibilidade ao glúten que usamos em nossa prática. O Cyrex Array 3 mede a reatividade do proteoma do trigo e do glúten (sensibilidade ao glúten), e o Array 4 cobre as proteínas de reação cruzada ao glúten.

 

 

Quando se Fala de carboidratos, a Qualidade é mais Importante mas Sempre em Pequenas Quantidades:

 

A ciência nutricional moderna e as evidências epidemiológicas indicam que a qualidade dos carboidratos que consumimos importa muito mais do que a quantidade. Estudos de grupos de caçadores-coletores demonstram que os humanos podem consumir grandes quantidades de carboidratos como parte de uma dieta saudável sem sofrer efeitos adversos à saúde. Por exemplo, os ilhéus Kitavan de Papua Nova Guiné obtêm aproximadamente 60 a 70 por cento de sua ingestão total de energia de carboidratos, mas não sofrem de diabetes tipo 2, obesidade ou qualquer outra doença crônica associada à civilização ocidental. ( 58) A ressalva é que os carboidratos que essas pessoas ingerem são de qualidade muito superior aos consumidos pelo americano médio. As sociedades caçadoras-coletoras obtêm carboidratos principalmente de tubérculos e frutas, que contêm carboidratos ligados às paredes celulares fibrosas das plantas. Essas células com paredes de fibra permanecem intactas durante o cozimento, dando aos alimentos uma baixa densidade de carboidratos. Alimentos com baixa densidade de carboidratos apoiam nossa microbiota intestinal comensal (ou amigável) e função metabólica saudável.

Por outro lado, a farinha refinada é composta de carboidratos acelulares ou carboidratos que foram liberados das células vegetais. A quebra de carboidratos acelulares no intestino libera rapidamente açúcares, promovendo o desenvolvimento de uma microbiota intestinal inflamatória e disfunção metabólica. ( 59 )

Embora a qualidade dos carboidratos seja mais importante do que a quantidade para muitas pessoas, você pode precisar ser mais rigoroso quanto à quantidade de carboidratos incluídos em sua dieta se tiver síndrome metabólica, diabetes tipo 2 ou estiver com sobrepeso ou obesidade. No entanto, mesmo nesses casos, apenas melhorar a qualidade dos carboidratos consumidos pode levar a grandes melhorias na saúde.

 

***Obs: É importante reforçar que na realidade não precisamos de nenhum carboidrato para nos mantermos saudáveis e muito menos para nos fornecer energia.

A gordura fornece mais que o dobro de energia em comparação aos carboidratos e se necessário seu corpo produz glicose a partir do consumo de proteínas, que também são essências.

Se eu fosse recomendar um carboidrato eu ficaria somente com as raízes e tubérculos. (Batata doce, Mandioca, Mandioquinha, Cará e Inhame; sempre em pouca quantidade)

 

O que Comer em vez de Farinha Refinada:

 

Claramente, a farinha refinada não oferece nenhum benefício real para a nossa saúde – e de fato pode nos deixar muito doentes. Mas quais fontes de carboidratos devemos comer em vez disso?

Acredito que devemos seguir a sugestão dos caçadores-coletores e consumir a maior parte de nossos carboidratos de alimentos vegetais, como frutas inteiras e tubérculos amiláceos.

 

Fruta Inteira:

Frutas inteiras são ricas em fibras, vitaminas, minerais e fitonutrientes; O consumo frequente de frutas inteiras, mas não de sucos de frutas, está associado a um risco reduzido de todos os tipos de doenças crônicas. Eu recomendo consultar as listas Dirty Dozen e Clean 15 do Environmental Working Group para determinar quais frutas são mais baixas em resíduos de pesticidas (e, portanto, seguras para comprar convencional) e quais devem ser compradas orgânicas.

 

Tubérculos Amiláceos:

Grupos de caçadores-coletores com ingestão tradicionalmente alta de carboidratos frequentemente consomem muitos de seus carboidratos na forma de tubérculos ricos em amido, como batata-doce e mandioca. Outros amidos ricos em nutrientes a serem incluídos são abóbora, beterraba e batata branca.

 

Carboidratos da área cinzenta: grãos integrais e leguminosas:

Se os grãos refinados não são ideais para a nossa saúde, o que dizer dos grãos integrais? Afinal, as autoridades de saúde nos dizem há anos para “comer mais grãos integrais” para apoiar nossa saúde. A pesquisa indica que, se seu objetivo é perder peso, melhorar o controle do açúcar no sangue ou reduzir o risco de doenças crônicas, a substituição de grãos refinados por grãos integrais produz apenas melhorias modestas na saúde. 60 ) A remoção total dos grãos e, em vez disso, o consumo de carboidratos de frutas e tubérculos (também conhecida como dieta Paleo) produz consistentemente melhorias mais dramáticas na saúde metabólica.

Se você é um indivíduo sensível à insulina e/ou muito ativo, pode considerar adicionar leguminosas e grãos integrais como fontes de carboidratos. Se o glúten for uma preocupação, atenha-se a grãos sem glúten, como amaranto, painço, trigo sarraceno, teff, quinoa e sorgo. Para maximizar a biodisponibilidade de nutrientes de leguminosas e grãos integrais, mergulhe, brote ou fermente-os antes de cozinhar. Curiosamente, o pão de fermento pode representar uma alternativa viável de promoção da saúde ao pão feito de farinha refinada; pesquisas indicam que comer pão de fermento produziu uma resposta de açúcar no sangue pós-prandial muito menor em comparação com o pão convencional. ( 61) O processo de fermentação usado para criar pão de fermento também aumenta a biodisponibilidade de vitaminas B e minerais no grão, o que significa que você obtém mais retorno nutricional pelo seu dinheiro.

 


Nota do Nutricionista:

Podemos ver a gravidade do problema observando como estamos presos e dependentes da ingestão excessiva e extremamente prejudicial de carboidratos.

Procure compartilhar esse artigo com amigos e familiares porque as pessoas não têm noção e nem desconfiam dos malefícios que o consumo de carboidratos ocasiona para nossa saúde de forma geral.

Procure se empenhar e se manter sempre o mais longe possível desse alimento/veneno chamado de carboidrato.

Maldito...

Ainda pior, é que pouquíssimos profissionais orientam sobre esse tema.

 

Para acessar o texto original em Inglês, acesse o link abaixo:

 

https://chriskresser.com/10-ways-refined-flour-can-damage-your-health/

 

sábado, 12 de novembro de 2022

 

Cetonas: Ajudando Você a Alcançar a Saúde e o Bem-Estar Ideais.



 

Artigo traduzido do site:

https://primaforce.com/blogs/articles/ketones-helping-you-achieve-optimal-health-wellness

 

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 - 6141

reinaldonutri@gmil.com

www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br

 

Saúde, conforme definido pelo dicionário Webster, é “a condição de estar são no corpo, mente ou espírito ... livre de doença física ou dor ... a condição geral do corpo”. [1] O bem-estar é uma busca ativa para manter e melhorar saúde, principalmente por meio de dieta e exercícios. Adaptar o corpo humano a uma fonte de combustível alternativa e mais eficiente (cetonas) pode ser uma maneira ideal de alcançar saúde e bem-estar. Neste artigo, o termo “cetona” é uma referência biológica a um ou todos os três principais corpos cetônicos produzidos pelo fígado via beta-oxidação: acetoacetato (AcAc), acetona (Ac) e beta-hidroxibutirato (BHB). [2] O BHB é a cetona primária no sangue e demonstrou ter muitos efeitos benéficos no corpo humano.

As cetonas são fontes viáveis ​​de energia e são produzidas pelo fígado durante períodos de jejum, exercícios extenuantes, ingestão de uma dieta com baixo teor de carboidratos/alto teor de gordura e através da suplementação de cetona. Um estado de cetose (tornando-se ceto-adaptado) é sinalizado por um aumento nos níveis de cetona no sangue. [3] Durante a cetose, as cetonas não apenas substituem a glicose como a fonte primária de energia que o corpo usa, mas as cetonas podem realmente ser preferidas à glicose por alguns de nossos órgãos mais vitais: o cérebro, o coração e o músculo esquelético. [4, 5, 6] A cetose nutricional (estado fisiológico natural quando o fígado está produzindo cetonas devido a uma dieta rica em gordura) oferece uma vasta gama de benefícios potenciais para a saúde e o bem-estar, incluindo perda de peso, aumento da saciedade e otimização desempenho mental e físico. Há também evidências crescentes de que a suplementação de cetona e/ou a redução da ingestão de carboidratos na dieta e a mudança para o metabolismo da cetona através da cetose nutricional podem proteger o corpo de muitas doenças comuns.

 

 1.  Diminuir Picos e Quedas de Glicose/Insulina no Sangue:

A maioria das dietas com baixo teor de gordura também são dietas de baixa caloria, o que pode levar a desejos e fome constante. Também é bastante comum ter dificuldade em manter a perda de peso após seguir essas dietas. Em dietas com baixo teor de gordura e alto teor de carboidratos, o corpo está usando glicose como sua principal fonte de combustível. No entanto, o corpo tem capacidade limitada de armazenamento de glicose e, portanto, a fome pode aparecer rapidamente. À medida que a glicose no sangue aumenta acentuadamente após o alto consumo de carboidratos, a insulina também aumenta para transportar glicose da corrente sanguínea para armazenamento/uso.  As flutuações de açúcar no sangue resultam em elevações e quedas características. [7] Os efeitos colaterais comuns dessas flutuações [8] incluem:

 

Náusea

Dor de cabeça

Mudanças de humor

Fome extrema

Fraqueza/tontura

 

Durante a cetose nutricional, os picos e quedas das respostas de glicose e insulina aos alimentos se estabilizam; a glicemia de jejum diminui e os níveis de insulina caem drasticamente. [9, 10, 11] 


2.  Perder Peso, não Músculo:

A perda de peso é rotineiramente observada em pacientes que seguem uma dieta rica em gordura e com restrição de carboidratos. [5, 10, 11, 12] A perda de peso ocorre inicialmente pela perda de água devido ao aumento da excreção de sódio e potássio.  A perda de gordura ocorre à medida que a maquinaria metabólica muda do uso de glicose para o uso de cetonas como combustível (na realidade essa mudança do combustível de glicose para cetona é chamada de processo de Adaptação, é um procedimento obrigatório para sair de uma dieta comum rica em carboidratos e migrar para a dieta cetogênica).  Como uma reação natural aos baixos níveis de glicose no sangue, o corpo não apenas usará a gordura da dieta como combustível, mas também recrutará a gordura armazenada/distribuída em todo o corpo, convertendo triglicerídeos em cetonas no fígado. Quantidades moderadas de proteína são consumidas com uma dieta cetogênica típica e, portanto, a massa magra é preservada, enquanto a gordura é perdida. [13, 14]  

 

3.  Suprime o Apetite e Melhora a Saciedade:

A saciedade e o apetite são opostos fisiológicos, de modo geral, a saciedade é o mesmo que a supressão do apetite.  A saciedade é outra resposta à dieta cetogênica que é relatada regularmente. [18]

As causas da saciedade são complexas.  Tanto a gordura quanto a proteína foram relatadas por induzir a saciedade (uma sensação de plenitude, um desejo de parar de comer). Acredita-se também que as reduções nas flutuações de glicose no sangue desempenham um papel através das interações complexas de glicose-insulina-grelina-leptina. [19] Além disso, níveis elevados de BHB no sangue estão ligados à saciedade. Em um estudo em que BHB de sódio foi administrado por via oral e intravenosa a pacientes obesos submetidos a 14 dias de inanição terapêutica, nenhum dos pacientes apresentou queixas de fome. [20] 

 

4.  Abasteça seu Cérebro da Maneira que Preferir:

Embora o cérebro humano represente apenas 2% do peso corporal, ele consome 20% das necessidades totais de energia do corpo. [21] Embora a glicose seja o combustível de escolha para o cérebro durante a ingestão de alto teor de carboidratos, o cérebro pode usar cetonas para energia, e foi sugerido que as células cerebrais usam preferencialmente essas moléculas em vez da glicose. [3] A cetose nutricional inclina a balança em favor das cetonas como o combustível predominante na corrente sanguínea. No entanto, a suplementação de cetona também pode aumentar a concentração de cetonas, como BHB, no sangue e pode alimentar o cérebro mesmo na presença de glicose. [4, 22]

Há um interesse crescente em populações saudáveis ​​e populações específicas de pacientes em relação à cetose e melhorias na função cerebral (cognição). Aumentar as cetonas no sangue através da suplementação com triglicerídeos de cadeia média (os óleos MCT são tipicamente derivados do óleo de coco) demonstrou melhorar a cognição em adultos mais velhos. [23] Da mesma forma, a dieta cetogênica demonstrou melhorar a cognição em crianças com epilepsia. [24] Relatos individuais de foco aprimorado com suplementação de cetona em humanos são abundantes. Em estudos de pesquisa, a suplementação de cetona também demonstrou melhorar a memória em modelos de roedores. [25] Claramente, mais estudos são necessários para entender o papel das cetonas na melhora da cognição.  

 

** Obs: No artigo vemos muito a citação do uso do Beta-Hidroxibutirato mas você também pode o usar o TCM ou o Triglicerídeo de Cadeia Média; o resultado é praticamente o mesmo.


5 . Reduza o Estresse e Melhore o Humor: 

Um indicador-chave de saúde é ser saudável no corpo, na mente e no espírito. O estresse psicológico antagoniza cada um deles e, como tal, é um importante indicador de saúde e bem-estar. Dietas ricas em carboidratos podem exacerbar o estresse devido às flutuações de glicose no sangue. Em um estudo clínico, os indivíduos que receberam BHB suplementar apresentaram respostas de pico mais baixo de adrenalina, noradrenalina, cortisol e hormônio do crescimento durante a hipoglicemia. [26] Níveis elevados dos hormônios mencionados acima estão todos ligados ao estresse. Há também vários relatos de estudos clínicos de dietas cetogênicas mostrando melhora do humor. [27, 28, 29]   

 

6.  Otimize o Desempenho Físico:

Vários estudos clínicos demonstraram o efeito poupador de proteínas da dieta cetogênica em humanos [15, 16, 17], enfatizando que, embora a cetose nutricional possa promover a perda de peso, isso não significa necessariamente que a massa muscular também diminuirá. As abordagens nutricionais de cetose e baixo teor de carboidratos combinadas com ingestão moderada de proteínas e exercícios podem ser ferramentas eficazes na redução da gordura corporal e no aumento da massa muscular.  A suplementação com BHB e/ou TCM, também demonstrou efeitos de construção e manutenção muscular em humanos, especificamente através da atenuação da oxidação da leucina e promoção da síntese de proteínas. [6] A suplementação de BHB e/ou TCM mostrou redução da perda líquida de proteína corporal em pacientes obesos submetidos à inanição terapêutica por 14 dias. [20] Outro benefício potencial da suplementação de cetona é a diminuição da taxa de troca respiratória, um bom indicador da aptidão geral que mede a relação entre a produção de dióxido de carbono e o consumo de oxigênio. [63] Isso não apenas pode melhorar a resistência, mas também pode beneficiar pacientes com insuficiência respiratória. [63]




7.  Minimize o Risco de Diabetes, Resistência à Insulina, Síndrome Metabólica e Obesidade:

Como mencionado anteriormente, as flutuações de glicose no sangue de uma dieta rica em carboidratos podem criar vários problemas.  Níveis elevados crônicos de glicose no sangue podem levar a diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras condições médicas graves. [30] O risco para essas doenças é significativamente reduzido pela adaptação a um estado metabólico cetogênico. [3, 10] Uma coisa importante a notar é que a cetose é frequentemente confundida/associada a uma condição médica com risco de vida chamada cetoacidose diabética (CAD).  Durante a CAD, o paciente terá altos níveis de cetona e glicose no sangue, não controlados pela insulina. [2] Isso é muito raro e geralmente só ocorre em pessoas com diabetes tipo 1 não controlada. [2] Pacientes com diabetes tipo 1 ainda podem se beneficiar de dietas com baixo teor de carboidratos, mas é crucial consultar um médico para monitorar a glicose no sangue e as cetonas regularmente.

 

Diabetes/Resistência à insulina: A cetose pode reduzir a glicose no sangue e as flutuações de insulina correspondentes, diminuir a glicose no sangue em jejum e proteger dos efeitos negativos do baixo nível de glicose no sangue. A cetose também demonstrou aumentar a sensibilidade à insulina e melhorar o controle glicêmico. [11, 12] Em um estudo, pacientes obesos com diabetes tipo 2 foram colocados em uma dieta com baixo teor de carboidratos/alto teor de gordura e observaram melhora na sensibilidade à insulina, hemoglobina A1C e diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol. [10] Mais estudos de longo prazo precisam ser feitos para estabelecer a cetose nutricional como parte do controle do diabetes.

 

Síndrome Metabólica:  De acordo com o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, a síndrome metabólica é “um grupo de fatores de risco que aumenta o risco de doenças cardíacas e outros problemas de saúde, como diabetes e derrame”. [31] Existem cinco fatores de risco associados à síndrome metabólica: cintura grande, triglicerídeos altos, HDL baixo, pressão alta e glicose em jejum elevada no sangue. A co-ocorrência de somente três desses cinco fatores, indica síndrome metabólica. Demonstrou-se que a cetose nutricional impacta positivamente todos os fatores, incluindo perda de peso [5, 10, 11, 12], diminuição dos triglicerídeos [10], aumento do HDL [32], diminuição da pressão arterial [32] e diminuição da glicose no sangue em jejum. [11]  

 

Obesidade: Muitos estudos clínicos avaliaram a dieta cetogênica por seus efeitos sobre a obesidade. [33] A indução de cetose nutricional tem suporte fisiológico e bioquímico e induz consistentemente a perda de peso. As evidências disponíveis apontam para redução do apetite/aumento da saciedade [34, 35, 36]; redução do armazenamento de gordura e aumento da quebra de gordura [37, 38]; aumento do uso metabólico de gorduras [29, 39, 40]; o efeito térmico das proteínas [41]. A suplementação com BHB durante um estudo de dieta cetogênica em pacientes obesos reduziu a perda líquida de proteína corporal, aumentou a proporção de gordura/massa magra da perda de tecido, evitando a fome. [20] Da mesma forma, estudos demonstraram os efeitos poupadores de músculo da suplementação de BHB e TCM/MCT durante ensaios de perda de peso com pacientes obesos. [15, 16] 

 

8.  Melhorar a Saúde Cardiovascular:

Ao analisar os efeitos a longo prazo de uma dieta cetogênica em pacientes obesos, foi demonstrado que a cetose resultou na diminuição dos níveis de triglicerídeos, aumento do colesterol HDL “bom”, redução dos níveis de colesterol LDL “ruim” e diminuição da glicose no sangue. [5] Neste estudo clínico, uma dieta pobre em carboidratos e rica em gordura melhorou os biomarcadores que são indicadores de doenças cardiovasculares, contrariando a ideia de que toda gordura causa doenças cardíacas. [42] As gorduras saudáveis ​​(saturadas, monoinsaturadas e algumas poliinsaturadas naturais) em combinação com a restrição de carboidratos podem diminuir o risco de doença cardíaca. O excesso de gordura armazenada (gordura corporal) e a ingestão de gorduras não saudáveis ​​(trans e poliinsaturadas processadas) podem aumentar o risco de doença cardíaca. Ácidos graxos livres elevados podem mediar a resistência à insulina e são observados na obesidade. [43] A redução da pressão arterial também é comumente observada em pacientes em cetose/em dieta cetogênica. [44]

Além disso, a suplementação de BHB ou TCM em humanos saudáveis ​​consumindo uma dieta americana padrão causou uma diminuição nos ácidos graxos livres no sangue, bem como diminuição da produção de glicose no sangue. [45]

 

9.   Esperança para o Amanhã – Pesquisa médica recente:

 

A dieta cetogênica e a suplementação de cetona foram extensivamente estudadas em ambientes de pesquisa básica, bem como em ensaios clínicos em humanos para várias doenças importantes. Um crescente corpo de evidências mostra que a cetose é uma abordagem viável para evitar complicações de uma variedade de doenças.

 

Convulsões: A dieta cetogênica tem sido usada há décadas para tratar a epilepsia infantil resistente a medicamentos [46] e atualmente é usada em vários centros de epilepsia em todo o mundo. [47] Evidências de estudos em animais indicam que a suplementação de cetona pode ser eficaz na atenuação de convulsões. A suplementação de cetona demonstrou atenuar a atividade convulsiva em um modelo de camundongo com síndrome de Angelman [48], bem como retardar as convulsões de toxicidade de oxigênio no SNC em ratos. [49]

 

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): Um ensaio clínico piloto recente indica que a cetose pode resultar em muitas melhorias para mulheres que sofrem de SOP, um distúrbio associado à resistência à insulina, obesidade e diabetes. [50] 

 

Enxaquecas:  Outro estudo clínico piloto demonstrou que a cetose é útil no gerenciamento de enxaquecas e pode reduzir sua frequência. [51]

 

Doenças neurodegenerativas: Estudos clínicos em humanos com suplementação cetogênica de MCT mostraram melhorias na memória em adultos diagnosticados com comprometimento cognitivo leve. [52] Estudos em animais demonstraram que o BHB poupa energia no cérebro e tem sido citado como neuroprotetor contra as doenças de Alzheimer e Parkinson. [53] As cetonas também demonstraram ser neuroprotetoras durante a hipóxia em modelos animais, deprimindo a captação e o consumo de glicose. [54, 55]

 

Câncer: As cetonas exibem efeitos anticancerígenos, como mostrado em modelos animais e linhagens de células tumorais humanas. [56, 57, 58] Resultados positivos usando a dieta cetogênica também foram observados em estudos de caso de humanos individuais [59, 60], mas mais pesquisas precisam ser conduzidas para verificar se o câncer responde à cetose/cetonas ou se a cetose é útil como terapia paliativa ou adjuvante. [61]

Cicatrização de feridas: As cetonas têm aplicação médica adicional na cicatrização de feridas. Isso provavelmente se deve à sua capacidade de melhorar o fluxo sanguíneo e diminuir o estresse oxidativo, conforme demonstrado pela suplementação de cetona em modelos animais. [62]

 

Conclusão:

Coletivamente, cientistas, nutricionistas e médicos recomendam reduções de açúcares e carboidratos processados ​​para uma dieta saudável. Indo um passo adiante, dietas muito baixas em carboidratos/cetogênicas também têm impactos positivos potenciais na saúde e no bem-estar. Mais recentemente, a adição de cetonas por meio de suplementação dietética com alimentos cetogênicos (óleos de coco ou MCT) ou com suplementos de cetona, como BHB, tem sido associada a resultados positivos para a saúde.  Muitas das vantagens das cetonas como fonte de combustível foram bem documentadas, enquanto outras ainda precisam de mais pesquisas. O canal do YouTube do Keto Advocate contém entrevistas dos principais pesquisadores e médicos que cobrem cetose, dieta cetogênica e suplementação de cetona para saúde, bem-estar e suporte a doenças. 

É importante consultar um médico antes de fazer qualquer mudança significativa na dieta, especialmente se você tiver uma condição médica pré-existente.

 


Nota do Nutricionista:

Alguns pontos neste artigo são muito resumidos, mas isso não tira em nada o seu grande valor.

Ultimamente venho lendo vários artigos sobre a dieta cetogênica e todos ressaltam os inúmeros benefícios citados nesse artigo.

Os benefícios para saúde da dieta cetogênica abrangem praticamente tudo em nosso corpo, é uma dieta totalmente não agressiva ao organismo; já os carboidratos agridem tudo em nosso corpo.

O mais triste é que quase ninguém comenta sobre isso e fica todo mundo preso na tal da pirâmide alimentar onde a Base é composta pelos malditos carboidratos.

 

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