terça-feira, 17 de julho de 2012

Óleo de Côco - Dupla Ação no Emagrecimento




O ÓLEO DE CÔCO REDUZ A INGESTÃO CALÓRICA E AUMENTA O GASTO ENERGÉTICO:

Artigo editado por Aaron W. Jensen – PHD

- MacIntosh CG, Morley JE, et al. Effect of exogenous cholecystokinin (CCK)-8 on food intake and plasma CCK, leptin, and insulin concentrations in older and young adults: evidence for increased CCK activity as a cause of the anorexia of aging. J Clin Endocrinol Metab 2001;86:5830-7.

- Batterham RL, Dowley MA, Small CJ, et al. Gut hormone PYY(3-36) physiologically inhibits food intake. Nature 2002;418:650-4.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com


Alguma vez você já se perguntou o que faz você sentir fome - por que este persistente ronco em seu estômago o leva a deixar o seu lugar confortável no sofá e devastar a geladeira por bocados tentadores? Os cientistas há muito tempo tentam entender o que impulsiona o nosso desejo por alimentos, e eles encontraram uma resposta bem simples: os hormônios.
Os hormônios são as moléculas mensageiras em nosso corpo: eles são feitos em um órgão (por vezes alguns) e viajam pela corrente sanguínea para pedir que seu corpo responda de alguma forma. No caso da fome, os hormônios produzidos no sistema digestivo viajam pelo sangue até o cérebro para se certificar de que você procurar comida e então satisfaça o seu estômago. A maioria de nós sabe muito bem o quão eficaz esses hormônios podem ser.

“Comparado com LCTs, os MCTs têm um menor teor calórico, pois eles normalmente não são armazenados nas células de gordura (e sim usados instantaneamente como fonte de energia), e ainda estimulam a termogênese através do aumento da taxa de metabolismo basal do corpo.”

Os cientistas ainda estão trabalhando nos detalhes desse complexo sistema de comunicação entre o intestino e seu cérebro, mas eles têm esbarrado em alguns dos jogadores importantes que permitem que seu corpo saiba se ele deve procurar o alimento ou ficar no sofá. Um dos hormônios mais importantes no desencadeamento da fome é chamado de grelina. Feito pelo estômago quando está vazio, a grelina envia um sinal que diz "tenho fome" para o cérebro. Os neurônios no hipotálamo (uma parte do cérebro que regula o apetite, bem como o desejo sexual e sono) respondem, instruindo o corpo em busca de alimento (o que geralmente significa uma viagem rápida para a geladeira ou virar o carro para o restaurante mais próximo.



 Bloqueando Nosso Apetite:

Claramente, se você sucumbir aos poderes da grelina muito facilmente, resultaria num sério ganho de peso. Sendo por isso muito importante termos também hormônios para colocar freios em nosso apetite e enviar o sinal "estou cheio" para o cérebro. Esses hormônios da saciedade são chamados PYY (peptídeo YY) e CCK (colecistoquinina). PYY e CCK são produzidos até o final de uma refeição e são responsáveis por dar-lhe o sentimento de satisfação completa.



 Os MCTs Ajudam a Suprimir o Apetite:

O sinal "estou saciado" é acionado de forma mais eficaz por parte de alguns alimentos do que outros. Em geral, as gorduras são os mais eficazes ingredientes dietéticos para induzir a produção de PYY e CCK, reduzindo assim o desejo de comer. Nem todas as gorduras são igualmente eficazes na supressão do apetite, entretanto os triglicerídeos de cadeia média (TCM), por exemplo, parecem ser mais eficazes do que o muito mais comum triglicerídeos de cadeia longa (TCL), quando se trata da diminuição do apetite. A inclusão de MCTs em sua dieta - na forma de óleo em saladas, para cozinhar ou mesmo puro pode contribuir de forma efetiva em sua batalha para o controle de peso.
Os MCTs são diferentes praticamente de todos os outros tipos de gorduras . Comparado com LCTs, que representam a maior parte de toda nossa ingestão de gordura, os MCTs têm um menor teor calórico; tipicamente não são armazenados nas células de gordura, e eles estimulam a termogênese (produção de energia sob a forma de calor), aumentando a taxa de metabolismo basal em nosso corpo, que é uma medida da quantidade de energia gasta na realização de funções básicas e involuntárias, tais como a respiração, a digestão, e os batimentos cardíacos.



 Os MCTs Aumentam a Saciedade:

Os MCTs trabalham por vários mecanismos diferentes para ajudar você a controlar o seu peso. Um deles está relacionado com a saciedade, o sentimento de satisfação provocado por um estômago cheio. Pesquisadores Franceses alimentaram diferentes grupos de pessoas no café da manhã que possuíam ou um baixo teor de gordura ou eram ricas em um destes vários tipos de gordura: MCTs, LCTs saturados (por exemplo, banha de porco), e LCTs insaturado (por exemplo, azeite); em seguida, eles observaram o comportamento e as respostas metabólicas para essas diferentes refeições.
Durante o estudo, todos os indivíduos eram restritos às salas que não continham sinais do tempo: eles foram mantidos sob luz artificial, sem janelas e sem dispositivos de percepção de tempo, e eles foram autorizados a pedir comida quando estivessem com fome novamente.

O período de tempo entre cada pedido de refeição (almoço e jantar) foi monitorado, assim como a quantidade de alimento (valor calórico) consumido em cada uma dessas refeições.
Os pesquisadores descobriram que os cafés da manhã com baixo teor de gordura resultaram em intervalos de tempo significativamente menores entre os pedidos de refeições do que os cafés da manhã ricos em gordura. Isto não é surpreendente, considerando que as gorduras são as melhores no desencadeamento da resposta de saciedade. Isso mostra que dietas com mais gordura induzem a uma maior saciedade e permitem que os indivíduos permaneçam mais saciados por intervalos mais longos.
“Por um período superior a sete dias, mulheres em dietas com MCTs queimaram mais de 350 calorias do que aquelas em dietas com LCTs”.

 O Uso de MCTs Resulta Numa Menor Ingestão Calórica:

A quantidade de alimento consumido pelo grupo MCT no almoço foi significativamente menor do que as quantidades consumidas por qualquer grupo LCT ou o grupo de baixo teor de gordura. O teor calórico total do almoço consumido pelo grupo MCT foi 18,4% inferior ao do grupo que usou gordura saturada-LCT, 16,5% inferior ao do grupo de baixo teor de gordura, e 5,4% menor do que a do grupo que usou gordura insaturada-LCT. Os autores concluíram que a ingestão de alimentos nestes indivíduos é inferior com o uso dos MCTs, através de um "mecanismo pós-absortivo" que aumenta a saciedade e consequentemente induz a um menor consumo de alimentos na próxima refeição.



Hormônios: A Chave para a Supressão do Apetite


Os cientistas conhecem sobre a função do hormônio CCK (colecistoquinina) por um longo período de tempo. O intestino delgado começa a secretar esta molécula no final de uma refeição e deixa o sistema digestivo começar a quebrar as gorduras (a última porção de uma refeição ao entrar no intestino proveniente do estômago). Por exemplo, CCK estimula a vesícula biliar a se contrair e liberar a bile para o intestino delgado para ajudar na digestão das gorduras. Mas isso não é tudo que ela faz. Esta também entra na corrente sanguínea e é transportada para o cérebro, onde age suprimindo o apetite. De fato, acredita-se que o problema comum de apetite reduzido em idosos, seja em parte causado por níveis elevados de CCK.

O hormônio PYY (peptídeo yy) tem recebido muito mais atenção recentemente, graças em grande parte a um artigo que apareceu no Jornal Britânico Nature. Esta pesquisa demonstrou que a injeção de PYY na corrente sanguínea de voluntários saudáveis reduziu sua ingestão de alimentos em um terço ao longo de 24 horas. PYY é normalmente produzida no trato gastrointestinal após uma refeição, e a quantidade produzida parece correlacionar-se estreitamente com a ingestão calórica total. Assim, quanto mais você come, mais você produz PYY, e menos alimento você ingere na próxima refeição. PYY pode ser um grande candidato para um suplemento inibidor do apetite, mas é provável que demore pelo menos uma década, antes que este hormônio possa ser transformado em uma terapia útil no controle de peso.






MCTs – O Melhor Tipo de Gordura

Todas as gorduras não são exatamente iguais. Sabemos que as gorduras insaturadas (as formas monoinsaturadas e poli-insaturadas) proporcionam benefícios substanciais à saúde quando comparadas com as gorduras saturadas (um exemplo é a dieta mediterrânea rica em azeite de oliva monoinsaturada). E destes, os ácidos graxos ômega-3 (ácidos graxos são precursores de gorduras) encontrados em óleos de peixes de água fria, são especialmente benéficos com relação a função mental e a saúde cardiovascular.

Todas as gorduras consistem de uma molécula de glicerol unidas a até três cadeias de hidrocarbonetos (quando três, a molécula é chamada de triglicerídeo, a forma mais comum de gordura).
Estas cadeias, de comprimento variável, são derivados de ácidos graxos, que são encontradas naturalmente nos nossos alimentos. Nosso corpo processa diferentes tipos de gorduras de forma diferente, dependendo em parte do comprimento das cadeias de hidrocarbonetos, bem como do seu grau de saturação com átomos de hidrogênio. A maioria das gorduras dietéticas, tais como aquelas mencionadas acima, são triglicerídeos de cadeia longa (LCTs), com cadeias de hidrocarboneto contendo tipicamente 14 a 22 átomos de carbono.

Os Triglicerídeos de cadeia média (MCTs) são menores, com cadeias de 6 a 12 átomos de carbono, mas com uma preponderância forte por cadeias de 8 a 10 carbonos. Os MCTs são mais fáceis para o corpo digerir - eles podem ser absorvidos diretamente a partir do intestino e então, são enviados para o fígado onde ocorre um rápido processamento e assimilação. Em contraste, os LCTs devem ser submetido a enzimas digestivas no intestino, convertido a uma nova forma nas células intestinais, e incorporado a mecanismos de transportes moleculares, para somente então, chegar ao fígado para o processamento. Isto ajuda a explicar por que razão os MCTs são uma boa fonte de gordura para as pessoas com síndrome de má absorção, onde as gorduras comuns dos alimentos são mal absorvidas pelo corpo, devido a várias disfunções do pâncreas, fígado, sistema digestivo e sistema linfático.

Outra diferença importante entre o MCT e LCT é que os MCTs são menos ricos em energia do que seus primos de cadeia longa. Isto significa que se você consumiu as mesmas quantidades de MCTs e LCT, você estaria recebendo menas calorias dos MCTs, visto que, os MCTs fornecem 8.2 calorias por grama de gordura, contra 9 calorias dos LCT (uma redução de 9%) . Com passar do tempo, esse maior conteúdo calórico (no caso do LCT) pode fazer uma grande diferença.
Em termos de controlo de peso, estes resultados são interessantes, sugerindo que os MCTs podem desempenhar um papel significativo na supressão do apetite.

 Os MCTs Aumentam o Gasto Energético:

Estudos mais longos com MCTs também foram realizados; mas com diferentes objetivos em mente. Pesquisadores canadenses focaram sua pesquisa no gasto energético de indivíduos mantidos em dietas ricas em MCT ou LCT, eles investigaram o impacto dos MCTs em 12 mulheres não obesas na fase de pré-menopausa durante um período de 2 semanas. Durante 14 dias seguidos, todas as mulheres foram alimentadas com os mesmos tipos de alimentos, mas as refeições num grupo foram preparadas com LCTs, enquanto as refeições do outro grupo foram preparadas com os MCTs. Essa foi a única diferença, e a quantidade total de alimentos servidos foi a mesma para ambos os grupos.

No sétimo e no décimo quarto dia do experimento, os pesquisadores registraram o gasto energético total e a taxa de metabolismo basal das mulheres envolvidas no estudo. Já no sétimo dia, ambas as medidas foram significativamente maiores no grupo que usou o MCT: a taxa de metabolismo basal tinha aumentado 4,4%, e o gasto energético total cresceu 3,1%.
Para colocar isto em perspectiva real, a quantidade de energia gasta teve um aumento de 52 e 45 calorias por dia, respectivamente. Durante o período de sete dias, as mulheres que seguiram a dieta com MCT queimaram 350 calorias a mais do que aquelas na dieta com LCT. Este aumento no gasto calórico deve-se unicamente a diferenças do tipo de gordura da dieta, e não a qualquer outro fator, como por exemplo, o aumento de atividade física.


 MCTs – Uma Receita para o Sucesso:

Num mercado que cultua dietas milagrosas, perda de peso da noite para o dia e "abdominais rasgados" sem o incômodo de exercícios; os resultados acima podem parecer banais. Mas quando você somar todos os benefícios individuais dos MCTs; torna-se claro que a inclusão deste tipo de gordura na sua dieta pode oferecer benefícios significativos. Considere por exemplo, que os MCTs têm um menor teor calórico do que LCTs numa base de peso por peso; eles podem reduzir a ingestão de alimentos em geral num curto espaço de tempo (diminuição do apetite), e ainda aumentam a taxa pela qual seu corpo queima calorias. Isso soa como uma receita para o sucesso; e todos nós podemos nos beneficiar nesta velha batalha contra o aumento da linha de cintura.

O MCT pode ser incorporado na sua dieta principalmente em saladas.
Deve ser utilizado, no entanto, como um óleo suplementar, e não como um óleo de substituição. Recomendamos uma porção de 1 a 3 colheres de sobremesa ou de sopa por dia.
Grandes quantidades de MCT podem resultar em desconforto gástrico e diarréia. Doses de mais de 5 colheres de sopa tomadas de uma só vez podem resultar em cólicas intestinais intensas. Comece com 1 colher de sobremesa de MCT e lentamente aumente a quantidade durante vários dias até o nível desejado em sua dieta.



“Dr. Jensen é um biólogo celular e tem conduzido pesquisas na Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Também ministra cursos universitários de biologia e nutrição e escreve extensamente sobre tópicos médicos e científicos”.

Nota do Nutricionista:

Meu objetivo como profissional de saúde é transmitir informação com embasamento científico.
Na maioria das vezes, isto não acontece nos meios de comunicação e as informações erradas ficam gravadas na mente das pessoas; impedindo que ela possa se beneficiar deste ou daquele suplemento.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aminoácidos e suas Funções Antioxidantes


AMINOÁCIDOS E SUAS FUNÇÕES ANTIOXIDANTES.

- Klomsiri, C.; et al.; “Cysteine-Based Redox Switches in Enzymes” Antiox Redox Signaling 2011;14:1065-1077.

- Sadowska, A.M.; “N-Acetylcysteine Mucolysis in the Management of Chronic Obstructive Pulmonary Disease” Ther Adv Respir Dis 2012;
1-9. Doi: 10.1177/1753465812437563.

- Mata, M.; et al; “N-Acetyl-L-Cysteine (NAC) Inhibits Mucin Synthesis and Pro-Inflammatory Mediators in Alveolar Type II Epithelial Cells Infected with Influenza Virus A and B and with Respiratory Syncytial Virus (RSV)” Biochem Pharmacol 2011;82:548-555.

- Quadrilatero J, Hoffman-Goetz L: N-Acetyl-L-Cysteine inhibits exercise-induced lymphocyte apoptotic protein alterations. Med Sci Sports Exerc 2005, 37(1):53-56.


Artigo editado por Márcia Zimmerman, CN.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com


As enzimas de desintoxicação estão constantemente trabalhando para livrar o corpo de substâncias nocivas do alimento que comemos, dos remédios que ingerimos, da água que bebemos e do ar que respiramos. Até as nossas próprias células criam toxinas como subprodutos naturais do metabolismo. Para lidar com isso, cada célula tem seu próprio sistema de enzimas de desintoxicação que processa as toxinas e promove a sua eliminação.
Em pessoas jovens e saudáveis, estes sistemas são robustos e muito eficientes. À medida que envelhecemos, nossas enzimas não são tão eficientes, na maioria dos casos prejudicadas por deficiências dos co-fatores nutricionais necessários para ativá-las. Enzimas, como todas as proteínas, são sintetizadas a partir de aminoácidos. Uma dieta que está ausente em aminoácidos essenciais, que são componentes das várias enzimas de desintoxicação, não pode adequadamente livrar o corpo de substâncias nocivas. Vamos dar uma olhada nos aminoácidos que possuem importância primária na desintoxicação, ou seja; cisteína, N-acetil-cisteína e glutationa.


 Cisteína e N-acetil-L-cisteína:

Cisteína - seu poder de desintoxicar pode ser atribuído aos seus sítios ativos de enxofre (tiol). Este atributo é compartilhado com os outros aminoácidos com poder de desintoxicação deste grupo. Compostos tióis são encontrados na cebola, alho e vegetais crucíferos. Estes vegetais têm sido muito valorizados por sua capacidade de desintoxicar o corpo.
A cisteína é o aminoácido primário envolvido na desintoxicação dos radicais livres, tais como superóxido, peróxido de hidrogênio, hidroperóxidos, e peroxinitritos.

A atividade de resíduos de cisteína tem sido descrita por pesquisadores como uma "mudança redox"; mecanismo pelo qual as moléculas tóxicas se tornam inofensivas. Uma família de pequenas proteínas rica em cisteína conhecidas como metalotioneínas é particularmente eficaz na desintoxicação de metais tóxicos, na proteção contra o stress oxidativo e servindo como "acompanhantes"para o metabolismo do zinco e do cobre.

 N-Acetil-L-cisteína (NAC):

É um agente tiol e mucolítico, um precursor da L-cisteína e da glutationa reduzida (GSH). As doenças respiratórias são uma preocupação crescente em nosso mundo cada vez mais poluído. Um acúmulo de muco nas vias aéreas é uma causa comum de problemas pulmonares crônicos, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e asma. Além de tornar a respiração mais difícil, a congestão pulmonar crônica aumenta o risco de infecções respiratórias agudas.

Isso ocorre com mais frequência em pessoas idosas, especialmente aquelas com comprometimento da função imune. NAC, não só bloqueia a formação de muco, mas também reduz os processos inflamatórios que ocorrem com infecções virais, fúngicas, e bacterianas. Estudos em humanos e animais mostrou que a NAC anula os efeitos do mercúrio nas células do cérebro. Ensaios com crianças autistas têm encontrado na NAC um tratamento eficaz para o estresse oxidativo, que é uma característica do autismo. O mercúrio que é uma toxina ambiental comum pode atrapalhar o desenvolvimento do cérebro, e as crianças correm um risco maior. Mercúrio reduz a produção de novas células cerebrais e também a sobrevivência celular.

 Glutationa (GSH):

É a molécula mais importante que você precisa para desintoxicar seu corpo e orquestrar a atividade imunológica, é a chefe do sistema imune. Além disso, a GSH protege as células vermelhas do sangue e funciona como um neurotransmissor. Seu corpo faz sua própria glutationa, mas os estoques são rapidamente esgotados pela má alimentação, poluição, toxinas, medicamentos, estresse, trauma, envelhecimento, infecções, quimioterapia e radiação. GSH usa seus sites de tióis altamente reativos para decompor os radicais livres e metais tóxicos (arsênio, cádmio, chumbo e mercúrio).

Além de ser o desintoxicante mais importante de nosso corpo, a GSH é crítica em controlar a inflamação e aumentar a imunidade. Também é fundamental para ajudar você a manter o máximo funcionamento físico e mental.


COMPLEMENTO -

-Aruoma OI, Halliwell B, Hoey BM, and Butler J. The antioxidant
action of N-acetylcysteine: its reaction with hydrogen peroxide, hydroxyl radical, superoxide, and hypochlorous acid. Free Radic Biol Med 6: 593–597, 1989.

-Supinski G, Nethery D, Stofan D, and DiMarco A. Effect of free radical
scavengers on diaphragmatic fatigue. Am J Respir Crit Care Med 155:622–629, 1997.

 AUMENTO DA NAC MUSCULAR E AUMENTO DA PERFORMANCE:

Os nossos dados demonstram claramente que a infusão de NAC melhora substancialmente o desempenho em indivíduos bem treinados, mostrando um aumento de 26% no tempo de fadiga durante o exercício prolongado. Isso confirma nossa observação anterior baseada em apenas alguns atletas e fornece a primeira evidência de fadiga atenuada pela NAC em exercícios com voluntáriops humanos. Nós mostramos, pela primeira vez, que a administração da NAC aumentou o conteúdo de NAC no músculo esquelético.

É provável que uma pequena porção da NAC detectada no músculo seja devido à sua presença no sangue. No entanto, dada a magnitude de aumento da NAC no músculo, é altamente provável que a quantidade muscular de NAC intracelular foi elevada. Além disso, demonstramos neste e em estudos anteriores que a administração de NAC aumenta RBC (Red Blood Cells – Células Sanguíneas Vermelhas).
Juntos estes dados indicam que uma elevação na NAC intramuscular
é altamente plausível.


 MÚSCULOS E ELIMINAÇÃO DE ROS (ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGÊNIO):

Numerosos estudos implicam a produção de ROS como um fator importante na fadiga muscular. Apesar de não medir a concentração de ROS, a NAC é conhecida por eliminar uma série de ROS, incluindo o ácido hipocloroso, o radical hidroxila e o peróxido de hidrogênio (H2O2). Além disso, a NAC é rapidamente desacetilada para Cys (Cisteína, que por si própria já é bem conhecida como uma eliminadora de radicais livres. Assim, além de contribuir para a síntese de glutationa, a NAC pode limpar os ROS de dentro do músculo esquelético, e isto indica outro mecanismo possível para explicar um melhor desempenho com o uso da NAC.

Em conclusão, nós demonstramos pela primeira vez que a administração de NAC durante os exercícios prolongados e submáximos; o aumento da NAC, cisteína e cistina no músculo esquelético, aumentou a biodisponibilidade de glutationa durante o exercício e mostrou um desempenho substancialmente superior em indivíduos bem treinados.

GLOSSÁRIO:

Desintoxicação - é o processo pelo qual seu corpo processa tudo que você comer, bebe e respira. O maior sistema de desintoxicação do corpo é chamado de Citocromo P450 (CYP 450), ele opera principalmente no fígado, mas também em cada célula do seu corpo. As enzimas CYP 450 metabolizam substâncias externas, tais como medicamentos e materiais tóxicos que são ingeridos. Elas também destroem o oxigênio tóxico e o nitrogênio tóxico que são produzidos como subprodutos naturais do metabolismo.


Enzimas - são os catalisadores primários para as reações químicas dentro de seu corpo. Eles são proteínas específicas com sítios reactivos que se ligam outras moléculas. Aninhada nesses sítios reativos estão os minerais que são necessários para ligar as enzimas as toxinas para que o corpo possa se livrar delas. Cada enzima tem uma vitamina específica ou co-enzima que é necessária para a sua ativação. Cerca de 3.780 enzimas se encarregam de realizar todo o trabalho do metabolismo. Além disso, 7 classes de enzimas são responsáveis pela digestão dos alimentos.
Estas são amilase (amido), celulose (fibra); lactase, (produtos lácteos), lipase (gorduras, óleos); maltase (grãos, amidos), proteases (proteínas), e sacarase (açúcares).

Compostos tióis - são aqueles que contém o altamente reativo grupo sulfidrila - de enxofre e hidrogênio. Muitos remédios antigos, como o alho devem suas propriedades curativas a esses grupos tióis.

Radicais Livres - são moléculas com elétrons desemparelhados e invasores. Isto significa que um dos pares de elétrons de alta energia em uma molécula está ausente. A molécula instável deve encontrar um substituto para o elétron que está faltando.

Antioxidante - é uma molécula que doa um elétron a um radical livre e neste processo consegue neutralizá-lo. Este processo "oxida" o antioxidante que depende de outros antioxidantes para ajudar a "reduzir" e volta ao seu poder pleno. A vitamina C, o ácido lipóico, a vitamina E e a Glutationa participam desta reciclagem antioxidante.

Oxidação / redução - é o processo pelo qual uma molécula cede um elétron negativo (e-) e é reduzida com o ganho de uma carga positiva (+). A oxidação é o oposto de redução, como ela adquire um elétron e uma carga negativo (-). Estas trocas de elétrons são chamados de "reações redox."

Agente mucolítico - é uma substância que dilui as secreções (muco) e ajuda a aliviar os pulmões irritados, brônquios e traquéia. Agentes mucolíticos quebram a estrutura química das moléculas do muco. O muco se torna mais fino e pode ser removido mais facilmente através da tosse. A Acetilcisteína é um poderoso agente mucolítico.

Tripeptídeo – é a união de três aminoácidos para formar uma pequena proteína. A Glutationa é um tripeptídeo formado pela glicina, ácido glutâmico e cisteína.


Nota do Nutricionista:

Nesta época de frio podemos usar uma poderosa combinação para eliminar qualquer tipo de infecção nas vias aéreas superiores.
Os três componentes desta combinação incluem a acetilcisteína, o extrato de própolis puro diluído em água e a vitamina C.
Experimente porque é uma excelente combinação.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aos interessados em Assessoria Individualizada, disponibilizamos nosso contato para a elaboração de um trabalho de Dieta, Treino e Suplementação voltados para objetivos específicos como treinamento de alto nível para todos os esportes, estética, saúde, treinamento feminino, qualidade de vida e longevidade. Segue abaixo nosso contato rafaelbracca@hotmail.com Professor Esp. Rafael Bracca CREF 074023-G/SP GERENTE TÉCNICO INTEGRALMEDICA CONSULTOR TÉCNICO DE PRODUTOS INTEGRALMEDICA CONSULTOR TÉCNICO DE ATLETAS DO CARD PRINCIPAL DO UFC PERSONAL TRAINNER DE CELEBRIDADES PALESTRANTE DE CONGRESSOS INTERNACIONAIS EM NUTRIÇÃO ESPORTIVA TREINADOR DE ATLETAS CAMPEÕES PÓS-GRADUANDO EM NUTRIÇÃO ORTOMOLECULAR Dr. Reinaldo Ferreira CRN3 – 6141 NUTRICIONISTA ESPORTIVO NUTRICIONISTA DO PROJETO ETERNYA NUTRICIONISTA CHEFE DO ISSNHP (INTERNATIONAL SCHOOL OF SPORTS NUTRITION AND HUMAN PERFORMANCE) ESPECIALISTA EM NUTRIÇÃO ESPORTIVA AVANÇADA NUTRICIONISTA DE ATLETAS DE ALTO NÍVEL Professora Daniele Oazen Bracca CREF 10610/RJ TRI-CAMPEÃ CARIOCA BODYFITNESS BI-CAMPEÃ COPA BIG IRON FITNESS MODEL INTERNACIONAL PERSONAL TRAINNER DE CELEBRIDADES CONSULTORA TÉCNICA INTEGRALMEDICA ESPECIALISTA EM TREINAMENTO FEMININO

domingo, 22 de abril de 2012

Aminoácidos e Metabolismo Muscular


AMINOÁCIDOS E METABOLISMO MUSCULAR

- Wu G.; “Amino Acids: Metabolism, Functions, and Nutrition” Amino Acids 2009;37:1-1.

- Leenders, M.; van Loon, L.J.C.; “Leucine as a Pharmaconutrient to Prevent and Treat Sarcopenia and Type 2 Diabetes”Nutrition in Clin Care 2011;69:675-689.

- Thomson, R.L.; “Protein Hydrolysates and Tissue Repair” Nutrition Research Reviews 2011;24:191-197.

- Yoshizawa, F.;”New Therapeutic Strategy for Amio Acid Medicine: Notable Functions of Branched Chain Amino Acids as Biological Regulators” J Pharmacol Sci 2011;doi:1254/jphs.11R05FM.


Artigo editado por Márcia Zimmerman, CN.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Os aminoácidos são definidos como substâncias orgânicas contendo um grupo “amino” e um grupo “ácido”.
Está é uma descrição simples que se contradiz com a diversidade de suas funções e propriedades bioquímicas.
A forma, função e propriedades dos aminoácidos são baseadas em diferenças únicas de sua estrutura molecular. Conseqüentemente, não existem dois aminoácidos que possuam precisamente as mesmas propriedades ou funções.

Todos os 21 aminoácidos e seus metabólitos são necessários para a fisiologia e função normal das células.
O metabolismo anormal dos aminoácidos prejudica a homeostase de todo o corpo, prejudica o crescimento e desenvolvimento, e pode eventualmente causar a morte. Os aminoácidos são agrupados em oito “nutricionalmente essenciais” dois “condicionalmente esenciais,”e onze que são considerados não essenciais porque nosso corpo pode fabricá-los. Entretanto, este último grupo pode ser essencial sob certas condições.
Neste artigo o foco principal é no metabolismo muscular e os aminoácidos mais associados com o crescimento, manutenção, reparo e eficiência funcional. O tecido muscular representa aproximadamente metade da massa corporal em indivíduos jovens.
É o maior reservatório de peptídeos (conjunto 2 ou 3 aminoácidos) e de aminoácidos livres em nosso corpo. Na idade de 75 a 80 anos, a massa muscular magra diminui cerca de 25%. Os pesquisadores afirmam que para construir, manter, reparar ou restaurar a massa muscular precisamos de proteína de alta qualidade e da suplementação com peptídeos e aminoácidos livres.

 
Proteína Hidrolisada
 
Uma proteína hidrolisada de alta qualidade consiste tipicamente em dipeptídeos e tripeptídeos, enzimaticamente produzidas a partir do whey. Têm sido usadas extensivamente para promover a cicatrização de feridas e o dano tecidual. Os estudos indicam que a proteína hidrolisada melhora a recuperação do exercício, previne a dor muscular e melhora a performance.

A proteína do soro do leite hidrolisada proporciona um estímulo à síntese de proteína muscular a um nível muito superior quando comparada com a caseína ou com a soja. O whey possui naturalmente altas quantidades de BCAAs e isso explica seu alto potencial para o aumento da musculatura. Impulsos adicionais no crescimento muscular podem ser alcançados pela adição de uma mistura equilibrada de BCAAs na forma livre. Isto pode ser usado especialmente para evitar o catabolismo muscular como também em idosos que já não possuem uma boa eficiência na digestão e assimilação de proteínas.

Aminoácidos de Cadeia Ramificada:
 
Os BCAAs (leucina, isoleucina e valina) são nutricionalmente essenciais, isto significa que eles devem ser obtidos através da dieta.
Eles recebem o nome de cadeia ramificada pela forma única que sua cadeia terminal de carbono se ramifica em duas “pernas”. Os BCAAs são os mais abundantes dos aminoácidos essenciais.
Além de formadores de proteína, os BCAAs contribuem para o metabolismo energético durante o exercício. Despido de sua parte amino, eles podem ser usados como substrato energético no lugar dos carboidratos e gorduras. Eles agem como moléculas reguladoras que modulam várias funções celulares.

Individualmente os BCAAs parecem atuar com diferentes sinais nutricionais em nosso corpo.
A Isoleucina e a valina compartilham a função da regulação metabólica com a insulina, enquanto a Leucina e a Isoleucina atuam na função regulatória no metabolismo dos lipídeos.
A Leucina foi identificada como um “fármaco nutriente para prevenção e tratamento da sarcopenia (perda de massa muscular), como também no tratamento de diabetes tipo 2. O envelhecimento é acompanhado por um progressivo declínio na massa e força muscular, ou sarcopenia. As pesquisas mostram que a suplementação com leucina pode ser um método efetivo para prevenir ou reverter a perda progressiva de massa muscular que ocorre no envelhecimento. A leucina estimula a secreção de insulina pelo pâncreas, e portanto reduz a glicose sanguínea. Isto também regula o turnover protéico (síntese e degradação de proteínas) e a resposta imune.

A Isoleucina previne a elevação da glicose sanguínea e isso indica que ocorre uma melhor absorção de glicose pela musculatura.
A insulina tem uma ação anabólica no metabolismo das proteínas, estimulando a síntese de proteínas e inibindo sua degradação. A isoleucina possui uma função regulatória no metabolismo da glicose, similar à insulina. A Glutamina e a Alanina são sintetizadas a partir da Isoleucina e isso mantém um equilíbrio entre os BCAAs.

A valina suporta a produção de energia no músculo, fornecendo glicose extra para a produção de energia durante a atividade física intensa. Esse processo também ajuda a remover o excesso de nitrogênio potencialmente tóxico do fígado, e transportá-lo para outros tecidos corporais que necessitam de nitrogênio.
A valina, juntamente com os outros BCAAs, pode ser útil no tratamento de danos hepáticos e da vesícula biliar. Ela também ajuda a manter o bom funcionamento do cérebro.
O treinamento pesado para construção muscular deve sempre considerar a suplementação com BCAAs. A proporção específica entre os três BCAAs sugeridas pelos estudos é a seguinte: 2 partes de leucina para 1 parte de isoleucina e valina; algumas fórmulas apresentam um conteúdo maior de Leucina (3 para 1).

 
COMPLEMENTO:

- RENNIE, M.J.; TIPTON, K.D. Protein and amino acid metabolism during and after exercise and the effects of nutrition. Annu. Rev. Nutr., v.20, p.457-483, 2000.

-SHIMOMURA, Y.; YAMAMOTO, Y.; BAJOTTO, G.; SATO, J.; MURAKAMI, T.; SHIMOMURA, N.; KOBAYASHI, H.; MAWATARI, K. Nutraceutical effects of branched-chain amino acids on skeletal muscle. J. Nutr.,
v.136, n.2, p.529S-532S, 2006a.

- ROGERO, M.M.; TIRAPEGUI, J. Aspectos atuais sobre glutamina, atividade física e sistema imune. Rev. Bras. Cien. Farm., v.36, n.2, p.201-212, 2000.


Exercício de força, balanço proteico muscular e
aminoácidos de cadeia ramificada:

A hipertrofia muscular ocorre apenas a partir do saldo de síntese de proteínas, ou seja, quando a síntese proteica muscular excede a degradação proteica muscular. É notório que o exercício, especialmente o exercício de força, tem profundo efeito sobre o metabolismo proteico muscular, frequentemente resultando em crescimento muscular. Agudamente, o exercício de força pode resultar em melhora do balanço proteico muscular (síntese – degradação); porém, na ausência da ingestão de alimentos, o balanço ainda permanece negativo. Portanto, os efeitos interativos entre o exercício de força e as diferentes estratégias nutricionais devem ser considerados no estudo do metabolismo proteico muscular.

Nesse contexto, verifica-se que a ingestão de aminoácidos isoladamente aumenta a taxa de síntese proteica muscular. Contudo, o mais potente iniciador dessa síntese é a combinação de exercício de
força com aumento da disponibilidade de aminoácidos.
A ingestão de uma mistura de aminoácidos ou de um hidrolisado de proteínas após uma sessão de exercício de força estimula a taxa de síntese proteica no músculo humano e promove balanço proteico muscular positivo. Diferentes teorias tentam explicar a ocorrência desse efeito, como o aumento da disponibilidade de aminoácidos promovendo o aumento do transporte dos mesmos, para dentro da célula muscular o que estimula a síntese proteica. Outra possibilidade é que esse efeito decorre de um grupo de aminoácidos, como os ACR (aminoácidos de cadeia ramificada) , ou de um único aminoácido, como a leucina.

No que concerne à leucina, esta aumenta a fosforilação de proteínas envolvidas na regulação da síntese proteica, incluindo a p70S6k e a 4E-BP1, no músculo esquelético de humanos.
Aliado a esse fato, observa-se que a atividade da p70S6k induzida pelo exercício correlaciona-se com o aumento da massa muscular após seis semanas de treinamento de força.
Desse modo, alterações na fosforilação da p70S6k no músculo
esquelético pós-exercício podem refletir em ativação de vias de sinalização, as quais podem responder pelo aumento da síntese proteica durante a fase inicial da recuperação pós exercício.
Esse fato é relevante, uma vez que a ingestão de leucina aumenta a fosforilação de proteínas envolvidas na regulação da síntese proteica muscular, incluindo a p70S6k.
Foi verificado que a adição de leucina em bebida contendo hidrolisado proteico e carboidratos, promove uma maior estimulação da síntese
proteica corporal total após a realização de uma sessão de exercício de força quando comparada à ingestão de carboidrato ou de carboidrato com hidrolisado proteico.
Além disso, a ingestão combinada de carboidrato, hidrolisado proteico e leucina aumentou a síntese proteica muscular em relação à ingestão isolada de carboidrato. Os resultados desse estudo indicam que a adição de leucina na forma livre em combinação com proteínas e carboidratos representa uma estratégia efetiva na promoção do
anabolismo proteico muscular pós-exercício de força.

Foram investigados os efeitos do exercício de força isolado ou em combinação com a ingestão oral de ACR sobre a fosforilação da p70S6k no músculo esquelético. Sete indivíduos executaram uma sessão de exercício de força (músculo quadríceps; 4 x 10 repetições;
80% de uma repetição máxima) em duas condições, ou seja, com a ingestão de solução contendo ACR (45% leucina, 30% valina e 25% isoleucina) ou placebo (água flavorizada) durante e após o exercício. A ingestão de ACR acarretou no aumento da concentração plasmática dos três ACR durante o exercício e o período de recuperação
(2 horas). O exercício de força promoveu significativo aumento da fosforilação da p70S6k, que persistiu 1 e 2 horas pós-exercício, enquanto a ingestão com ACR aumentou 3,5 vezes a fosforilação da p70S6k durante a recuperação.
Além disso, a fosforilação da proteína ribossomal S6 – substrato da p70S6k – foi aumentada durante o período de recuperação pós-exercício de força apenas no grupo que ingeriu ACR. Desse modo, ACR – ingeridos durante e após o exercício de força – podem aumentar a síntese protéica no músculo esquelético pós-exercício de força por meio da cascata de sinalização dependente da p70S6k.

Lesão muscular induzida pelo exercício físico e
aminoácidos de cadeia ramificada:

Doze mulheres saudáveis foram investigadas sobre os efeitos da suplementação com ACR (Aminoácidos de cadeia ramificada) sobre a dor muscular de início tardio (DMIT) e a fadiga muscular induzidas pelo exercício. A composição das soluções testes utilizadas foi: (i) solução ACR (200 mL) que continha 5,5 g de ACR (isoleucina:leucina:valina = 1:2,3:1,2); e (ii) solução placebo (200 mL) contendo 5,5 g de dextrina em substituição aos ACR. Na manhã do exercício físico, os indivíduos ingeriram a solução de ACR (0,1 g/kg de peso) ou a solução de dextrina (0,1 g/kg de peso) 15 minutos antes do exercício de agachamento, que consistiu em 7 séries, de 20 agachamentos/série, com 3 minutos de intervalo entre cada série. Durante cada série, os agachamentos foram realizados a cada 2 segundos.

A dor muscular foi maior nos 2º e 3º dias no grupo placebo, indicando a ocorrência de DMIT. Contudo, apesar da DMIT também ter ocorrido no grupo suplementado com ACR, o pico de dor ocorreu apenas no 2º dia e foi significativamente menor em relação àquele observado no grupo controle.
A DMIT entre o 3º e o 5º dias foi também significativamente menor no grupo ACR em comparação ao grupo placebo.
Portanto, os resultados obtidos nesse estudo demonstram que
a ingestão de 5 g de ACR previamente ao exercício físico pode
reduzir a DMIT e a fadiga muscular por diversos dias pós exercício.
Dentre os possíveis mecanismos relacionados a esses resultados destacam-se a possibilidade dos ACR atenuarem a degradação proteica pós-exercício e o fato da leucina poder estimular a síntese proteica muscular.

Num outro estudo foi avaliado o efeito da suplementação com ACR sobre a concentração sérica de creatina quinase (CK) e lactato desidrogenase (LDH) – parâmetros indicativos de lesão muscular – após a realização de exercício prolongado. Para tanto, 16 homens foram distribuídos em dois grupos, sendo um grupo suplementado com 12 g de ACR por dia, durante 14 dias, juntamente com a dieta normal, e um grupo controle (dieta normal apenas). O teste de exercício físico foi realizado no 7º dia do estudo e consistiu de exercício de ciclismo realizado em ciclo ergômetro, em intensidade de aproximadamente 70% VO2max. As amostras de sangue foram coletadas uma semana antes do teste (ciclismo) e 1, 2, 3 e 4 horas, 1, 3, 5 e 7 dias após o exercício. Os valores basais de CK e LDH não diferiram entre os grupos 7 dias previamente ao teste.

Contudo, verificou-se significativo aumento entre os valores pré-exercício e pós-exercício para LDH e CK até 5 dias após o exercício. Cabe ressaltar que a suplementação com ACR, significativamente, reduziu essa alteração na concentração de LDH entre 2 h e 5 dias
pós-exercício e de CK entre 4 h e 5 dias pós-exercício, o que indica que a suplementação com ACR pode reduzir a lesão muscular associada com o exercício de endurance.


Exercício de endurance, imunocompetência e aminoácidos de cadeia ramificada:

O sistema imune é influenciado agudamente, e em menor extensão, cronicamente, pelo exercício. Dados epidemiológicos e experimentais sugerem que o exercício moderado aumenta a imunocompetência, enquanto que durante o treinamento intenso e após um evento competitivo ocorre aumento da incidência de infecções do trato respiratório superior (ITRS) em atletas. O exercício intenso e prolongado está associado com temporária imunossupressão
que afeta macrófagos, neutrófilos e linfócitos.

Os mecanismos envolvidos não estão completamente elucidados, porém são multifatoriais, incluindo ações hormonais – por exemplo,
catecolaminas e cortisol –, inibição da síntese de citocinas por macrófagos e linfócitos T e diminuição da concentração plasmática de glutamina, que é o aminoácido livre mais abundante no plasma e no tecido muscular, e é utilizado em altas taxas por células de divisão rápida, incluindo leucócitos, para fornecer energia e favorecer a biossíntese de nucleotídeos. Uma vez que o exercício prolongado e intenso causa diminuição das concentrações plasmática e muscular
de glutamina, esse fato pode repercutir sobre a imunocompetência do atleta, aumentando a incidência de ITRS.

Os ACR podem atuar como precursores da síntese de glutamina no tecido muscular. Esses aminoácidos fornecem grupamentos amino em reações de transaminação, as quais acarretam na formação de glutamato que, posteriormente, na reação catalisada pela enzima glutamina sintetase, participa da síntese de glutamina. Nesse contexto, alguns estudos têm avaliado a efetividade da suplementação com ACR para manter a concentração plasmática de glutamina e modificar a resposta imune frente ao exercício de endurance exaustivo.
No que concerne ao estudo do efeito da suplementação com ACR durante o exercício exaustivo sobre a concentração plasmática de glutamina, os pesquisadores avaliaram o efeito da suplementação com ACR (4 bebidas, contendo 4 g de ACR diluídos em 100 mL em cada bebida, totalizando 16 g de ACR), que foi oferecida após percorridos 10,5 km, 20,5 km, 32,5 km e 37,5 km ao longo de uma maratona (42,2 km) para indivíduos saudáveis.

A suplementação com ACR promoveu aumento da concentração plasmática de ACR, ao mesmo tempo em que manteve a concentração plasmática de glutamina ao final da maratona. Por outro lado, o grupo placebo teve redução significativa da concentração plasmática de glutamina (16%) e de ACR (18%). Avaliando o efeito da suplementação com ACR sobre a resposta imune e a concentração plasmática de glutamina de triatletas, os quais realizaram um triatlo olímpico (natação 1,5 Km, ciclismo 40 km e corrida 10 Km). Os indivíduos foram distribuídos em grupo placebo ou grupo suplementado com ACR 30 dias antes da realização do triatlo. A suplementação com ACR (6 g/dia; leucina 60%, valina 20% e isoleucina 20%) foi ingerida durante os 30 dias que antecederam o triatlo. Uma dose de 3 g de ACR foi ingerida 30 minutos antes do triatlo, bem como uma dose de 3 g de ACR foi ingerida, pela manhã,
durante os sete dias posteriores à realização do triatlo. Os autores verificaram que a concentração plasmática de glutamina após o triatlo foi mantida em relação aos valores basais no grupo suplementado com ACR, enquanto houve diminuição significativa no grupo placebo após o triatlo.

Quanto à resposta imune, o grupo suplementado apresentou maior síntese in vitro de interleucina (IL)-1, IL-2, fator de necrose tumoral (TNF) e interferon (IFN) a partir de células mononucleares do sangue periférico estimuladas com mitógenos, no momento pós-triatlo, em relação ao grupo placebo. Além disso, a suplementação com ACR promoveu maior capacidade de proliferação de linfócitos obtidos do sangue periférico, quando estimulados com mitógenos, em relação ao grupo placebo tanto antes quanto após o triatlo.
Paralelamente a esses efeitos, esse estudo também demonstrou
redução da incidência de sintomas de infecção (34%) reportada pelos atletas suplementados com ACR no decorrer do período de suplementação – 30 dias antes e na semana posterior ao triatlo.
Desse modo, verifica-se que a manutenção da concentração
plasmática de glutamina por meio da suplementação com ACR apresenta efeitos benéficos sobre a imunocompetência de atletas.