terça-feira, 21 de junho de 2011

Propriedades Anti-Carcinogênicas do Chá Verde





PROPRIEDADES ANTI-CARCINOGÊNICAS DO CHÁ VERDE

Artigo retirado da revista Life Extension(www.lef.org)
Edição do mês de Junho/1999
- Khafif A; Schantz SP, et al. Quantitation of chemopreventive synergism between epigallocatechin gallate and curcumin in normal, premalignant, and malignant oral epithelial cells. Carcinogenesis 1998;19:419-24
- Komori A, Yasunami J, et al. Anticarcinogenic activity of green tea polyphenols. Jpn J Clin Oncol 1993; 23:186-90
- Kuroda Y, Hara Y. Antimutagenic and anticarcinogenic activity of tea polyphenols. Mutat Res 1999; 436:69-97

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com

As taxas de câncer de seio, cólon, pele, pancreático, esofagiano e de estômago são bem inferiores entre os apreciadores de chá verde. Se aqueles que consomem mais de dez xícaras de chá verde num dia, adquirissem câncer, seria numa idade muito avançada, especialmente as mulheres. Igualmente, foi notado que os fumantes japoneses que consomem muito chá verde parecem desfrutar de proteção contra o câncer de pulmão. Na realidade, o japonês tem altas taxas de fumantes e a mais baixa taxa de câncer de pulmão no mundo industrializado.
Um recente estudo interessante comparou os efeitos da epigalocatequina galato, e da curcumina (um anticarcinogênico poderoso que compõe o tempero chamado curry) e a combinação de ambos em um modelo in vitro de câncer oral. Foi mostrado que a epigalocatequina galato ajudou a interromper o crescimento das células tumorais em uma fase diferente da curcumina. Quando as duas combinações eram conjugadas, a inibição do crescimento foi aumentada, reforçando a sugestão do efeito sinérgico.
Igualmente, um estudo que usa uma cultura de células humanas de câncer do pulmão achou que uma combinação de catequinas no lugar da epigalicatequina galato, só era mais efetiva para a apoptose (morte programada da célula) e o efeito era sinergisticamente mais forte quando as catequinas eram combinados com outros agentes anti-câncer como o tamoxifeno (antagonista da proteína kinase). Isto provê apoio adicional para o uso conjugado de agentes contra o câncer.

Os Fumantes podem causar danos ao DNA de várias células, inclusive os linfócitos. Um tipo de dano é o da troca da cromátide irmã (SCE). Foram achadas taxas de SCE elevadas em fumantes que não consumiam chá verde. Os fumantes que consumiram chá verde tiveram taxas de SCE comparável aos não-fumantes, apesar de seu consumo diário ser de somente 3 xícaras de chá. O Café não mostrou um efeito protetor.
Porém, um estudo animal mostrou que a cafeína é um agente de quimioprevenção importante para proteção de câncer do pulmão e o chá preto também tem algum efeito.
O Câncer de pele e os efeitos protetores das catequinas para a pele; foi um tema extensivamente estudado. A Radiação ultravioleta é conhecida por causar inflamação e imunosupressão e ao mesmo tempo torna a pele mais suscetível para o câncer. Doses altas de epigalocatequina galato e outras catequinas são particularmente efetivas prevenindo a inflamação e o câncer de pele, especialmente se empregado na forma tópica. A Epigalocatequina galato tópica mostrou reduzir a liberação de prostaglandinas inflamatórias (da série E2) que faz um papel crucial gerando os radicais livres, o crescimento e a promoção do tumor.

 Mecanismos anti-carcinogênicos:
As Catequinas do chá Verde estão entre as combinações fenólicas conhecidas por suprimir a formação de amina heterocíclica e das nitrosaminas, conhecidas por serem potentes agentes cancerígenos. As Nitrosaminas estão fortemente ligadas ao câncer cerebral e a leucemia. Tomando o chá verde com ou após as refeições que contém carne cozida a uma temperatura alta ou tratada com nitrito parece oferecer um grau de proteção.
Muitos outros carcinogênicos se mostram menos prejudiciais, graças à ação dos polifenóis do chá verde em induzir enzimas que desintoxicam várias combinações indesejáveis e inibindo essas enzimas que fariam esses carcinogênicos bioativos.

A Glucuronidação (conjugação com ácido glucurônico) é outro mecanismo de desintoxicação que é reforçado através das catequinas.
Ainda outro estudo sugeriu que os polifenóis do chá (inclusive as teaflavinas do chá preto) induzam a liberação de peróxico de hidrogênio como mecanismo de causar apoptose da célula com câncer. Polifenóis purificados são mais poderosos na indução da apoptose que o extrato de chá verde e do chá verde descafeinado.
Também foi postulado que as catequinas do chá verde inibem a ativação da Proteína C kinase, e interferem com a ligação de fatores de crescimento aos seus receptores. (No caso do câncer de seio, foi mostrado na realidade que as catequinas podem inibir a ligação de estrógeno a receptores de estrógeno.) Também foi mostrado que a Catequina inibe a liberação de tumor necrose fator alfa (TNF-alfa), uma citoquina altamente inflamatória, e do óxido nítrico sintetase, uma enzima necessária para a produção de óxido nítrico (o óxido nítrico tem um papel importante na inflamação e na carcinogênese).

Um estudo particularmente excitante feito no Cancer Chemotherapy Center em Tóquio, Japão, que usou culturas de células com leucemia e câncer de cólon, demonstrou forte e diretamente que a epigalocatequina galato inibe a telomerase. A Telomerase é uma enzima que imortaliza as células com câncer mantendo as porções finais dos cromossomos das células com tumor. Até mesmo na presença de concentrações não tóxicas de epigalocatequina galato, as células com câncer exibiram o telômero encurtado. Assim, a inibição da telomerase poderia ser um dos mecanismos anticarcinogênicos principais das catequinas.
O mais recente estudo, terminado na Purdue University e apresentado na reunião da Sociedade Americana de Biologia Celular em 1998, descobriu outro mecanismo principal. Os autores, marido e esposa Dorothy e James Morre, afirmam que o mecanismo principal de inibição do tumor do chá verde é a sua habilidade em interferir com a enzima quinol oxidase, geralmente chamada NOX. Esta enzima é requerida para o crescimento pelas células normais e malignas. Enquanto nas células normais a NOX é expressa somente quando a célula se divide, nas células com tumor a NOX se expressa a todo momento . A forma de tumor da enzima é chamada t-NOX ou NOX tumor-associado. Drogas que também inibem tNOX inibem crescimento de tumor.
Enquanto o chá preto e infusões de chá verde inibiram a tNOX em várias linhas de câncer, o chá verde pôde alcançar estes resultados a diluições muito maiores, enquanto indicando concentrações mais altas da combinação ativa ou combinações. Testando seletivamente para combinações ativas, concluíram os autores do estudo que a epigalocatequina galato era o agente ativo responsável para inibir a tNOX - enquanto poupando a NOX de células saudáveis. Dr. Dorothy Morre declarou, as células de câncer literalmente não cresceram ou aumentaram depois de sua divisão; na presença de epigalocatequina galato. Então, presumivelmente elas não alcançaram o tamanho mínimo necessário para se dividir, porque elas sofreram morte celular programada ou apoptose.
Enquanto a inibição da telomerase e da tNOX podem ser os mecanismos anticarcinogênicos principais dos polifenóis do chá verde, ou pelo menos dois muito importantes, há uma pequena dúvida: Qual seria a catequina do chá verde que age ao longo de vários caminhos diferentes e interagem com uma variedade de enzimas para produzir seus efeitos anti-câncer.

Também deveria ser notado que o chá verde abaixa glicose de soro e por conseguinte a insulina (isto será discutido em detalhes no segundo artigo em chá verde). Desde que insulina elevada é um fator de crescimento potente para muitos tipos de tumores, como também favorece a inflamação e ainda possui efeitos que estimulam hormônios imunosupressores; por isso abaixar os níveis de insulina iria ajudar a prevenir o câncer ou, em casos de câncer existente, reduzir a velocidade de seu crescimento.
Enquanto o chá verde, e possivelmente o chá preto, são uma grande promessa como agentes quimiopreventivos, existem muitas evidências agora que as combinações ativas do chá são uma terapia de ajuda efetiva para o tratamento do câncer, especialmente quando combinado com outros agentes anti-câncer naturais como a curcumina, ou com drogas convencionais como o tamoxifeno ou a quimioterapia. Finalmente, também pode ser usado o chá ou o extrato de chá verde para prevenção da recorrência e da metástase.


Precaução: Deve ser notado que as catequinas pertencem a uma vasta categoria das mesmas combinações bioativas conhecidas como catecóis, e eles têm o poder para danificar células a menos que eles sejam corretamente metilados. Quando megadoses de extrato de chá verde forem usadas, um cuidado importante deveria ser tomado para obter apoio nutricional para prover antioxidantes (vitaminas e minerais) suficientes e agentes metiladores, como por exemplo o Same ou a Betaína.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

D - Ribose: Energia Cardíaca e Muscular


D – RIBOSE: Uma Importante Ajuda na Recuperação da Energia Cardíaca e Muscular


 

Artigo retirado do livro - Revert Heart Disease Now

By Stephen T. Sinatra, MD

and James C. Roberts, MD.


 

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN – 6141

reinaldonutri@gmail.com


 

Quando o Dr. Roberts ouviu sobre a D-Ribose, uma luz imediatamente acendeu em sua mente. Por algum tempo ele vem usando a L-Carnitina e a Coenzima Q10 em sua prática médica para aumentar a energia de corações doentes, mas nem a L-Carnitina como também a Coenzima Q10, conseguem recuperar a energia metabólica já depletada pela doença cardíaca. Ele achava que a D-Ribose poderia ser a solução.


 

Antes de testar este suplemento com seus pacientes, ele decidiu tentar primeiro em seu próprio corpo.

Como um maratonista, ele sabe da importância da recuperação energética.

A recuperação incompleta do ATP muscular causa muita dor e cansaço, sintomas que rotineiramente acompanham corredores de longa distância. Ele percebeu que ingerindo a D-Ribose antes e depois da corrida, eliminou com esse problema. A constante dor e o cansaço muscular que persistia por um, dois ou até três dias, desapareceu.


 

Ele não estava mais cansado após os dias de treino forte. Ele se convenceu!!

A Isquemia pode causar uma perda de 50% no total de ATP do músculo cardíaco.

Mesmo se o fluxo de sangue e oxigênio forem restaurados em níveis normais, teremos ainda que esperar dez dias para que o músculo cardíaco reconstrua seus níveis de energia celular, e normalize sua função diastólica.

Em estudos, quando animais privados de oxigênio recebem a D-Ribose, a recuperação da energia e da função diástolica retornam ao normal em uma média de dois dias.

Quando pacientes com doença arterial coronariana são tratados com a D-Ribose, os sintomas e o trabalho físico na esteira melhoram significativamente no período de uma semana.


 


 

Recomendações para o uso da D-Ribose:


 

A D-Ribose é absorvida fácil e rapidamente através do trato digestivo e na corrente sanguínea. Cerca de 97% fica retida no corpo.

Qual a quantidade de D-Ribose que você necessita?

Essa pergunta só pode ser respondida com outra pergunta:

Qual o seu objetivo com o uso da D-Ribose?

Os estudos demonstram que qualquer quantidade da D-Ribose que você forneça as células famintas por energia, darão a elas um aumento no nível de energia.


 

Na Universidade de Missouri, o pesquisador Ronald Terjung tem mostrado que, mesmo com quantidades pequenas (em torno de 500mg), ocorre um aumento da recuperação de energia muscular em mais de 100%.

Doses maiores aumentam a produção de compostos energéticos entre 340 e 430%, dependendo do tipo de músculo testado; atingindo em alguns casos níveis energéticos acima de 650%.

O mais surpreendente é que quando os músculos são suplementados com D-Ribose, eles continuam a aumentar seus estoques de energia, mesmo quando estão realizando trabalho!!

Antes de este estudo ser mostrado, acreditava-se que os estoques de energia muscular eram somente recarregados no músculo em descanso.

Uma dose adequada de D-Ribose, usualmente resulta numa melhora bem rápida dos sintomas; em alguns casos dentro de poucos dias.

Se a resposta inicial não for convincente, a dose deve ser aumentada até que o paciente se sinta aliviado e com uma melhor disposição.


 

Logicamente, quanto mais doente estiver o paciente, maior e mais perceptível será sua melhora.

Pacientes com doença arterial coronariana, que cronicamente reduziram a oferta de oxigênio aos tecidos necessitam de altas dosagens, simplesmente para permitir que alguma quantidade da D-Ribose, trabalhe junto dos vasos obstruídos nas porções mais afetadas e com baixos níveis de energia do coração.

Nesses pacientes iniciamos com uma dosagem alta e monitoramos o seu progresso.


 

Assim que percebemos uma melhora acentuada, a dosagem pode ser reduzida até o ponto em que se consiga manter um bom nível de energia e qualidade de vida.

Esses pacientes, devem suplementar a D-Ribose todos os dias, o esquecimento ou interrupção do uso provocará um impacto negativo na energia celular, ocasionando a sensação de fadiga e cansaço.

Nós não sabemos os níveis ótimos para cada paciente ou condição patológica, mas nós podemos fazer algumas recomendações a respeito das dosagens:


 

  • 10 gramas (2 colheres de chá) diárias para prevenção cardiovascular, para atletas em caráter de manutenção e para pessoas saudáveis com tarefas extenuantes.


 

  • 10 a 15 gramas diárias para a maioria dos pacientes com falha cardíaca, outras formas de doença cardiovascular isquêmica, ou doença cardiovascular periférica, para pacientes se recuperando de cirurgia ou ataque cardíaco, para o tratamento de angina estável e para atletas em exercícios de alta intensidade.


 

  • 15 a 30 gramas diárias para pacientes com falha cardíaca avançada, cardiomiopatia ou angina freqüente, para indivíduos a espera de transplante cardíaco e para pessoas com fibromialgia ou doença neuromuscular.


 

As dosagens devem ser sempre divididas; para 10 gramas por dia, deve ser usado 5 gramas pela manhã e 5 gramas à tarde ou antes e depois da atividade física, para 15 gramas deve-se fazer 3 doses diárias e para 30 gramas deve-se dividir a dose em até 6 vezes.


 


 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ômega-3 e Depressão


CONTROLE SUA DEPRESSÃO DE UMA MANEIRA SAUDÁVEL COM ÔMEGA-3


 

Artigo retirado da Revista Life Extension (www.lef.org)

Escrito por Mark J. Neveu, PhD

Edição do mês de Setembro/2006


 

- Bruinsma KA, Taren DL. Dieting, essential fatty acid intake and depression. Nutr Rev. 2000 Apr;58(4):98-108.

- Peet M, Stokes C. Omega-3 fatty acids in the treatment of psychiatric disorders. Drugs.

2005; 65(8): 1051-9.

- Frangou S, Lewis M, McCrone P. Efficacy of ethyl-eicosapentaenoic acid in bipolar depression: randomised double-blind placebo-controlled study. Br J Psychiatry. 2006 Jan;188:46-50.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN – 6141

reinaldonutri@gmail.com


 

Muitos americanos sofrem atualmente de Depressão, a níveis bem mais alarmantes que antigamente. Apesar da grande variedade de medicamentos antidepressivos existentes no mercado, a medicina psiquiátrica convencional está claramente falhando em tratar com sucesso as desordens de comportamento que afetam milhões de adultos.


 

Um grande número de pesquisas sugere que as desordens da saúde mental como a depressão, déficit de atenção por hiperatividade e esquizofrenia, podem de fato refletir uma deficiência severa de ácidos graxos ômega-3.

Esses ácidos graxos essenciais são de extrema importância no suporte da saúde das estruturas e funções cerebrais, e eles estão totalmente ausentes na dieta típica norte americana.

Neste artigo, mostramos as últimas pesquisas que demonstram as várias maneiras pelas quais o ômega-3 ajuda a manter um ótimo humor e atenção e ainda nos protege contra a depressão e outras desordens da saúde mental.


 

  • A Obsessão por Alimentos com Baixo Teor de Gordura fez a Depressão se tornar uma Epidemia –


 

Nos Estados Unidos, há muito tempo se comenta que todas as gorduras são prejudiciais e isso teve uma influência incalculável nos índices de depressão. A pesquisa indica que quando os americanos optaram pela dieta pobre em gordura cerca de 25 anos atrás, eles retiraram todo o tipo de gordura, inclusive os benéficos ômega-3 que são os ácidos eicosapentanóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). Coincidindo com esse movimento de baixo consumo de gordura, houve um aumento crescente nos casos de depressão, déficit de atenção e outros problemas relacionados à saúde mental.

De fato, os índices de depressão aumentaram de forma alarmante no século XX.

Os EUA gastam aproximadamente 44 bilhões por ano em custos relacionados com o tratamento da depressão.


 

  • O Ômega-3 combate a Depressão e melhora o efeito dos Antidepressivos:


 

Os pesquisadores primeiro suspeitaram da ligação entre o ômega-3 e a saúde mental, quando eles observaram que a população que consome boa quantidade de alimentos do mar, tem os mais baixos índices de depressão. Por exemplo, pesquisadores do National Institute of Health, descobriram que o alto consumo de peixe em um país, eatá relacionado com baixos índices de depressão.

Os pesquisadores estão observando agora o aumento dos índices de depressão em áreas no mundo que estão saindo da dieta rica em ômega-3, para uma dieta moderna cheia de alimentos processados que tipicamente fornecem quantidades mínimas de gorduras saudáveis.


 

Baixos níveis de ômega-3 estão relacionados com o suicídio, a mais séria de todas as manifestações da depressão. De fato, baixos níveis de ômega-3 têm uma influência no aumento do risco de tentativa de suicídio.

Em um estudo recente indivíduos com depressão sem o uso de medicamentos por 2 anos e com baixos níveis de ômega-3, predizem o risco de um comportamento suicida.

A suplementação com óleo de peixe, poderia potencialmente prevenir, muitas das 765.000 tentativas de suicídio e 30.000 suicídios que ocorrem a cada ano nos EUA.


 

Uma evidência crescente sugere que a função do ômega-3 em ajudar no alívio da depressão é muito válida. Depois de uma recente revisão em vários estudos científicos, os pesquisadores notaram que os estudos melhores designados, mostram que o ômega-3 beneficia as pessoas que sofrem de depressão.

O mais importante é que eles notaram que o ômega-3 mostrou resultados positivos em uma boa variedade de população de pacientes, provando que estes ácidos graxos fornecem um alívio para pacientes de todas as idades que são afligidos pela depressão.


 

Além do mais, o ômega-3 também pode beneficiar pessoas que já usam drogas antidepressivas, mas não estão obtendo bons resultados. Em um estudo com pessoas usando drogas juntamente com ômega-3, foi notado melhora em vários sintomas; incluindo a depressão, a ansiedade, distúrbios do sono, e libido deficiente.

Similarmente, um recente estudo feito na Inglaterra examinou os efeitos do ômega-3 em pacientes medicados sofrendo de depressão relacionado com desordem bipolar ou um outro tipo de depressão chamada de maníaco depressiva. Aqueles que suplementaram com ômega-3 em adição as drogas antidepressivas, obtiveram ótimos benefícios quando comparados aos pacientes que usaram somente os medicamentos.


 

  • O Ômega-3 mantém a saúde da Função e das Estruturas Cerebrais:


 

Na última década, os pesquisadores descobriram que os ácidos graxos essenciais como o EPA e o DHA são cruciais a todas as estruturas cerebrais.

Mais de 60% do cérebro humano é composto por células adiposas (gordura), a qual isola as células nervosas para proporcionar uma boa condução elétrica dos sinais. Mais de um terço da gordura do cérebro é composta por ácidos graxos ômega-3, como aqueles encontrados no óleo de peixe. Os cientistas concluem que esse distúrbio da falta de ácidos graxos prejudica a estrutura do cérebro e a deficiência de ácidos graxos essenciais, contribuem para as desordens cerebrais.


 

O ômega-3 também beneficia a saúde cerebral, através de seus efeitos no fluxo sanguíneo para o cérebro.

A deficiência de ômega-3 provoca a diminuição no fluxo sanguíneo cerebral em animais. E em outra descoberta intrigante os pesquisadores constataram que alguns pacientes com depressão, apresentam da mesma forma, o fluxo sanguíneo reduzido em várias regiões do cérebro.

O ômega-3 promove um humor saudável (bom humor), porque garante um ótimo fluxo sanguíneo para o cérebro.

Além do mais, a deficiência de ômega-3, está relacionada com a deficiência dos níveis de fosfatidilserina; um importante nutriente para o cérebro, que proporciona o suporte para uma memória saudável e apresenta efeito anti-depressivo em humanos.

A fosfatidilserina é um nutriente chave para assegurar uma ótima função cerebral e pode ajudar a prevenir o declínio cognitivo ocasionado pelo envelhecimento.


 

  • O Ômega-3 Beneficia a Saúde Cerebral combatendo a Inflamação:


 

A deficiência de ômega-3 compromete a saúde cerebral porque promove a inflamação, a qual é a base das doenças degenerativas como o câncer, o diabetes, a artrite e a doença cardíaca, que são normalmente acompanhadas pela depressão clínica.

A inflamação está associada com a produção de certas citoquinas que tem uma forte influência no humor depressivo.

O ômega-3 reduz a produção de compostos pró-inflamatórios. Suprimindo a cascata inflamatória, o ômega-3 reduz a incidência da depressão.


 

Dando suporte a ligação entre inflamação e depressão, um recente estudo mostrou que as drogas que bloqueiam a inflamação ajudam no controle da depressão.

Uma vantagem adicional do ômega-3 é que eles não apresentam efeitos colaterais como as drogas antiinflamatórias.

Juntos, esses estudos indicam que a deficiência em ômega-3 leva a um desequilíbrio bioquímico e um aumento em compostos pró-inflamatórios que podem contribuir para o desenvolvimento da depressão.

Manter uma ótima ingestão de ômega-3 é crucial para uma boa saúde cerebral, considerando seu forte efeito em suprimir a inflamação.


 

  • Ótimas Fontes e Dosagens de Ômega-3:


 

A melhor fonte de ômega-3 para humanos é o óleo de peixe de águas frias.

A American Heart Association recomenda 1000mg da combinação de EPA/DHA.

Os americanos consomem em média 130mg, ou seja, somente 13% do recomendado.

Em estudos clínicos os pesquisadores usam entre 1000 e 4000mg de ômega-3, e algumas vezes até ultrapassam as 4000mg.

Essas gorduras saudáveis devem ser consideradas nutrientes essenciais para a saúde como um todo e também para aqueles que buscam atingir e manter uma ótima saúde mental e sensação de bem estar.


 


 


 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Leptina e Emagrecimento


Entendendo os riscos da resistência À Leptina.


 

Descubra o caminho para uma vida longa, com o mínimo de gordura corporal.


 

Artigo retirado da Revista Life Extension (www.lef.org)

Edição do mês de Fevereiro/2009.

Escrito por Chris Lydon, MD

- Sahu A. Leptin signaling in the hypothalamus: emphasis on energy homeostasis and leptin resistance. Front Neuroendocrinol. 2003 Dec;24(4):225-53.

- Wang MY, Orci L, Ravazzola M, Unger RH. Fat storage in adipocytes requires inactivation of leptin's paracrine activity:

implications for treatment of human obesity. Proc Natl Acad Sci USA. 2005 Dec 13;102(50):18011-6.

- Martin SS, Qasim A, Reilly MP. Leptin resistance: a possible interface of inflammation and metabolism in obesity-related

cardiovascular disease. J Am Coll Cardiol. 2008 Oct 7;52(15):1201-10.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141

reinaldonutri@gmail.com


 


 

Se você estiver como a maioria dos americanos, você está lutando com pelo menos algumas libras extras. E se você tem mais de 40 anos, essas libras extras provavelmente estão se acumulando na cintura e no abdomen.

Esta distribuição de gordura é mais do que um simples aborrecimento. A gordura que se acumula na região da cintura é extremamente perigosa! Isto porque ela promove a liberação de citoquinas pró-inflamatórias, e estas"citoquinas" parecem estar envolvida em quase todas as doenças degenerativas relacionadas com a idade.


 

Obesidade abdominal é uma característica oficial da Síndrome metabólica, também conhecida como "síndrome X", ou "pré-diabetes." A Síndrome Metabólica é uma constelação de processos patológicos insidiosos que nos colocam a um risco significativamente maior para doenças do coração, diabetes, câncer e demência.

Até muito recentemente, a maioria das pessoas não tinham muito que fazer, para reduzir significativamente o excesso de gordura abdominal. Felizmente, novas pesquisas identificaram um mecanismo que têm o potencial de reverter o ganho de peso da meia-idade e os marcadores associados com a Síndrome metabólica como os altos níveis sanguíneos de glicose, colesterol LDL e proteína C-reativa.


 

  • O QUE É LEPTINA?


 

A Leptina é um hormônio produzido pelos adipócitos (células de gordura), que funcionam para manter uma composição corporal magra por pelo menos dois mecanismos distintos:

Primeiro, modula o apetite se ligando a uma área específica do cérebro; conhecida como hipotálamo, onde sinaliza a saciedade (inibe o apetite).

Normalmente, um estado de boa nutrição é refletido por um aumento na produção de leptina e, em troca, a leptina elevada no sangue sinaliza ao hipotálamo para limitar a fome. E segundo, a leptina aumenta a habilidade do corpo para acessar e utilizar os depósitos de gordura como fonte de energia.

A Leptina chamou a atenção da comunidade médica na metade da década de 90, quando sua administração em ratos geneticamente obesos, fizeram os animais perderem 30% do peso corporal rapidamente, em duas semanas com injeções diárias de leptina. Em 1995, os cientistas acreditaram que eles tinham descoberto finalmente o santo graal do controle de peso. Estudos humanos estavam rapidamente a caminho, mas quando os indivíduos obesos receberam injeções de leptina, os resultados esperados nunca apareceram: o apetite não era suprimido e o peso não diminuía.


 

Embora ficassem desapontados pela suplementação de leptina não induzir a perda de peso em humanos, os pesquisadores não foram pegos totalmente de surpresa. Pesquisa prévia já tinha revelado que os indivíduos com sobrepeso tinham muito mais leptina no sangue,

que as pessoas com peso normal. Na realidade, os estudos demonstraram finalmente que ambos; tanto o total de gordura

corporal, bem como o tamanho das células de gordura que um indivíduo possui, estão correlacionados diretamente à quantia de leptina produzida. Em resumo, quanto mais gordo você é, mais leptina você terá flutuando na sua circulação sangüínea.

E isto implora uma pergunta óbvia: como um composto que normalmente funciona para manter a magreza, seja constantemente mais elevado em indivíduos que estão muito obesos?

Os investigadores acreditaram que o paradoxo aparente pudesse ser explicado por uma resistência adquirida a leptina. Desde que, o sobrepeso leva este hormônio a níveis cronicamente elevados, eles acreditam na hipótese que a exposição prolongada a esta sobrecarga de leptina pôde eventualmente fazer os tecidos ficar "imune" aos efeitos deste hormônio, ao mesmo tempo que perdem a capacidade normal para responder a ele. Mais que uma década depois, os investigadores ainda estão trabalhando firme para elucidar o que se mostrou ser sumamente complicado nesta interação entre genes e hormônios. Não obstante, muitos aspectos de resistência a leptina já foram prosperamente decifrados e descritos na literatura científica.


 

Por exemplo, nós sabemos agora que a resistência à leptina compartilha muito em comum com a resistência à insulina. Como a resistência à insulina, a resistência à leptina é uma condição inflamatória crônica que contribui diretamente para o ganho de peso progressivo, perda de peso extremamente difícil e peso subseqüente recuperado. Mas as conseqüências cosméticas (superficiais) da resistência à leptina é a menor das preocupações! Atrás do sobressalente "pneu", existem múltiplas deficiências orgânicas fisiológicas que nos colocam ao risco enormemente maior para condições que percorrem desde a diabetes, como doenças do coração, câncer e demência.


 

  • COMO A RESISTÊNCIA À LEPTINA NOS MANTÊM SEMPRE OBESOS E NOS FAZ DOENTE:


 

Estar cronicamente com sobrepeso nos conduz a níveis de leptina extremamente elevados, e cronicamente à leptina elevada eventualmente causa aos tecidos alvo, mais notavelmente os adipócitos e os neurônios a perderem a capacidade para responder ao hormônio leptina.

Como o tamanho e o número dos adipócitos aumentam com o ganho de peso, eles bombeiam cada vez mais leptina na circulação em uma tentativa para enviar a mensagem ao cérebro que os depósitos de gordura já estão repletos e o apetite precisa ser bloqueado. Porém, por estas mesmas células de gordura estarem constantemente banhadas em níveis elevados de leptina, elas perdem a sensibilidade progressivamente pelo excesso de leptina e continuam trabalhando para produzir mais leptina. Como você pode imaginar, a sensibilidade inadequada do receptor se traduz numa resposta nula ao hormônio, que tem dois resultados infelizes: primeiro, a oxidação normal de ácidos graxos (queima de gordura) dentro do adipócito é significativamente anulada e, segundo, o adipócito se torna menos inclinado para absorver ácidos graxos livres da circulação. Isto resulta num excesso de ácidos graxos que flutuam na circulação sangüínea causando uma resistência funcional à insulina dentro dos tecidos periféricos como os músculos.


 

Como as células de gordura resistentes à leptina, as células musculares resistentes à insulina deixando de responder neste caso, à insulina. Como resultado, as moléculas de glicose são bloqueadas de entrar no tecido muscular e ao mesmo tempo elevam o nível de glicose no sangue. O fígado percebe a hiperglicemia e, em um esforço para prevenir progressão para o diabetes tipo 2, as células do fígado respondem quebrando as moléculas de glicose e as transformando em mais ácidos graxos livres. Em troca, os ácidos graxos livres adicionais contribuem para aumentar os depósitos de gordura; aumentando a

produção de leptina, aumentando a resistência à leptina, e o ciclo vicioso continua a cada dia pior.

Infelizmente, os adipócitos não são as únicas células submetidas aos efeitos crônicos da leptina elevada. Quando a resistência à leptina começa a se manifestar, os neurônios no hipotálamo também mostram uma resposta diminuída à leptina circulante. Porém, estes mesmos neurônios normalmente respondem à leptina se esta for injetada diretamente no cérebro, sugerindo que, ao contrário dos adipócitos os neurônios retêm a sensibilidade dos receptores à leptina, apesar da resistência à leptina. Obrigado para um grupo de cientistas da Universidade de Pittsburgh do Departamento de Biologia de Celular e Fisiologia, nós estamos agora a um passo mais íntimo para entender os mecanismos que estão por baixo deste fenômeno.


 

O grupo de Pittsburgh identificou recentemente uma classe de proteínas no sangue humano que interage diretamente com a leptina de soro. Uma destas, a Proteína C-reativa (CRP), que é um marcador de inflamação sistêmica e um pré-requisito de risco cardíaco; e este mesmo estudo mostrou que níveis elevados de CRP, dobram as chances de um paciente morrer dentro dos primeiros 28 dias, seguindo um infarto agudo.

Pesquisas prévias relacionam a CRP elevada, produzida pelos adipócitos e células do fígado, e o aumentou dos níveis de leptina no sangue. Mas a real inovação veio quando os investigadores descobriram que em humanos a Proteína C reativa (CRP), se liga à leptina e, desta forma, impede à leptina de sinalizar a saciedade (controle do apetite).

Em estudos pré-clínicos, a infusão de CRP humano em ratos obesos, deficientes na leptina, bloqueou os efeitos normalmente observados da leptina exógena e não influiu na perda de peso. Em ratos geneticamente criados para produzir CRP humano, os efeitos da leptina no controle do apetite e na diminuição de peso eram completamente anulados. Os autores sugerem que CRP humano que se liga a leptina possa interferir com a habilidade da leptina para atravessar a barreira sangue-cérebro, e então alcançar o hipotálamo.


 

  • O QUE VOCÊ PRECISA SABER - ENTENDENDO OS RISCOS DA RESISTÊNCIA À LEPTINA:


 

Nova e excitante pesquisa revela um método moderno para reduzir o excesso de gordura abdominal e os marcadores associados a

Síndrome metabólica.

A gordura corporal em excesso não é somente um problema estético, ela também contribui para um risco muito grande ao aparecimento de doenças. A Gordura abdominal, uma característica marcante da Síndrome metabólica, é particularmente perigosa porque promove a liberação de citoquinas pró-inflamatórias.

Sem acesso para chegar até os neurônios que controlam o apetite, não importando o quanto de leptina esteja presente na circulação sangüínea. Até mesmo em casos de obesidade extrema e correspondentemente a leptina no sangue elevada, o sinal de saciedade nunca é ativado porque a CRP se liga à leptina e impede a mesma de cruzar a barreira sangue-cérebro para suprimir o apetite. Desta forma, bloqueando a função fisiológica da leptina, a CRP representa um componente poderoso na progressão da resistência à leptina e no ganho de peso constante.


 

  • O QUE VOCÊ PODE FAZER CONTRA A RESISTÊNCIA À LEPTINA?


 

Você pode fazer muito para prevenir a inflamação sistêmica e todas suas conseqüências negativas incluindo a resistência à leptina, através da escolha do estilo de vida.

Evitando os carbohidratos de alto índice glicêmico e alimentos processados, que possuem forte ação pró-inflamatória, e ao mesmo tempo usar suplementos com ação antiinflamatória como o ômega-3 e se ocupar com atividade física regular, seria um dos meios para lutar contra o começo da inflamação crônica e manter um peso corporal saudável. Mas se você é como os milhões de americanos que por uma combinação de circunstâncias da vida, ou genéticas, ou por exposição a toxinas ambientais; já sucumbiu até certo ponto a inflamação crônica e o ganho de peso, existiria uma saída?


 

Infelizmente, não importa como fielmente você abrace um estilo de vida antiinflamatório, a pesquisa indica claramente que será mais difícil você perder peso se você for resistente à leptina. E se você estiver com sobrepeso, é praticamente certo que você está sofrendo de algum grau de resistência à leptina. E mais, como aproximadamente 90% das pessoas que perderam peso prosperamente no passado, perceberão rapidamente, que este peso possui uma probabilidade alta e misteriosa de reaparecer. Agora, graças a estudos emergentes sobre a resistência à leptina, os pesquisadores estão começando a perceber que a redução de peso ainda pode lançar outro ciclo vicioso que traz uma dificuldade extrema para a pessoa se manter magra. Aqui está a explicação deste fenômeno:


 

Como você pode recordar a produção de leptina se relaciona com a adiposidade (% de gordura corporal); sobe ou cai naturalmente com o aumento ou diminuição da gordura corporal, respectivamente. Porém, se o ganho de peso é significativo ou prolongado o bastante para provocar o desenvolvimento da resistência à leptina, a perda de peso subseqüente, parece causar um estado de insuficiência de leptina relativa. Em essência, depois que você se torna obeso, a quantia de leptina que seu corpo exige para ficar magro novamente pode exceder o que seu corpo quando magro produzia.

Quando a insuficiência relativa de leptina mostra o seu malefício, as adaptações ao metabolismo muscular e modulações nas funções hormonais simpáticas e autônomas, fazem a recuperação do peso ser algo inevitável.

As pesquisas que visaram anular a insuficiência relativa de leptina com o uso de leptina exógena tiveram algum sucesso inicial; mas até mesmo se você não presta atenção a injeções diárias para o resto de sua vida, seu suplemento de leptina é uma armadilha perigosa! Afinal de contas, é o excesso de leptina em primeiro lugar, que provoca o ciclo vicioso de resistência à leptina. Além disso, à leptina não existe em um isolado vazio de controle de peso. Como qualquer bom hormônio, os efeitos da leptina em nosso corpo são de longo alcance e complexos. E, além disso a pesquisa atual sugere que à leptina elevada provoca o crescimento de certas malignidades, inclusive muitas formas de câncer de seio (o que ajuda a explicar o maior risco de câncer de seio observado em mulheres obesas).


 

Da mesma forma, níveis cronicamente altos de leptina no sangue, podem aumentar o risco de ataque cardíaco e também promovem a hipertrofia cardíaca.

Então, o suplemento de leptina provavelmente não é a resposta. Talvez se houvesse algum modo para interceptar o fundamento cascata de resistência à leptina, e dar um curto circuito no processo inteiro? De acordo com investigações inovativas, esta seria a única maneira.

A Leptina é um hormônio que é fundamental para manter a composição corporal magra. A resistência à leptina e sua inabilidade para estabelecer o sinal de saciedade está associada com uma inabilidade para a perda de peso e uma tendência para contrair doenças.

Um extrato da planta africana, chamado Irvingia Gabonensis, mostra uma tremenda promessa na correção da resistência à leptina, enquanto promove a perda de peso e o combate a alguns componentes da Síndrome metabólica.


 

Em um estudo duplamente cego, indivíduos com sobrepeso e saudáveis que suplementaram com o extrato de Irvingia perderam em

média 14 kg, durante um período de 10 semanas. A porcentagem de gordura corporal e a circunferência da cintura diminuíram; como também os parâmetros metabólicos inclusive o colesterol LDL, a proteína C-reativa, e a glicose em jejum.

A Irvingia facilita a quebra de gordura corporal, reduzindo uma enzima (glicerol-3-fosfato dehidrogenase), que facilita a glicose de ser armazenada como triglicerídio nos adipócitos. Além disso, a Irvingia aumenta a adiponectina, que é o hormônio que melhora a sensibilidade e ação da insulina; e ainda inibe a amilase que é a enzima digestiva que está envolvida na digestão dos carboidratos.

As pesquisas clínicas sugerem que o uso da Irvingia gabonensis a uma dose de 150 mg duas vezes ao dia é um método saudável e efetivo para a perca de gordura corporal excessiva e dos vários componentes da Síndrome metabólica.


 

  • INTRODUZINDO - IRVINGIA GABONENSIS:


 

Profundamente nas selvas luxuriantes e tropicais de Camarões, se cultiva uma planta frutífera conhecida como Irvingia gabonensis. Parte da culinária e tradição local, extratos das sementes desta fruta estão fazendo manchetes na literatura científica, devido à sua habilidade misteriosa de induzir a perda de peso na ausência de qualquer outra alteração de estilo de vida. Como as pesquisas continuam elucidando os muitos mecanismos de ação desta notável espécie botânica, se percebe rapidamente que os numerosos super-poderes da Irvingia,

estão relacionados diretamente com a sua habilidade para combater a resistência à leptina, abaixando os níveis circulantes de CRP (Proteína C reativa).


 

Em um estudo duplamente cego, 102 voluntários com sobrepeso e saudáveis receberam uma dose de 150 mg de extrato de Irvingia ou placebo, duas vezes ao dia, antes de refeições, por um período de 10 semanas. Após a conclusão do período de teste, cada um dos nove parâmetros relativo à composição corporal e saúde, mostraram melhoria estatisticamente significante no grupo experimental.

Ao término de 10 semanas, o grupo que usou Irvingia perdeu uma média de 28 libras ou 14 kg!! (13.1% diminuição no peso corporal), uma perda de 17.02 centímetros na circunferência da cintura e uma redução na gordura corporal total uma média de 18.4%.

Tão dramático quanto eram as reduções no peso e as melhorias na composição corporal, as mudanças nos marcadores sanguíneos de inflamação e os prognósticos de doença cardíaca e diabetes eram talvez anida mais extraordinários. O grupo da Irvingia demonstrou uma redução de 26% no colesterol total, uma redução de 27% na lipoproteina de baixa-densidade (LDL), uma redução de 32% na glicose em jejum e você adivinhou o nível sanguíneo da CRP caiu por um gritante índice de 52%.


 

Atualmente, não há outra combinação existente, seja farmacêutica ou nutracêutica, que pode se aproximar da magnitude e da gama dos resultados observados durante as dez semanas deste estudo clínica com a Irvingia gabonensis. Mas como um único e natural extrato de uma planta possui tão largo espectro de benefícios?

De acordo com Professor Julius Oben, cientista de pesquisa, bioquímico e conferencista na Universidade de Yaoundé em Camarões, a obesidade e a síndrome metabólica são processos multifatoriais e complexos. Ele acredita que a eficácia notável da Irvingia é devida ao número de diferentes parâmetros fisiológicos que o extrato consegue atingir.


 

Diz Oben, "Se você não aborda e controla cada componente da obesidade, você não consegue ir muito longe."

Realmente, a diversidade dos mecanismos de ação da Irvingia está surpreendendo bastante. Além de seu impacto favorável no equilíbrio da leptina, a Irvingia também promove a saúde influenciando outros hormônios, inclusive a adiponectina e a insulina, como também as

enzimas como a amilase e glicerol-3-fosfato dehidrogenase.

Como a leptina, a adiponectina é manufaturada dentro dos adipócitos e tem um papel importante dentro da manutenção do metabolismo normal e peso corporal saudável.

Ao contrário da Leptina, a produção de adiponectina está inversamente relacionada a adiposidade. Com a perda de gordura corporal, ocorre a elevação subseqüente na adiponectina e acredita-se que o aumento da adiponectina circulante; media a resposta de insulina aprimorada, tipicamente observada durante a perda de peso. Estudos demonstram que a adiponectina tem efeito antiinflamatório, antidiabético e cardioprotetor.

Semelhante ao TZDs (thiazolidinedionas, um tipo de medicamento diabético), a administração da Irvingia in vitro mostrou estimular a produção menor de adipócitos, melhor sensibilidade à insulina, um efeito indireto do aumento do nível sérico de adiponectina. Porém, ainda mais impressionante é a pesquisa que também indica diretamente que a Irvingia estimula a expressão do gene da adiponectina dentro do adipócito. No final do estudo clínico de dez semanas descrito anteriormente, a média de adiponectina sérica entre os indivíduos do estudo teve um aumento de 160%!!


 

Mas os efeitos benéficos do extrato na adiponectina e na leptina, são somente uma parte de como a Irvingia combate e ajudar a reverter a

resistência à insulina. A Irvingia também mostrou experimentalmente que inibi a amilase, a enzima digestiva responsável pela quebra

dos carboidratos complexos em carboidratos simples. Como resultado desta atividade anti-amilase, a Irvingia reduz a taxa pela qual a glicose

entra na circulação sangüínea. Isto, em troca, funcionalmente abaixa o índice glicêmico dos carboidratos absorvidos, ocasionando uma menor secreção de insulina (resposta insulínica), um efeito que é ao mesmo tempo, antidiabético e antiinflamatório.


 

Administração de Irvingia também tem um efeito inibitório poderoso na glicerol-3-fosfato dehidrogenase, uma enzima produzida dentro

adipócito, que facilita a conversão de glicose sanguínea a triglicerídio (gordura). Em essência, a intervenção da Irvingia reduz a quantia

de açúcares ingeridos que se transformam e são armazenados como gordura corporal. E este efeito ajuda a atenuar a resistência à leptina e a resistência à insulina pela diminuição da adiposidade geral e pelo aumento crescente nos níveis de adiponectina.


 

  • E SOBRE AS REAÇÕES ADVERSAS?


 

Como a Irvingia ostenta uma extensa gama de efeitos fisiológicos potentes, poderia a Irvingia provocar algum risco para a saúde. Bem, o único efeito colateral agudo informado pelos indivíduos analisados no estudo foi uma diminuição incisiva no apetite, logicamente devido à significativa diminuição da CRP no sangue, o que permitiu à leptina a alcançar seus receptores alvos no hipotálamo e propiciar uma

saciedade notável.


 

Embora, o uso a longo prazo do extrato ainda não tenha sido estudado, Oben acredita que existe poucos argumentos para suspeitar que o uso prolongado da Irvingia provocará o mínimo efeito adverso. Afinal de contas, a população indígena tem se alimentado com a Irvingia durante séculos, sem sofrer qualquer efeito danoso aparente.

Na realidade, foi uma resistência inexplicada ao diabetes e a obesidade demonstrada por membros de duas tribos locais, que primeiro chamaram a atenção dos pesquisadores. Oben e seus parceiros perceberam logo que as duas comunidades nativas compartilhavam algo único; as duas comunidades usavam a sementes da Irvingia que era usada como engrossador da sopa e ambas as tribos comiam muita sopa! Na região ocidental central da África, onde estes raros indivíduos magros e saudáveis residem, a Manga de arbusto ou Irvingia como é localmente conhecida, é uma comida vendida dentro de todo o comércio, e os habitantes a consomem tipicamente pelo menos uma vez por dia. "O processo de extração não é muito diferente de como você ingere a Irvingia quando está cozida", explica Oben. "É consumido virtualmente na forma que nós administramos (em nossos estudos). As pessoas locais que comem isto 10 vezes por semana têm feito isto por toda sua vida."

De forma interessante, Dr. Oben mostrou que a obesidade está se tornando epidêmica em muitos países menos desenvolvidos, porque o consumo de comidas ocidentais (industrializadas), é visto como um símbolo de status.


 

  • RESUMO:


 

Um dos problemas mais frustrantes encontrados nas pessoas de meia-idade é um aumento na gordura abdominal, que é resistente à maioria das dietas e aos programas de exercício. Ganho de peso abdominal não só é cosmeticamente pouco apresentável, mas também uma trilha para doenças degenerativas.

Na realidade, um estudo novo mostrou que até mesmo em pessoas que não estão classificadas com sobrepeso, a gordura abdominal num excesso de somente duas polegadas (cinco centímetros), aumentou o risco de morte em homens em 17% e mulheres em 13%.


 

Nós sabemos agora que um fenômeno chamado de resistência à leptina possui um papel primordial no desenvolvimento da obesidade abdominal.

Felizmente, Dr. Oben e seus colaboradores identificaram um extrato de planta (Irvingia), que não só inverte a resistência à leptina, mas

também facilita a quebra de gordura corporal reduzindo uma enzima (a glicerol-3-fosfato dehidrogenase), que habilita a glicose para ser

armazenada como triglicerídio nos adipócitos. A Irvingia também aumenta a adiponectina, e este age como um hormônio sensibilizador da insulina; e ainda inibe a enzima digestiva chamada amilase, que permite a quebra e absorção dos carboidratos e sua passagem para a circulação sangüínea.


 


 

Observação importante:

A Irvingia começa a mostrar seus efeitos mais intensos após o primeiro mês, por este motivo eu aconselho seu uso por no mínimo dois meses ou mais.