domingo, 3 de julho de 2011

Feijão Branco Diminui o Índice Glicêmico


NUTRIÇÃO, SUPLEMENTOS E SAÚDE

Nova e Interessante Utilização para o Extrato de Feijão Branco.

Artigo retirado do Informativo Mensal Vitamin Research News(www.vrp.com)
Edição do Mês de Janeiro/2010
Escrito por Chris De Meletis, ND
Udani JK, Singh BB, Barrett ML, Preuss HG. Lowering
the glycemic index of white bread using a white bean
extract. Nutr J. 2009 Oct 28;8:52.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Um novo estudo investigou o efeito do extrato de feijão branco sobre o índice glicêmico dos alimentos. O índice glicêmico é uma medida que é usada para avaliar o efeito que a ingestão de carboidratos tem sobre os níveis de açúcar no sangue.
Os hidratos de carbono com um índice glicêmico elevado liberam glicose rapidamente na corrente sanguínea; enquanto que alimentos com um índice glicêmico baixo liberam glicose lentamente na corrente sanguínea.
Geralmente, um índice glicêmico mais baixo está associado a uma diminuição na demanda de insulina. A longo prazo dietas que consistem em ingerir alimentos com um índice glicêmico baixo estão associadas com um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2, que é a forma mais comum de diabetes. Na verdade, diabetes tipo 2 representa aproximadamente 90-95% de todos os casos diagnosticados de diabetes em adultos. Pesquisas anteriores descobriram que o extrato de feijão branco pode inibir a enzima conhecida como alfa-amilase; que decompõe carboidratos e podem diminuir o índice glicêmico de alguns amidos contidos nos alimentos, quando o extrato de feijão branco é combinado com a refeição de teste.
Neste novo estudo, os pesquisadores analisaram o efeito da adição de um extrato de feijão branco conhecido como Phase 2 ® numa refeição com pão branco, um alimento padrão utilizado para medir o índice glicêmico devido ao seu alto teor de glicose. Neste estudo randomizado, 13 indivíduos receberam refeições somente com pão branco ou pão branco mais o extrato de feijão branco em 6 ocasiões. O suplemento de feijão branco foi dado em doses diferentes de 1500 mg, 2.000 mg e 3.000 mg. Cada dose foi administrada em forma de cápsula ou em pó. Em seguida os níveis de açúcar no sangue foram monitorados nos indivíduos para calcular o índice glicêmico. Os resultados mostraram que o suplemento de feijão branco em pó em uma dose de 3.000 mg reduziu significativamente o índice glicêmico do pão branco em 34 %.
Os autores do estudo concluíram, "o extrato de feijão branco parece ser um novo e potencialmente eficaz método para reduzir o índice glicêmico dos alimentos sem modificar seu perfil de ingredientes".

Ácido Lipóico e Saúde Mitocondrial


NUTRIÇÃO, SUPLEMENTOS E SAÚDE.

Ácido Lipóico, Acetil L-Carnitina e sua Importância
para a Saúde Mitocondrial e de pacientes Diabéticos.

Artigo retirado do Informativo Mensal
Vitamin Research News – Abril/2008 (www.vrp.com)

Shen W,Liu K, Tian C, Yang L, Li X, Ren J.
R-alpha-lipoic acid and acetil l carnitine complementarily promote mitochondrial biogenesis in murine 3T3-L1 adipocytes.
Diabetologia. 2008 Jan; 51(1): 165-74.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com


Uma pesquisa realizada in vitro, indica que o Ácido lipóico e a Acetil L-Carnitina podem reduzir a disfunção mitocondrial que ocorre durante a resistência insulínica.
Cientistas examinaram o efeito de dois nutrientes mitocondriais, o Ácido lipóico e a Acetil L-Carnitina, usados separadamente e em conjunto, na função mitocondrial em adipócitos (células de gordura).
Os autores do estudo mediram a massa e o consumo de oxigênio da mitocôndria, em adição a vários marcadores genéticos.

Os estudos mostraram que a combinação destes dois suplementos, aumenta a massa, o consumo de oxigênio, à expressão do DNA mitocondrial, e a oxidação de ácidos graxos nos adipócitos (células de gordura). O Ácido lipóico ou a Acetil L-Carnitina usados separadamente, não apresentam os mesmos efeitos.
Como este estudo é feito numa cultura de células in vitro, os pesquisadores acreditam que esta descoberta pode ter implicações para indivíduos usando estes dois nutrientes para eliminar os efeitos negativos do Diabetes e da Obesidade e que usando estes dois suplementos em conjunto e não isoladamente, os resultados obtidos são muito melhores.

O forte efeito sinérgico da combinação do Ácido lipóico e da Acetil L-Carnitina nos adipócitos, sugere que estes nutrientes se complementam na função de incentivar a biogênese mitocondrial.
Em estudos anteriores, os mesmos autores notaram que a combinação destes nutrientes melhorou a memória de ratos idosos.

Aveia e Saúde Cardiovascular


NUTRIÇÃO, SUPLEMENTOS E SAÚDE.

Aveia: Ótima Opção Para Proteção Cardiovascular

Artigo Retirado da Revista Life Extension (www.lef.org)
Edição do Mês de Maio/2008
Escrito por Dale Kiefer

Andon MB, Anderson JW. State of the Art Reviews:
The oatmeal – cholesterol conection: 10 years later.
Am J Lifestyle Med. 2008; 2 (1): 51-7.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Uma década depois que a Food and Drug Administration concluiu que o consumo de Aveia pode reduzir o risco para doenças cardíacas coronarianas, pesquisadores líderes no assunto dizem que os benefícios para saúde com o consumo de aveia são ainda maiores.

Em um artigo publicado no American Journal of Lifestyle Medicine, os pesquisadores notaram que nestes anos de intervenção que a FDA omitiu as propriedades da Aveia para a saúde cardíaca, as novas pesquisas têm reafirmado que o consumo de Aveia eficazmente reduz o Colesterol total e a Lipoproteína de baixa densidade (LDL), sem nenhum efeito adverso nas concentrações da Lipoproteína de alta densidade (HDL) e também do Triglicérides.

Além disso, as pesquisas mais recentes revelam que a inclusão da Aveia em nosso hábito alimentar diário, trás outros benefícios além da diminuição do colesterol total e do colesterol LDL. Alguns desses outros benefícios incluem a diminuição da tendência para a obesidade, redução do risco para o diabetes e ainda favoravelmente alterar uma subclasse do colesterol LDL, ajudando a diminuir o risco para a arteriosclerose.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Propriedades Anti-Carcinogênicas do Chá Verde





PROPRIEDADES ANTI-CARCINOGÊNICAS DO CHÁ VERDE

Artigo retirado da revista Life Extension(www.lef.org)
Edição do mês de Junho/1999
- Khafif A; Schantz SP, et al. Quantitation of chemopreventive synergism between epigallocatechin gallate and curcumin in normal, premalignant, and malignant oral epithelial cells. Carcinogenesis 1998;19:419-24
- Komori A, Yasunami J, et al. Anticarcinogenic activity of green tea polyphenols. Jpn J Clin Oncol 1993; 23:186-90
- Kuroda Y, Hara Y. Antimutagenic and anticarcinogenic activity of tea polyphenols. Mutat Res 1999; 436:69-97

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com

As taxas de câncer de seio, cólon, pele, pancreático, esofagiano e de estômago são bem inferiores entre os apreciadores de chá verde. Se aqueles que consomem mais de dez xícaras de chá verde num dia, adquirissem câncer, seria numa idade muito avançada, especialmente as mulheres. Igualmente, foi notado que os fumantes japoneses que consomem muito chá verde parecem desfrutar de proteção contra o câncer de pulmão. Na realidade, o japonês tem altas taxas de fumantes e a mais baixa taxa de câncer de pulmão no mundo industrializado.
Um recente estudo interessante comparou os efeitos da epigalocatequina galato, e da curcumina (um anticarcinogênico poderoso que compõe o tempero chamado curry) e a combinação de ambos em um modelo in vitro de câncer oral. Foi mostrado que a epigalocatequina galato ajudou a interromper o crescimento das células tumorais em uma fase diferente da curcumina. Quando as duas combinações eram conjugadas, a inibição do crescimento foi aumentada, reforçando a sugestão do efeito sinérgico.
Igualmente, um estudo que usa uma cultura de células humanas de câncer do pulmão achou que uma combinação de catequinas no lugar da epigalicatequina galato, só era mais efetiva para a apoptose (morte programada da célula) e o efeito era sinergisticamente mais forte quando as catequinas eram combinados com outros agentes anti-câncer como o tamoxifeno (antagonista da proteína kinase). Isto provê apoio adicional para o uso conjugado de agentes contra o câncer.

Os Fumantes podem causar danos ao DNA de várias células, inclusive os linfócitos. Um tipo de dano é o da troca da cromátide irmã (SCE). Foram achadas taxas de SCE elevadas em fumantes que não consumiam chá verde. Os fumantes que consumiram chá verde tiveram taxas de SCE comparável aos não-fumantes, apesar de seu consumo diário ser de somente 3 xícaras de chá. O Café não mostrou um efeito protetor.
Porém, um estudo animal mostrou que a cafeína é um agente de quimioprevenção importante para proteção de câncer do pulmão e o chá preto também tem algum efeito.
O Câncer de pele e os efeitos protetores das catequinas para a pele; foi um tema extensivamente estudado. A Radiação ultravioleta é conhecida por causar inflamação e imunosupressão e ao mesmo tempo torna a pele mais suscetível para o câncer. Doses altas de epigalocatequina galato e outras catequinas são particularmente efetivas prevenindo a inflamação e o câncer de pele, especialmente se empregado na forma tópica. A Epigalocatequina galato tópica mostrou reduzir a liberação de prostaglandinas inflamatórias (da série E2) que faz um papel crucial gerando os radicais livres, o crescimento e a promoção do tumor.

 Mecanismos anti-carcinogênicos:
As Catequinas do chá Verde estão entre as combinações fenólicas conhecidas por suprimir a formação de amina heterocíclica e das nitrosaminas, conhecidas por serem potentes agentes cancerígenos. As Nitrosaminas estão fortemente ligadas ao câncer cerebral e a leucemia. Tomando o chá verde com ou após as refeições que contém carne cozida a uma temperatura alta ou tratada com nitrito parece oferecer um grau de proteção.
Muitos outros carcinogênicos se mostram menos prejudiciais, graças à ação dos polifenóis do chá verde em induzir enzimas que desintoxicam várias combinações indesejáveis e inibindo essas enzimas que fariam esses carcinogênicos bioativos.

A Glucuronidação (conjugação com ácido glucurônico) é outro mecanismo de desintoxicação que é reforçado através das catequinas.
Ainda outro estudo sugeriu que os polifenóis do chá (inclusive as teaflavinas do chá preto) induzam a liberação de peróxico de hidrogênio como mecanismo de causar apoptose da célula com câncer. Polifenóis purificados são mais poderosos na indução da apoptose que o extrato de chá verde e do chá verde descafeinado.
Também foi postulado que as catequinas do chá verde inibem a ativação da Proteína C kinase, e interferem com a ligação de fatores de crescimento aos seus receptores. (No caso do câncer de seio, foi mostrado na realidade que as catequinas podem inibir a ligação de estrógeno a receptores de estrógeno.) Também foi mostrado que a Catequina inibe a liberação de tumor necrose fator alfa (TNF-alfa), uma citoquina altamente inflamatória, e do óxido nítrico sintetase, uma enzima necessária para a produção de óxido nítrico (o óxido nítrico tem um papel importante na inflamação e na carcinogênese).

Um estudo particularmente excitante feito no Cancer Chemotherapy Center em Tóquio, Japão, que usou culturas de células com leucemia e câncer de cólon, demonstrou forte e diretamente que a epigalocatequina galato inibe a telomerase. A Telomerase é uma enzima que imortaliza as células com câncer mantendo as porções finais dos cromossomos das células com tumor. Até mesmo na presença de concentrações não tóxicas de epigalocatequina galato, as células com câncer exibiram o telômero encurtado. Assim, a inibição da telomerase poderia ser um dos mecanismos anticarcinogênicos principais das catequinas.
O mais recente estudo, terminado na Purdue University e apresentado na reunião da Sociedade Americana de Biologia Celular em 1998, descobriu outro mecanismo principal. Os autores, marido e esposa Dorothy e James Morre, afirmam que o mecanismo principal de inibição do tumor do chá verde é a sua habilidade em interferir com a enzima quinol oxidase, geralmente chamada NOX. Esta enzima é requerida para o crescimento pelas células normais e malignas. Enquanto nas células normais a NOX é expressa somente quando a célula se divide, nas células com tumor a NOX se expressa a todo momento . A forma de tumor da enzima é chamada t-NOX ou NOX tumor-associado. Drogas que também inibem tNOX inibem crescimento de tumor.
Enquanto o chá preto e infusões de chá verde inibiram a tNOX em várias linhas de câncer, o chá verde pôde alcançar estes resultados a diluições muito maiores, enquanto indicando concentrações mais altas da combinação ativa ou combinações. Testando seletivamente para combinações ativas, concluíram os autores do estudo que a epigalocatequina galato era o agente ativo responsável para inibir a tNOX - enquanto poupando a NOX de células saudáveis. Dr. Dorothy Morre declarou, as células de câncer literalmente não cresceram ou aumentaram depois de sua divisão; na presença de epigalocatequina galato. Então, presumivelmente elas não alcançaram o tamanho mínimo necessário para se dividir, porque elas sofreram morte celular programada ou apoptose.
Enquanto a inibição da telomerase e da tNOX podem ser os mecanismos anticarcinogênicos principais dos polifenóis do chá verde, ou pelo menos dois muito importantes, há uma pequena dúvida: Qual seria a catequina do chá verde que age ao longo de vários caminhos diferentes e interagem com uma variedade de enzimas para produzir seus efeitos anti-câncer.

Também deveria ser notado que o chá verde abaixa glicose de soro e por conseguinte a insulina (isto será discutido em detalhes no segundo artigo em chá verde). Desde que insulina elevada é um fator de crescimento potente para muitos tipos de tumores, como também favorece a inflamação e ainda possui efeitos que estimulam hormônios imunosupressores; por isso abaixar os níveis de insulina iria ajudar a prevenir o câncer ou, em casos de câncer existente, reduzir a velocidade de seu crescimento.
Enquanto o chá verde, e possivelmente o chá preto, são uma grande promessa como agentes quimiopreventivos, existem muitas evidências agora que as combinações ativas do chá são uma terapia de ajuda efetiva para o tratamento do câncer, especialmente quando combinado com outros agentes anti-câncer naturais como a curcumina, ou com drogas convencionais como o tamoxifeno ou a quimioterapia. Finalmente, também pode ser usado o chá ou o extrato de chá verde para prevenção da recorrência e da metástase.


Precaução: Deve ser notado que as catequinas pertencem a uma vasta categoria das mesmas combinações bioativas conhecidas como catecóis, e eles têm o poder para danificar células a menos que eles sejam corretamente metilados. Quando megadoses de extrato de chá verde forem usadas, um cuidado importante deveria ser tomado para obter apoio nutricional para prover antioxidantes (vitaminas e minerais) suficientes e agentes metiladores, como por exemplo o Same ou a Betaína.