segunda-feira, 3 de setembro de 2012
CLA - Guaraná e Diminuição de Gordura Corporal
NOVO MÉTODO PARA AUMENTAR OS
EFEITOS DO CLA NA DIMINUIÇÃO DA GORDURA CORPORAL
- Experimental Biology Meeting, New Orleans. April 20-24, 2002. FASEB of Scientific Meetings and Conferences.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira - CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
As notícias sobre o Ácido Linoleico Conjugado (CLA) continuam melhorando! Estudos publicados, têm documentado os efeitos contra a obesidade e contra o câncer do CLA. Agora cientistas têm
descoberto um modo para fazer do CLA um agente contra a obesidade ainda mais potente.
Retirar o excesso de gordura corporal é uma questão de vida ou morte. Relatórios epidemiológicos revelam riscos nitidamente maiores para Doença Cardiovascular, Diabetes tipo II e certos tipos de Câncer nessas pessoas que não mantêm o peso normal.
Este artigo revela um método moderno para ajudar a inverter o ganho de gordura relacionado com o avanço da idade.
A Gordura corporal em excesso é acumulada por dois mecanismos distintos. As pessoas ou formam mais adipócitos (células de gordura), ou os adipócitos existentes absorvem muita gordura e glicose, ficando ainda maiores. Os efeitos de muitos adipócitos ou adipócitos inchados representam uma ameaça muito séria à nossa saúde.
Foi mostrado que o Ácido linoleico conjugado (CLA) diminui o volume dos adipócitos e assim reduz a gordura corporal. Porém, as pessoas obesas possuem muitos adipócitos. Estas pessoas precisam de algo mais que o CLA para alcançar um controle de peso efetivo.
Em um estudo fascinante apresentado em uma reunião nomeada como Biologia Experimental 2002, os cientistas suplementaram um grupo de ratos com CLA; ou CLA mais guaraná. Depois de seis semanas, ambos os grupos de ratos mostraram uma redução significativa na massa de gordura.
No grupo que foi usado somente o CLA, a massa de gordura diminuída foi devido à redução dramática no volume dos adipócitos sem nenhuma mudança no número de adipócitos. A vantagem do grupo que usou CLA juntamente com o guaraná, é que o número e tamanho dos adipócitos foram reduzidos em 50%.
Os resultados deste estudo demonstram que o CLA dietético diminui o acúmulo excessivo de gordura reduzindo a capacidade dos adipócitos para armazenar gordura. Quando o guaraná é somado ao CLA, há um efeito adicional de redução no número de adipócitos, como também uma diminuição no tamanho dos adipócitos. O impacto deste estudo na prevenção da obesidade é profundo.
História do CLA :
Em julho de 1996, A Fundação de Extensão da Vida(www.lef.org) apresentou CLA a seus sócios. Até então, CLA simplesmente não estava disponível em nenhum lugar. Na hora de lançar o produto, detalharam os numerosos estudos publicados e o poderoso efeito anticâncer deste nutriente.
O que impressionou os cientistas, foi à quantidade relativamente pequena de CLA (3 a 4 gramas por dia), exigida para alcançar esses
efeitos maravilhosos.
Em um artigo publicado na edição de abril 1999 da revista Life Extension, foi reportado que o CLA melhora a sensibilidade insulínica; se tornando desta forma um agente que pode ser usado na prevenção e tratamento do diabetes. Em virtude deste mesmo mecanismo, o
CLA também se torna um efetivo agente antiaterogênico e na terapia antiobesidade. Outros estudos mostram que o CLA abaixa o colesterol LDL em coelhos com uma redução subsequente na incidência de arteriosclerose.
Em estudos para perda de peso, o CLA consistentemente mostrou sua habilidade para reduzir a gordura corporal e ao mesmo tempo manter a massa magra. Em um estudo, ratos alimentados ao equivalente humano a 3000 mg ou 4000 mg de CLA por dia, alcançaram uma redução de 60% na gordura corporal e um aumento de 14% na massa magra.
Outro estudo administrado na Universidade Estadual de Louisiana mostrou uma redução de 88% na gordura corporal de ratos masculinos alimentados com CLA, e isto em um curto período de apenas seis semanas!
Um estudo particularmente significante intitulado: Ácido Linoleico Conjugado Aumenta Tecido Magro e Diminui o Tecido adiposo em Suínos em Fase de Crescimento. Foi publicado na edição de novembro de 1999 no Journal of Nutrition.
O elemento chave do estudo era a confirmação de que o CLA pode diminuir o acúmulo de gordura e manter o tecido muscular magro. Neste estudo, os pesquisadores usaram suínas fêmeas e jovens para mostrar os efeitos de combinar uma quantia relativamente pequena
de CLA com a dieta normal do suíno. Suínos têm órgãos e metabolismo semelhante aos humanos, assim eles são bons modelos experimentais para nutrição humana. Sessenta suínos eram aleatoriamente colocados em um de seis tratamentos dietéticos, o grupo controle não recebeu nenhum CLA. Cada um dos outros grupo recebeu uma das cinco concentrações diferentes de CLA, acrescentado à ração dos animais.
Os suínos tiveram acesso livre para tomar água e para consumir a dieta durante todo o tempo (dois quilogramas de comida por dia).
Somente com quatro semanas de suplementação de CLA, havia significativamente menos gordura e mais tecido magro nos grupos que receberam o CLA.
Depois de oito semanas, os suínos com a maior dosagem na suplementação de CLA, mostraram uma perda de gordura corporal de 31% e um aumento em tecido magro de 5%.
Em adição, no nível mais alto da suplementação com CLA, à parte das costas teve uma redução no tecido adiposo de 25%. Este estudo foi o primeiro a mostrar os efeitos profundos de suplementos de CLA na composição e deposição de gordura corporal, em relação à proteína, água e outros tecidos da espécie suína.
Um estudo publicado na edição de agosto de 2001 no Internacional Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders, conclui que o
ácido linoléico conjugado (CLA) reduz a gordura abdominal entre homens classificados como obesos. Os participantes do estudo que tomaram o CLA perderam em média 1.4 cm na circunferência de cintura depois de quatro semanas.
Este estudo duplamente cego, randomizado e placebo controlado; observou 25 homens com significante gordura abdominal durante quatro semanas. Entre os participantes quatorze receberam 4.2 gramas de CLA por dia, enquanto os outros receberam placebo. Na conclusão do estudo, havia uma significante diminuição do diâmetro abdominal entre os participantes do grupo que usou o CLA. Nenhum dos participantes do estudo mudou seus hábitos alimentares ou seus hábitos de atividade física durante o período do experimento.
Resultados deste estudo apóiam dados publicados na edição de dezembro de 2000 do Journal of Nutrition. Aquele estudo concluiu que o CLA reduz a gordura corporal e preserva a massa muscular, neste estudo foram analisadas sessenta pessoas. Os participantes perderam uma média de seis libras no período de uso do CLA.
O CLA é um suplemento sem igual porque ele não só nos resguarda contra doenças sérias, mas também é uma ferramenta efetiva para combater uma das condições mais sérias que afetam os Americanos, que é a Obesidade. Como cada vez mais americanos se unem ao time dos obesos, milhões mais começam dietas que normalmente são destinadas ao fracasso.
Prevenir o Câncer e ao mesmo tempo perder peso:
O CLA não é usado somente para perda de gordura. Estudos mostram que ele pode ajudar a evitar muitas doenças inclusive a aterosclerose e o câncer.
Em um artigo que apareceu na edição de dezembro de 1999 no Journal of Nutrition, foram mostradas significativas propriedades na prevenção do câncer quando o CLA foi somado à dieta. Este estudo revelou o CLA como um potente agente na prevenção do câncer em modelos animais. Especificamente, isto foi determinado alimentando ratas fêmeas com CLA enquanto elas eram ainda jovens ajudando a desenvolver uma proteção efetiva contra o câncer de seio.
Esta ação preventiva foi alcançada usando uma pequena quantidade de CLA (0.8% da dieta total do animal). Esta quantidade é praticamente a mesma recomendada pela Life Extension, ou seja,
de 3000 mg a 4000 mg diários que é aproximadamente 1% da dieta humana comum.
Em estudos para perda de peso, o CLA constantemente faz espetáculos com sua habilidade em reduzir gordura corporal, enquanto
mantém a massa muscular magra.
Em um estudo publicado na edição de julho 1999 do Experimental Cell Research, o CLA mostrou prevenir o câncer mamário se dado antes da puberdade. E ainda mais importante, se o CLA for ingerido durante o tempo da fase de promoção de desenvolvimento do câncer, aos ratos era conferida uma proteção significativa no aparecimento futuro do câncer de seio. Outro achado significante foi que o CLA parece inibir o crescimento de células epiteliais mamárias normais e induzir a apoptose ou morte celulares dessas mesmas células. Os investigadores
concluíram que isto conduz a uma redução na densidade das glândulas mamárias em desenvolvimento em ratos e então, a incidência de câncer de seio seria reduzida.
Na edição de junho de 1999 do Journal Carcinogenesis, o CLA mostrou reduzir o tamanho do tecido do seio em ratos e assim reduzir
a incidência da carcinogênese. Em um estudo publicado na edição de maio-junho de 1998 no Anticancer Research, foi mostrado que o
CLA também pode inibir o crescimento de câncer de próstata. O CLA, de acordo com o artigo, pode ser considerado um poderoso preventivo do câncer de próstata, como também em um tratamento parcial.
O CLA pode trabalhar por um mecanismo semelhante às drogas antidiabéticas como o Avandia e Actos não só em aumentar a sensibilidade insulínica, mas também proteger contra o câncer. Na edição de setembro de 2000 do Journal Medical Hypotheses apontaram que várias linhas de células humanas de câncer expressam o PPARgamma que é um fator de transcrição, e agonistas para o PPARgamma podem promover a apoptose nesta linha de células
e impedir a expansão das mesmas in vitro e in vivo.
O CLA pode ativar PPARgamma em adipócitos de rato, possivelmente explicando o seu efeito antidiabético em ratos obesos da espécie Zucker. O relatório concluiu: é razoável suspeitar que uma porção da atividade de anticarcinogênica de largo espectro do CLA é mediada por ativação de PPARgamma em tumores suscetíveis.
(Nota: O termo PPARgamma, significa ser um ativador dos receptores gama de proliferadores de peroxissomos. Um PPARgamma agonista).
como o Avandia, Actos ou o CLA, ativa os receptores de PPARgamma. (Esta classe de droga está sendo investigada como uma terapia adjuvante contra certos tipos de câncer) Outro achado que provê perspicácia na ação bioquímica de CLA é sua habilidade para
suprimir o ácido araquidônico.
Considerando que ácido araquidônico pode produzir combinações inflamatórias que podem ajudar na proliferação de câncer, isto pode ser uma outra explicação para o efeito anticâncer do CLA. A quantia exigida para se obter a prevenção do câncer é de 3000 mg a 4000 mg por dia.
Claramente, nós podemos esperar mais pesquisa e mais podemos nos interessar por este suplemento fascinante que já se provou ser um
inimigo formidável para o câncer, e capaz de promover perda de peso com o desenvolvimento de tecido magro. (músculo)
Como o CLA induz a perda de gordura:
Na edição de maio de 2002 do Journal of Nutrition, um estudo foi feito para averiguar os efeitos do CLA na queima de calorias e no armazenamento de gordura em ratos. O CLA mostrou sua ação diminuindo a quantia de comida ingerida que foi armazenada como gordura corporal. O CLA também aumentou a quantia de gordura
excretada nas fezes. O estudo constatou que o CLA induziu uma redução na quantidade de gordura em ratos alimentados com uma dieta normal ou com restrição calórica. Os cientistas definiram o termo gasto energético, como sendo a quantia de comida ingerida menos a comida retida no corpo e nas fezes dos ratos. Ratos alimentados com CLA mostraram um aumento de 74% no gasto energético. Os cientistas concluíram que a mais baixa quantia de alimento que foi armazenada no corpo como gordura, foi uma conseqüência do aumento significante na despesa de energia. (gasto energético)
Esta nova descoberta confirma um estudo administrado na Louisiana State University, onde foram alimentados ratos masculinos com uma dieta enriquecida com CLA por seis semanas, resultando em uma redução de 43% a 88% na taxa de gordura corporal, especialmente com respeito à gordura abdominal. Isto aconteceu até mesmo quando os ratos foram alimentados com uma dieta com alto teor de gordura.
O efeito era em parte devido à entrada de caloria reduzida por ratos alimentados com CLA, e em parte por uma troca no metabolismo,
inclusive uma taxa metabólica mais alta.
Em um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison, ratos alimentados com somente 5% de CLA, apareceram com uma taxa de gordura corporal 60% menor, e ainda um aumento de 14% na massa corporal magra comparada o grupo controle.
Os investigadores descobriram que os animais alimentados com CLA mostraram maior atividade de enzimas que favorecem a entrega de ácidos graxos às células musculares e a utilização desta gordura para energia, enquanto que ao mesmo tempo, foram inibidas enzimas que facilitam a deposição de gordura.
Um estudo que usa ratos diabéticos da espécie Zucker, indica que parte da efetividade do CLA em prevenir a obesidade, pode residir em sua habilidade para agir como um potente sensibilizador insulínico,
diminuindo a ameaçadora resistência à insulina e por conseguinte os níveis de insulina. Desde que, a insulina elevada é o principal agente que leva à obesidade, é enormemente importante manter a insulina dentro de níveis baixos ou normais.
Ativando certas enzimas e aumentando o transporte de glicose nas células, o CLA age abaixando os níveis de açúcar no sangue e normalizando os níveis de insulina.
A suplementação com CLA mostrou uma melhora na relação entre massa magra e tecido adiposo, diminuindo a deposição de gordura; especialmente no abdômen, e aumentando o crescimento dos músculos. O CLA aumenta a sensibilidade à insulina de forma que os ácidos graxos e a glicose podem atravessar as membranas das células musculares, não se depositando no tecido adiposo. Isto resulta em uma melhor relação entre músculo e gordura.
O CLA também pode ser antidiabetogênico, isto devido a sua ajuda na prevenção da resistência à insulina. O CLA é importante não só para a prevenção do diabetes, mas também como uma nova terapia para tratar dos diabéticos, com o objetivo de abaixar a ameaçadora resistência insulínica. Estudos apresentados na 220ª reunião nacional da Sociedade Química Americana (ACS), em agosto de 2000, sugeriram uma combinação de substâncias para o controle da glicose e perda de peso. (CLA + Guaraná)
Como o guaraná induz a perda de gordura:
Guaraná é uma erva que contém uma forma de cafeína chamada guaranina que é 2.5 vezes mais forte que a cafeína encontrada no café, chá e bebidas suaves. O que faz a guaranina diferente da cafeína achada em bebidas é seu efeito mais lento. Isso é porque a semente de guaraná oleosa (até mesmo em forma de pó) e não é prontamente solúvel em água. Então o corpo absorve o guaraná vagarosamente.
Desde que a guaranina é lançada lentamente, o aumento de energia experimentado com o guaraná não é igual ao do café, que sobe e caí rapidamente. No caso do guaraná, esta energia continua subindo durante horas.
Enquanto as bebidas com cafeína oferecem um estouro de energia em curto prazo que aquece demais e excita o corpo, a guaranina tem uma ação refrescante que revitaliza e relaxa. Isto acontece porque o guaraná contém outros componentes que modificam a atividade desta substância. O resultado final é mais benéfico ao corpo do que aquele oferecido pelo chá ou café.
A guaranina acelera a efetividade do CLA e faz deste um queimador de gordura mais potente. O guaraná mostrou estimular a migração de lipídeos, contribuindo para que a gordura seja usada como fonte de energia. E ela também é um supressor do apetite.
O guaraná provoca um aumento temporário e natural na temperatura corporal e uma termogênese metabólica por excitação nutricional dos receptores ß do organismo, que induz a quebra e liberação da gordura corporal armazenada, permitindo então, que essas gorduras armazenadas sejam usadas como substrato energético.
A termogênese se refere à produção de calor pelo organismo, uma parte normal dos processos metabólicos. Ela pode ser aumentada por
certas substâncias nutricionais. Quando estimulada por suplementação dietética apropriada, a termogênese é um mecanismo que aumenta a taxa metabólica. A gordura corporal armazenada, se lança disponível para uso, pode prover o combustível para este aumento da taxa metabólica.
Outros componentes ativos do guaraná são teobromina e a teofilina que são chamados xantinas (uma classe de substâncias termogênicas encontradas no café, chá e certos feijões). Essas substâncias apresentam um efeito de aumentar a taxa metabólica e suprimir o apetite, ao mesmo tempo em que, melhoram o desempenho físico e mental. As xantinas também agem como relaxante muscular e possuem propriedades diuréticas.
O guaraná aumenta a agilidade mental, ajuda na fadiga, e melhora a resistência física. Nativa do Brasil, o guaraná é usado diariamente como um tônico para saúde por milhões de brasileiros. Suas propriedades auxiliam a superar a fadiga, desintoxicar o sangue e é útil para flatulência e obesidade. Em produtos para cuidados corporais, é usado por suas propriedades adstringentes e tonificantes, e também no tratamento da celulite.
Em 1989 uma patente foi arquivada para o extrato da semente de guaraná, mostrando sua capacidade em inibir a agregação plaquetária em mamíferos. A patente descreveu a habilidade do guaraná em prevenir a formação de coágulos de sangue e ajudar na dissolução de coágulos que já tinham sido formados. Evidências clínicas foram apresentadas em conjunto com a patente de 1989 e novamente em 1991 por um grupo brasileiro de pesquisa.
O guaraná tem uma longa história de uso como tônico energético e para a melhora da acuidade mental.
Estudos clínicos com o guaraná:
Em um estudo publicado em junho de 2001 no Journal of Nutrition, o extrato de guaraná induziu a perda de peso num período de 45 dias em pacientes obesos que tomaram uma preparação de ervas que era composta de erva mate, guaraná e damiana. As reduções de peso corporal foram de 11.22 libras no grupo que usou o guaraná comparado com menos de uma libra no grupo placebo, depois de 45 dias.
O Extrato de guaraná diminuiu a agregação plaquetária acima de 37% dos valores de controle e a formação de plaquetas a partir do ácido araquidônico acima de 78% dos valores de controle. Quando ocorre a hiperagregação de plaquetas, um coágulo de sangue arterial pode se desenvolver, e resultar num ataque cardíaco ou numa isquemia.
Em um estudo realizado em 1997, o guaraná aumentou a resistência física de ratos, mesmo sob condições de stress e também um melhora da memória, com doses únicas como também com doses crônicas. De maneira bastante interessante, o estudo revelou que a semente inteira de guaraná apresentou uma performance melhor e mais efetiva quando comparada à cafeína ou o extrato de ginseng.
Outra pesquisa de um grupo brasileiro, estudou o efeito aparente do guaraná na melhora da memória. Suas propriedades antibacterianas
contra E. Coli e Salmonella também foram documentadas.
Um estudo de toxicologia feito em 1998 com animais, mostrou que o guaraná não apresenta toxicidade até mesmo com dosagens altas de até 2 gramas por quilograma de peso corporal. Este mesmo estudo demonstrou as propriedades antioxidantes do guaraná, mostrando seu efeito antioxidante, porque até mesmo em baixas concentrações (1.2 microg/ml), inibiu o processo de peroxidação de lipídios.
Conclusão:
O efeito do CLA em bloquear a absorção de glicose do soro e ácidos graxos pelos adipócitos (células de gordura) é notável. O CLA
induz uma redução no tamanho dos adipócitos. Uma razão das pessoas ganharem peso quando envelhecem, é que seus adipócitos se tornam literalmente mais obesos.
Outra causa de um maior depósito de gordura corporal, é a proliferação dos adipócitos. Enquanto o CLA ajuda a bloquear a absorção de gordura e açúcar pelos adipócitos, não reduz o número atual dos adipócitos existentes.
O guaraná mostrou reduzir especificamente o número de adipócitos. Quando o CLA foi combinado com o guaraná, houve uma redução de 50% no número de adipócitos.
Enquanto muitos estudos publicados documentam os efeitos redutores de gordura do CLA; o fato é que além disso, o CLA pode nos proteger contra o câncer, doença vascular e diabetes tipo II. Por isso é um dos suplementos preferidos para pessoas conscientes da importância de uma saúde otimizada.
Nota do Nutricionista:
É importante ressaltar que os benefícios do CLA ficam ainda melhores com a inclusão do Ômega-3 no seu esquema de suplementação, fisiologicamente o ômega-3 intensifica os benefícios do CLA.
Ainda podemos acrescentar várias outras vantagens, como por exemplo, a melhora da sensibilidade insulínica ocasionada pelo óleo de peixe.
O uso do óleo de côco, de cártamo e do ômega-3 é uma excelente combinação para a diminuição da gordura corporal.
sábado, 1 de setembro de 2012
Glutamina - Glutamato e Metabolismo Cerebral
GLUTAMINA - GLUTAMATO E METABOLISMO CEREBRAL.
- Lee, Wha-Joon; et al.; “Glutamine Transport by the Blood-Brain Barrier: A Possible Mechanism for Nitrogen Removal” Am J Physiol Cell Physiol 1998;274:C1101-C1107.
- Smith, V.R.; Ajami, A.M.; “Glutamine: The Emperor or His Clothes? J Nutr. 2001;131:2449S-2459S.
- Ackerman, S.; Discovering the Brain. Institute of Medicine; National Academy of Sciences. Washington D.C. 1992. National Academy Press p. iii.
- Bellia, F.; et al.; “Neuroprotective Features of Carnosine in Oxidative Driven Diseases” Molecular Aspects Med 2011:32:258-266.
Artigo editado por James D. Watson - Ph.D.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
"O cérebro é a mais grandiosa e última fronteira biológica, é a parte do corpo mais complexa que nós descobrimos neste universo. Ele contém centenas de bilhões de células interligadas através de trilhões de conexões. O cérebro confunde a mente. "
James D. Watson, Ph.D. Director, Cold Springs Harbor Laboratory & Director, National Center for Human Genome Research, National Institutes of Health.
Com o advento dos computadores em meados da década de 1940, os cientistas ficaram entusiasmados que num futuro próximo seria possível para que estas “máquinas” podessem duplicar o trabalho do cérebro humano. Enquanto tais previsões ficaram aquém, muito progresso tem sido feito para a descoberta da complexidade da função cerebral, especialmente na forma como as células cerebrais (neurônios) se comunicam. Certos aminoácidos e outros nutrientes desempenham papéis fundamentais na comunicação neuronal.
Sinais Elétricos e Químicos no Cérebro
Três coisas devem ocorrer para que os neurônios se comuniquem. Em primeiro lugar, uma troca elétrica de íons (sódio +, potássio +, cloreto - e cálcio + +); despolarizando a membrana neuronal. Em resposta, as moléculas dos neurotransmissores são liberadas pelo neurônio ocorrendo uma transmissão na fenda sináptica entre os mesmos. Os neurotransmissores, em seguida, ligam-se aos sítios receptores específicos no lado pós-sináptico.
O resultado é a transmissão de um sinal nervoso, em alguns casos excitatórios, em outros casos inibitórios. O equilíbrio é mantido entre as duas ações.
Como o cérebro consegue essas transmissões - às vezes centenas de impulsos nervosos em um segundo, é algo realmente fascinante. A lista de neurotransmissores continua a crescer a medida em que os estudos encontram mais substâncias que são sintetizadas pelos neurônios. Vamos focar nos neurotransmissores que são aminoácidos ou formados a partir deles. Estes incluem a glutamina, o ácido glutâmico, o ácido gama-aminobutírico (GABA), a teanina e a Carnosina peptídeo.
A “Família” Glutamina:
"Poucos discordam da afirmação de que a glutamina é um metabólito fenomenalmente versátil. . . Nenhum outro aminoácido apresenta notável versatilidade !! "
A glutamina é o aminoácido mais abundante no plasma. Ela tem várias funções metabólicas importantes, incluindo ser uma fonte de energia para as células intestinais, endoteliais e linfócitos, e um transportador não tóxico da amônia proveniente dos tecidos para o fígado, onde é convertida em uréia e subsequentemente excretada do corpo.
A glutamina é o precursor de dois importantes neurotransmissores, ácido glutâmico e GABA. A glutamina é considerada um "aminoácido condicionalmente essencial ". Isto significa que ele pode ser sintetizado no corpo humano, mas pode não estar disponível em quantidades suficientes para manter a saúde. É mais conhecida por envolvimento na síntese protéica, renovação das células intestinais, absorção de eletrólitos e proliferação celular intestinal.
Possui um papel fundamental no metabolismo do nitrogênio e é usada como fonte de combustível em vários tecidos. A Glutamina também funciona, em parte, como uma forma de armazenamento de glutamato e ácido glutâmico, outros aminoácidos importantes da família glutamina.
O ácido glutâmico é o mais abundante aminoácido livre no cérebro e é o neurotransmissor excitatório predominante no sistema nervoso central (SNC). Ele existe em todo o corpo e está presente em todas as células nervosas. Com o propósito de funcionar como um neurotransmissor no cérebro, o ácido glutâmico deve primeiro passar a barreira protetora sangue cérebro (BBB – Blood Brain Barrier). A BBB é necessária para proporcionar um ambiente ideal para a função química cerebral. No sistema nervoso central e nos tecidos do corpo, o ácido glutâmico como glutamato, executa muitas das mesmas funções da glutamina.
No entanto, a glutamina é mais ativa nos tecidos enquanto o glutamato é mais ativo no cérebro e na coluna vertebral. Os níveis destes dois aminoácidos são mantidas sob controle por mecanismos de transporte específicos na BBB e nas membranas das células. Em concentrações elevadas, o glutamato exerce potentes propriedades neurotóxicas que podem levar à irreversíveis distúrbios neurológicos.
Glutamato Monossódico – A Ilusão do Sabor:
O Glutamato monossódico é um realçador de sabor manufaturado; ele ativa as papilas gustativas específicas sobre a língua conhecido como umami (gosto saboroso – palavra derivada da língua japonesa). Por ser o sal de sódio do glutamato, MSG (Monossudium Glutamate) também ativa os receptores de sal da língua. Assim, tem sido amplamente utilizado para realçar o sabor dos alimentos. MSG pode causar enxaqueca e dificuldade de equilíbrio em pessoas sensíveis. Ele também pode precipitar a falta de ar, ataques de asma e irregularidades cardíacas, causar a debilitante artrite, depressão e até mesmo graves problemas comportamentais em crianças. MSG pode ser neurotóxico enquanto que a glutamina e glutamato são cuidadosamente reguladas pelo cérebro.
Durante uma entrevista recente sobre a toxicidade do MSG, Russell Blaylock, MD, um renomado neurocirurgião e especialista em excitotoxinas, disse: "O que nós descobrimos é que esta é uma substância muito tóxica, particularmente para o desenvolvimento cerebral. . . . O montante (de MSG) nos alimentos dobrou a cada década desde que foi usado pela primeira vez em 1940. . . . "De todas as formas de vida na Terra, os humanos são os mais sensíveis ao MSG."
Ácido Gamma Aminobutírico (GABA):
A inibição da neurotransmissão é mediada por dois transmissores de ação rápida, a glicina e o ácido gama-aminobutírico (GABA). Enquanto a glicina é o principal transmissor inibitório na medula espinal, o GABA é mais abundante nas regiões superiores do cérebro. O GABA liberado de terminais pré-sinápticos ativa receptores no neurônio pós-sináptico. Uma das ações principais de absorção do GABA é a redução da quantidade de glutamato liberado das sinapses excitatórias.
Teanina:
É uma proteína encontrada no chá verde, ajuda a alcançar um estado de relaxamento e ao mesmo tempo de alerta mental, através de uma influência direta sobre o sistema nervoso central. A Teofilina, o componente cafeico encontrado no chá verde, estimula o sistema nervoso central, mas pode aumentar o estresse e a ansiedade. A teanina é capaz de neutralizar a excitotoxicidade e a formação de radicais livres na mitocôndria.
Estudos de imagens cerebrais revelaram que a teanina estimula a atividade da banda alfa no cérebro. As ondas alfa estão associadas com a atenção focada e distração reduzida durante as tarefas mais exigentes. A estrutura química da teanina é semelhante ao glutamato e esta atravessa eficazmente a barreira hematoencefálica para se ligar com os receptores de glutamato e modulam a indução excitatória do glutamato na neurotransmissão.
Carnosina:
A carnosina é um dipeptídeo neuroprotetor formado pela beta-alanina e pela histidina. Um de seus benefícios é a melhora da micro circulação no cérebro e nos músculos. Também foi demonstrado que exerce um "efeito de rejuvenescimento" global sobre as células.
A Carnosina é um poderoso antioxidante, antiglicante e um agente efetivo na quelação de íons. Assim, a Carnosina ajuda a prevenir a glicação das proteínas, um fator que leva em intolerância à glicose. O íons de zinco e de cobre geram radicais livres a menos que sejam removidos do corpo. A quelação liga e remove esses íons. A Carnosina também promove a cicatrização de feridas e oferece neuroproteção contra os distúrbios provocados pelo estresse oxidativo. Estes incluem a doença de Alzheimer, de Parkinson, e o declínio cognitivo relacionado com a idade. A Carnosina é especialmente adequada para tratar estas desordens, porque é multifuncional em suas atividades.
Glossário -
Íons:
São átomos ou grupos de átomos com carga positiva (elétrons a menos) ou negativa (elétrons a mais). Os íons atingem a estabilidade química através da formação de ligações iônicas, em que os átomos positivos e negativos são mantidos juntos por forças electrostáticas. Ligações iônicas podem ser muito facilmente quebradas, por exemplo, por dissolução em água. Assim, o sal (de sódio +, cloreto de -) se dissolve em água para formar uma solução, que é uma polarização que irá conduzir a corrente. Os íons em solução são atraídos para um poste emitindo a carga oposta. A maioria das biomoléculas são mantidas juntas por ligações covalentes em que dois elétrons permanecem unidos entre dois átomos. O açúcar é uma molécula que contém carbono, hidrogênio e oxigênio que se mantém unidas por ligações covalentes. Enquanto o açúcar também se dissolve na água, suas ligações covalentes não quebram e a solução não é polarizada.
Sinapse:
É uma comunicação na junção de célula para célula que permite a passagem de sinais entre as células nervosas. O sinal é transferido através de um neurotransmissor ou por comunicação direta entre células por meio de íons ou moléculas pequenas.
Neurônios:
São células nervosas que executam processos especializados para receber, conduzir e transmitir sinais no sistema nervoso.
Polaridade:
Refere-se a distribuição da polarização de cargas positivas e negativas, devido a uma distribuição desigual de elétrons. Moléculas polares tendem a ser solúveis em água.
Células endoteliais:
As células endoteliais são altamente aplainadas que formam o revestimento de todos os vasos sanguíneos. As células endoteliais regulam as trocas entre o sangue e os tecidos circundantes.
Células da Glia:
As células da glia constituem cerca de metade da quantidade de células no sistema nervoso central. Os neurônios perfazem a outra metade. As células da glia apoiam e protegem os neurônios. As quatro funções principais de células gliais são: circundam os neurônios ajudando a mantê-los no lugar, auxiliam no fornecimento de nutrientes e oxigênio para os neurônios, isolam um neurônio do outro, e também destroem e removem o esqueleto dos neurônios mortos (limpeza).
A “Família” Glutamina - 2 (Complemento):
- Cammer W.: Glutamine synthetase in the central nervous system is not confined to astrocytes. J Neuroimmunol 26, 173-178 (1990).
- Curthoys N. & M. Watford: Regulation of glutaminase activity and glutamine metabolism. Annu Rev Nutr 15, 133-159 (1995).
A Glutamina é abundante no sistema nervoso central (CNS), e no seu fluido intersticial e cerebroespinal (CSF), as concentrações são pelo menos uma ordem de magnitude maior do que de qualquer outro aminoácido. O transporte de glutamina do sangue para o cérebro é insuficiente para atender a demanda dos tecidos cerebrais para este aminoácido. Esta procura é satisfeita pela síntese da Glutamina intracerebral a partir do Glutamato (Glu), uma reação
realizada pela glutamina-sintetase (GS), uma enzima que reside nos astrócitos.
A maior proporção da glutamina derivada da astroglia é transportada para os neurônios onde é degradada pela glutaminase fosfato ativada (PAG), dando origem ao neurotransmissor excitatório do aminoácido glutamato, o qual é também um precursor do neurotransmissor inibitório ou ácido gama aminobutírico (GABA).
O Glutamato libertado pelos neurônios é absorvido pelos astrócitos e reconvertido para Glutamina, fechando o chamado ciclo"glutamato - glutamina". Uma quantidade de Glutamina serve como um metabólito energético, e outra parte sai do cérebro para a corrente sanguínea.
O fluxo de Glutamina dos astrócitos, a sua absorção neuronal e de saída para o sangue através das células endoteliais dos capilares cerebrais é mediada por transportadores de aminoácidos diferentes, mostrando a preferência considerável pela Glutamina na distribuição entre os astrócitos e neurônios que favorece o fluxo de aminoácidos dos astrócitos para os neurônios. Os carreadores específicos de Glutamina também contribuem largamente para o fluxo de Glutamina do cérebro para o leito vascular.
Nota do Nutricionista:
A glutamina é um aminoácido extremamente versátil e com inúmeras funções.
Ela proporciona um enorme benefício intestinal pela renovação do epitélio; é o principal nutriente para o sistema imune e ainda fundamental para a função cerebral.
Aos interessados em saúde e longevidade: GLUTAMINA.
domingo, 22 de julho de 2012
Óleo de Côco e Prevenção de Doença Cardíaca
Óleo de Côco e Prevenção de Doença Cardíaca:
Artigo editado por Bruce Fife, N.D.
- Kaunitz, H. 1986. Medium chain triglycerides (MCT) in aging and arteriosclerosis. J Environ Pathol Toxicol Oncol 6(3-4):115.
- Danesh, J. and Collins, R., 1997. Chronic infections and coronary heart disease: Is there a link? Lancet 350:430.
- Sircar, S. and Kansra, U 1998. Choice of cooking oils-myths and realities. J Indian Med Assoc 96 (10):304.
- Gaydos, C.A., 1996. Replication of Chlamydia pneumoniae in vitro in human macrophages, endothelial cells, and aortic artery smooth muscle cells. Infect Immunity 64:1614).
Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com
Os cientistas descobriram uma nova e poderosa arma contra doenças cardíacas. Tão surpreendente quanto possa parecer, esta nova arma é o óleo de côco. Sim, óleo de côco comum. A ingestão do óleo de côco em uma base regular pode reduzir suas chances de sofrer um ataque cardíaco!
O óleo de côco é composto de um grupo de moléculas únicas de gordura conhecidos como ácidos graxos de cadeia média (AGCM). Apesar de serem tecnicamente classificado como gorduras saturadas, essas gorduras podem realmente protegê-lo de um ataque cardíaco ou um derrame.
Embora o óleo de côco seja predominantemente uma gordura saturada, ele não tem um efeito negativo sobre o colesterol.
Natural e não hidrogenado, o óleo de côco tende a aumentar o colesterol HDL e melhorar o perfil da relação LDL/HDL. O HDL é o colesterol bom que ajuda a proteger contra doenças cardíacas. O Colesterol total, que inclui tanto o HDL (bom) e o LDL (colesterol ruím), é um indicador muito impreciso do risco de doença cardíaca. Uma forma muito mais precisa para julgar o risco de doença cardíaca é a de separar os dois tipos de colesterol. Portanto, a relação entre o ruím e o bom colesterol (LDL/HDL), é universalmente reconhecido como um indicador muito mais preciso do risco de doença cardíaca. Devido à tendência do óleo de côco para aumentar o HDL, a relação do colesterol melhora, diminuindo o risco de doença cardíaca.
As pessoas que tradicionalmente consomem grandes quantidades de óleo de côco como parte de sua dieta normal têm uma incidência muito baixa de doença cardíaca e níveis normais de colesterol no sangue. Isto tem sido bem suportado por numerosos estudos em várias população. As pesquisas mostram que as pessoas que consomem grandes quantidades de óleo de côco têm notavelmente boa saúde cardiovascular.
No início, esta observação confundiu muitos pesquisadores. Eles não reconheceram a diferença entre o AGCM presentes no óleo de côco e outras gorduras saturadas. Uma nova pesquisa, no entanto, demonstrou que as gorduras de cadeia média (TCM) do óleo de côco protegem contra as doenças cardíacas e um dia podem ainda serem utilizadas como um tratamento para a cura da doença.
Estudos na década de 1970 e 1980 indicavam que o óleo de côco é amigo do coração, mesmo sendo uma gordura saturada e por isso sempre sofrer a acusação de promover doenças cardíacas. O consumo do óleo de côco mostrou ter muitos fatores associados a um risco reduzido de doença cardíaca em comparação com outros óleos dietéticos, ou seja; níveis mais baixos de colesterol, menor deposição de gordura corporal, maior taxa de sobrevivência, tendência reduzida a formar coágulos de sangue, menor quantidade de radicais livres nas células , baixos níveis de colesterol no sangue e fígado, reservas maiores de antioxidantes celulares e uma menor incidência de doenças cardíacas em vários estudos populacionais.
A partir somente desta evidência, o óleo de côco deveria ser visto como um nutriente extremamente benéfico a saúde cardíaca. Mas há um outro fator, que é ainda mais importante, e revela como o óleo de côco não somente é benigno ao coração, como também mais um nutriente muito importante na batalha contra doenças cardíacas. Então, vamos ver porque este notável óleo pode se tornar uma nova e poderosa arma a ser usada contra doenças cardíacas.
A doença cardíaca é provocada por aterosclerose , que se manifesta pela formação de placas (ou ateromas) nas artérias. Fisiologicamente a aterosclerose se desenvolve como um resultado de lesões no revestimento interno da parede arterial. A lesão pode ser o resultado de um certo número de fatores, tais como toxinas, radicais livres, vírus, ou bactérias. Se a causa da lesão não é removida, mais danos podem ocorrer. Enquanto a irritação e a inflamação persistir o tecido responsável pela cicatrização continua a se desenvolver.
As proteínas responsáveis pela coagulação do sangue chamadas plaquetas, circulam livremente no sangue. Sempre que elas encontram uma lesão tornam-se pegajosas e aderem umas às outras no tecido danificado; atuando como um curativo para facilitar a cicatrização. Esta é a maneira como os coágulos de sangue são formados. Qualquer tipo de lesão estimula o agrupamento das plaquetas ou células de coagulação e a parede arterial a liberar fatores de crescimento que estimulam a multiplicação das células musculares no interior das paredes arteriais.
Uma mistura complexa de tecido cicatrizante, plaquetas, cálcio, colesterol e triglicerídeos são incorporados no local para curar a lesão. Esta massa de tecido constitui a placa arterial. Quando este processo ocorre na artéria coronária, que alimenta o coração, este processo é chamado de doença cardíaca coronariana, a causa mais comum de morte nos Estados Unidos.
Uma área de pesquisa que está ganhando um grande interesse é a relação entre a infecção crônica e a aterosclerose. Parece que existe uma relação de causa e efeito associado, unindo as infecções e as doenças cardíacas. A investigação recente demonstrou que certos microrganismos podem causar ou, pelo menos, estão envolvidos no desenvolvimento de placa arterial, o que leva à doença cardíaca.
Um grande número de estudos demonstram associações entre doenças do coração e infecções crônicas, tanto bacterianas quanto virais. Já em 1970 os pesquisadores identificaram o desenvolvimento de aterosclerose nas artérias de frangos quando eles foram infectados experimentalmente com o vírus da herpes. Na década de 1980 associações semelhantes foram relatadas em seres humanos infectados com um número de bactérias (por exemplo, Helicobacter pilori e Clamídia pneumoniae) e certos vírus da herpes (particularmente o citomegalovírus).
Em um estudo, por exemplo, Petra Saikku e colegas da Universidade de Helsinki na Finlândia, descobriram que 27 dos 40 pacientes de ataque cardíaco e 15 dos 30 homens com doença cardíaca, carregavam anticorpos relacionados a clamídia, que é mais comumente conhecido por causar infecções na gengiva e nos pulmões. Em comparação com indivíduos que estavam livres de doença cardíaca, apenas sete dos 41 tiveram tais anticorpos. Em outro estudo da Baylor College of Medicine em Houston Texas, pesquisadores descobriram que 70 por cento dos pacientes submetidos à cirurgia para a aterosclerose transportavam anticorpos para citomegalovírus (CMV), uma infecção respiratória comum.
Mais provas da ligação entre infecção e doença cardiovascular apareceu no início de 1990, quando os pesquisadores descobriram fragmentos de bactérias na placa arterial. Um dos primeiros a descobrir microrganismos em placas ateroscleróticas foi Muhlestein Brent, cardiologista no Hospital LDS, em Salt Lake City e da Universidade de Utah. Muhlestein e seus colegas encontraram evidências de clamídia em 79 por cento das placas retiradas das artérias coronárias de 90 pacientes com doença cardíaca. Em comparação, menos de quatro por cento dos indivíduos normais tinham evidências de clamídia nas paredes das artérias.
Estudos em animais forneceram evidências conclusivas mostrando que as bactérias podem contribuir para a inflamação crônica e formação de placas. Muhlestein mostrou que ao infectar coelhos com Clamídia, mensuravelmente engrossa as paredes arteriais dos animais. Quando os animais receberam um antibiótico para matar a Clamídia, as artérias tornaram-se novamente saudáveis.
Pelo menos um em cada dois adultos em países desenvolvidos têm anticorpos para Helicobacter pilori, Clamídia pneumoniae, ou citomegalovírus (CMV). A presença de anticorpos não indica necessariamente uma infecção ativa ou a presença de aterosclerose, mas é um sinal de que a infecção tenha ocorrido em algum momento. É comum que as infecções com esses organismos possam persistir indefinidamente. Uma vez infectado com herpes, por exemplo, o vírus permanece para a vida. A eficácia do sistema imunológico determina o grau de problemas que o vírus pode causar.
Quanto mais fraco o sistema imunológico, maior a probabilidade de uma infecção causar problemas. Quando estes microorganismos entram na corrente sanguínea e atacam a parede das artérias causando infecções crônicas de baixo grau e que não têm quaisquer sintomas perceptíveis. Como microrganismos, colonizam as paredes das artérias e causam danos para as células arteriais. Em um esforço para resolver esta situação as plaquetas sanguíneas, o colesterol e as proteínas se combinam nas paredes arteriais preparando o ambiente para a formação de placas ou aterosclerose. Enquanto a infecção e inflamação persiste a placa continua a desenvolver-se. A infecção pode tanto iniciar quanto promover o crescimento da aterosclerose nas artérias que por sua vez, conduzem a doença cardiovascular.
Você, ou qualquer outra pessoa pode ter uma infecção crônica de baixo grau, mesmo sem perceber. Isso aparentemente é o que acontece com muitas pessoas que pensam que são saudáveis, mas de repente podem ter uma surpresa desagradável como um ataque cardíaco.
Até agora, os pesquisadores não estão prontos para dizer se somente a infecção é responsável por cada caso de doença cardíaca. Outros fatores (por exemplo, os radicais livres, hipertensão arterial, diabetes, etc) também podem causar lesões na parede arterial e iniciar a formação de placas. Além disso, nem todas as infecções promovem a aterosclerose. Somente quando o sistema imunológico é incapaz de controlar a infecção, causando desta forma, uma situação de alarme.
Tudo o que pode diminuir a eficiência imunológica como qualquer doença grave, má alimentação, exposição ao fumo, stress e a falta de exercícios (ou seja, muitos dos fatores típicos de risco associados com a doença cardíaca), como também, promover o aparecimento de infecções crônicas de baixo grau e infecções que podem promover a aterosclerose. Os resultados mencionados acima sugerem que, pelo menos em alguns casos, a doença cardíaca pode ser tratada com antibióticos. Antibióticos são limitados, porque são eficientes somente contra bactérias. Portanto, infecções causadas por vírus permanecem inalteradas. No entanto, há algo que irá destruir ambas as bactérias (Helicobacter pilori e Clamídia pneumonia) e o vírus (CMV) que são frequentemente associadas com a aterosclerose; e estes são os incríveis AGCM (ácidos graxos de cadeia média ou óleo de côco). Os AGCM presentes no óleo de côco, são conhecidos por eliminar todos os três principais tipos de organismos aterogênicos.
O óleo de côco é um poderoso agente eliminador de germes e são conhecidos por matar dezenas de organismos causadores de doenças. O óleo de côco não só pode ajudar a proteger contra os germes que causam úlceras, infecções pulmonares, herpes, etc; mas também doenças cardíacas e derrames. Se você quiser evitar problemas cardíacos, você deve ingerir o óleo de côco diariamente! A doença cardíaca, derrame e aterosclerose representam quase metade do total de mortes nos Estados Unidos.
Estatisticamente, uma em cada duas pessoas que você conhece vai morrer de uma dessas condições cardiovasculares. Em países onde as pessoas consomem uma quantidade maior de óleo de côco, a doença cardiovascular é muito menos frequente. No Sri Lanka, por exemplo, onde o óleo de côco tem sido a principal gordura dietética, a taxa de morte por doença cardíaca é uma das mais baixas do mundo. Nos últimos anos, no entanto, o consumo de óleo de côco no Sri Lanka declinou, sendo esta gordura substituída por óleos
poliinsaturados e margarinas.
Consequentemente, as taxas de doenças cardíacas aumentaram. Em vários locais na Índia, onde o óleo de côco tem sido amplamente substituído por outros óleos vegetais, a doença cardiovascular está em ascensão. As pessoas foram encorajadas a mudar os seus óleos de uso tradicionais, como o óleo de côco, e desta forma, as taxas de problemas cardiovasculares começaram a aumentar.
Pesquisadores envolvidos com estudos sobre dieta e doenças cardíacas na Índia, estão agora recomendando o retorno ao óleo de côco para reduzir o risco de doença cardíaca. Essa recomendação é baseada em suas descobertas mostrando o aumento na ocorrência de doença cardíaca devido a substituição do óleo de côco por óleos vegetais comuns. Parece que, simplesmente usando óleo de côco na sua dieta diária, você pode conseguir um notável grau de proteção contra doenças cardíacas e derrames.
Nota do Nutricionista:
O Infarto do miocárdio representa um grave problema de saúde em todo o mundo.
A nutrição preventiva com o uso do óleo de côco é uma ajuda de extrema importância para evitar esta condição.
Importante em qualquer idade, e principalmente aos mais idosos, devido a maior agressão ocasionada pela idade.
Artigo editado por Bruce Fife, N.D.
- Kaunitz, H. 1986. Medium chain triglycerides (MCT) in aging and arteriosclerosis. J Environ Pathol Toxicol Oncol 6(3-4):115.
- Danesh, J. and Collins, R., 1997. Chronic infections and coronary heart disease: Is there a link? Lancet 350:430.
- Sircar, S. and Kansra, U 1998. Choice of cooking oils-myths and realities. J Indian Med Assoc 96 (10):304.
- Gaydos, C.A., 1996. Replication of Chlamydia pneumoniae in vitro in human macrophages, endothelial cells, and aortic artery smooth muscle cells. Infect Immunity 64:1614).
Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com
Os cientistas descobriram uma nova e poderosa arma contra doenças cardíacas. Tão surpreendente quanto possa parecer, esta nova arma é o óleo de côco. Sim, óleo de côco comum. A ingestão do óleo de côco em uma base regular pode reduzir suas chances de sofrer um ataque cardíaco!
O óleo de côco é composto de um grupo de moléculas únicas de gordura conhecidos como ácidos graxos de cadeia média (AGCM). Apesar de serem tecnicamente classificado como gorduras saturadas, essas gorduras podem realmente protegê-lo de um ataque cardíaco ou um derrame.
Embora o óleo de côco seja predominantemente uma gordura saturada, ele não tem um efeito negativo sobre o colesterol.
Natural e não hidrogenado, o óleo de côco tende a aumentar o colesterol HDL e melhorar o perfil da relação LDL/HDL. O HDL é o colesterol bom que ajuda a proteger contra doenças cardíacas. O Colesterol total, que inclui tanto o HDL (bom) e o LDL (colesterol ruím), é um indicador muito impreciso do risco de doença cardíaca. Uma forma muito mais precisa para julgar o risco de doença cardíaca é a de separar os dois tipos de colesterol. Portanto, a relação entre o ruím e o bom colesterol (LDL/HDL), é universalmente reconhecido como um indicador muito mais preciso do risco de doença cardíaca. Devido à tendência do óleo de côco para aumentar o HDL, a relação do colesterol melhora, diminuindo o risco de doença cardíaca.
As pessoas que tradicionalmente consomem grandes quantidades de óleo de côco como parte de sua dieta normal têm uma incidência muito baixa de doença cardíaca e níveis normais de colesterol no sangue. Isto tem sido bem suportado por numerosos estudos em várias população. As pesquisas mostram que as pessoas que consomem grandes quantidades de óleo de côco têm notavelmente boa saúde cardiovascular.
No início, esta observação confundiu muitos pesquisadores. Eles não reconheceram a diferença entre o AGCM presentes no óleo de côco e outras gorduras saturadas. Uma nova pesquisa, no entanto, demonstrou que as gorduras de cadeia média (TCM) do óleo de côco protegem contra as doenças cardíacas e um dia podem ainda serem utilizadas como um tratamento para a cura da doença.
Estudos na década de 1970 e 1980 indicavam que o óleo de côco é amigo do coração, mesmo sendo uma gordura saturada e por isso sempre sofrer a acusação de promover doenças cardíacas. O consumo do óleo de côco mostrou ter muitos fatores associados a um risco reduzido de doença cardíaca em comparação com outros óleos dietéticos, ou seja; níveis mais baixos de colesterol, menor deposição de gordura corporal, maior taxa de sobrevivência, tendência reduzida a formar coágulos de sangue, menor quantidade de radicais livres nas células , baixos níveis de colesterol no sangue e fígado, reservas maiores de antioxidantes celulares e uma menor incidência de doenças cardíacas em vários estudos populacionais.
A partir somente desta evidência, o óleo de côco deveria ser visto como um nutriente extremamente benéfico a saúde cardíaca. Mas há um outro fator, que é ainda mais importante, e revela como o óleo de côco não somente é benigno ao coração, como também mais um nutriente muito importante na batalha contra doenças cardíacas. Então, vamos ver porque este notável óleo pode se tornar uma nova e poderosa arma a ser usada contra doenças cardíacas.
A doença cardíaca é provocada por aterosclerose , que se manifesta pela formação de placas (ou ateromas) nas artérias. Fisiologicamente a aterosclerose se desenvolve como um resultado de lesões no revestimento interno da parede arterial. A lesão pode ser o resultado de um certo número de fatores, tais como toxinas, radicais livres, vírus, ou bactérias. Se a causa da lesão não é removida, mais danos podem ocorrer. Enquanto a irritação e a inflamação persistir o tecido responsável pela cicatrização continua a se desenvolver.
As proteínas responsáveis pela coagulação do sangue chamadas plaquetas, circulam livremente no sangue. Sempre que elas encontram uma lesão tornam-se pegajosas e aderem umas às outras no tecido danificado; atuando como um curativo para facilitar a cicatrização. Esta é a maneira como os coágulos de sangue são formados. Qualquer tipo de lesão estimula o agrupamento das plaquetas ou células de coagulação e a parede arterial a liberar fatores de crescimento que estimulam a multiplicação das células musculares no interior das paredes arteriais.
Uma mistura complexa de tecido cicatrizante, plaquetas, cálcio, colesterol e triglicerídeos são incorporados no local para curar a lesão. Esta massa de tecido constitui a placa arterial. Quando este processo ocorre na artéria coronária, que alimenta o coração, este processo é chamado de doença cardíaca coronariana, a causa mais comum de morte nos Estados Unidos.
Uma área de pesquisa que está ganhando um grande interesse é a relação entre a infecção crônica e a aterosclerose. Parece que existe uma relação de causa e efeito associado, unindo as infecções e as doenças cardíacas. A investigação recente demonstrou que certos microrganismos podem causar ou, pelo menos, estão envolvidos no desenvolvimento de placa arterial, o que leva à doença cardíaca.
Um grande número de estudos demonstram associações entre doenças do coração e infecções crônicas, tanto bacterianas quanto virais. Já em 1970 os pesquisadores identificaram o desenvolvimento de aterosclerose nas artérias de frangos quando eles foram infectados experimentalmente com o vírus da herpes. Na década de 1980 associações semelhantes foram relatadas em seres humanos infectados com um número de bactérias (por exemplo, Helicobacter pilori e Clamídia pneumoniae) e certos vírus da herpes (particularmente o citomegalovírus).
Em um estudo, por exemplo, Petra Saikku e colegas da Universidade de Helsinki na Finlândia, descobriram que 27 dos 40 pacientes de ataque cardíaco e 15 dos 30 homens com doença cardíaca, carregavam anticorpos relacionados a clamídia, que é mais comumente conhecido por causar infecções na gengiva e nos pulmões. Em comparação com indivíduos que estavam livres de doença cardíaca, apenas sete dos 41 tiveram tais anticorpos. Em outro estudo da Baylor College of Medicine em Houston Texas, pesquisadores descobriram que 70 por cento dos pacientes submetidos à cirurgia para a aterosclerose transportavam anticorpos para citomegalovírus (CMV), uma infecção respiratória comum.
Mais provas da ligação entre infecção e doença cardiovascular apareceu no início de 1990, quando os pesquisadores descobriram fragmentos de bactérias na placa arterial. Um dos primeiros a descobrir microrganismos em placas ateroscleróticas foi Muhlestein Brent, cardiologista no Hospital LDS, em Salt Lake City e da Universidade de Utah. Muhlestein e seus colegas encontraram evidências de clamídia em 79 por cento das placas retiradas das artérias coronárias de 90 pacientes com doença cardíaca. Em comparação, menos de quatro por cento dos indivíduos normais tinham evidências de clamídia nas paredes das artérias.
Estudos em animais forneceram evidências conclusivas mostrando que as bactérias podem contribuir para a inflamação crônica e formação de placas. Muhlestein mostrou que ao infectar coelhos com Clamídia, mensuravelmente engrossa as paredes arteriais dos animais. Quando os animais receberam um antibiótico para matar a Clamídia, as artérias tornaram-se novamente saudáveis.
Pelo menos um em cada dois adultos em países desenvolvidos têm anticorpos para Helicobacter pilori, Clamídia pneumoniae, ou citomegalovírus (CMV). A presença de anticorpos não indica necessariamente uma infecção ativa ou a presença de aterosclerose, mas é um sinal de que a infecção tenha ocorrido em algum momento. É comum que as infecções com esses organismos possam persistir indefinidamente. Uma vez infectado com herpes, por exemplo, o vírus permanece para a vida. A eficácia do sistema imunológico determina o grau de problemas que o vírus pode causar.
Quanto mais fraco o sistema imunológico, maior a probabilidade de uma infecção causar problemas. Quando estes microorganismos entram na corrente sanguínea e atacam a parede das artérias causando infecções crônicas de baixo grau e que não têm quaisquer sintomas perceptíveis. Como microrganismos, colonizam as paredes das artérias e causam danos para as células arteriais. Em um esforço para resolver esta situação as plaquetas sanguíneas, o colesterol e as proteínas se combinam nas paredes arteriais preparando o ambiente para a formação de placas ou aterosclerose. Enquanto a infecção e inflamação persiste a placa continua a desenvolver-se. A infecção pode tanto iniciar quanto promover o crescimento da aterosclerose nas artérias que por sua vez, conduzem a doença cardiovascular.
Você, ou qualquer outra pessoa pode ter uma infecção crônica de baixo grau, mesmo sem perceber. Isso aparentemente é o que acontece com muitas pessoas que pensam que são saudáveis, mas de repente podem ter uma surpresa desagradável como um ataque cardíaco.
Até agora, os pesquisadores não estão prontos para dizer se somente a infecção é responsável por cada caso de doença cardíaca. Outros fatores (por exemplo, os radicais livres, hipertensão arterial, diabetes, etc) também podem causar lesões na parede arterial e iniciar a formação de placas. Além disso, nem todas as infecções promovem a aterosclerose. Somente quando o sistema imunológico é incapaz de controlar a infecção, causando desta forma, uma situação de alarme.
Tudo o que pode diminuir a eficiência imunológica como qualquer doença grave, má alimentação, exposição ao fumo, stress e a falta de exercícios (ou seja, muitos dos fatores típicos de risco associados com a doença cardíaca), como também, promover o aparecimento de infecções crônicas de baixo grau e infecções que podem promover a aterosclerose. Os resultados mencionados acima sugerem que, pelo menos em alguns casos, a doença cardíaca pode ser tratada com antibióticos. Antibióticos são limitados, porque são eficientes somente contra bactérias. Portanto, infecções causadas por vírus permanecem inalteradas. No entanto, há algo que irá destruir ambas as bactérias (Helicobacter pilori e Clamídia pneumonia) e o vírus (CMV) que são frequentemente associadas com a aterosclerose; e estes são os incríveis AGCM (ácidos graxos de cadeia média ou óleo de côco). Os AGCM presentes no óleo de côco, são conhecidos por eliminar todos os três principais tipos de organismos aterogênicos.
O óleo de côco é um poderoso agente eliminador de germes e são conhecidos por matar dezenas de organismos causadores de doenças. O óleo de côco não só pode ajudar a proteger contra os germes que causam úlceras, infecções pulmonares, herpes, etc; mas também doenças cardíacas e derrames. Se você quiser evitar problemas cardíacos, você deve ingerir o óleo de côco diariamente! A doença cardíaca, derrame e aterosclerose representam quase metade do total de mortes nos Estados Unidos.
Estatisticamente, uma em cada duas pessoas que você conhece vai morrer de uma dessas condições cardiovasculares. Em países onde as pessoas consomem uma quantidade maior de óleo de côco, a doença cardiovascular é muito menos frequente. No Sri Lanka, por exemplo, onde o óleo de côco tem sido a principal gordura dietética, a taxa de morte por doença cardíaca é uma das mais baixas do mundo. Nos últimos anos, no entanto, o consumo de óleo de côco no Sri Lanka declinou, sendo esta gordura substituída por óleos
poliinsaturados e margarinas.
Consequentemente, as taxas de doenças cardíacas aumentaram. Em vários locais na Índia, onde o óleo de côco tem sido amplamente substituído por outros óleos vegetais, a doença cardiovascular está em ascensão. As pessoas foram encorajadas a mudar os seus óleos de uso tradicionais, como o óleo de côco, e desta forma, as taxas de problemas cardiovasculares começaram a aumentar.
Pesquisadores envolvidos com estudos sobre dieta e doenças cardíacas na Índia, estão agora recomendando o retorno ao óleo de côco para reduzir o risco de doença cardíaca. Essa recomendação é baseada em suas descobertas mostrando o aumento na ocorrência de doença cardíaca devido a substituição do óleo de côco por óleos vegetais comuns. Parece que, simplesmente usando óleo de côco na sua dieta diária, você pode conseguir um notável grau de proteção contra doenças cardíacas e derrames.
Nota do Nutricionista:
O Infarto do miocárdio representa um grave problema de saúde em todo o mundo.
A nutrição preventiva com o uso do óleo de côco é uma ajuda de extrema importância para evitar esta condição.
Importante em qualquer idade, e principalmente aos mais idosos, devido a maior agressão ocasionada pela idade.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Óleo de Côco - Dupla Ação no Emagrecimento

O ÓLEO DE CÔCO REDUZ A INGESTÃO CALÓRICA E AUMENTA O GASTO ENERGÉTICO:
Artigo editado por Aaron W. Jensen – PHD
- MacIntosh CG, Morley JE, et al. Effect of exogenous cholecystokinin (CCK)-8 on food intake and plasma CCK, leptin, and insulin concentrations in older and young adults: evidence for increased CCK activity as a cause of the anorexia of aging. J Clin Endocrinol Metab 2001;86:5830-7.
- Batterham RL, Dowley MA, Small CJ, et al. Gut hormone PYY(3-36) physiologically inhibits food intake. Nature 2002;418:650-4.
Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com
Alguma vez você já se perguntou o que faz você sentir fome - por que este persistente ronco em seu estômago o leva a deixar o seu lugar confortável no sofá e devastar a geladeira por bocados tentadores? Os cientistas há muito tempo tentam entender o que impulsiona o nosso desejo por alimentos, e eles encontraram uma resposta bem simples: os hormônios.
Os hormônios são as moléculas mensageiras em nosso corpo: eles são feitos em um órgão (por vezes alguns) e viajam pela corrente sanguínea para pedir que seu corpo responda de alguma forma. No caso da fome, os hormônios produzidos no sistema digestivo viajam pelo sangue até o cérebro para se certificar de que você procurar comida e então satisfaça o seu estômago. A maioria de nós sabe muito bem o quão eficaz esses hormônios podem ser.
“Comparado com LCTs, os MCTs têm um menor teor calórico, pois eles normalmente não são armazenados nas células de gordura (e sim usados instantaneamente como fonte de energia), e ainda estimulam a termogênese através do aumento da taxa de metabolismo basal do corpo.”
Os cientistas ainda estão trabalhando nos detalhes desse complexo sistema de comunicação entre o intestino e seu cérebro, mas eles têm esbarrado em alguns dos jogadores importantes que permitem que seu corpo saiba se ele deve procurar o alimento ou ficar no sofá. Um dos hormônios mais importantes no desencadeamento da fome é chamado de grelina. Feito pelo estômago quando está vazio, a grelina envia um sinal que diz "tenho fome" para o cérebro. Os neurônios no hipotálamo (uma parte do cérebro que regula o apetite, bem como o desejo sexual e sono) respondem, instruindo o corpo em busca de alimento (o que geralmente significa uma viagem rápida para a geladeira ou virar o carro para o restaurante mais próximo.
Bloqueando Nosso Apetite:
Claramente, se você sucumbir aos poderes da grelina muito facilmente, resultaria num sério ganho de peso. Sendo por isso muito importante termos também hormônios para colocar freios em nosso apetite e enviar o sinal "estou cheio" para o cérebro. Esses hormônios da saciedade são chamados PYY (peptídeo YY) e CCK (colecistoquinina). PYY e CCK são produzidos até o final de uma refeição e são responsáveis por dar-lhe o sentimento de satisfação completa.
Os MCTs Ajudam a Suprimir o Apetite:
O sinal "estou saciado" é acionado de forma mais eficaz por parte de alguns alimentos do que outros. Em geral, as gorduras são os mais eficazes ingredientes dietéticos para induzir a produção de PYY e CCK, reduzindo assim o desejo de comer. Nem todas as gorduras são igualmente eficazes na supressão do apetite, entretanto os triglicerídeos de cadeia média (TCM), por exemplo, parecem ser mais eficazes do que o muito mais comum triglicerídeos de cadeia longa (TCL), quando se trata da diminuição do apetite. A inclusão de MCTs em sua dieta - na forma de óleo em saladas, para cozinhar ou mesmo puro pode contribuir de forma efetiva em sua batalha para o controle de peso.
Os MCTs são diferentes praticamente de todos os outros tipos de gorduras . Comparado com LCTs, que representam a maior parte de toda nossa ingestão de gordura, os MCTs têm um menor teor calórico; tipicamente não são armazenados nas células de gordura, e eles estimulam a termogênese (produção de energia sob a forma de calor), aumentando a taxa de metabolismo basal em nosso corpo, que é uma medida da quantidade de energia gasta na realização de funções básicas e involuntárias, tais como a respiração, a digestão, e os batimentos cardíacos.
Os MCTs Aumentam a Saciedade:
Os MCTs trabalham por vários mecanismos diferentes para ajudar você a controlar o seu peso. Um deles está relacionado com a saciedade, o sentimento de satisfação provocado por um estômago cheio. Pesquisadores Franceses alimentaram diferentes grupos de pessoas no café da manhã que possuíam ou um baixo teor de gordura ou eram ricas em um destes vários tipos de gordura: MCTs, LCTs saturados (por exemplo, banha de porco), e LCTs insaturado (por exemplo, azeite); em seguida, eles observaram o comportamento e as respostas metabólicas para essas diferentes refeições.
Durante o estudo, todos os indivíduos eram restritos às salas que não continham sinais do tempo: eles foram mantidos sob luz artificial, sem janelas e sem dispositivos de percepção de tempo, e eles foram autorizados a pedir comida quando estivessem com fome novamente.
O período de tempo entre cada pedido de refeição (almoço e jantar) foi monitorado, assim como a quantidade de alimento (valor calórico) consumido em cada uma dessas refeições.
Os pesquisadores descobriram que os cafés da manhã com baixo teor de gordura resultaram em intervalos de tempo significativamente menores entre os pedidos de refeições do que os cafés da manhã ricos em gordura. Isto não é surpreendente, considerando que as gorduras são as melhores no desencadeamento da resposta de saciedade. Isso mostra que dietas com mais gordura induzem a uma maior saciedade e permitem que os indivíduos permaneçam mais saciados por intervalos mais longos.
“Por um período superior a sete dias, mulheres em dietas com MCTs queimaram mais de 350 calorias do que aquelas em dietas com LCTs”.
O Uso de MCTs Resulta Numa Menor Ingestão Calórica:
A quantidade de alimento consumido pelo grupo MCT no almoço foi significativamente menor do que as quantidades consumidas por qualquer grupo LCT ou o grupo de baixo teor de gordura. O teor calórico total do almoço consumido pelo grupo MCT foi 18,4% inferior ao do grupo que usou gordura saturada-LCT, 16,5% inferior ao do grupo de baixo teor de gordura, e 5,4% menor do que a do grupo que usou gordura insaturada-LCT. Os autores concluíram que a ingestão de alimentos nestes indivíduos é inferior com o uso dos MCTs, através de um "mecanismo pós-absortivo" que aumenta a saciedade e consequentemente induz a um menor consumo de alimentos na próxima refeição.
Hormônios: A Chave para a Supressão do Apetite
Os cientistas conhecem sobre a função do hormônio CCK (colecistoquinina) por um longo período de tempo. O intestino delgado começa a secretar esta molécula no final de uma refeição e deixa o sistema digestivo começar a quebrar as gorduras (a última porção de uma refeição ao entrar no intestino proveniente do estômago). Por exemplo, CCK estimula a vesícula biliar a se contrair e liberar a bile para o intestino delgado para ajudar na digestão das gorduras. Mas isso não é tudo que ela faz. Esta também entra na corrente sanguínea e é transportada para o cérebro, onde age suprimindo o apetite. De fato, acredita-se que o problema comum de apetite reduzido em idosos, seja em parte causado por níveis elevados de CCK.
O hormônio PYY (peptídeo yy) tem recebido muito mais atenção recentemente, graças em grande parte a um artigo que apareceu no Jornal Britânico Nature. Esta pesquisa demonstrou que a injeção de PYY na corrente sanguínea de voluntários saudáveis reduziu sua ingestão de alimentos em um terço ao longo de 24 horas. PYY é normalmente produzida no trato gastrointestinal após uma refeição, e a quantidade produzida parece correlacionar-se estreitamente com a ingestão calórica total. Assim, quanto mais você come, mais você produz PYY, e menos alimento você ingere na próxima refeição. PYY pode ser um grande candidato para um suplemento inibidor do apetite, mas é provável que demore pelo menos uma década, antes que este hormônio possa ser transformado em uma terapia útil no controle de peso.
MCTs – O Melhor Tipo de Gordura
Todas as gorduras não são exatamente iguais. Sabemos que as gorduras insaturadas (as formas monoinsaturadas e poli-insaturadas) proporcionam benefícios substanciais à saúde quando comparadas com as gorduras saturadas (um exemplo é a dieta mediterrânea rica em azeite de oliva monoinsaturada). E destes, os ácidos graxos ômega-3 (ácidos graxos são precursores de gorduras) encontrados em óleos de peixes de água fria, são especialmente benéficos com relação a função mental e a saúde cardiovascular.
Todas as gorduras consistem de uma molécula de glicerol unidas a até três cadeias de hidrocarbonetos (quando três, a molécula é chamada de triglicerídeo, a forma mais comum de gordura).
Estas cadeias, de comprimento variável, são derivados de ácidos graxos, que são encontradas naturalmente nos nossos alimentos. Nosso corpo processa diferentes tipos de gorduras de forma diferente, dependendo em parte do comprimento das cadeias de hidrocarbonetos, bem como do seu grau de saturação com átomos de hidrogênio. A maioria das gorduras dietéticas, tais como aquelas mencionadas acima, são triglicerídeos de cadeia longa (LCTs), com cadeias de hidrocarboneto contendo tipicamente 14 a 22 átomos de carbono.
Os Triglicerídeos de cadeia média (MCTs) são menores, com cadeias de 6 a 12 átomos de carbono, mas com uma preponderância forte por cadeias de 8 a 10 carbonos. Os MCTs são mais fáceis para o corpo digerir - eles podem ser absorvidos diretamente a partir do intestino e então, são enviados para o fígado onde ocorre um rápido processamento e assimilação. Em contraste, os LCTs devem ser submetido a enzimas digestivas no intestino, convertido a uma nova forma nas células intestinais, e incorporado a mecanismos de transportes moleculares, para somente então, chegar ao fígado para o processamento. Isto ajuda a explicar por que razão os MCTs são uma boa fonte de gordura para as pessoas com síndrome de má absorção, onde as gorduras comuns dos alimentos são mal absorvidas pelo corpo, devido a várias disfunções do pâncreas, fígado, sistema digestivo e sistema linfático.
Outra diferença importante entre o MCT e LCT é que os MCTs são menos ricos em energia do que seus primos de cadeia longa. Isto significa que se você consumiu as mesmas quantidades de MCTs e LCT, você estaria recebendo menas calorias dos MCTs, visto que, os MCTs fornecem 8.2 calorias por grama de gordura, contra 9 calorias dos LCT (uma redução de 9%) . Com passar do tempo, esse maior conteúdo calórico (no caso do LCT) pode fazer uma grande diferença.
Em termos de controlo de peso, estes resultados são interessantes, sugerindo que os MCTs podem desempenhar um papel significativo na supressão do apetite.
Os MCTs Aumentam o Gasto Energético:
Estudos mais longos com MCTs também foram realizados; mas com diferentes objetivos em mente. Pesquisadores canadenses focaram sua pesquisa no gasto energético de indivíduos mantidos em dietas ricas em MCT ou LCT, eles investigaram o impacto dos MCTs em 12 mulheres não obesas na fase de pré-menopausa durante um período de 2 semanas. Durante 14 dias seguidos, todas as mulheres foram alimentadas com os mesmos tipos de alimentos, mas as refeições num grupo foram preparadas com LCTs, enquanto as refeições do outro grupo foram preparadas com os MCTs. Essa foi a única diferença, e a quantidade total de alimentos servidos foi a mesma para ambos os grupos.
No sétimo e no décimo quarto dia do experimento, os pesquisadores registraram o gasto energético total e a taxa de metabolismo basal das mulheres envolvidas no estudo. Já no sétimo dia, ambas as medidas foram significativamente maiores no grupo que usou o MCT: a taxa de metabolismo basal tinha aumentado 4,4%, e o gasto energético total cresceu 3,1%.
Para colocar isto em perspectiva real, a quantidade de energia gasta teve um aumento de 52 e 45 calorias por dia, respectivamente. Durante o período de sete dias, as mulheres que seguiram a dieta com MCT queimaram 350 calorias a mais do que aquelas na dieta com LCT. Este aumento no gasto calórico deve-se unicamente a diferenças do tipo de gordura da dieta, e não a qualquer outro fator, como por exemplo, o aumento de atividade física.
MCTs – Uma Receita para o Sucesso:
Num mercado que cultua dietas milagrosas, perda de peso da noite para o dia e "abdominais rasgados" sem o incômodo de exercícios; os resultados acima podem parecer banais. Mas quando você somar todos os benefícios individuais dos MCTs; torna-se claro que a inclusão deste tipo de gordura na sua dieta pode oferecer benefícios significativos. Considere por exemplo, que os MCTs têm um menor teor calórico do que LCTs numa base de peso por peso; eles podem reduzir a ingestão de alimentos em geral num curto espaço de tempo (diminuição do apetite), e ainda aumentam a taxa pela qual seu corpo queima calorias. Isso soa como uma receita para o sucesso; e todos nós podemos nos beneficiar nesta velha batalha contra o aumento da linha de cintura.
O MCT pode ser incorporado na sua dieta principalmente em saladas.
Deve ser utilizado, no entanto, como um óleo suplementar, e não como um óleo de substituição. Recomendamos uma porção de 1 a 3 colheres de sobremesa ou de sopa por dia.
Grandes quantidades de MCT podem resultar em desconforto gástrico e diarréia. Doses de mais de 5 colheres de sopa tomadas de uma só vez podem resultar em cólicas intestinais intensas. Comece com 1 colher de sobremesa de MCT e lentamente aumente a quantidade durante vários dias até o nível desejado em sua dieta.
“Dr. Jensen é um biólogo celular e tem conduzido pesquisas na Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Também ministra cursos universitários de biologia e nutrição e escreve extensamente sobre tópicos médicos e científicos”.
Nota do Nutricionista:
Meu objetivo como profissional de saúde é transmitir informação com embasamento científico.
Na maioria das vezes, isto não acontece nos meios de comunicação e as informações erradas ficam gravadas na mente das pessoas; impedindo que ela possa se beneficiar deste ou daquele suplemento.
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