quinta-feira, 19 de junho de 2014
Multivitamínico/Mineral: Luxo ou Necessidade ?? (Parte - 1)
Multivitamínico/Mineral: Luxo ou Necessidade ?? (Parte - 1)
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Artigo editado por Jason Barker, ND
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
Um suplemento multivitamínico/mineral pode ser a parte mais importante do seu regime para a manutenção da saúde. Na verdade, um estudo realizado em junho 2002 sugere que quase todos os adultos nos EUA têm deficiências de vitaminas/minerais de algum tipo e devem complementar com um multivitamínico para reforçar sua ingestão dietética. Enquanto a necessidade de tomar um multivitamínico não está em dúvida, a qualidade é uma preocupação.
É por isso que eu digo aos meus pacientes que tomar um multivitamínico é uma forma simples e de baixo de seguro de saúde, que contribui para preencher "buracos" em sua dieta. (Vamos enfrentar o problema, todos nós não comemos perfeitamente.)
No entanto, o velho ditado "você obtém o que você paga" é especialmente verdadeiro no suplemento multivitamínico e na arena dos suplementos em geral. A qualidade nos suplemento é vagamente regulamentada nos EUA, e os fabricantes precisam apenas incluir algumas vitaminas e minerais básicos em sua formulação para criar um "multivitamínico".
Como resultado, há uma gama muito grande em termos de preço e qualidade de multivitamínicos. E você pode estar certo que, se o preço é muito baixo, a qualidade também vai ser baixa. Procure observar muitos dos multivitamínicos disponíveis a partir de farmácias e grandes lojas, por exemplo. A grande maioria (se não todos) são excessivamente processados e contêm ingredientes de má qualidade, aglutinantes, aditivos desnecessários, corante e conservantes.
Diante disso, é difícil argumentar que a saúde não vale a pena o ligeiro aumento do custo de um suplemento nutricional de qualidade. Nós mesmos cometemos um grande erro quando renunciamos a um multivitamínico de qualidade para comprar suplementos baratos cheios de aditivos desnecessários e ingredientes de má qualidade.
Felizmente, com um pouco de educação, você pode analisar as diferenças entre suplementos nutricionais de qualidade e os que devemos deixar de lado.
Desperdício pela Urina:
Antes de discutirmos o que o seu multivitamínico deve oferecer, aqui estão algumas dicas comuns para não comprar suplementos de baixa qualidade.
Ligantes são ingredientes que atuam como uma "cola", segurando as vitaminas juntas. Na verdade, estes muitas vezes funcionam tão bem que muitas vitaminas feitas com esses produtos químicos nem sequer quebram em seu trato gastrointestinal e são excretadas intactas na urina.
Os ligantes mais comuns incluem:
Croscaramelose
celulose
goma laca
Os aditivos são usados para preencher o espaço ou melhorar a aparência da vitamina. Muitas vezes, estes são ingredientes alimentares que também são alérgenos comuns. Eles geralmente incluem:
açúcar
Aspartame, um agente edulcorante sintético
milho
soja
Lactose (açúcar do leite)
Corante alimentar só é incluído para fazer a vitamina ficar com uma melhor aparência, o que é ridículo, porque você não está comprando suplementos pela sua aparência! Infelizmente, corantes artificiais podem danificar nosso DNA e nossos órgãos, e são frequentemente implicados em problemas comportamentais.
Alguns dos corantes mais comuns são:
FD & C Red 40 Aluminum Lake
FD & C amarelo # 6 Lake
FD & C Amarelo # 5 (tartrazina) Lake
Conservantes são substâncias que você não precisa, e pior ainda, pode ser realmente prejudicial à sua saúde. Por exemplo, alguns dos conservantes mais comuns encontrados em suplementos, particularmente o óleo hidrogenado de palma e o benzoato de sódio, podem ter efeitos tóxicos muito prejudiciais.
Procure um multivitamínico (e outros suplementos) sem esses aditivos.
Novas tendências:
Uma nova tendência em multivitamínicos são fórmulas específicas em gênero e condição. Embora a nossa compreensão inicial de saúde destaque apenas certas vitaminas e minerais; descobertas mais recentes conduziram à utilização de outros produtos químicos de plantas e de alimentos que também beneficiam fortemente nossa saúde. Multivitamínicos específicos para cada condição, focados na saúde cardíaca, na função cerebral e diferentes para cada sexo, masculino e feminino.
Os melhores multivitamínicos também fornecerão os mesmos fitonutrientes recentemente descobertos (retirados das plantas), que refletem atuais recomendações alimentares saudáveis, tais como a dieta mediterrânea.
A dieta mediterrânica inclui uma abundância de legumes, frutas, azeite, ervas, frutos do mar (óleo de peixe) e o mínimo de carnes vermelhas e produtos lácteos. Melhor ainda, este tipo de dieta tem mostrado vários benefícios para a saúde, particularmente contra o câncer e doenças do coração.
Essa dieta contém vários "super alimentos", designados como tal por causa de seus ingredientes nutricionais únicos.
Estes incluem couve, beterraba, repolho, brócolis, espinafre, romãs, azeitonas, tomates, açafrão, semente de uva, chá verde e vinho tinto. Nova tecnologia permite que muitos desses fitonutrientes vegetais sejam extraídos e utilizados em suplementos, fazendo a ponte entre a dieta e a suplementação.
E enquanto um multivitamínico específico (vitaminas /minerais / fitonutrientes) é uma grande melhora sobre um multivitamínico básico, uma melhora ainda melhor seria incluir nutrientes que têm como alvo vários sistemas e processos vitais no corpo.
As Áreas chave incluem:
Neurológica (cérebro)
Sistema cardiovascular (coração e vasos sanguíneos)
Mental/emocional (humor)
Visão
Digestão
Inflamação
Oxidação (antioxidantes)
Vamos olhar para cada um destes sistemas em mais detalhes, com destaque para alguns dos nutrientes mais importantes que seu multivitamínico deve incluir para apoiar áreas relevantes da saúde.
Suporte Neurológico:
A Memória e outras funções cerebrais declinam lentamente com o tempo, por isso é muito importante manter o cérebro ativo e com boa performance a medida que envelhecemos. Felizmente, existem fatores nutricionais específicas que podem ajudar o funcionamento do cérebro e retardar o processo de envelhecimento.
Ashwagandha (Wihtania somnifera) é uma erva derivada da Ayurveda (medicina tradicional indiana) com efeitos neuroprotetores. Um estudo feito em maio de 2003 mostrou que a Ashwagandha protege o cérebro, agindo como um antioxidante, enquanto uma revisão publicada em 2011 menciona a sua utilidade contra doenças neurodegenerativas, como Parkinson, Huntington e Alzheimer.
O óleo de peixe, especificamente os ácidos graxos omega-3, também tem efeito protetor sobre o cérebro. Um estudo de janeiro de 2010 demonstrou que há uma associação protetora entre ômega-3 e o declínio cognitivo, e pode prevenir a demência, limitando a inflamação, coagulação e melhorar a função dos vasos sanguíneos cerebrais. Além disso, o ácido docosahexaenóico (DHA), um importante omega-3, é o principal nutriente construtor das células cerebrais.
Suporte Cardiovascular:
A doença cardíaca é uma das principais doenças associadas ao envelhecimento e a principal causa de morte no mundo ocidental.
A prevenção de doença cardíaca deve começar bem antes dos sintomas aparecerem, já que, como muitas doenças crônicas, leva anos para se desenvolver.
A Coenzima Q10 (CoQ10) é um importante nutriente responsável pela produção de energia celular. É produzida no organismo e disponível como suplemento também. Um estudo de maio de 2012 descobriu que níveis mais altos de CoQ10 foram significativamente associados com um risco reduzido de doença cardíaca.
Além de ajudar o seu cérebro, o óleo de peixe (ômega-3 em particular) também demonstrou proteger o coração. Um estudo de 2008 indica que a utilização terapêutica do óleo de peixe tem um papel na prevenção e reversão da doença cardíaca e ataques cardíacos. Além disso, um estudo em dezembro de 2008 mostrou que a suplementação com óleo de peixe reduziu significativamente as mortes relacionadas com problemas cardíacos.
O resveratrol é um polifenol derivado de plantas (fitonutriente), com efeito anti-inflamatório e antioxidante muito eficaz. Consumidos em grandes quantidades, como parte da dieta mediterrânea, o resveratrol está associada com um risco reduzido de doença cardíaca.
Finalmente, o extrato de grão de café verde é um composto com efeitos relevantes de redução da pressão arterial. Estudos publicados em setembro de 2005 e julho de 2006 mostram que ele pode seguramente reduzir a pressão arterial em pessoas com hipertensão leve.
Suporte Mental e Emocional:
Um equilíbrio mental positivo é um aspecto importante, e muitas vezes esquecido, quando pensamos na saúde em termos gerais. Mau humor, depressão e outros transtornos do humor são associados com vários outros resultados negativos na saúde, incluindo doenças cardíacas e asma.
A Rhodiola rosea é um herva asiática que proporciona benefícios antidepressivos e redução de estresse, além de alguns outros. Em um estudo de março de 2008, a rhodiola também mostrou melhorar significativamente os sintomas de Transtorno de Ansiedade Generalizada nos indivíduos testados.
O Panax ginseng é uma outra erva asiática com uma variedade de benefícios positivos para a saúde. Em um estudo de março de 2002, mostrou melhorar a saúde mental e o relacionamento social dos participantes do estudo. Um estudo de outubro de 2003, afirma que o ginseng pode melhorar a função psicológica.
Eleutherococcus senticosus (Eleuthero ou ginseng siberiano) tem efeitos na melhora do humor semelhantes ao Panax ginseng. Um estudo de 2004 mostrou que, em pacientes idosos, o eleuthero otimiza a saúde mental e o relacionamento social.
Suporte para a Visão:
A qualidade geral da visão diminui com o envelhecimento. Tomar medidas preventivas para manter os olhos com sua melhor performance, deve começar cedo.
A luteína é um suplemento bem pesquisado na área de apoio a visão. Como um composto carotenóide, que é similar aos pigmentos antioxidantes encontrados em cenouras.
A luteína pode proteger a retina através de seus efeitos antioxidantes.
Uma vez que não podem ser sintetizadas pelo organismo, deve ser consumida sob a forma de suplementos ou a partir da dieta.
Mais uma vez, o óleo de peixe (como o ômega-3) surge como protetor, desta vez para os olhos. A Síndrome do olho seco (ressecamento da superfície ocular) é uma condição sofrida por muitos, e o óleo de peixe têm demonstrado benefício para essa condição, de acordo com estudos publicados em setembro e novembro de 2011.
Além disso, um estudo de julho 2011 mostrou que o consumo de óleo de peixe reduziu significativamente o risco de desenvolver a degeneração macular, uma doença relacionada à idade.
Suporte ao Sistema Digestivo:
Costuma-se dizer que a saúde começa com a digestão, e manter a função digestiva funcionando perfeitamente com as enzimas digestivas pode garantir que os alimentos sejam digeridos e assimilados de forma otimizada. As enzimas digestivas desempenham um importante papel de apoio em vários distúrbios digestivos e podem melhorar o processo digestivo.
A Spirulina (algas verde-azuladas) e a chlorella (alga verde) são "superalimentos" populares com inúmeros benefícios à saúde. Em um estudo publicado em dezembro de 2009, a chlorella mostrou uma significativa capacidade de proteger a mucosa intestinal e impediu a absorção de bactérias e toxinas digestivas (o mesmo benefício da glutamina).
A Spirulina tem conhecido efeito anticâncer, antiviral, antibacteriano, antioxidante e antiinflamatório. Pesquisas a partir de um estudo de 2011 mostram que a spirulina foi benéfica em um modelo experimental de doença inflamatória intestinal.
Inflamação:
A inflamação é o mecanismo principal pelo qual o sistema imunológico nos protege. No entanto, se não for controlada, a inflamação está no coração de quase todos os processos de doença.
Um dos mais poderosos anti-inflamatórios naturais é a cúrcuma. É útil na proteção contra muitas condições de saúde que têm suas origens na inflamação.
Não é de estranhar, óleo de peixe também é um ótimo anti-inflamatório, com efeitos de largo espectro em toda uma série de condições de saúde. A suplementação com óleo de peixe pode diminuir a quantidade de moléculas pró-inflamatórias dentro das células, o que diminui a inflamação, onde é gerada em primeiro lugar.
Ação Antioxidante:
Semelhante a inflamação, a oxidação é um processo que lentamente consome a nossa saúde ao longo do tempo. A oxidação é uma das principais causas do envelhecimento, e pode ser considerado como uma "ferrugem biológica."
Usando nutrientes antioxidantes, como chá verde, resveratrol, quercetina e ácido alfa-lipóico, conseguimos previnir a oxidação. Estes estão entre os antioxidantes mais bem estudados e mais eficazes. Eles podem prevenir a disfunção celular, aumentar o status imunológico, proteger o coração e os pulmões e limitar os danos aos nervos.
Valorize a Qualidade:
Ao selecionar um multivitamínico, evite os que contêm ingredientes e aditivos de má qualidade. Procure um multivitamínico que é livre de aditivos, e contenha extratos de alimentos e nutrientes específicos para cada condição de saúde.
Selecione um multivitamínico de qualidade; isso vai proporcionar um benefício de saúde muito maior do que um multivitamínico de baixo custo e qualidade.
Artigo Complementar – Vitaminas: Histórico e Benefícios.
- Koplan JP, Annest JL, Layde PM, Rubin GL. Nutrient intake and supplementation in the United States (NHANES II). Am J Public Health 1986;76:287-9.
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Artigo editado por Annette Dickinson and Andrew Shao, Ph.D.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
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Os americanos são apaixonados por suas vitaminas. Este não é um fenômeno novo, e não está sem base científica. Os suplementos nutricionais, incluindo multivitamínicos, têm sido
comercializado nos Estados Unidos desde o início da década de 1900; e o interesse do consumidor nestes produtos não só é generalizado, mas intenso. Em 1938, a revista do consumidor publicado pela Associação Médica Americana já estava tomando nota da determinação do povo americano para consumir "quantidades de pílulas de vitamina e cápsulas para prevenir resfriados, para evitar uma longa lista de doenças terríveis, para manter a boa forma, beleza e força. A Multivitaminas representam um meio seguro e de baixo custo no fornecimento de quantidades adequadas de quase todas as vitaminas e minerais essenciais. Seu uso generalizado ajuda a garantir a nutrição adequada para milhões de americanos e contribui para a redução do risco de várias doenças crônicas.
Quem Necessita Ingerir Suplementos ? Praticamente todas as Pessoas !!
Os Cientistas realizam um importante esforço para revisar as recomendações das RDAs ao longo dos anos. Pesquisas nutricionais consistentemente revelam que uma grande porcentagem da população americana está aquém das doses recomendadas de várias vitaminas e minerais. De acordo com as Diretrizes Dietéticas para Americanos de 2005, as vitaminas e minerais que são especialmente baixas nas dietas americanas incluem a vitamina A (a partir de carotenóides), vitamina C, vitamina E, cálcio e magnésio (resumidos na Figura 2).
O inquérito de pesquisas nacionais de saúde e nutrição de 2001/ 2002 (NHANES) de ingestão dietética, mostra que 93% dos americanos não conseguem obter nem mesmo o estimado Requisito Médio (AER) para a vitamina E, muito menos a RDA. Um suplemento multivitamínico com certeza ajudaria a preencher essa lacuna. Mais da metade dos adultos não conseguem obter mesmo a exigência média de vitamina A, e essa lacuna pode ser preenchida por um multivitamínico contendo betacaroteno. A vitamina C é relativamente fácil de obter em grandes quantidades a partir de alimentos comuns, mas, aparentemente, muitas pessoas não optam por consumir as frutas e legumes que são ricos em vitamina C, bem como outros antioxidantes.
Quem Indica Suplementos Nutricionais ?
Alguns especialistas em Nutição, Organizações independentes e governamentais.
Os Drs. Walter Willett e Meir Stampfer, dois proeminentes médicos e pesquisadores da Universidade de Harvard, escreveram um artigo em 2001 no New England Journal of Medicine, afirmando que um multivitamínico diariamente "faz sentido para a maioria dos adultos", e que um suplemento adicional de vitamina E pode também ser benéfico. Dr. Willett reiterou este conselho em um capítulo do livro de 2005 sobre Nutrição Preventiva, e em seu próprio livro; Coma, Beba e Seja Saudável apresentando uma pirâmide alimentar modificada com uma observação lateral recomendando "multivitaminas para a maioria."
Cientistas do USDA Human Nutrition Research Center on Aging da Tufts University, demonstraram cuidado e preocupação especial com as necessidades nutricionais dos idosos. As pessoas mais velhas têm necessidades de energia mais baixas, tendem a comer menos e podem ter dificuldade em digerir o alimento, o que torna difícil obter quantidades recomendadas de nutrientes. Consumo inadequado de cálcio, vitamina D e vitamina B-12 são particularmente preocupantes em idosos. Para auxiliar na educação nutricional, os cientistas desenvolveram um Guia especial da Pirâmide Alimentar para pessoas com mais de 70 anos.
Suplementação com Multivitamínicos e Prevenção de Doenças:
Várias evidências foram notadas em outras áreas de pesquisa que envolvem os suplementos alimentares. Várias Conferências do NIH (National Institute of Health), confirmam a importância da ingestão generosas de cálcio, além de outros fatores, na construção de massa óssea e reduzir a perda óssea relacionada à idade para se proteger contra a osteoporose. Em uma dramática demonstração do poder da suplementação, verificou-se que as mulheres em idade fértil podem reduzir substancialmente o risco de ter um bebê com defeito de nascimento no tubo neural (DTN), como a espinha bífida (malformação congênita caracterizada por um fechamento incompleto do tubo neural ou tecido embrionário que dá origem a coluna vertebral), se elas tomaram um multivitamínico ou ácido fólico. A conferência também mostrou que as multivitaminas contendo ácido fólico, B-6, e B-12 tinha outros benefícios, incluindo a proteção da função cognitiva. As vitaminas do complexo B mostraram reduzir de forma confiável os níveis de homocisteína, que por sua vez parece reduzir o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral.
Multivítaminicos e Otimização da Saúde:
Nas seções seguintes, nutrientes e condições específicas de doença serão discutidas. No entanto, é interessante notar que muitos dos benefícios atribuídos aos antioxidantes, ácido fólico ou várias combinações de vitaminas do complexo B foram relacionados especificamente com o uso de multivitamínicos. A seguir estão alguns exemplos de estudos observacionais que relataram os benefícios dos multivitamínicos.
As pessoas que tomaram suplementos vitamínicos diariamente durante 10 anos tiveram a metade do risco de câncer de cólon, em comparação com aqueles que não tomaram multivitaminas.
Homens em Quebec que tomaram suplementos de vitamina tiveram um risco 70% menor de morrer de doença isquêmica do coração e um risco 50% menor de infarto do miocárdio (IM).
Em um estudo de Wisconsin, o risco de catarata era 60% menor em pessoas que usaram multivitaminas ou um suplemento de vitamina C ou vitamina E por mais de 10 anos.
No Estudo Longitudinal de Catarata encontraram uma diminuição do risco de catarata em pessoas que eram usuários regulares de multivitaminas ou suplementos de vitamina E.
No Estudo da Saúde dos Médicos (PHS), os médicos que usavam multivitaminas tiveram um menor risco de catarata.
As pessoas no Novo México que tomaram suplementos de vitamina tiveram melhor desempenho em vários testes de desempenho cognitivo.
Num estudo em New Jersey, o hábito de tomar um multivitamínico diariamente durante um ano, mostrou reforçar o sistema imunológico da pessoa idosa.
Na Inglaterra, dando um multivitamínico com ácido fólico para mulheres que já tiveram uma gravidez afectada por NTD (Defeito no Tubo Neural) reduziu o risco de ter outra gravidez afetada em 80%.
Na Hungria, as mulheres que planejaram uma gravidez receberam um multivitamínico contendo ácido fólico ou um placebo, como parte de um programa de planejamento familiar. Não houve NTD (Defeito no tubo neural) no grupo suplementado, e houve menos malformações de todos os tipos no grupo suplementado.
Em meia dúzia de estudos epidemiológicos em os EUA e no Canadá, observou-se que as mulheres que tomaram multivitaminas durante o período periconcepcional (várias semanas ou meses antes e depois da concepção) tiveram um risco significativamente reduzido de ter um bebê com a NTD, como a espinha bífida, e o risco de outros defeitos também foram reduzida.
Entre mais de 80.000 enfermeiras, houve uma redução de 45% no risco de doença cardíaca em mulheres com consumo elevado de tanto de ácido fólico como da vitamina B-6. Noventa e cinco por cento das mulheres no grupo de maior consumo eram usuários de multivitaminas.
No European Concerted Action Project, as pessoas com altos níveis de homocisteína foram duas vezes mais propensas a ter doença vascular. O aumento do risco relacionado a homocisteína foi comparável ao risco relacionado com níveis elevados de colesterol ou tabagismo. Pessoas que usaram suplementos de vitamina tiveram um risco reduzido em 62%.
Antioxidantes e Câncer:
Os antioxidantes são poderosos agentes protetores que ocorrem naturalmente em frutas e vegetais e outros alimentos que também exercem seus efeitos de proteção quando consumido na forma de
suplementos dietéticos. Aqui estão alguns exemplos dos tipos de evidências que suportam esta afirmação.
As pessoas com alta ingestão de beta-caroteno tem cerca de um terço do risco de câncer, em relação as pessoas com baixa ingestão de beta-caroteno.
Pessoas com dietas ricas em vitamina C tem cerca de metade do risco de vários tipos de câncer, em comparação com as pessoas com baixa ingestão de vitamina C.
Pessoas com baixa ingestão de muitas vitaminas têm mais danos no DNA do que as pessoas com um consumo generoso.
Pessoas com maior ingestão dietética de vitamina C, beta-caroteno e vitamina E tiveram um risco 68% menor de câncer de pulmão.
Homens que tomaram suplementos de vitamina E por 10 anos ou mais tiveram um risco 30% menor de câncer de bexiga.
As pessoas que tomaram suplementos vitamínicos diariamente durante 10 anos tiveram a metade do risco de câncer de cólon, em comparação com aqueles que não tomaram multivitamínicos.
Antioxidantes e Doença Cardíaca:
Um grande conjunto de evidências experimentais, uma abundância de observações epidemiológicas, e algumas pesquisas clínicas, sugerem que o consumo elevado de vitamina E pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas.
Veja alguns exemplos:
Os idosos que tomaram suplementos alimentares tanto de vitamina E e vitamina C tiveram uma diminuição do risco de mortalidade por doença cardíaca, bem como a mortalidade total.
Homens em Quebec que tomaram suplementos de vitamina tiveram um risco 70% menor de morrer de doença isquêmica do coração e um risco 50% menor de MI (infarto do miocárdio).
No Estudo de Saúde das Enfermeiras, envolvendo mais de 87 mil mulheres, houve uma redução de 41% no risco de doença cardíaca para aquelas que tomaram vitamina E por mais de dois anos.
A ingestão média no grupo de menor risco foi de 200 UI.
No Estudo de Saúde das Enfermeiras, usando um suplemento de vitamina C também foi relacionado de forma independente a um menor risco de doença cardíaca.
No Health Professionals Follow-up Study, envolvendo cerca de 40.000 homens, houve uma redução de 37% no risco de doenças cardíacas em homens que tomaram vitamina E por mais de dois anos.
A ingestão média no grupo de menor risco foi de 400 UI por dia.
Outros Benefícios dos Antioxidantes:
Há evidências científicas substanciais sugerindo que a ingestão generosa de uma variedade de nutrientes antioxidantes podem ajudar a proteger a visão, a função pulmonar e função neurológica, especialmente na população idosa. Por exemplo:
No Projeto de Nutrição e Visão, o desenvolvimento de catarata foi menor em mulheres que tinham usado um suplemento de vitamina C por 10 anos ou mais.
O estudo de doenças da visão relacionado com a idade (AREDS) no NIH, constatou que a suplementação diária com antioxidantes, zinco e cobre atrasou a progressão da degeneração macular relacionada à idade (AMD).
A pesquisa sugere que os antioxidantes podem ajudar a função pulmonar, protegendo os pulmões dos danos oxidativos; incluindo os danos provocados pelo ozônio ozônio.
Homens no Havaí que usaram suplementos alimentares de vitamina C e vitamina E melhoraram a função cognitiva e apresentaram um menor risco de demência.
As pessoas no Novo México que tomaram suplementos de vitamina tiveram melhor desempenho em vários testes de desempenho cognitivo.
Num estudo sobre a doença de Alzheimer, 2000 UI por dia de vitamina E retardaram a progressão da doença.
Ácido Fólico e Defeitos do Tubo Neural:
Um dos desenvolvimentos científicos mais emocionantes das últimas décadas é a constatação de que o ácido fólico desempenha um papel crítico na proteção contra DTN, como a espinha bífida, quando tomado por mulheres em idade fértil antes e durante a gravidez. A maior parte da evidência baseia-se no uso de multivitaminas contendo ácido fólico, mais do que a utilização de ácido fólico, por si só.
O uso de multivitaminas resulta numa redução em outros tipos de defeitos congênitos, bem como DTN.
Em meia dúzia de estudos epidemiológicos em os EUA e no Canadá, observou-se que as mulheres que tomaram multivitaminas durante o período periconcepcional (várias semanas ou meses antes e depois da concepção) tiveram um risco significativamente reduzido de ter um bebê com defeito no tubo neural tal como espinha bífida; o risco de outros defeitos também foi reduzido.
Em um programa de saúde pública na China, quase 250 mil mulheres foram aconselhadas a tomar um suplemento de ácido fólico por dia a partir do momento de seu exame médico antes do casamento até o fim do primeiro trimestre da gravidez. Houve uma redução de 80% em DTN, no norte da China, onde a taxa tinha sido relativamente elevada, e uma redução de 40% no sul da China, onde a taxa já havia sido relativamente baixa.
Nota do Nutricionista:
Como podemos observar, os benefícios dos multivitamínicos para nossa saúde são extremamente valiosos; reforçando a saúde cardíaca, mental, neurológica, sistema imune e evitando defeitos de nascimento.
As vitaminas e minerais trabalham mais na prevenção (Nutrição/Medicina Preventiva), ajudando a evitar o aparecimento de várias doenças.
“Na verdade, um estudo realizado em junho 2002 sugere que quase todos os adultos nos EUA têm deficiências de vitaminas/minerais de algum tipo e devem complementar com um multivitamínico para reforçar sua ingestão dietética”.
Na segunda parte deste artigo focaremos a importância dos minerais para nossa saúde.
domingo, 25 de maio de 2014
Declaração Livy
Declaração Livy
Em Dezembro de 2013, com 80.100 kg, decidi começar meu processo de emagrecimento e optei pela forma saudável, sem remédios e dietas mirabolantes.
Foi quando procurei um personal (Rodrigo Gusmão), o qual me informou que, para emagrecimento, seria 80% dieta e 20% atividade física. Ele me indicou Dr. Reinaldo como nutricionista.
O mesmo me passou uma dieta, em cima, do que eu já vinha comendo, modificando algumas coisas, incluindo outras. Me adaptei muito bem a dieta, e comecei a treinar musculação e fazer exercício aeróbico.
O processo não foi rápido, e não foi fácil... Mas posso dizer, que não é impossível. Basta querer e ter foco... Li uma vez, que ter foco, é dizer NÃO... E foi exatamente o que fiz.
Umas das grandes mudanças para mim foi a questão do sono... Pois tinha muita insônia, demorava para dormir... Hoje posso dizer que meu sono é tranqüilo, 100%.
Após 5 meses, meu peso atual é de 70 kg. Ainda faltam alguns quilinhos, para meu peso ideal , porém o pior já foi. Estou suplementando com Whey, BCAA, Glutamina e Caseína.
Posso dizer que estou muito contente com os resultados e deixo uma dica para quem está nesse processo: Balança não é tudo... Avaliação física sim!!! Por diversas vezes pensei em desistir ao subir a balança... O peso não baixava, porque eu estava ganhando massa magra. Mas quando realizava a avaliação física percebia que estava perdendo muitas medidas... Na região da cintura foram mais de 10 cm.
O mais gratificante, é que as pessoas percebem os resultados, e seguem seu exemplo. Assim como minha irmã, que estava num processo de emagrecimento, tomando remédios, sem dieta e treino. Hoje, ela não toma mais remédios, treina e faz dieta. Meu marido começou a treinar também.
Agradeço imensamente ao Dr. Reinaldo, pelas consultas, dicas, apoio e incentivo durante todo esse processo
Enfim, a sensação de ver meu corpo mudar pouco a pouco por meu próprio esforço, não tem preço.
Nota do Nutricionista:
Não existe recompensa maior para o profissional e para o cliente.
A satisfação pessoal da obtenção de resultados com a melhora na parte estética e ainda mais importante melhora na qualidade de vida, é indiscutivelmente muito compensador para qualquer indivíduo.
A mudança da rotina como a alteração da dieta/suplementação e inclusão da atividade física, são mudanças essenciais para obtenção de bons resultados.
Livy, parabéns pela super dedicação e empenho !!
Mantenha o foco porque a recompensa foi grande e falta muito pouco !!
**Postagem autorizada pelo Cliente.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Coenzima Q10: Energia Celular e Ação Antioxidante.
Coenzima Q10: Energia Celular e Ação Antioxidante.
- Steele PE, Tang PH, DeGrauw AJ, Miles MV. Clinical laboratory monitoring of coenzyme Q10 use in neurologic and muscular diseases. Am J Clin Pathol 2004;121(Suppl 1):S113-20.
- Packer L, Colman C. The Antioxidant Miracle. John Wiley & Sons, New York, 1999.
- Portakal O, Ozkaya O, Erden IM, et al. Coenzyme Q10 concentrations and antioxidant status in tissues of breast cancer patients. Clin Biochem. 2000 Jun;33(4):279-84.
- Lockwood K, Moesgaard S, Hanioka T, Folkers K. Apparent partial remission of breast cancer in ‘high risk’ patients supplemented with nutritional antioxidants, essential fatty acids and coenzyme Q10. Mol Aspects Med. 1994;15 Suppls231- s240.
- Conklin KA. Coenzyme q10 for prevention of anthracycline-induced cardiotoxicity. Integr Cancer Ther. 2005 Jun;4(2):110-30.
- Littarru GP, Tiano L. Bioenergetic and antioxidant properties of coenzyme Q10: recent developments. Mol Biotechnol 2007;37:31-37.
- Mizuno K, Tanaka M, Nozaki S, Mizurna H, Ataka S, Tahara T, et al. Antifatigue effects of coenzyme Q10 during physical fatigue. Nutrition 2008;24:293-299.
Artigo editado por Will Block and Sherry Kahn.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
ATP – A Principal Molécula de Energia em Nosso Corpo:
Em suas células, as moléculas de glicose sofrem uma lenta e controlada "queima" com o oxigênio, através de uma complexa série de reações bioquímicas que são chamados coletivamente metabolismo energético celular, ou respiração celular; a característica principal deste processo é um ciclo de reações chamado de ciclo de Krebs. Em última análise, o processo produz dióxido de carbono, água e energia. A energia que estava contida nas ligações químicas que inicialmente mantinham as moléculas de glicose juntas.
Toda essa energia fica armazenada na célula e é conhecida como adenosina trifosfato, ou ATP. Este composto versátil participa de uma série de outras reações bioquímicas, nos levando para frente, fornecendo a energia contida em suas ligações pirofosfato de alta energia quando elas se quebram.
A energia química do ATP é o que alimenta os vários tipos de trabalhos realizados por células vivas, tais como a contração dos músculos, a produção de secreções, as atividades do sistema nervoso e na síntese de constituintes celulares de nutrientes em nossa alimentação.
É por isso que é chamada de molécula mestre de energia para a vida. Como acabamos de ver, a sua energia vem da glicose, que é um produto final da digestão dos nossos alimentos. E todo o alimento que comemos, seja de origem animal ou vegetal, obtém sua energia, em última análise, a partir do sol, através da fotossíntese. Assim, toda a energia para todas as formas de vida, inclusive nós, vem das reações termonucleares que o poder do sol, através de uma longa cadeia de processos bem compreendidos regidos pelas leis da física e da química (mecânica quântica, eletromagnetismo, termodinâmica, cinética química, etc). Não há nenhuma "força vital" mística envolvida.
A CoQ10 é a Faísca para a Produção de ATP:
A coenzima Q10 possui ação parecida com as velas de ignição de um carro, em certo sentido, a vida seria um impasse sem elas, da mesma forma como o carro iria parar de correr, se suas velas estivessem queimadas. Como você provavelmente já adivinhou, nossas velas consistem em certo tipo de molécula, e esta é onipresente em toda células do corpo, a fim de manter a vida. Esta molécula pertence a uma classe de compostos chamados ubiquinona (da palavra onipresente), é a mais importante nessa classe: também denominada coenzima Q10. A CoQ10 é encontrada em virtualmente todos os organismos aeróbios, a partir de bactérias e plantas a animais e seres humanos.
Qual a Função da Coenzima Q10 ??
Coenzimas não são enzimas, mas ajudantes de enzimas. Vamos ver como eles fazem isso. Todas as enzimas são proteínas (mas nem todas as proteínas são enzimas). A sua função é a de catalisar as reações bioquímicas, ou seja, para tornar as reações prosseguir muito mais rapidamente do que seria de outra maneira, tipicamente cerca de 1 bilhão (109) de vezes mais rápida, mas pode ser de até 100 quintilhões (1020, 100 bilhões de bilhões) de vezes mais rápidas. Um catalisador muda apenas a velocidade de uma reação, e não sua direção ou seu equilíbrio, e permanece inalterado pela reação.
Para funcionar, algumas enzimas dependem criticamente de um cofator não protéico, sendo uma entidade química que altera a enzima, de tal forma a ativá-la; muitas vezes isso ocorre por meio de interações moleculares que causam mudanças sutis, mas essenciais na estrutura da proteína da enzima. Existem dois tipos de co-factores: certos íons minerais (tais como o zinco, cobre e o ferro) e certos compostos orgânicos, chamados de coenzimas (tais como a coenzima Q10, a colina e o ácido lipóico) .
Como as enzimas são catalisadores, e não reagentes, o corpo precisa delas apenas em quantidades muito pequenas. O mesmo é verdade, portanto, em relação às coenzimas.
Isso explica por que as vitaminas, apesar de serem essenciais para a vida, são necessárias apenas em quantidades muito pequenas: é porque elas funcionam principalmente como precursores de coenzimas. E isso explica por que os minerais necessários para a vida são apenas "traço": é porque eles servem como cofatores de enzimas, geralmente como componentes de moléculas orgânicas que estão atuando como coenzimas.
A CoQ10 pode ser vista como a vela de ignição celular do corpo, por causa do seu papel fundamental na biossíntese de ATP. É encontrada em maiores quantidades nas mitocôndrias das nossas células, as pequenas "potências", onde o metabolismo energético ocorre, e é particularmente abundante na mitocôndria dos tecidos mais trabalhadores do corpo, especialmente o coração, cérebro, rins e fígado. Isso adiciona significado ao fato de que a CoQ10 é um antioxidante forte, porque a proteção antioxidante é mais necessária nos tecidos que mais trabalham, onde o metabolismo energético celular corre o "mais quente" e produz os radicais mais livres. É este o duplo papel de impulsionador da energia e ação antioxidante uma coincidência? Talvez não.
A CoQ10 Aumenta a Energia Cardíaca:
Como acontece com muitos outros compostos importantes, os nossos níveis de CoQ10 declinam acentuadamente à medida que envelhecemos, quase certamente em nosso detrimento tanto das contagens mencionadas acima. Deterioração relacionada à idade é em grande parte causada pelos danos dos radicais livres a uma série de órgãos e sistemas corporais. Tal dano é fortemente implicado em muitas das doenças crônicas do envelhecimento, como as doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e a doença de Alzheimer.
Uma medida preventiva e óbvia é o uso de antioxidantes, e a CoQ10 é um dos mais vitais nesta função. É um componente de exclusiva eficiência, fazendo parte da rede de cinco nutrientes antioxidantes do corpo (os outros quatro membros são a vitamina C, vitamina E, ácido lipóico, e glutationa). A sua função não é somente o papel antioxidante, por si só, mas também a de um regenerador químico de vitamina E (a que está estreitamente relacionada), sendo também um potente antioxidante.
Devido à sua eficácia como um impulsionador de energia para o músculo cardíaco, a CoQ10 tem foi várias décadas amplamente prescrita por médicos na Europa e Japão para pacientes com doença cardiovascular, especialmente a insuficiência cardíaca congestiva, uma condição cardíaca onde sua capacidade de bombear sangue é severamente prejudicada. Uma melhora substancial é frequentemente observada quando a capacidade das células do coração para produzir mais ATP é auxiliada pela suplementação de CoQ10. Há também evidências mostrando que a CoQ10 é útil no tratamento da hipertensão sistólica isolada, um tipo de pressão arterial elevada que é comum em idosos.
Coenzima Q10 – Benefícios para o Cérebro, Músculos e mesmo suas Gengivas !!
O grande bioquímico norte-americano Karl Folkers, um pioneiro na pesquisa da CoQ10, foi o primeiro a sugerir que o declínio relativo à idade neste composto é provavelmente um fator que contribui para muitas das doenças crônicas do envelhecimento. Desde que a CoQ10 é fundamental para a produção de ATP, raciocinou, um declínio nos níveis de CoQ10 prejudicaria o metabolismo energético do corpo e seria sentida por todos os sistemas: cardiovascular, neurológico, imunológico, reprodutor, etc ...
Não por acaso, talvez, verificou-se que a deficiência grave de CoQ10 é comumente vista em pacientes com doenças cardíacas, e níveis abaixo do normal também têm sido observados em pacientes com câncer e mesmo uma simples gengivite. Há evidências preliminares de que CoQ10 pode ser benéfica para alguns pacientes com câncer, assim como para pacientes com doenças neurológicas, e é amplamente utilizada no Japão como um tratamento para a doenças da gengiva (é mesmo incluído em alguns cremes dentais e preparados líquidos para limpeza bucal).
De fato, tem sido apontado, por pesquisadores do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati e da Universidade de Cincinnati, que:
A CoQ10 difere de muitos outros suplementos dietéticos, pois sua utilização é defendida por muitos médicos para muitas indicações. Uma revisão de vários ensaios clínicos de CoQ10 mostrou que este nutriente é notavelmente livre de efeitos secundários graves.
Como tal, é atraente para considerar a sua utilização como terapia adjuvante.
Estes autores discutem várias condições em que CoQ10 parece ser útil, incluindo a doença de Parkinson. Eles também discutem a possibilidade de que a terapia com a CoQ10 pode ser útil no combate a certas miopatias (doenças do tecido muscular), que, em casos raros, são causadas por estatinas.
Relação Coenzima Q10 e Colesterol:
A CoQ10 é fabricado no corpo (mas não é uma vitamina, apesar de alguns equívocos a esse respeito), e compartilha uma via biossintética com o colesterol. Por essa razão, as estatinas, que são inibidores altamente eficazes da biossíntese do colesterol, também inibem a produção de CoQ10. Isto sugere a conveniência de compensar a perda através da suplementação. Ela é especialmente importante em pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca congestiva, para quem uma deficiência de CoQ10 é extremamente perigosa.
A CoQ10 pode ser obtida principalmente de alimentos como salmão, fígado e outras vísceras, mas é quase impossível obter o suficiente somente com a alimentação. Felizmente, a CoQ10 está prontamente disponível em forma de cápsula, e porções diárias na faixa de 30 a 300 mg são muito comuns.
Coenzima Q10 e sua Ação Antioxidante:
Ubiquinol é um potente antioxidante mesmo sozinho, mas também é capaz de reciclar e regenerar outros antioxidantes como as vitaminas C e E. A CoQ10 também tem uma ação sinérgica com selênio, um outro potente antioxidante.
O principal papel antioxidante da CoQ10 é de reduzir a peroxidação lipídica. Ele faz isso diretamente, agindo como um antioxidante e indiretamente, através da reciclagem de vitamina E.
A ubiquinona formada na prevenção de danos oxidativos é reduzida e volta a ubiquinol pela cadeia respiratória.
A CoQ10 é um dos poucos anti-oxidantes que podem prontamente
regenerar a sua forma reduzida após a utilização.
Sendo lipofílico, o ubiquinol tem uma afinidade para os lípidos presentes em membranas celulares e lipoproteínas circulantes, tais como LDL. A suplementação com CoQ10 leva ao aumento da concentração de ubiquinol no plasma e nas lipoproteinas do plasma, protegendo assim a forma LDL da peroxidação.
Devido a sua capacidade em transferir elétrons, ela atua como um potente antioxidante.
A presença de CoQ10 em outras membranas além das mitocôndrias, mostra que seu efeito antioxidante pode também ser de grande importância fisiológica. Na maioria das membranas das enzimas ter sido definida , que pode reduzir a quinona e oxidar o quinol (Crane , 2001) . CoQ10 deve ser reduzida a ubiquinol denotado QH2 para exercer a sua máxima função antioxidante . Na sua forma reduzida (ubiquinol), a molécula de coenzima Q10 tem elétrons ligados de maneira muito fraca e facilmente desistem de um ou dois elétrons para neutralizar os radicais livres. É esta forma que exibe sua atividade antioxidante mais forte (Mellors & Tappel, 1966).
Marcadores bioquímicos sofisticados de lesão oxidativa estão agora
demonstrando in vivo os efeitos antioxidantes e protetores celulares da CoQ10. Seu principal papel como um antioxidante é na mitocôndria, onde participa em primeiro lugar no processo através do qual os radicais livres são gerados e, em seguida, ajuda para extinguir os radicais livres adicionais que ameaçam componentes celulares tais como o DNA, o RNA e a membrana celular.
Novas Aplicações na Luta contra o Câncer:
As pesquisas sobre CoQ10 e câncer tem se concentrado em duas linhas de investigação: a capacidade da CoQ10 para melhorar a resposta imunológica e sua capacidade para diminuir a cardiotoxicidade provocada por uma classe comum de agentes quimioterapêuticos anti-câncer.
Os doentes com câncer apresentam frequentemente baixos níveis de CoQ10, e os pesquisadores têm mostrado que a CoQ10 pode aumentar a resposta imune em humanos.
Com base nestes resultados, os pesquisadores dinamarqueses investigaram os efeitos da CoQ10 sozinho e em combinação com outros nutrientes como uma terapia adjuvante para o câncer de mama.
Em um relato de caso, os pesquisadores descrevem três pacientes com câncer de mama que apresentavam metástase.
As mulheres foram submetidas ao tratamento convencional do câncer e a suplementação com uma dose diária de 390 mg de CoQ10. Todas as três mulheres demonstraram a regressão do tumor e diminuição da incidência de metástase.
Em outro estudo, a mesma equipe de pesquisa investigou 32 pacientes com câncer de mama de alto risco, cuja malignidade tinha se espalhado para os nódulos linfáticos.
Além das intervenções terapêuticas convencionais, este grupo de doentes recebeu uma combinação diária de nutrientes (vitamina C: 2.850 mg; vitamina E: 2500 UI; beta-caroteno: 32,5 UI; selênio: 387 mcg, e vitaminas e minerais secundários), ácidos graxos essenciais (1,2 gramas de ácido gama-linolênico e 3,5 gramas de ômega-3), e 90 mg de CoQ10.
No final do estudo de 18 meses, seis pacientes apresentaram remissão parcial aparente, nenhum dos pacientes apresentou sinais de metástase adicional, e sua qualidade de vida melhorou de forma considerável. Nenhum dos pacientes morreu durante o período de estudo, embora quatro mortes eram esperadas com base no estágio da doença dos pacientes. Em um dos seis pacientes com remissão parcial, a dose de CoQ10 no protocolo de alimentação foi aumentada para 390 mg. Depois de dois meses, o tumor da paciente que havia desaparecido completamente, foi confirmado por uma mamografia.
Enquanto os medicamentos de quimioterapia podem ser altamente eficazes, o seu uso pode também ser limitado por vários efeitos secundários tóxicos. Isto foi observado no caso das antraciclinas, uma classe de medicamentos amplamente utilizados na quimioterapia do câncer. Estes fármacos têm demonstrado eficácia no tratamento da leucemia, linfomas e tumores sólidos, e muitas vezes são usados para tratar o câncer de mama, com doses mais elevadas produzindo maiores respostas clínicas.
Estas doses mais elevadas de antraciclinas, no entanto, podem produzir efeitos tóxicos nos tecidos do coração, que pode conduzir a cardiomiopatia e insuficiência cardíaca, que não são sensíveis a intervenções farmacológicas convencionais. Na verdade, as antraciclinas danificam de forma seletiva as mitocôndrias do coração, mas não em outros órgãos. Uma vez que a coenzima Q10 é benéfica tanto ao tecido cardíaco quanto as mitocôndrias, os pesquisadores realizaram testes em humanos para determinar se CoQ10 pode prevenir a cardiotoxicidade durante a administração de antraciclinas.
Dois artigos recentes de revisão abordaram o potencial da CoQ10 como terapia adjuvante durante a quimioterapia com antraciclinas.
Escrevendo no Journal of Clinical Oncology, os pesquisadores resumiram cinco estudos revisados em que a CoQ10 foi dada juntamente com as antraciclinas.
Eles relatam que em três dos estudos que mediram o ritmo cardíaco, os pacientes que receberam CoQ10 mostraram alterações favoráveis, sugerindo que a CoQ10 pode ter um efeito estabilizador sobre o coração. Eles também observam que a suplementação não interferiu com o tratamento com antraciclina, e que não foram relatados efeitos adversos em qualquer dos ensaios. Os autores concluíram que, apesar da coenzima Q10 demonstrar potencial para reduzir a cardiotoxicidade, investigações maiores e mais rigorosas são necessárias.
Coenzima Q10 e Fadiga Muscular:
O exercício induz a reduções nos substratos de energia, aumenta a geração de ROS (espécies reativas de oxigênio) e a oxidação de proteínas, todos esses processos estão associados com a fadiga física. Portanto, a administração de CoQ10 pode atenuar a fadiga física por meio de suas funções antioxidantes e ajudando na produção de energia.
Os pesquisadores demonstraram que a administração oral
de CoQ10 (300mg/dia durante uma semana) pode melhorar a sensação de fadiga subjetiva e desempenho físico durante os ensaios de carga de trabalho de indução de fadiga.
Também tem sido especulado que a CoQ10 pode melhorar o desempenho atlético; no entanto, estudos têm relatado resultados mistos.
Como mencionado anteriormente, os resultados inconsistentes podem ser devido a variações na biodisponibilidade das diferentes preparações de CoQ10.
Um estudo cruzado duplo-cego relatou efeitos positivos em ambos os parâmetros objetivos e subjetivos de desempenho físico e 94% dos indivíduos sentiram que a suplementação melhorou seu desempenho e tempos de recuperação. Os sujeitos deste estudo receberam 90mg CoQ10/dia por seis semanas durante a fase de tratamento.
Um estudo retrospectivo também encontrou níveis de CoQ10 musculares para ser correlacionados positivamente para o exercício da capacidade e / ou desempenho maratona, sugerindo que os corredores com os mais altos níveis de desempenho, correm melhor do que aqueles com níveis mais baixos.
Coenzima Q10 – Energia Eterna:
Assim como você não iria permitir que o seu carro desmoronasse por falta de manutenção adequada, não seria aconselhável negligenciar a manutenção de seu próprio corpo, que é afinal, muito mais precioso do que qualquer carro. Se você quiser manter-se cruzando a estrada da vida por um longo tempo, você deve se certificar de que seu corpo é alimentado diariamente com todas as "partes" de que necessita, em quantidades ideais. Uma dessas partes vitais é a coenzima Q10, a vela de ignição da vida.
Nota do Nutricionista:
Precisamos nos lembrar de nossa infância onde os níveis de energia simplesmente transbordam, é realmente maravilhoso.
A CoQ10 ajuda a nos manter sempre saudáveis, evitando doenças e com ótimos níveis de energia para realizar desde um simples até o mais extenuante exercício.
Além disso, manter a energia do órgão que nunca para de trabalhar dia e noite, que é uma máquina inigualável; chamado coração.
- Steele PE, Tang PH, DeGrauw AJ, Miles MV. Clinical laboratory monitoring of coenzyme Q10 use in neurologic and muscular diseases. Am J Clin Pathol 2004;121(Suppl 1):S113-20.
- Packer L, Colman C. The Antioxidant Miracle. John Wiley & Sons, New York, 1999.
- Portakal O, Ozkaya O, Erden IM, et al. Coenzyme Q10 concentrations and antioxidant status in tissues of breast cancer patients. Clin Biochem. 2000 Jun;33(4):279-84.
- Lockwood K, Moesgaard S, Hanioka T, Folkers K. Apparent partial remission of breast cancer in ‘high risk’ patients supplemented with nutritional antioxidants, essential fatty acids and coenzyme Q10. Mol Aspects Med. 1994;15 Suppls231- s240.
- Conklin KA. Coenzyme q10 for prevention of anthracycline-induced cardiotoxicity. Integr Cancer Ther. 2005 Jun;4(2):110-30.
- Littarru GP, Tiano L. Bioenergetic and antioxidant properties of coenzyme Q10: recent developments. Mol Biotechnol 2007;37:31-37.
- Mizuno K, Tanaka M, Nozaki S, Mizurna H, Ataka S, Tahara T, et al. Antifatigue effects of coenzyme Q10 during physical fatigue. Nutrition 2008;24:293-299.
Artigo editado por Will Block and Sherry Kahn.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
ATP – A Principal Molécula de Energia em Nosso Corpo:
Em suas células, as moléculas de glicose sofrem uma lenta e controlada "queima" com o oxigênio, através de uma complexa série de reações bioquímicas que são chamados coletivamente metabolismo energético celular, ou respiração celular; a característica principal deste processo é um ciclo de reações chamado de ciclo de Krebs. Em última análise, o processo produz dióxido de carbono, água e energia. A energia que estava contida nas ligações químicas que inicialmente mantinham as moléculas de glicose juntas.
Toda essa energia fica armazenada na célula e é conhecida como adenosina trifosfato, ou ATP. Este composto versátil participa de uma série de outras reações bioquímicas, nos levando para frente, fornecendo a energia contida em suas ligações pirofosfato de alta energia quando elas se quebram.
A energia química do ATP é o que alimenta os vários tipos de trabalhos realizados por células vivas, tais como a contração dos músculos, a produção de secreções, as atividades do sistema nervoso e na síntese de constituintes celulares de nutrientes em nossa alimentação.
É por isso que é chamada de molécula mestre de energia para a vida. Como acabamos de ver, a sua energia vem da glicose, que é um produto final da digestão dos nossos alimentos. E todo o alimento que comemos, seja de origem animal ou vegetal, obtém sua energia, em última análise, a partir do sol, através da fotossíntese. Assim, toda a energia para todas as formas de vida, inclusive nós, vem das reações termonucleares que o poder do sol, através de uma longa cadeia de processos bem compreendidos regidos pelas leis da física e da química (mecânica quântica, eletromagnetismo, termodinâmica, cinética química, etc). Não há nenhuma "força vital" mística envolvida.
A CoQ10 é a Faísca para a Produção de ATP:
A coenzima Q10 possui ação parecida com as velas de ignição de um carro, em certo sentido, a vida seria um impasse sem elas, da mesma forma como o carro iria parar de correr, se suas velas estivessem queimadas. Como você provavelmente já adivinhou, nossas velas consistem em certo tipo de molécula, e esta é onipresente em toda células do corpo, a fim de manter a vida. Esta molécula pertence a uma classe de compostos chamados ubiquinona (da palavra onipresente), é a mais importante nessa classe: também denominada coenzima Q10. A CoQ10 é encontrada em virtualmente todos os organismos aeróbios, a partir de bactérias e plantas a animais e seres humanos.
Qual a Função da Coenzima Q10 ??
Coenzimas não são enzimas, mas ajudantes de enzimas. Vamos ver como eles fazem isso. Todas as enzimas são proteínas (mas nem todas as proteínas são enzimas). A sua função é a de catalisar as reações bioquímicas, ou seja, para tornar as reações prosseguir muito mais rapidamente do que seria de outra maneira, tipicamente cerca de 1 bilhão (109) de vezes mais rápida, mas pode ser de até 100 quintilhões (1020, 100 bilhões de bilhões) de vezes mais rápidas. Um catalisador muda apenas a velocidade de uma reação, e não sua direção ou seu equilíbrio, e permanece inalterado pela reação.
Para funcionar, algumas enzimas dependem criticamente de um cofator não protéico, sendo uma entidade química que altera a enzima, de tal forma a ativá-la; muitas vezes isso ocorre por meio de interações moleculares que causam mudanças sutis, mas essenciais na estrutura da proteína da enzima. Existem dois tipos de co-factores: certos íons minerais (tais como o zinco, cobre e o ferro) e certos compostos orgânicos, chamados de coenzimas (tais como a coenzima Q10, a colina e o ácido lipóico) .
Como as enzimas são catalisadores, e não reagentes, o corpo precisa delas apenas em quantidades muito pequenas. O mesmo é verdade, portanto, em relação às coenzimas.
Isso explica por que as vitaminas, apesar de serem essenciais para a vida, são necessárias apenas em quantidades muito pequenas: é porque elas funcionam principalmente como precursores de coenzimas. E isso explica por que os minerais necessários para a vida são apenas "traço": é porque eles servem como cofatores de enzimas, geralmente como componentes de moléculas orgânicas que estão atuando como coenzimas.
A CoQ10 pode ser vista como a vela de ignição celular do corpo, por causa do seu papel fundamental na biossíntese de ATP. É encontrada em maiores quantidades nas mitocôndrias das nossas células, as pequenas "potências", onde o metabolismo energético ocorre, e é particularmente abundante na mitocôndria dos tecidos mais trabalhadores do corpo, especialmente o coração, cérebro, rins e fígado. Isso adiciona significado ao fato de que a CoQ10 é um antioxidante forte, porque a proteção antioxidante é mais necessária nos tecidos que mais trabalham, onde o metabolismo energético celular corre o "mais quente" e produz os radicais mais livres. É este o duplo papel de impulsionador da energia e ação antioxidante uma coincidência? Talvez não.
A CoQ10 Aumenta a Energia Cardíaca:
Como acontece com muitos outros compostos importantes, os nossos níveis de CoQ10 declinam acentuadamente à medida que envelhecemos, quase certamente em nosso detrimento tanto das contagens mencionadas acima. Deterioração relacionada à idade é em grande parte causada pelos danos dos radicais livres a uma série de órgãos e sistemas corporais. Tal dano é fortemente implicado em muitas das doenças crônicas do envelhecimento, como as doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e a doença de Alzheimer.
Uma medida preventiva e óbvia é o uso de antioxidantes, e a CoQ10 é um dos mais vitais nesta função. É um componente de exclusiva eficiência, fazendo parte da rede de cinco nutrientes antioxidantes do corpo (os outros quatro membros são a vitamina C, vitamina E, ácido lipóico, e glutationa). A sua função não é somente o papel antioxidante, por si só, mas também a de um regenerador químico de vitamina E (a que está estreitamente relacionada), sendo também um potente antioxidante.
Devido à sua eficácia como um impulsionador de energia para o músculo cardíaco, a CoQ10 tem foi várias décadas amplamente prescrita por médicos na Europa e Japão para pacientes com doença cardiovascular, especialmente a insuficiência cardíaca congestiva, uma condição cardíaca onde sua capacidade de bombear sangue é severamente prejudicada. Uma melhora substancial é frequentemente observada quando a capacidade das células do coração para produzir mais ATP é auxiliada pela suplementação de CoQ10. Há também evidências mostrando que a CoQ10 é útil no tratamento da hipertensão sistólica isolada, um tipo de pressão arterial elevada que é comum em idosos.
Coenzima Q10 – Benefícios para o Cérebro, Músculos e mesmo suas Gengivas !!
O grande bioquímico norte-americano Karl Folkers, um pioneiro na pesquisa da CoQ10, foi o primeiro a sugerir que o declínio relativo à idade neste composto é provavelmente um fator que contribui para muitas das doenças crônicas do envelhecimento. Desde que a CoQ10 é fundamental para a produção de ATP, raciocinou, um declínio nos níveis de CoQ10 prejudicaria o metabolismo energético do corpo e seria sentida por todos os sistemas: cardiovascular, neurológico, imunológico, reprodutor, etc ...
Não por acaso, talvez, verificou-se que a deficiência grave de CoQ10 é comumente vista em pacientes com doenças cardíacas, e níveis abaixo do normal também têm sido observados em pacientes com câncer e mesmo uma simples gengivite. Há evidências preliminares de que CoQ10 pode ser benéfica para alguns pacientes com câncer, assim como para pacientes com doenças neurológicas, e é amplamente utilizada no Japão como um tratamento para a doenças da gengiva (é mesmo incluído em alguns cremes dentais e preparados líquidos para limpeza bucal).
De fato, tem sido apontado, por pesquisadores do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati e da Universidade de Cincinnati, que:
A CoQ10 difere de muitos outros suplementos dietéticos, pois sua utilização é defendida por muitos médicos para muitas indicações. Uma revisão de vários ensaios clínicos de CoQ10 mostrou que este nutriente é notavelmente livre de efeitos secundários graves.
Como tal, é atraente para considerar a sua utilização como terapia adjuvante.
Estes autores discutem várias condições em que CoQ10 parece ser útil, incluindo a doença de Parkinson. Eles também discutem a possibilidade de que a terapia com a CoQ10 pode ser útil no combate a certas miopatias (doenças do tecido muscular), que, em casos raros, são causadas por estatinas.
Relação Coenzima Q10 e Colesterol:
A CoQ10 é fabricado no corpo (mas não é uma vitamina, apesar de alguns equívocos a esse respeito), e compartilha uma via biossintética com o colesterol. Por essa razão, as estatinas, que são inibidores altamente eficazes da biossíntese do colesterol, também inibem a produção de CoQ10. Isto sugere a conveniência de compensar a perda através da suplementação. Ela é especialmente importante em pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca congestiva, para quem uma deficiência de CoQ10 é extremamente perigosa.
A CoQ10 pode ser obtida principalmente de alimentos como salmão, fígado e outras vísceras, mas é quase impossível obter o suficiente somente com a alimentação. Felizmente, a CoQ10 está prontamente disponível em forma de cápsula, e porções diárias na faixa de 30 a 300 mg são muito comuns.
Coenzima Q10 e sua Ação Antioxidante:
Ubiquinol é um potente antioxidante mesmo sozinho, mas também é capaz de reciclar e regenerar outros antioxidantes como as vitaminas C e E. A CoQ10 também tem uma ação sinérgica com selênio, um outro potente antioxidante.
O principal papel antioxidante da CoQ10 é de reduzir a peroxidação lipídica. Ele faz isso diretamente, agindo como um antioxidante e indiretamente, através da reciclagem de vitamina E.
A ubiquinona formada na prevenção de danos oxidativos é reduzida e volta a ubiquinol pela cadeia respiratória.
A CoQ10 é um dos poucos anti-oxidantes que podem prontamente
regenerar a sua forma reduzida após a utilização.
Sendo lipofílico, o ubiquinol tem uma afinidade para os lípidos presentes em membranas celulares e lipoproteínas circulantes, tais como LDL. A suplementação com CoQ10 leva ao aumento da concentração de ubiquinol no plasma e nas lipoproteinas do plasma, protegendo assim a forma LDL da peroxidação.
Devido a sua capacidade em transferir elétrons, ela atua como um potente antioxidante.
A presença de CoQ10 em outras membranas além das mitocôndrias, mostra que seu efeito antioxidante pode também ser de grande importância fisiológica. Na maioria das membranas das enzimas ter sido definida , que pode reduzir a quinona e oxidar o quinol (Crane , 2001) . CoQ10 deve ser reduzida a ubiquinol denotado QH2 para exercer a sua máxima função antioxidante . Na sua forma reduzida (ubiquinol), a molécula de coenzima Q10 tem elétrons ligados de maneira muito fraca e facilmente desistem de um ou dois elétrons para neutralizar os radicais livres. É esta forma que exibe sua atividade antioxidante mais forte (Mellors & Tappel, 1966).
Marcadores bioquímicos sofisticados de lesão oxidativa estão agora
demonstrando in vivo os efeitos antioxidantes e protetores celulares da CoQ10. Seu principal papel como um antioxidante é na mitocôndria, onde participa em primeiro lugar no processo através do qual os radicais livres são gerados e, em seguida, ajuda para extinguir os radicais livres adicionais que ameaçam componentes celulares tais como o DNA, o RNA e a membrana celular.
Novas Aplicações na Luta contra o Câncer:
As pesquisas sobre CoQ10 e câncer tem se concentrado em duas linhas de investigação: a capacidade da CoQ10 para melhorar a resposta imunológica e sua capacidade para diminuir a cardiotoxicidade provocada por uma classe comum de agentes quimioterapêuticos anti-câncer.
Os doentes com câncer apresentam frequentemente baixos níveis de CoQ10, e os pesquisadores têm mostrado que a CoQ10 pode aumentar a resposta imune em humanos.
Com base nestes resultados, os pesquisadores dinamarqueses investigaram os efeitos da CoQ10 sozinho e em combinação com outros nutrientes como uma terapia adjuvante para o câncer de mama.
Em um relato de caso, os pesquisadores descrevem três pacientes com câncer de mama que apresentavam metástase.
As mulheres foram submetidas ao tratamento convencional do câncer e a suplementação com uma dose diária de 390 mg de CoQ10. Todas as três mulheres demonstraram a regressão do tumor e diminuição da incidência de metástase.
Em outro estudo, a mesma equipe de pesquisa investigou 32 pacientes com câncer de mama de alto risco, cuja malignidade tinha se espalhado para os nódulos linfáticos.
Além das intervenções terapêuticas convencionais, este grupo de doentes recebeu uma combinação diária de nutrientes (vitamina C: 2.850 mg; vitamina E: 2500 UI; beta-caroteno: 32,5 UI; selênio: 387 mcg, e vitaminas e minerais secundários), ácidos graxos essenciais (1,2 gramas de ácido gama-linolênico e 3,5 gramas de ômega-3), e 90 mg de CoQ10.
No final do estudo de 18 meses, seis pacientes apresentaram remissão parcial aparente, nenhum dos pacientes apresentou sinais de metástase adicional, e sua qualidade de vida melhorou de forma considerável. Nenhum dos pacientes morreu durante o período de estudo, embora quatro mortes eram esperadas com base no estágio da doença dos pacientes. Em um dos seis pacientes com remissão parcial, a dose de CoQ10 no protocolo de alimentação foi aumentada para 390 mg. Depois de dois meses, o tumor da paciente que havia desaparecido completamente, foi confirmado por uma mamografia.
Enquanto os medicamentos de quimioterapia podem ser altamente eficazes, o seu uso pode também ser limitado por vários efeitos secundários tóxicos. Isto foi observado no caso das antraciclinas, uma classe de medicamentos amplamente utilizados na quimioterapia do câncer. Estes fármacos têm demonstrado eficácia no tratamento da leucemia, linfomas e tumores sólidos, e muitas vezes são usados para tratar o câncer de mama, com doses mais elevadas produzindo maiores respostas clínicas.
Estas doses mais elevadas de antraciclinas, no entanto, podem produzir efeitos tóxicos nos tecidos do coração, que pode conduzir a cardiomiopatia e insuficiência cardíaca, que não são sensíveis a intervenções farmacológicas convencionais. Na verdade, as antraciclinas danificam de forma seletiva as mitocôndrias do coração, mas não em outros órgãos. Uma vez que a coenzima Q10 é benéfica tanto ao tecido cardíaco quanto as mitocôndrias, os pesquisadores realizaram testes em humanos para determinar se CoQ10 pode prevenir a cardiotoxicidade durante a administração de antraciclinas.
Dois artigos recentes de revisão abordaram o potencial da CoQ10 como terapia adjuvante durante a quimioterapia com antraciclinas.
Escrevendo no Journal of Clinical Oncology, os pesquisadores resumiram cinco estudos revisados em que a CoQ10 foi dada juntamente com as antraciclinas.
Eles relatam que em três dos estudos que mediram o ritmo cardíaco, os pacientes que receberam CoQ10 mostraram alterações favoráveis, sugerindo que a CoQ10 pode ter um efeito estabilizador sobre o coração. Eles também observam que a suplementação não interferiu com o tratamento com antraciclina, e que não foram relatados efeitos adversos em qualquer dos ensaios. Os autores concluíram que, apesar da coenzima Q10 demonstrar potencial para reduzir a cardiotoxicidade, investigações maiores e mais rigorosas são necessárias.
Coenzima Q10 e Fadiga Muscular:
O exercício induz a reduções nos substratos de energia, aumenta a geração de ROS (espécies reativas de oxigênio) e a oxidação de proteínas, todos esses processos estão associados com a fadiga física. Portanto, a administração de CoQ10 pode atenuar a fadiga física por meio de suas funções antioxidantes e ajudando na produção de energia.
Os pesquisadores demonstraram que a administração oral
de CoQ10 (300mg/dia durante uma semana) pode melhorar a sensação de fadiga subjetiva e desempenho físico durante os ensaios de carga de trabalho de indução de fadiga.
Também tem sido especulado que a CoQ10 pode melhorar o desempenho atlético; no entanto, estudos têm relatado resultados mistos.
Como mencionado anteriormente, os resultados inconsistentes podem ser devido a variações na biodisponibilidade das diferentes preparações de CoQ10.
Um estudo cruzado duplo-cego relatou efeitos positivos em ambos os parâmetros objetivos e subjetivos de desempenho físico e 94% dos indivíduos sentiram que a suplementação melhorou seu desempenho e tempos de recuperação. Os sujeitos deste estudo receberam 90mg CoQ10/dia por seis semanas durante a fase de tratamento.
Um estudo retrospectivo também encontrou níveis de CoQ10 musculares para ser correlacionados positivamente para o exercício da capacidade e / ou desempenho maratona, sugerindo que os corredores com os mais altos níveis de desempenho, correm melhor do que aqueles com níveis mais baixos.
Coenzima Q10 – Energia Eterna:
Assim como você não iria permitir que o seu carro desmoronasse por falta de manutenção adequada, não seria aconselhável negligenciar a manutenção de seu próprio corpo, que é afinal, muito mais precioso do que qualquer carro. Se você quiser manter-se cruzando a estrada da vida por um longo tempo, você deve se certificar de que seu corpo é alimentado diariamente com todas as "partes" de que necessita, em quantidades ideais. Uma dessas partes vitais é a coenzima Q10, a vela de ignição da vida.
Nota do Nutricionista:
Precisamos nos lembrar de nossa infância onde os níveis de energia simplesmente transbordam, é realmente maravilhoso.
A CoQ10 ajuda a nos manter sempre saudáveis, evitando doenças e com ótimos níveis de energia para realizar desde um simples até o mais extenuante exercício.
Além disso, manter a energia do órgão que nunca para de trabalhar dia e noite, que é uma máquina inigualável; chamado coração.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Estudo de 6 Anos Mostra Benefícios com a Reposição de Testosterona em Pacientes com "Diabesidade".
Estudo de 6 Anos Mostra Benefícios com a Reposição de Testosterona em Pacientes com “Diabesidade”.
- Aversa A, Bruzziches R, Francomano D, et al. Effects of testosterone undecanoate on cardiovascular risk factors and atherosclerosis in middle-aged men with late-onset hypogonadism and metabolic syndrome: results from a 24-month, randomized, double-blind, placebo-controlled study. The journal of sexual medicine. 2010;7(10):3495-3503.
- Saad F, Haider A, Doros G, et al. Long-term treatment of hypogonadal men with testosterone produces substantial and sustained weight loss. Obesity (Silver Spring). 2013;21(10):1975-1981.
- Aversa A, Bruzziches R, Francomano D, et al. Effects of long-acting testosterone undecanoate on bone mineral density in middle-aged men with late-onset hypogonadism and metabolic syndrome: results from a 36 months controlled study. The aging male : the official journal of the International Society for the Study of the Aging Male. 2012;15(2):96-102.
- Hamdy O, Porramatikul S, Al-Ozairi E. Metabolic obesity: the paradox between visceral and subcutaneous fat. Current diabetes reviews. 2006;2(4):367-373.
- Haider A, Yassin A, Doros G, et al. Effects of Long-Term Testosterone Therapy on Patients with “Diabesity”: Results of Observational Studies of Pooled Analyses in Obese Hypogonadal Men with Type 2 Diabetes. International journal of endocrinology. 2014:Article ID 683515.
- Moon du G, Park MG, Lee SW, et al. The efficacy and safety of testosterone undecanoate (Nebido((R))) in testosterone deficiency syndrome in Korean: a multicenter prospective study. The journal of sexual medicine. 2010;7(6):2253-2260.
- Saad F, Aversa A, Isidori AM, et al. Onset of effects of testosterone treatment and time span until maximum effects are achieved. European journal of endocrinology / European Federation of Endocrine Societies. 2011;165(5):675-685.
- Kapoor D, Goodwin E, Channer KS, et al. Testosterone replacement therapy improves insulin resistance, glycaemic control, visceral adiposity and hypercholesterolaemia in hypogonadal men with type 2 diabetes. European journal of endocrinology / European Federation of Endocrine Societies. 2006;154(6):899-906.
- Millan J, Pinto X, Munoz A, et al. Lipoprotein ratios: Physiological significance and clinical usefulness in cardiovascular prevention. Vascular health and risk management. 2009;5:757-765.
Artigo editado por Monica Mollica, PhD.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
Em 06 de março de 2014 A FDA aprovou o Aveed (Nebido) para o tratamento de hipogonadismo masculino, também conhecido como deficiência de testosterona. O Aveed é uma forma de ação prolongada de testosterona injetável chamado testosterona undecanoato. Na Europa, o testosterona undecanoato (sob o nome de Nebido), possui uma longa história de sucesso para o tratamento da deficiência de testosterona (TRT) e as suas consequências (especialmente obesidade, síndrome metabólica e diabetes).
Em contraste com as formas de atuação mais curtas de testosterona (por exemplo, cipionato), o undecanoato de testosterona só precisa ser injetado a cada 6 a 12 semanas , e assim oferece benefícios práticos ao paciente. (Comentário: para o Nebido (1000 mg por 4 ml) , o intervalo inicial é de 6 semanas, seguido de intervalos de 10-14 semanas , para o Aveed (750 mg por 3 ml) , o intervalo inicial é de 4 semanas , seguidas por 10 semanas de intervalo ) .
Cinco dias após a aprovação da FDA, um notável e impressionante estudo de 6 anos foi publicado, confirmando os benefícios para a saúde da TRT (Testosterone Replacement Therapy) que foram previamente encontrados em estudos mais curtos.
Diabesidade – Definição:
O termo " diabesidade " foi criado na década de 1970 para descrever a ocorrência de obesidade e diabetes em um mesmo indivíduo. Excessiva quantidade de gordura corporal e o acúmulo de gordura, especialmente abdominal (visceral), é um forte fator de risco bem documentado para a resistência à insulina, desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.
Mais e mais estudos estão mostrando que a deficiência de testosterona contribui para o desenvolvimento da obesidade (ambas // geral e abdominal), resistência à insulina, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e perda de massa muscular . 27-32 Em consonância com isso, um número crescente de estudos de intervenção têm demonstrado que o TRT melhora essas ocorrências.
Vários estudos de longo prazo feitos nos últimos 5 anos relatam que os resultados da TRT proporciona acentuada e significativa perda de peso (gordura), redução da circunferência da cintura e IMC, bem como melhorias nos parâmetros de colesterol no sangue, redução na glicemia de jejum, HbA1c, CRP (Proteína C Reativa // um marcador de inflamação) e enzimas hepáticas.
O mais recente estudo a longo prazo, comprovando a eficácia e segurança de uso para TRT foi realizado durante 6 anos.
O estudo mais longo relatado até o momento foi conduzido por um grupo de pesquisa na Alemanha liderado pelo Dr. Farid Saad, um dos líderes mundiais mais proeminentes no campo da pesquisa TRT. Este estudo foi publicado em 11 de março de 2014, no International Journal of Endocrinology.
Método de Estudo:
Os indivíduos eram homens obesos com hipogonadismo e diabetes tipo 2, com idades entre 41 e 73 anos. Todos os sujeitos tinham níveis de testosterona total a uma taxa sub-normal, a média de 257 ng / dL (8,9 nmol / L), faixa de 47-345 (1,63-11,79 nmol / L) e os sintomas pelo menos leves de hipogonadismo avaliados através da Escala de Homens Idosos (AMS – Aging Males Symptons Scale).
Todos os homens receberam tratamento com testosterona undecanoate 1000 mg (Nebido, Bayer Pharma, Berlim, Alemanha), administrada no início do estudo e a cada 6 semanas, e posteriormente, a cada 12 semanas até 72 meses.
A circunferência da cintura (CC) foi medida do ponto médio entre a crista ilíaca (parte superior do osso do quadril) e a última costela.
Todos os 156 indivíduos foram acompanhados por pelo menos um ano, 146 por pelo menos dois anos, 136 por três anos, 114 por quatro anos, 105 por cinco anos, e 69 por seis anos.
Resultados:
Os níveis de testosterona total durante o período de 6 anos de tratamento com testosterona:
Os níveis totais de testosterona mostraram um aumento significativo de 257 ng / dL (8,9 nmol / L), no início da terapia para níveis acima de 461 ng / dL (16 nmol / L) durante o primeiro ano de terapia, e este nível fisiológico permaneceu constante durante todo o curso do tratamento.
Circunferência de cintura:
A Figura 1 demonstra a redução de medidas na circunferência de cintura, posterior a terapia de testosterona em homens diabéticos obesos. A circunferência da cintura caiu de uma média de 114 centímetros (mínimo de 89 centímetros, máximo de 148 centímetros para 102 cm (mínimo de 82 centímetros, máximo 121 cm), com uma redução média de 11,56 centímetros ao longo de todo o período de tratamento de 6 anos. A redução da circunferência abdominal foi estatisticamente significativa no final de cada ano em comparação com o ano anterior ao longo dos primeiros cinco anos, mesmo no fim de seis quando comparado com cinco anos.
Perda de Peso:
A Figura 2 mostra os efeitos de TRT sobre o peso corporal ao longo de 6 anos de terapia. O peso corporal diminuiu de uma média de 113 kg (mínimo de 87 kg, máximo de 141 kg) para 97 kg (mínimo 80, máximo 119) com uma perda média de 17,5 kg ao longo do curso do tratamento. Esta diminuição no peso corporal foi estatisticamente significativa no final de cada ano em comparação com o ano anterior, nos primeiros cinco anos, e mesmo no final de seis quando comparado com cinco anos.
Variação do Percentual no Peso Corporal:
Uma diminuição acentuada e significativa na percentagem de peso corporal foi observada ao longo do curso da terapia de testosterona. Ao longo de todo o período de observação de 6 anos, os participantes perderam 15% do seu peso corporal inicial (Figura 3). Após um ano, os pacientes tinham perdido 3,1% do seu peso inicial, depois de dois anos, de 6,8%, após três anos, de 9,6%, depois de quatro anos, de 11,8%, após cinco anos, 13,6%, e depois de 6 anos, 15%. Essas mudanças anuais sucessivas foram estatisticamente significativas em comparação com os valores basais.
Níveis de Glicose Sanguínea:
Houve uma diminuição gradual significativa na glicemia de jejum a partir de 128,37 ± 31,63 mg / dL ( 7,06 ± 1,74 mmol / L), para 101,55 ± 17,02 mg / dL ( 5,59 ± 0,94 mmol / ). A diminuição foi significativa após um ano, continuou diminuindo depois de dois anos (de maneira não significativa em relação ao nível após o primeiro ano), e em seguida, atingido um patamar com um pequeno, mas estatisticamente significativo decréscimo em cinco anos, em comparação a quatro anos. Ao longo do tratamento de seis anos com testosterona, a glicemia de jejum diminuiu 27,14 ± 2,48 mg / dL (1,49 ± 0,14 mmol / L).
Hemoglobina A1c ( HbA1c) – Hemoglobina Glicosilada:
A diminuição de glicose no sangue em jejum, foi acompanhada por uma diminuição acentuada da HbA1c de 8,1 % para 6,1 %, com uma alteração média de 1,9 %, no final do longo período de tratamento com testosterona . A diminuição da HbA1c foi progressiva e estatisticamente significativa após um ano, entre dois anos e um ano, entre os três e dois anos, entre quatro e três anos, entre cinco e quatro anos, e foi significante entre seis e cinco anos.
Perfis Lipídicos e de Colesterol no Sangue:
A terapia com testosterona melhora o perfil lipídico, como demonstrado com o aumento da lipoproteína de alta densidade (HDL- C) em 35 ± 5%, reduções significativas no colesterol total de 32 ± 1,4%, lipoproteína de baixa densidade (LDL- C) de 25,9 ± 1,6% e triglicérides (TG) de 30 ± 2%.
As alterações médias no perfil lipídico foram graduais e progressivas e foram significativas a cada ano, quando comparado aos níveis basais, atingindo patamares entre três e quatro anos. A proporção de colesterol total para o colesterol HDL colesterol melhorou de 6 para 3. Essas mudanças atingiram um platô depois de três anos, com novas reduções pequenas, mas não estatisticamente significativas.
Pressão Arterial, estado inflamatório e função hepática:
Além disso, o tratamento com testosterona reduziu significativamente a pressão sanguínea, a PCR (Proteína C Reativa, um marcador inflamatório) e os níveis de enzimas do fígado, aspartato transaminase (AST) e alanina transaminase (ALT), sugerindo uma redução no teor de gordura no fígado, uma resposta inflamatória reduzida , e melhoria na função hepática.
Impacto da linha de base da testosterona total abaixo contra níveis acima de 231 ng / dL (8 nmol / L)
Foi feita uma análise para ver se havia alguma diferença de resposta entre os pacientes que no início do estudo tinham níveis de testosterona total abaixo de 231 ng / dL (8 nmol / L), versus aqueles com níveis entre 231 ng / dL e 346 ng / dL (8 nmol / L e 12 nmol / L). Verificou-se que os homens diabéticos obesos na categoria mais elevada de testosterona responderam ao tratamento com testosterona igualmente bem como aqueles com níveis mais baixos de testosterona basal.
Segurança:
Não foram relatados eventos adversos em pacientes tratados com testosterona por até 6 anos.
Conclusão:
Os autores do estudo concluíram que a TRT de longo prazo de até seis anos resulta em melhorias significativas e sustentáveis de peso, diabetes tipo 2 e outros fatores de risco cardiometabólico em pacientes com deficiência em testosterona, obesos e diabéticos. Este estudo demonstra claramente que TRT confere enormes melhorias em parâmetros de composição corporal e metabólica, e pode desempenhar um papel importante no tratamento e controle da obesidade e do diabetes (Diabesidade), em homens com deficiência de testosterona.
Comentários:
Os críticos da TRT muitas vezes afirmam que não existem estudos de segurança e eficácia a longo prazo para a TRT. Este longo estudo de 6 anos e estudos anteriores de 5 anos descaradamente refutam essas alegações . Vários dos resultados do longo estudo de 6 anos acima delineado merecem menção especial :
Em primeiro lugar, este longo estudo de 6 anos demonstra claramente que a TRT confere efeitos a longo prazo para a duração do tratamento. Portanto, a resposta a um ensaio terapêutico de 3 meses (curto prazo) de TRT, que tem sido sugerido para ser utilizado como parte do diagnóstico de hipogonadismo, não irá permitir tempo suficiente para a total expressão de todos os efeitos benéficos que têm sido documentados em vários estudos feitos a longo prazo. Por exemplo, no estudo de 6 anos descrito acima , demorou um ano antes que fossem observadas reduções significativas e marcantes na circunferência da cintura, peso, glicemia de jejum e HbA1c.
Um apoio adicional para a importância de permitir que o tempo de tratamento suficiente para uma análise do início dos efeitos da TRT e o período de tempo até que os efeitos máximos são alcançados. Esta análise concluiu que as melhorias no colesterol do sangue / lipídios e controle glicêmico, precisa de até 12 meses para se expressar completamente. Outro parâmetro importante quando se discute TRT e curso do tempo de tratamento é o PSA (Antígeno Prostático Específico).
Inicialmente o PSA e o volume da próstata sobem marginalmente, mas atingem um patamar em torno de 12 meses (futuro aumento deve estar relacionado com o envelhecimento ao invés de terapia). Esta é uma resposta normal e a elevação inicial do PSA não deve ser uma indicação para descontinuar TRT de maneira tão breve, se não houver contra indicações. O crescimento da próstata é muito sensível a variações na concentração de andrógeno em concentrações muito baixas, mas que se torna insensível a alterações nas concentrações de andrógeno em níveis maiores.
Um tratamento com TRT de curta duração não vai permitir a saturação de testosterona da próstata e PSA para atingir o patamar. Em segundo lugar, a TRT com testosterona undecanoato 1000 mg no início do estudo a cada 6 semanas e a cada 12 semanas depois de restaurado os níveis de testosterona fisiológicos dentro dos primeiros 12 meses, e os níveis de testosterona foram mantidos nesse regime posológico durante todo o período de 6 anos. Deve-se notar que as diferentes preparações de testosterona (por exemplo, cipionato de testosterona, gel, pastilha, oral) requerem diferentes doses e horários de administração, a fim de atingir um nível ideal de testosterona.
Em terceiro lugar, ao longo de 6 anos, a TRT marcadamente e significativamente reduziu o colesterol total e o LDL, e esta redução foi muito pronunciada e mantida ao longo de todo o período de 6 anos do tratamento com testosterona. Mais importante ainda, a TRT não só reduziu os níveis de colesterol total e LDL, mas também resultou em aumentos significativos nos níveis de HDL. Além disso, a proporção de colesterol total para colesterol HDL caiu de mais de 6 para menos de 3,5. Como o colesterol total para o HDL é um fator de risco para doença cardiovascular, essa queda acentuada é notável.
Em quarto lugar, outra observação importante neste estudo foi a redução acentuada e significativa dos triglicerídeos (gorduras do sangue) em resposta a TRT. O armazenamento da gordura intra- abdominal (gordura visceral) é impulsionado pelo acúmulo de triglicerídeos, isso poderia ajudar a explicar a redução na circunferência da cintura. Além disso, a grande redução de triglicerídeos, especialmente quando combinado com a elevação do HDL, é uma indicação de um aumento do tamanho da partícula de LDL (por exemplo, uma redução da fração de LDL aterogênico, que é composto por pequenas partículas de LDL). Uma diminuição dos níveis de triglicerídeos para o HDL também indica melhoria da sensibilidade à insulina. Assim, a redução da proporção de triglicerídeos para HDL visto ao longo deste estudo está em acordo com pesquisas anteriores, demonstrando que a TRT melhora a sensibilidade à insulina em homens com deficiência de testosterona (lembrando também que a melhora da sensibilidade à insulina é um fator essencial para o emagrecimento).
Em quinto lugar, a redução percentual nos níveis de lipídios (colesterol total, LDL e triglicérides) foi cerca de 30%, que é um valor semelhante ao obtido com o uso de estatinas em homens com lipídios sanguíneos anormais (dislipidemia).
Em sexto lugar, é notável que os homens com níveis baixos ou muito baixos (em relação ao nível mínimo) de testosterona total responderam igualmente bem a este tratamento de 6 anos de testosterona.
Finalmente, este estudo mostra claramente os resultados de diferentes platôs em momentos diferentes.
Por ex: as melhorias significativas nos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue (lipídios) atingem um platô depois de 3-4 anos de TRT, enquanto que a diminuição na HbA1c foi progressiva e estatisticamente significativa até cinco anos de tratamento com testosterona. É importante e interessante, as reduções na circunferência da cintura e do peso corporal (e variação percentual do peso corporal) foram estatisticamente significativas no final de cada ano, em comparação com o ano anterior ao longo dos primeiros cinco anos, e até ao final do sexto ano, em comparação ao quinto ano. Este é um achado incomum e notável, como intervenções de obesidade (ambas as drogas e mudanças de estilo de vida) geralmente são mais eficazes no primeiro ano e, posteriormente, perdem progressivamente a sua eficácia. Como este longo estudo de 6 anos demonstra, o tratamento com testosterona se destaca neste respeito. Vamos torcer para que no futuro próximo essa informação consiga chegar os médicos que trabalham com pacientes que são sedentários, obesos e sofrem de complicações cardiometabólicas.
Artigo Complementar – Testosterona, Obesidade e Diabetes.
- I. Janssen and A. E. Mark, “Elevated body mass index and mortality risk in the elderly,” Obesity Reviews, vol. 8, no. 1, pp. 41–59, 2007.
- N. Lima, H. Cavaliere, M. Knobel, A. Halpern, and G. Medeiros-Neto, “Decreased androgen levels in massively obese men may be associated with impaired function of the gonadostat,” International Journal of Obesity, vol. 24, no. 11, pp. 1433–1437, 2000.
- A. Haidar, A. Yassin, F. Saad, and R. Shabsigh, “Effects of androgen deprivation on glycaemic control and on cardiovascular biochemical risk factors in men with advanced prostate cancer with diabetes,” Aging Male, vol. 10, no. 4, pp.
189–196, 2007.
- J. S. Mayes and G. H. Watson, “Direct effects of sex steroid hormones on adipose tissues and obesity,” Obesity Reviews, vol. 5, no. 4, pp. 197–216, 2004.
- A. Haider, L. J.G. Gooren, P. Padungtod, and F. Saad, “Improvement of the metabolic syndrome and of nonalcoholic liver steatosis upon treatment of hypogonadal elderly men with parenteral testosterone undecanoate,” Experimental and Clinical Endocrinology and Diabetes, vol. 118, no. 3, pp. 167–171, 2010.
- M. Maggio, F. Lauretani, G. P. Ceda et al., “Relationship between low levels of anabolic hormones and 6-year mortality in older men: the aging in the chianti area (InCHIANTI) study,” Archives of Internal Medicine, vol. 167, no. 20, pp. 2249–2254, 2007.
Artigo editado por Farid Saad and Louis J. Gooren, PhD.
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
A obesidade é uma doença que está atingindo proporções epidêmicas tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, 63% dos homens e 55% das mulheres são classificadas como acima do peso.
Destes, 22% são considerados muito acima do peso, com um índice de massa corporal acima de 30 kg/m2, e as conseqüências desse aumento rápido são graves. Cerca de 80% dos adultos obesos sofrem de, pelo menos, um, e 40% a partir de duas ou mais das doenças associadas com a obesidade, tais como diabetes tipo 2, hipertensão, doença cardiovascular, doença da vesícula biliar, cancêr e doenças do aparelho locomotor, tal como a artrose.
Este estudo vai destacar a importância da testosterona
no desenvolvimento e tratamento da obesidade. A realidade da vida é que a prática da medicina é subdividida em especialidades médicas, cada um com sua própria perspectiva e problemas. A Obesidade e particularmente suas seqüelas, tais como diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e problemas locomotores, não são tratados principalmente por endocrinologistas.
Mesmo entre os endocrinologistas a perícia em hormônios sexuais,
para não falar de testosterona, é muitas vezes limitada.
Este estudo argumenta que a testosterona tem um papel significativo a desempenhar na etiologia, tratamento e seqüelas da obesidade masculina.
O Ciclo Vicioso entre Níveis Baixos de Testosterona e Síndrome Metabólica:
A Adiposidade associada ao hiperinsulinismo suprime a síntese da globulina de ligação do hormônio sexual (SHBG) e com isso os níveis de testosterona circulante. Ela também pode afetar a força do hormônio luteinizante (LH) e sua sinalização para o testículo. Além disso, a insulina e leptina tem um efeito supressor sobre a esteroidogênese testicular. Portanto, há razões para acreditar que a adiposidade é um fator significativo na redução dos níveis circulantes de testosterona, ocorrendo mesmo, em homens com idade inferior a 40 anos.
É claro que a doença, e no contexto do presente estudo, em particular a síndrome metabólica suprime os níveis de testosterona circulantes; também foi documentado que baixos níveis de testosterona induzem a síndrome metabólica. Mesmo na ausência de conseqüências em estágio avançado, como diabetes e doenças cardiovasculares, os distúrbios sutis em hormônios sexuais estão presentes na síndrome metabólica e podem contribuir para sua patogênese.
O papel da testosterona é dramaticamente demonstrado pelos achados em homens com câncer de próstata que se submetem à terapia hormonal ablação de andrógenos (tratamento para suprimir a produção de andrógenos), particularmente à longo prazo. Outro estudo mostrou de forma convincente que a privação de andrógeno aguda reduz a sensibilidade à insulina em homens jovens e prejudica severamente o controle glicêmico em homens com diabetes mellitus.
Administração de Testosterona em Homens com Síndrome Metabólica e Diabetes:
Logicamente os níveis baixos de testosterona são um fator na etiologia das doenças comuns de homens idosos, tais como síndrome metabólica e suas doenças associadas, como diabetes mellitus e doença aterosclerótica.
Surge a questão então se o tratamento com testosterona tem um papel a desempenhar no tratamento da síndrome metabólica e suas seqüelas tais como a diabetes mellitus tipo 2 e as doenças cardiovasculares.
Há cada vez mais evidências de um efeito benéfico da testosterona no tratamento de gordura visceral e outros elementos da síndrome metabólica.
Alterações na gordura visceral parecia ser uma função de alterações da testosterona total no soro.
Os efeitos benéficos dos androgênios sobre a gordura (visceral), têm sido confirmado em outros estudos. Um estudo investigando os
efeitos da normalização dos níveis circulantes de testosterona em homens com níveis de testosterona subnormais e realizando tratamento com undecanoato de testosterona parenteral, demonstrou efeitos favoráveis sobre a composição corporal (circunferência da cintura).
Testosterona – Novas Perspectivas:
Os médicos terão de fazer uma mudança em sua mentalidade de que a testosterona, ao invés de ser um companheiro perigoso para a vida de um homem; pode trazer muitas recompensas, sendo um hormônio fundamental para a saúde do homem, desde o precoce desenvolvimento pré-natal, até o fim da vida.
Anteriormente, foi questionado se a testosterona tem um papel essencial a desempenhar na fisiologia masculina. Estudos epidemiológicos recentes descobriram que baixos níveis de testosterona são um preditor de mortalidade em homens idosos.
Obviamente, os estudos epidemiológicos não podem desvendar relações de causa, mas a evidência é convincente de que o declínio dos níveis de testosterona com o envelhecimento é contabilizado por doenças (relacionada à idade). Estudos de intervenção fornecem respostas potenciais para a causalidade da relação. Não é exagero dizer que, em medicina e endocrinologia moderna que a testosterona não é mais um hormônio marginal. Também não é um hormônio estilo de vida para os homens que procuram a eterna juventude. A deficiência de Testosterona leva a uma grave deterioração da saúde dos homens expressando-se na síndrome metabólica e suas sequelas: diabetes mellitus tipo 2 e doença aterosclerótica, osteoporose, sarcopenia e doença cardíaca; todos limitando fortemente a independência física na terceira idade e acelerando a morbidade e mortalidade.
Nota do Nutricionista:
Com certeza esse estudo contribuirá para derrubar o tabu no uso de testosterona na terceira idade; esse medo inexplicável que a maioria dos profissionais demonstra e que não deveria acontecer.
São benefícios importantes para idosos obesos, diabéticos, hipertensos, e idosos desanimados e sem energia para tarefas simples do dia a dia.
A terapia proporciona um novo horizonte para todos os indivíduos na terceira idade, melhorando muito a qualidade de vida e retardando problemas graves como, por exemplo, um ataque cardíaco.
“A deficiência de Testosterona leva a uma grave deterioração da saúde dos homens expressando-se na síndrome metabólica e suas sequelas: diabetes mellitus tipo 2, doença aterosclerótica, osteoporose, sarcopenia e doença cardíaca; todos limitando fortemente a independência física na terceira idade e acelerando a morbidade e mortalidade.”
Seria necessário acrescentar mais algum comentário ??
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