Dietas On Line e Presencial.
Venho fazendo este trabalho há alguns anos, agora pretendo ampliar o atendimento com a criação de um site.
As dietas são elaboradas de forma individualizada de acordo com o objetivo do cliente (atleta ou não) e juntamente com a dieta é prescrita a suplementação nutricional.
É um trabalho diferenciado para pessoas que tem dificuldade em encontrar um profissional de Nutrição Esportiva; podendo atender pessoas de todo Brasil e em qualquer parte do mundo.
Como a dieta é elaborada?
A dieta é elaborada a partir do preenchimento de um formulário de anamnese aonde a pessoa insere todos os dados, e a anamnese do dia alimentar fornece informações precisas para a elaboração da nova dieta.
Na dieta elaborada é informada a quantidade calórica e proteica e as gramas de proteína por kg de peso corporal (detalhe muito importante).
A dieta acompanha uma lista de substituição com a quantidade correspondente de cada alimento; a alteração pode ser feita livremente de acordo com o gosto pessoal, sem nenhuma possibilidade de erro.
A dieta também acompanha uma tabela de suplementação onde o cliente encontra o nome do suplemento com duas ou três opções de marcas, a quantidade a usar e o horário da ingestão de cada suplemento; sendo que cada suplemento é prescrito separadamente.
O retorno ou acompanhamento é feito com 40 dias de dieta e a alteração é feita de acordo com os resultados obtidos pelo cliente.
Um acompanhamento contínuo pode ser feito através do e-mail, eliminando dúvidas e facilitando o seguimento da dieta.
Contato: reinaldonutri@gmail.com
Atendimento em Campinas: (19) 3295-8791
Atendimento em Sorocaba: (15) 3327-9444
Blog: www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
Reinaldo José Ferreira
Nutricionista
CRN3 - 6141
sábado, 25 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
Pirroloquinolina Quinona e Longevidade.
Pirroloquinolina Quinona e Longevidade.
- Chowanadisai W, Bauerly KA, Tchaparian E, Wong A, Cortopassi GA, Rucker RB. Pyrroloquinoline quinone stimulates mitochondrial biogenesis through cAMP response element-binding protein phosphorylation and increased PGC-1alpha expression. J Biol Chem. 2010 Jan 1;285(1):142-52.
- Liang H, Ward WF. PGC-1alpha: a key regulator of energy metabolism. Adv Physiol Educ. 2006 Dec;30(4):145-51.
- Rucker R, Chowanadisai W, Nakano M. Potential physiological importance of pyrroloquinoline quinone. Altern Med Rev. 2009;14:268-77.
- Stites TE, Mitchell AE, Rucker RB. Physiological importance of quinoenzymes and the O-quinone family of cofactors. J Nutr. 2000 Apr;130(4):719-27.
- Zhang JJ, Zhang RF, Meng XK. Protective effect of pyrroloquinoline quinone against Abeta-induced neurotoxicity in human neuroblastoma SH-SY5Y cells. Neurosc Lett. 2009 Oct 30;464(3):165-9.
- Misra HS, Rajpurohit YS, Khairnar NP. Pyrroloquinoline-quinone and its versatile roles in biological processes. J Biosci 2012 Jun;37(2):313-25.
- Cortez E, Neves FA, Bernardo AF, et al. Lymphocytes mitochondrial physiology as biomarker of energy metabolism during fasted and fed conditions. ScientificWorldJournal. 2012;2012:629326. Epub 2012 Mar 12.
- Linnane AW, Marzuki S, Ozawa T, Tanaka M. Mitochondrial DNA mutations as an important contributor to ageing and degenerative diseases. Lancet. 1989 Mar 25;1(8639):642-5.
- Lanza IR, Nair KS. Mitochondrial metabolic function assessed in vivo and in vitro. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2010 Sept;13(5):511.
- Mota MP, Peixoto FM, Soares JF, et al. Influence of aerobic fitness on age-related lymphocyte DNA damage in humans relationship with mitochondria respiratory chain and hydrogen peroxide production. Age (Dordr). 2010 Sept;32(2):337-46.
- Tranah G. Mitochondrial-nuclear epistasis: Implications for human aging and longevity. Ageing Res Rev. 2010 Jun 25.
- Tao R, Karliner JS, Simonis U, et al. Pyrroloquinoline quinone preserves mitochondrial function and prevents oxidative injury in adult rat cardiac myocytes. Biochem Biophys Res Commun. 2007 Nov 16;363(2):257-62.
- Hossain MA. Molecular mediators of hypoxic-ischemic injury and implications for epilepsy in the developing brain. Epilepsy Behav. 2005 Sep;7(2):204-13.
- Hara H, Hiramatsu H, Adachi T. Pyrroloquinoline quinone is a potent neuroprotective nutrient against 6-hydroxydopamine-induced neurotoxicity. Neurochem Res. 2007 Mar;32(3):489-95.
- Kim J, Harada R, Kobayashi M, Kobayashi N, Sode K. The inhibitory effect of pyrroloquinoline quinone on the amyloid formation and cytotoxicity of truncated alpha-synuclein. Mol Neurodegener. 2010 May 20;5:20.
- Kobayashi M, Kim J, Kobayashi N, et al. Pyrroloquinoline quinone (PQQ) prevents fibril formation of alpha-synuclein. Biochem Biophys Res Commun. 2006 Oct 27;349(3):1139-44.
- Zhang JJ, Zhang RF, Meng XK. Protective effect of pyrroloquinoline quinone against Abeta-induced neurotoxicity in human neuroblastoma SH-SY5Y cells. Neurosci Lett. 2009 Oct 30;464(3):165-9.
- Richter C. Oxidative damage to mitochondrial DNA and its relationship to ageing. Int J Biochem Cell Biol. 1995 Jul;27(7):647-53.
- Miquel J. An update on the mitochondrial-DNA mutation hypothesis of cell aging. Mutat Res.1992 Sep;275(3-6):209-16.
- Wei YH, Ma YS, Lee HC, Lee CF, Lu CY. Mitochondrial theory of aging matures—roles of mtDNA mutation and oxidative stress in human aging. Zhonghua Yi Xue Za Zhi (Taipei). 2001 May;64(5):259-70.
- Lee HC, Wei YH. Oxidative stress, mitochondrial DNA mutation, and apoptosis in aging. Exp Biol Med (Maywood).
2007 May;232(5):592-606.
Artigo editado por Michael Downey
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN3 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
Provas conclusivas indicam agora que a PQQ (pirroloquinolina quinona) ativa vias de sinalização celular que têm o potencial para reverter o envelhecimento celular!
A PQQ demonstrou previamente em promover o crescimento de novas mitocôndrias dentro de células envelhecidas, regulam o metabolismo celular, protegem os neurônios e a reparação do DNA!
Estes e outros efeitos sinérgicos de sinalização tem a capacidade combinada para promover a longevidade ao nível crítico subcelular.
A PQQ foi encontrada em todas as espécies de plantas já pesquisadas. Os cientistas têm ido tão longe a ponto de afirmar que a PQQ pode ser "vital para a vida."
Um Nutriente Essencial para o Aumento da Longevidade:
Os cientistas descobriram que a PQQ, uma coenzima crítica, desempenha um papel preponderante na dinamização de mecanismos de sinalização celular críticos.
Estas vias de sinalização regulam uma variedade de processos fisiológicos e moleculares ao longo dos processos do corpo que têm um impacto sobre biomarcadores chave do envelhecimento, tais como a função mitocondrial e defesa celular contra o estresse oxidativo.
Através destes efeitos, o poder de sinalização da PQQ no envelhecimento atinge tanto níveis celulares e subcelulares nas células.
Novas pesquisas confirmam que os seres humanos podem obter esses benefícios múltiplos, mesmo após a suplementação em curto prazo.
Uma enorme variedade de estudos agora confirma que a atividade de sinalização celular da PQQ se traduz em proteção substancial contra as doenças degenerativas relacionadas com a idade; como a disfunção mitocondrial, degeneração cardíaca, lesão cerebral e declínio cognitivo. Como exemplo, a pesquisa mostra que 20 mg de PQQ diárias pode reverter o declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento em seres humanos!
Desde que a PQQ não pode ser sintetizado pelo corpo, é necessário obter PQQ a partir de fontes externas. Felizmente, em comparação com outros compostos de plantas, a PQQ tem maior solubilidade e biodisponibilidade. PQQ é solúvel em água e por isso mais facilmente absorvida pelo baixo consumo suplementar (baixas doses).
Vamos dar uma olhada nos modos de ação que estão por trás dos múltiplos efeitos da PQQ.
Como a PQQ Atinge vários Fatores do Envelhecimento?
A resposta está na capacidade potente e única que a PQQ ativa as vias de sinalização celular, especialmente aquelas diretamente envolvidas no metabolismo da energia celular.
Além disso, semelhante à ação da CoQ10, a PQQ participa ativamente na transferência de energia dentro da mitocôndria que
fornece ao corpo a maioria da sua bioenergia.
A PQQ pode até desencadear a biogênese mitocondrial espontânea, ou seja, a criação de novas mitocôndrias!
Em moléculas de sinalização celular específicas, ficou provado que são diretamente ativadas pela PQQ.
Vias de Sinalização Celular:
Os primeiros estudos revelaram que os animais privados de PQQ exibem sinais de envelhecimento acelerado sob a forma de glicose elevada no sangue, metabolismo do oxigênio prejudicado, crescimento atrofiado, imunidade comprometida, capacidade reprodutiva prejudicada, diminuição da taxa de sobrevivência dos filhos, e uma diminuição da produção de energia pelas mitocôndrias em seus tecidos.
A retomada na ingestão da PQQ à sua dieta inverteu esses efeitos, aumentando o número de mitocôndrias e restaurando a função sistêmica.
PQQ está agora ligada a efeitos favoráveis sobre o desenvolvimento celular, metabolismo, e biogênese mitocondrial. Ela oferece o potencial para reverter o envelhecimento celular e as doenças relacionadas com a idade pelos seguintes mecanismos:
Estimular o crescimento espontâneo de novas mitocôndrias em células envelhecidas.
Regulação da expressão genética.
Promover a morte de células tumorais a partir da apoptose.
Apoiando a proteção e reparação mitocondrial.
Fornecendo poderoso suporte antioxidante para mitocôndrias e outras moléculas do corpo, com até 5.000 vezes o efeito de outros antioxidantes, e protegendo as células do cérebro e sistemas de neurotransmissores contra a neurotoxicidade e a proteína beta amilóide (essa proteína destrói as sinapses).
O resultado final da atividade da PQQ é a proteção ao envelhecimento sub celular e o consequente aumento na longevidade.
Benefícios Cardíacos:
Atividades de sinalização celular de PQQ produzem melhorias mensuráveis de saúde, especialmente benefícios cardio e neuro protetores.
Por exemplo, a investigação com animais demonstrou que a suplementação com PQQ diminuiu o tamanho da área do coração lesado pela obstrução da artéria coronária aguda. Esse efeito protetor foi encontrado com a PQQ fornecida antes ou depois do evento; sugerindo que o uso da PQQ nas primeiras horas após um evento cardíaco poderia oferecer um benefício inestimável para os pacientes.
Dando seguimento a esta pesquisa, os cientistas então testaram tanto a PQQ como o metoprolol que é comum no tratamento pós- ataque cardíaco (Lopressor®).
Eles descobriram que, enquanto ambas reduziram o tamanho da área danificada, houve um aumento maior em funções de produção de energia mitocondrial com a PQQ. E somente a PQQ reduziu a peroxidação lipídica! A equipe do estudo concluiu que a "PQQ é superior ao metoprolol em proteger a mitocôndria de danos oxidativos por isquemia/reperfusão". Estes mesmos cientistas descobriram em pesquisas com animais mais tarde, que a “PQQ reduz o estresse oxidativo, a disfunção mitocondrial e a morte celular em células do músculo cardíaco”.
Efeitos no Cérebro:
Cientistas descobriram em ensaios pré-clínicos que a PQQ reverteu o comprometimento cognitivo causado pelo estresse oxidativo e melhorou o desempenho em testes de memória. A PQQ demonstrou proteger contra uma proteína genética patológica relacionada com a doença de Parkinson. Muitos dos danos neurológicos em longo prazo que surgem depois de um acidente vascular cerebral ou lesão medular é causado por espécies reativas de nitrogênio que impõem tensões graves nos neurônios danificados. No entanto, a PQQ demonstrou suprimir espécies reativas de nitrogênio no acidente vascular cerebral induzido.
A PQQ também bloqueou uma carga de espécies reativas de nitrogênio após a lesão medular.
Os investigadores concluíram que a PQQ reduz significativamente o tamanho da área danificada do cérebro, mesmo se administrada 3 horas depois do acidente vascular cerebral ! Além disso, proporciona uma proteção potente contra o dano oxidativo e inflamação que resulta do súbito retorno de sangue e nutrientes aos tecidos privados por acidente vascular cerebral. Parece que a PQQ deve tornar-se um nutriente padrão no contexto da sala de emergência do hospital para a administração rápida às vítimas de derrame.
PQQ e Biogenese Mitocondrial:
Um maior dano mitocondrial foi encontrado nas células do cérebro de seres humanos ao longo de 70 anos em relação aos seus primeiros 40 anos.
Muitos cientistas acreditam que a longevidade mitocondrial e o número de mitocôndrias funcionando determinam a longevidade humana em termos gerais.
A coenzima PQQ, demonstrou que induz o crescimento de novas mitocôndrias ou a biogênese mitocondrial mesmo em células envelhecidas.
Enquanto a coenzima Q10, ou CoQ10, otimiza a função das mitocôndrias, a PQQ ativa genes que regulam a reprodução, proteção e reparo mitocondrial.
Até o momento, as únicas formas conhecidas para estimular de forma confiável a biogênese mitocondrial têm sido sustentadas pela restrição calórica ou a atividade física extenuante; potencialmente muito rigorosa para ser feita durante o envelhecimento.
Com seu poder de desencadear com segurança a biogênese mitocondrial, a PQQ representa um avanço extraordinário na busca para reverter o envelhecimento celular.
Outro nutriente importante para a biogênese mitocondrial são os BCAA’s.
Ilustrando o seu mecanismo de sinalização celular, a PQQ protege os neurônios, modificando um site receptor chave dentro do sistema neurotransmissor do nosso cérebro. Isso inibe a excitotoxidade, uma resposta em longo prazo do excesso de estimulação dos neurônios que está associado a muitas doenças neurodegenerativas e convulsões.
A PQQ mostrou bloquear a neurotoxicidade induzida por outras toxinas, incluindo o mercúrio, um fator suspeito de desempenhar um papel no desenvolvimento da doença de Alzheimer.
O grande número de pesquisas indica a que PQQ serve como uma intervenção na doença de Alzheimer e doença de Parkinson bloqueando o desenvolvimento, os efeitos oxidantes, tanto da proteína beta-amilóide associada com a doença de Alzheimer e a proteína alfa-sinucleína associada à doença de Parkinson, antes de poderem causar danos.
Foi observado que a PQQ fornece benefícios cognitivos substanciais, incluindo a melhoria da memória e atenção.
Ela ativa a produção e liberação de um importante fator de crescimento do nervo (nerve growth fator). Os cientistas testaram os efeitos cognitivos da PQQs em um estudo duplo-cego, ensaio clínico controlado com placebo, realizado em seres humanos. Neste estudo de indivíduos saudáveis entre 45 e 65 anos de idade, 20 mg por dia de PQQ produziu melhorias claras em testes padrão da função cognitiva. Além disso, o grupo de teste que usou a PQQ foi duas vezes superior em testes de memória do que o grupo controle.
As pontuações foram dramaticamente superiores para um terceiro grupo que recebeu 300 mg por dia de CoQ10, juntamente com a ingestão de 20 mg de PQQ.
Isso reforça os poderosos benefícios cognitivos da suplementação com esses nutrientes, que estão envolvidos na produção de energia mitocondrial.
PQQ e Expressão Genética:
Uma recente pesquisa com roedores e a expressão dos genes mostrou que uma deficiência induzida da coenzima pirroloquinolina quinona, ou PQQ, resulta numa alteração da expressão de um total de 438 genes. Quando a dieta é então suplementada com PQQ, o padrão de expressão genética volta ao normal. Na investigação, os genes mais afetados pela PQQ são responsáveis principalmente por:
Melhora da sinalização celular.
Diminuição do estresse celular.
Crescimento de novas mitocôndrias.
Transporte de metabólitos.
Esses achados reforçam o envolvimento genético das PQQs com a sinalização celular, atividade antioxidante, e biogênese mitocondrial.
Proteção do DNA Mitocondrial:
A degradação do DNA mitocondrial leva a senescência e morte das mitocôndrias e a extinção do organismo "hospedeiro".
Como os geradores de energia responsáveis por quase toda a produção bioenergética, as mitocôndrias são o local de enorme atividade oxidativa. Um número quase incalculável de elétrons está constantemente fluindo no interior da mitocôndria, liberando igualmente um grande número de radicais livres.
Como resultado, as mitocôndrias são muito mais vulneráveis a agressões bioquímicas que outras estruturas celulares.
E, como os cientistas descobriram ao longo das últimas décadas, o DNA mitocondrial em relação ao DNA celular, que está no núcleo da cálula (DNA nuclear), possui poucas defesas contra os danos dos radicais livres. DNA nuclear é protegido por numerosas proteínas-histonas guardiãs e enzimas que reparam e diminuem o impacto dos radicais livres. Não existem sistemas de reparo similares para proteger o DNA mitocondrial.
Além disso, o DNA nuclear está alojado dentro de uma dupla membrana de proteção que o separa do resto da célula.
Esta membrana dupla é complementada por uma densa matriz de filamentos de proteínas chamados de lâmina nuclear, uma espécie de invólucro de casca dura para proteger o DNA de impactos externos.
Em comparação, o DNA mitocondrial é deixado quase inteiramente exposto. Ele está ligado diretamente à membrana interna onde uma fornalha eletroquímica das mitocôndrias queima continuamente, gerando um volume enorme de espécies reativas de oxigênio, muito tóxicas. As mitocôndrias estão entre as estruturas fisiológicas mais vulneráveis à destruição pelos danos oxidativos.
Estudos científicos vinculam a mutação genética dentro das mitocôndrias com o envelhecimento humano.
A PQQ possui uma formidável capacidade de envolver os radicais livres nas mitocôndrias, com proteção antioxidante superior.
Como coenzima bioativa, a PQQ suporta a função ótima dentro da mitocôndria, que é responsável pelo fornecimento da sua valiosa bioenergia ao corpo.
Ao contrário de outros compostos antioxidantes, a PQQ possui uma estabilidade excepcional, que lhe permite realizar milhares dessas transferências de elétrons, sem sofrer desintegração molecular.
Na verdade, a PQQ possui uma ação 5000 vezes mais eficiente na manutenção da capacidade antioxidante do que outros compostos antioxidantes comuns, tais como o ácido ascórbico.
Resumo:
Através de sua atividade de sinalização celular ampla, a PQQ (pirroloquinolina quinona) modula a maioria das vias de envelhecimento!
Descobertas científicas indicam que a sinalização reforçada pela PQQ estimula a biogênese mitocondrial, estimula o metabolismo celular, melhora o desempenho cognitivo e protege os neurotransmissores e proporciona reparos ao DNA!
Juntos, esses mecanismos de apoio anti envelhecimento subcelular ajudam na promoção da longevidade.
Estudos têm mostrado que a PQQ beneficamente modula as funções biomoleculares que resultam em substancial defesa ao coração e cérebro. Como exemplo, os cientistas descobriram que a PQQ ajudou a produzir notável reversão do declínio cognitivo no envelhecimento seres em humanos!
Nota do Nutricionista:
Como podemos observar no artigo acima, os benefícios da PQQ parecem ser ainda melhores quando comparados a CoQ10.
A biogênese mitocondrial, talvez seja um dos fatores mais importantes na prevenção do envelhecimento, como também a proteção ao DNA, benefícios cardíacos e cognitivos; sem esquecer o incrível poder antioxidante fornecido pela PQQ; sendo 5000 vezes mais eficiente do que a vitamina C.
Realmente mais uma incrível ajuda no combate ao envelhecimento e na manutenção da qualidade de vida.
- Chowanadisai W, Bauerly KA, Tchaparian E, Wong A, Cortopassi GA, Rucker RB. Pyrroloquinoline quinone stimulates mitochondrial biogenesis through cAMP response element-binding protein phosphorylation and increased PGC-1alpha expression. J Biol Chem. 2010 Jan 1;285(1):142-52.
- Liang H, Ward WF. PGC-1alpha: a key regulator of energy metabolism. Adv Physiol Educ. 2006 Dec;30(4):145-51.
- Rucker R, Chowanadisai W, Nakano M. Potential physiological importance of pyrroloquinoline quinone. Altern Med Rev. 2009;14:268-77.
- Stites TE, Mitchell AE, Rucker RB. Physiological importance of quinoenzymes and the O-quinone family of cofactors. J Nutr. 2000 Apr;130(4):719-27.
- Zhang JJ, Zhang RF, Meng XK. Protective effect of pyrroloquinoline quinone against Abeta-induced neurotoxicity in human neuroblastoma SH-SY5Y cells. Neurosc Lett. 2009 Oct 30;464(3):165-9.
- Misra HS, Rajpurohit YS, Khairnar NP. Pyrroloquinoline-quinone and its versatile roles in biological processes. J Biosci 2012 Jun;37(2):313-25.
- Cortez E, Neves FA, Bernardo AF, et al. Lymphocytes mitochondrial physiology as biomarker of energy metabolism during fasted and fed conditions. ScientificWorldJournal. 2012;2012:629326. Epub 2012 Mar 12.
- Linnane AW, Marzuki S, Ozawa T, Tanaka M. Mitochondrial DNA mutations as an important contributor to ageing and degenerative diseases. Lancet. 1989 Mar 25;1(8639):642-5.
- Lanza IR, Nair KS. Mitochondrial metabolic function assessed in vivo and in vitro. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2010 Sept;13(5):511.
- Mota MP, Peixoto FM, Soares JF, et al. Influence of aerobic fitness on age-related lymphocyte DNA damage in humans relationship with mitochondria respiratory chain and hydrogen peroxide production. Age (Dordr). 2010 Sept;32(2):337-46.
- Tranah G. Mitochondrial-nuclear epistasis: Implications for human aging and longevity. Ageing Res Rev. 2010 Jun 25.
- Tao R, Karliner JS, Simonis U, et al. Pyrroloquinoline quinone preserves mitochondrial function and prevents oxidative injury in adult rat cardiac myocytes. Biochem Biophys Res Commun. 2007 Nov 16;363(2):257-62.
- Hossain MA. Molecular mediators of hypoxic-ischemic injury and implications for epilepsy in the developing brain. Epilepsy Behav. 2005 Sep;7(2):204-13.
- Hara H, Hiramatsu H, Adachi T. Pyrroloquinoline quinone is a potent neuroprotective nutrient against 6-hydroxydopamine-induced neurotoxicity. Neurochem Res. 2007 Mar;32(3):489-95.
- Kim J, Harada R, Kobayashi M, Kobayashi N, Sode K. The inhibitory effect of pyrroloquinoline quinone on the amyloid formation and cytotoxicity of truncated alpha-synuclein. Mol Neurodegener. 2010 May 20;5:20.
- Kobayashi M, Kim J, Kobayashi N, et al. Pyrroloquinoline quinone (PQQ) prevents fibril formation of alpha-synuclein. Biochem Biophys Res Commun. 2006 Oct 27;349(3):1139-44.
- Zhang JJ, Zhang RF, Meng XK. Protective effect of pyrroloquinoline quinone against Abeta-induced neurotoxicity in human neuroblastoma SH-SY5Y cells. Neurosci Lett. 2009 Oct 30;464(3):165-9.
- Richter C. Oxidative damage to mitochondrial DNA and its relationship to ageing. Int J Biochem Cell Biol. 1995 Jul;27(7):647-53.
- Miquel J. An update on the mitochondrial-DNA mutation hypothesis of cell aging. Mutat Res.1992 Sep;275(3-6):209-16.
- Wei YH, Ma YS, Lee HC, Lee CF, Lu CY. Mitochondrial theory of aging matures—roles of mtDNA mutation and oxidative stress in human aging. Zhonghua Yi Xue Za Zhi (Taipei). 2001 May;64(5):259-70.
- Lee HC, Wei YH. Oxidative stress, mitochondrial DNA mutation, and apoptosis in aging. Exp Biol Med (Maywood).
2007 May;232(5):592-606.
Artigo editado por Michael Downey
Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN3 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
Provas conclusivas indicam agora que a PQQ (pirroloquinolina quinona) ativa vias de sinalização celular que têm o potencial para reverter o envelhecimento celular!
A PQQ demonstrou previamente em promover o crescimento de novas mitocôndrias dentro de células envelhecidas, regulam o metabolismo celular, protegem os neurônios e a reparação do DNA!
Estes e outros efeitos sinérgicos de sinalização tem a capacidade combinada para promover a longevidade ao nível crítico subcelular.
A PQQ foi encontrada em todas as espécies de plantas já pesquisadas. Os cientistas têm ido tão longe a ponto de afirmar que a PQQ pode ser "vital para a vida."
Um Nutriente Essencial para o Aumento da Longevidade:
Os cientistas descobriram que a PQQ, uma coenzima crítica, desempenha um papel preponderante na dinamização de mecanismos de sinalização celular críticos.
Estas vias de sinalização regulam uma variedade de processos fisiológicos e moleculares ao longo dos processos do corpo que têm um impacto sobre biomarcadores chave do envelhecimento, tais como a função mitocondrial e defesa celular contra o estresse oxidativo.
Através destes efeitos, o poder de sinalização da PQQ no envelhecimento atinge tanto níveis celulares e subcelulares nas células.
Novas pesquisas confirmam que os seres humanos podem obter esses benefícios múltiplos, mesmo após a suplementação em curto prazo.
Uma enorme variedade de estudos agora confirma que a atividade de sinalização celular da PQQ se traduz em proteção substancial contra as doenças degenerativas relacionadas com a idade; como a disfunção mitocondrial, degeneração cardíaca, lesão cerebral e declínio cognitivo. Como exemplo, a pesquisa mostra que 20 mg de PQQ diárias pode reverter o declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento em seres humanos!
Desde que a PQQ não pode ser sintetizado pelo corpo, é necessário obter PQQ a partir de fontes externas. Felizmente, em comparação com outros compostos de plantas, a PQQ tem maior solubilidade e biodisponibilidade. PQQ é solúvel em água e por isso mais facilmente absorvida pelo baixo consumo suplementar (baixas doses).
Vamos dar uma olhada nos modos de ação que estão por trás dos múltiplos efeitos da PQQ.
Como a PQQ Atinge vários Fatores do Envelhecimento?
A resposta está na capacidade potente e única que a PQQ ativa as vias de sinalização celular, especialmente aquelas diretamente envolvidas no metabolismo da energia celular.
Além disso, semelhante à ação da CoQ10, a PQQ participa ativamente na transferência de energia dentro da mitocôndria que
fornece ao corpo a maioria da sua bioenergia.
A PQQ pode até desencadear a biogênese mitocondrial espontânea, ou seja, a criação de novas mitocôndrias!
Em moléculas de sinalização celular específicas, ficou provado que são diretamente ativadas pela PQQ.
Vias de Sinalização Celular:
Os primeiros estudos revelaram que os animais privados de PQQ exibem sinais de envelhecimento acelerado sob a forma de glicose elevada no sangue, metabolismo do oxigênio prejudicado, crescimento atrofiado, imunidade comprometida, capacidade reprodutiva prejudicada, diminuição da taxa de sobrevivência dos filhos, e uma diminuição da produção de energia pelas mitocôndrias em seus tecidos.
A retomada na ingestão da PQQ à sua dieta inverteu esses efeitos, aumentando o número de mitocôndrias e restaurando a função sistêmica.
PQQ está agora ligada a efeitos favoráveis sobre o desenvolvimento celular, metabolismo, e biogênese mitocondrial. Ela oferece o potencial para reverter o envelhecimento celular e as doenças relacionadas com a idade pelos seguintes mecanismos:
Estimular o crescimento espontâneo de novas mitocôndrias em células envelhecidas.
Regulação da expressão genética.
Promover a morte de células tumorais a partir da apoptose.
Apoiando a proteção e reparação mitocondrial.
Fornecendo poderoso suporte antioxidante para mitocôndrias e outras moléculas do corpo, com até 5.000 vezes o efeito de outros antioxidantes, e protegendo as células do cérebro e sistemas de neurotransmissores contra a neurotoxicidade e a proteína beta amilóide (essa proteína destrói as sinapses).
O resultado final da atividade da PQQ é a proteção ao envelhecimento sub celular e o consequente aumento na longevidade.
Benefícios Cardíacos:
Atividades de sinalização celular de PQQ produzem melhorias mensuráveis de saúde, especialmente benefícios cardio e neuro protetores.
Por exemplo, a investigação com animais demonstrou que a suplementação com PQQ diminuiu o tamanho da área do coração lesado pela obstrução da artéria coronária aguda. Esse efeito protetor foi encontrado com a PQQ fornecida antes ou depois do evento; sugerindo que o uso da PQQ nas primeiras horas após um evento cardíaco poderia oferecer um benefício inestimável para os pacientes.
Dando seguimento a esta pesquisa, os cientistas então testaram tanto a PQQ como o metoprolol que é comum no tratamento pós- ataque cardíaco (Lopressor®).
Eles descobriram que, enquanto ambas reduziram o tamanho da área danificada, houve um aumento maior em funções de produção de energia mitocondrial com a PQQ. E somente a PQQ reduziu a peroxidação lipídica! A equipe do estudo concluiu que a "PQQ é superior ao metoprolol em proteger a mitocôndria de danos oxidativos por isquemia/reperfusão". Estes mesmos cientistas descobriram em pesquisas com animais mais tarde, que a “PQQ reduz o estresse oxidativo, a disfunção mitocondrial e a morte celular em células do músculo cardíaco”.
Efeitos no Cérebro:
Cientistas descobriram em ensaios pré-clínicos que a PQQ reverteu o comprometimento cognitivo causado pelo estresse oxidativo e melhorou o desempenho em testes de memória. A PQQ demonstrou proteger contra uma proteína genética patológica relacionada com a doença de Parkinson. Muitos dos danos neurológicos em longo prazo que surgem depois de um acidente vascular cerebral ou lesão medular é causado por espécies reativas de nitrogênio que impõem tensões graves nos neurônios danificados. No entanto, a PQQ demonstrou suprimir espécies reativas de nitrogênio no acidente vascular cerebral induzido.
A PQQ também bloqueou uma carga de espécies reativas de nitrogênio após a lesão medular.
Os investigadores concluíram que a PQQ reduz significativamente o tamanho da área danificada do cérebro, mesmo se administrada 3 horas depois do acidente vascular cerebral ! Além disso, proporciona uma proteção potente contra o dano oxidativo e inflamação que resulta do súbito retorno de sangue e nutrientes aos tecidos privados por acidente vascular cerebral. Parece que a PQQ deve tornar-se um nutriente padrão no contexto da sala de emergência do hospital para a administração rápida às vítimas de derrame.
PQQ e Biogenese Mitocondrial:
Um maior dano mitocondrial foi encontrado nas células do cérebro de seres humanos ao longo de 70 anos em relação aos seus primeiros 40 anos.
Muitos cientistas acreditam que a longevidade mitocondrial e o número de mitocôndrias funcionando determinam a longevidade humana em termos gerais.
A coenzima PQQ, demonstrou que induz o crescimento de novas mitocôndrias ou a biogênese mitocondrial mesmo em células envelhecidas.
Enquanto a coenzima Q10, ou CoQ10, otimiza a função das mitocôndrias, a PQQ ativa genes que regulam a reprodução, proteção e reparo mitocondrial.
Até o momento, as únicas formas conhecidas para estimular de forma confiável a biogênese mitocondrial têm sido sustentadas pela restrição calórica ou a atividade física extenuante; potencialmente muito rigorosa para ser feita durante o envelhecimento.
Com seu poder de desencadear com segurança a biogênese mitocondrial, a PQQ representa um avanço extraordinário na busca para reverter o envelhecimento celular.
Outro nutriente importante para a biogênese mitocondrial são os BCAA’s.
Ilustrando o seu mecanismo de sinalização celular, a PQQ protege os neurônios, modificando um site receptor chave dentro do sistema neurotransmissor do nosso cérebro. Isso inibe a excitotoxidade, uma resposta em longo prazo do excesso de estimulação dos neurônios que está associado a muitas doenças neurodegenerativas e convulsões.
A PQQ mostrou bloquear a neurotoxicidade induzida por outras toxinas, incluindo o mercúrio, um fator suspeito de desempenhar um papel no desenvolvimento da doença de Alzheimer.
O grande número de pesquisas indica a que PQQ serve como uma intervenção na doença de Alzheimer e doença de Parkinson bloqueando o desenvolvimento, os efeitos oxidantes, tanto da proteína beta-amilóide associada com a doença de Alzheimer e a proteína alfa-sinucleína associada à doença de Parkinson, antes de poderem causar danos.
Foi observado que a PQQ fornece benefícios cognitivos substanciais, incluindo a melhoria da memória e atenção.
Ela ativa a produção e liberação de um importante fator de crescimento do nervo (nerve growth fator). Os cientistas testaram os efeitos cognitivos da PQQs em um estudo duplo-cego, ensaio clínico controlado com placebo, realizado em seres humanos. Neste estudo de indivíduos saudáveis entre 45 e 65 anos de idade, 20 mg por dia de PQQ produziu melhorias claras em testes padrão da função cognitiva. Além disso, o grupo de teste que usou a PQQ foi duas vezes superior em testes de memória do que o grupo controle.
As pontuações foram dramaticamente superiores para um terceiro grupo que recebeu 300 mg por dia de CoQ10, juntamente com a ingestão de 20 mg de PQQ.
Isso reforça os poderosos benefícios cognitivos da suplementação com esses nutrientes, que estão envolvidos na produção de energia mitocondrial.
PQQ e Expressão Genética:
Uma recente pesquisa com roedores e a expressão dos genes mostrou que uma deficiência induzida da coenzima pirroloquinolina quinona, ou PQQ, resulta numa alteração da expressão de um total de 438 genes. Quando a dieta é então suplementada com PQQ, o padrão de expressão genética volta ao normal. Na investigação, os genes mais afetados pela PQQ são responsáveis principalmente por:
Melhora da sinalização celular.
Diminuição do estresse celular.
Crescimento de novas mitocôndrias.
Transporte de metabólitos.
Esses achados reforçam o envolvimento genético das PQQs com a sinalização celular, atividade antioxidante, e biogênese mitocondrial.
Proteção do DNA Mitocondrial:
A degradação do DNA mitocondrial leva a senescência e morte das mitocôndrias e a extinção do organismo "hospedeiro".
Como os geradores de energia responsáveis por quase toda a produção bioenergética, as mitocôndrias são o local de enorme atividade oxidativa. Um número quase incalculável de elétrons está constantemente fluindo no interior da mitocôndria, liberando igualmente um grande número de radicais livres.
Como resultado, as mitocôndrias são muito mais vulneráveis a agressões bioquímicas que outras estruturas celulares.
E, como os cientistas descobriram ao longo das últimas décadas, o DNA mitocondrial em relação ao DNA celular, que está no núcleo da cálula (DNA nuclear), possui poucas defesas contra os danos dos radicais livres. DNA nuclear é protegido por numerosas proteínas-histonas guardiãs e enzimas que reparam e diminuem o impacto dos radicais livres. Não existem sistemas de reparo similares para proteger o DNA mitocondrial.
Além disso, o DNA nuclear está alojado dentro de uma dupla membrana de proteção que o separa do resto da célula.
Esta membrana dupla é complementada por uma densa matriz de filamentos de proteínas chamados de lâmina nuclear, uma espécie de invólucro de casca dura para proteger o DNA de impactos externos.
Em comparação, o DNA mitocondrial é deixado quase inteiramente exposto. Ele está ligado diretamente à membrana interna onde uma fornalha eletroquímica das mitocôndrias queima continuamente, gerando um volume enorme de espécies reativas de oxigênio, muito tóxicas. As mitocôndrias estão entre as estruturas fisiológicas mais vulneráveis à destruição pelos danos oxidativos.
Estudos científicos vinculam a mutação genética dentro das mitocôndrias com o envelhecimento humano.
A PQQ possui uma formidável capacidade de envolver os radicais livres nas mitocôndrias, com proteção antioxidante superior.
Como coenzima bioativa, a PQQ suporta a função ótima dentro da mitocôndria, que é responsável pelo fornecimento da sua valiosa bioenergia ao corpo.
Ao contrário de outros compostos antioxidantes, a PQQ possui uma estabilidade excepcional, que lhe permite realizar milhares dessas transferências de elétrons, sem sofrer desintegração molecular.
Na verdade, a PQQ possui uma ação 5000 vezes mais eficiente na manutenção da capacidade antioxidante do que outros compostos antioxidantes comuns, tais como o ácido ascórbico.
Resumo:
Através de sua atividade de sinalização celular ampla, a PQQ (pirroloquinolina quinona) modula a maioria das vias de envelhecimento!
Descobertas científicas indicam que a sinalização reforçada pela PQQ estimula a biogênese mitocondrial, estimula o metabolismo celular, melhora o desempenho cognitivo e protege os neurotransmissores e proporciona reparos ao DNA!
Juntos, esses mecanismos de apoio anti envelhecimento subcelular ajudam na promoção da longevidade.
Estudos têm mostrado que a PQQ beneficamente modula as funções biomoleculares que resultam em substancial defesa ao coração e cérebro. Como exemplo, os cientistas descobriram que a PQQ ajudou a produzir notável reversão do declínio cognitivo no envelhecimento seres em humanos!
Nota do Nutricionista:
Como podemos observar no artigo acima, os benefícios da PQQ parecem ser ainda melhores quando comparados a CoQ10.
A biogênese mitocondrial, talvez seja um dos fatores mais importantes na prevenção do envelhecimento, como também a proteção ao DNA, benefícios cardíacos e cognitivos; sem esquecer o incrível poder antioxidante fornecido pela PQQ; sendo 5000 vezes mais eficiente do que a vitamina C.
Realmente mais uma incrível ajuda no combate ao envelhecimento e na manutenção da qualidade de vida.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Nutrientes que Conduzem Carboidratos para os Músculos.
Nutrientes que Conduzem Carboidratos para os Músculos.
Gymnema
-BASKARAN K, KIZAR AHAMATH B, RADHA SHANMUGASUNDARAM K, SHANMUGASUNDARAM ER. “ANTIDIABETIC EFFECT OF A LEAF EXTRACT FROM GYMNEMA SYLVESTRE IN NON-INSULIN-DEPENDENT DIABETES MELLITUS PATIENTS.” JOURNAL OF ETHNOPHARMACOLOGY (1991): OCT;30(3):295-300.
-Davis PA, Yokoyama W. “Cinnamon intake lowers fasting blood glucose: meta-analysis.” Journal of Medicinal Food (2011): Sep;14(9):884-9.
-Fuangchan A, Sonthisombat P, Seubnukarn T, Chanouan R, Chotchaisuwat P, Sirigulsatien V, Ingkaninan K, Plianbangchang P, Haines ST. “Hypoglycemic effect of bitter melon compared with metformin in newly diagnosed type 2 diabetes patients.”Journal of Ethnopharmacology (2011): Mar 24;134(2):422-8.
-Kassaian N, Azadbakht L, Forghani B, Amini M. “Effect of fenugreek seeds on blood glucose and lipid profiles in type 2 diabetic patients.” Internatinal Journal of Vitamin and Nutrition Research (2009): Jan;79(1):34-9.
-Sharma RD, Raghuram TC, Rao NS. “Effect of fenugreek seeds on blood glucose and serum lipids in type I diabetes.” Europena Journal of Clinical Nutrition (1990): Apr;44(4):301-6.
- Al-Romaiyan, A., B. Liu, H. Asare-Anane et al. "A Novel Gymnema sylvestre Extract Stimulates Insulin Secretion from Human Islets in Vivo and in Vitro." Phytotherapy Research 24 (2010): 1370-1376. Academic Search Premier. Web. 12 Oct. 2011.
-Toshihiro M, Satoshi T, Torao I . “Management of Diabetes and Its Complications with Banaba (Lagerstroemia speciosa L.) and Corosolic Acid.” Evidence Based Complimentary Alternative Medicine (2012).
- Suksomboon N et al. J Clin Pharm Ther. 2014 Jun;39(3):292-306.
- Anderson RA et al. Diabetes. 1997 Nov;46(11):1786-91.
- Nahas R. Canadian Family Physician. June 2009;55(6):591-6.
- Suksomboon N et al. J Clin Pharm Ther. 2014 Jun;39(3):292-306.
- Sakurai H, Fujisawa Y, Yasui H, Fujimoto S. Orally active vanadyl complexes to treat insulin dependent and noninsulin-dependent diabetes mellitus. In: 33rd International Conference on Coordination Chemistry: the chemistry of metal ions in everyday life. Florence, Italy, 30 Aug–4 Sept, 1998, Abs p. 614.
-Lyonnet B, Martz X, Martin E. L’emploi therapeutigue des derives du vanadium. Presse Med 1989; 1:191.
- Goldfine AB, Simonson DC, Folli F, Patti ME, Kahn CR. Metabolic effects of sodium metavanadate in human with insulin-dependent and noninsulin-dependent diabetes mellitus in vivo and in vitro studies. J Clin Endocrinol Metab 1995;80:3311.
- Sakurai H, Tshuchiya K, Nukatsuka M, Kawada J, Ishikawa S, Yoshida M, Komatsu M. Insulin mimetic action of vanadyl complexes. J Clin Biochem Nutr 1990;8:193.
Artigo editado por Vince Del Monte
Traduzido e Ampliado pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com.br
A ingestão de carboidratos é um tópico enorme na musculação. Precisamos de carboidratos para sobreviver e precisamos da quantidade certa de carboidratos para treinar bem, pensar com clareza e ter energia suficiente. Mas os carboidratos se transformam no inimigo nº 1 quando o percentual de gordura corporal começa a ficar acima de um número aceitável.
O fato é que os carboidratos não são o diabo, mesmo se você está tentando perder gordura. A chave real não está nos carboidratos que você colocar em seu corpo. A verdadeira chave é que seu corpo faz com os carboidratos, mais especificamente, da sua decisão para armazená-los.
Eu não estou dizendo que você pode ir em frente e se encher de doces e sanduíches feitos com pão branco. Você ainda precisa comer a proporção certa de carboidratos, proteínas e gorduras para o seu corpo, e você precisa ingerir os carboidratos dos tipos mais saudáveis, como aqueles dos legumes frescos. Mas o que eu estou dizendo é que se o seu corpo está administrando mal seus carboidratos, você ainda pode ganhar gordura mais rápido do que você está ganhando músculo.
Para entender por que isso é verdade, você precisa entender que seus músculos têm muito a dizer sobre o quanto os carboidratos que você come acaba em suas células musculares e quanto acaba sendo armazenado como gordura.
Quando comemos carboidratos, nosso corpo os transforma muito rapidamente em glicose, que então é liberada na corrente sanguínea. O nível elevado de glicose no sangue, em seguida, provoca a liberação de insulina, cuja função é transportar a glicose através das paredes das células, onde pode ser armazenados como glicogênio ou queimadas como combustível.
Se os seus músculos não precisam do combustível de imediato, eles vão optar por armazenar glicogênio para mais tarde. Mas a sua capacidade de armazenamento é limitada. Além disso, se as suas células se tornaram resistentes à insulina (e muitas pessoas têm a sensibilidade reduzida), então a glicose vai ter que ir para qualquer outro lugar. E esse outro lugar são as células de gordura.
Muito se escreveu sobre isso quando se trata de resistência à insulina levando a diabetes tipo 2, mas você não tem que ter diabetes a ser negativamente afetados por ela. Quando o processo não está funcionando como deveria, ele tem um efeito dramático sobre a rapidez que você constrói músculos, bem como a rapidez que você ganha ou perde gordura.
Nosso principal objetivo é que as células musculares respondam bem à insulina, para armazenar o máximo de glicose possível na forma de glicogênio. Sabendo que o glicogênio é o combustível principal para nossa energia, melhora da resistência, acelera o processo de recuperação e ajuda a construir músculos. Ao mesmo tempo, qualquer coisa que você armazenar nas células musculares não está sendo armazenado como gordura.
Felizmente, pelas várias pesquisas que estão sendo feitas com a glicose, insulina e diabetes tipo 2, aprendemos que há uma série de alimentos que podem melhorar drasticamente a sensibilidade à insulina e síntese de glicogênio, o que significa que mais glicogênio pode ser armazenado em seus músculos e menos é armazenado como gordura.
Há cinco ingredientes que fizeram realmente sucesso na comunidade de pesquisa e todos eles são muito facilmente disponíveis. Alguns deles você pode ter ouvido, mas alguns deles ainda estão praticamente desconhecidos no mundo do fisiculturismo.
Fenugreek (Extrato de Feno Grego):
O feno grego é uma planta que é cultivada e usada no Norte da África, da Ásia e do Mediterrâneo. As suas vagens longas são preenchidas com sementes, que são utilizadas ou inteiras ou trituradas num pó para ser usada como um tempero. Em algumas culturas, as folhas da planta feno grego são consumidos como verduras e em outros, a planta é normalmente consumida como brotos.
O feno-grego tem sido utilizada na medicina tradicional chinesa e ayurvédica durante séculos, e agora a medicina ocidental tem reconhecido o seu potencial para a prevenção ou tratamento de diabetes Tipo 2. O que os pesquisadores descobriram é que o feno grego ajuda a reduzir a glicose no sangue, diminuindo a digestão e absorção de carboidratos.
Parte da razão é que o feno grego é envolvido com fibras solúveis e quando você come carboidratos com uma grande quantidade de fibras presente, faz com que seu corpo leve muito mais tempo para digerir os carboidratos e quebrá-los em glicose.
Houve uma tonelada de estudos bem respeitados na utilização de feno grego para ajudar a diminuir os níveis de glicose no sangue e melhorar a tolerância à glicose. Um estudo feito na Índia mostrou que 100g de feno grego por dia reduziu drasticamente os níveis de glicose no sangue em pessoas com diabetes tipo 1. Outro estudo relatou que 15g de feno grego em pó adicionado a uma refeição com glicose, diminuiu a glicemia pós-refeição em pacientes com diabetes tipo 2. Um terceiro estudo mostrou que 2,5 gramas de feno grego duas vezes por dia reduziu os níveis de açúcar no sangue em pessoas que tinham uma forma leve de diabetes tipo 2.
Folhas de Banaba (Lagerstroemia speciosa) e Ácido Corosólico:
Banaba é outra planta que tem sido usada na medicina alternativa nos países do Leste por várias gerações, mas só agora está começando a ser usado na América.
Vários estudos têm demonstrado que a folha de Banaba, ou mais especificamente de um extrato da folha conhecido como ácido Corosólico, reduz efetivamente os níveis de açúcar no sangue no prazo de uma hora após a ingestão de carboidratos. Ao contrário de outros ingredientes, este tem sido amplamente testado em seres humanos, e não apenas em animais.
A Folha Banaba afeta os níveis de glicogênio/glicose de algumas maneiras diferentes. Ela melhora a taxa de captação de glicogênio das células, diminui a quebra de amidos e açúcares, e ainda regula o metabolismo da gordura.
Um estudo recente realmente chamou a atenção de nutricionistas e médicos quando se informou que "A atividade antidiabética de um extrato padronizado de Banaba (ácido corosólico a 1%), em uma formulação em cápsula gelatinosa mole que foi examinada. A dez indivíduos diabéticos do tipo 2 foram dados 32 mg ou 48 mg do produto (0,32 e 0,48 mg de ácido corosólico, respectivamente) por dia, durante 2 semanas. Uma diminuição de 30% nos níveis de glicose no sangue foi relatada após as duas semanas. "
Canela:
Você provavelmente já ouviu falar mais sobre canela nos últimos anos no que se refere à diabetes e níveis de glicose no sangue. Existe uma grande quantidade de estudos publicados relatando sobre a forma como a canela pode ajudar a reverter o diabetes tipo 2 ou impedi-lo completamente, invertendo a síndrome metabólica. Ela faz isso, agindo como um mimético de insulina (em outras palavras, que imita a insulina) e por contribuir para a melhoria da sensibilidade das células à insulina.
Um dos estudos mais importantes trabalhou com 30 homens e 30 mulheres que tinham diabetes tipo 2. Os pacientes foram divididos e foram ingeridas várias quantidades de canela; variando entre 1 a 6 gramas diárias. O estudo durou 40 dias. Após os 40 dias, os níveis de glicemia em jejum de todos os pacientes tinham sido reduzidos em 18-29%.
Melão Amargo (Marmodica Charantia):
O melão amargo é muito utilizado na medicina asiática e só agora está começando a ser usado para ajudar a reduzir a glicose no sangue e melhorar a sensibilidade à insulina.
O melão amargo é uma fruta cultivada principalmente na Ásia e é usado como ingrediente de uma grande quantidade de alimentos consumidos na Tailândia, Vietnã e outros países asiáticos. A fruta tem pelo menos quatro importantes propriedades que trabalham para melhorar o glicose no sangue. Charantin é conhecido por diminuir os níveis de glicose no sangue, vicine e polipeptídeo-p são miméticos da insulina. O melão amargo também contém uma lectina que suprime o apetite e estimula a captação de glicose em tecidos periféricos, bem como a insulina faz.
Em 2008, um estudo descobriu que o melão amargo definitivamente melhorou a absorção de glicose das células e a tolerância à glicose também aumentou. Um dos estudos recentes mais importantes foi feito em 2011. Esse foi um ensaio clínico de quatro semanas que mostrou que 2000mg por dia de extrato de melão amargo reduziu significativamente os níveis de glicose no sangue em pessoas com diabetes tipo 2.
Gymnema Sylvestre:
Gymnema Sylvestre é outro extrato da planta e seu uso na medicina tem sido documentada para há muito tempo atrás, no século 6 antes de Cristo. Ele está sendo usado em um lote de medicamentos alternativos como um tratamento para a diabetes tipo 2 e há uma série de estudos que o suportam.
Gymnema sylvestre contém ácidos gimnêmicos, que retardam a absorção de glicose e sua elevação na corrente sanguínea. Alguns estudos indicam que Gymnema sylvestre também pode ajudar a reparar as células beta do pâncreas, melhorar a produção e secreção de insulina.
Em um estudo muito importante, 22 pessoas com diabetes tipo 2 tomaram 400 mg de Gymnema sylvestre juntamente com o seu medicamento para a diabetes. No final do ano, e um estudo relativamente longo, todos eles foram capaz de reduzir a sua dose de medicação e cinco pessoas estavam sem medicação por completo. Foi esse estudo que sugeriu que o extrato realmente ajuda a regenerar as células beta do pâncreas.
Outro estudo descobriu que Gymnema Sylvestre também ajudou as pessoas com diabetes tipo 1.
Depois de um ano tomando 400 mg por dia, 27 pessoas tinham níveis de glicose no sangue e de insulina mais baixos.
Agora, você pode obter todos esses extratos em suplementos separados, mas que iria ficar muito caro e também adicionar vários comprimidos para a lista que você já está usando. Existem formulações de suplemento que tem todos esses cinco ingredientes, além de vários outros que foram mostrados para aumentar a absorção de glicose e melhorar a resistência à insulina.
Tudo que você precisa fazer é tomar uma cápsula antes de comer uma refeição rica em carboidratos ou fazer o seu shake pós-treino; isso demonstrou melhorar a sensibilidade à insulina em 38%, a absorção de glicose em 57% e glicogênio armazenamento em 60%.
São porcentagens muito significativas.
Em um estudo estruturado por Al-Romaiyan (2010), um extrato diferente de gymnema conhecido como OmSantal Adivasi (OSA) foi testado em pacientes com diabetes do tipo 2 e em células humanas normais em tubos de ensaio, que atuam como um grupo controle. Na primeira parte da experimentação, onze pacientes diabéticos recentemente diagnosticados foi dada uma dose oral de um grama por dia de OSA durante um período de 60 dias. BGL (Níveis Altos de Glicose) e peso corporal dos pacientes foram monitorizados, e no final do estudo, os resultados mostraram uma diminuição no BGL e um aumento na produção de insulina. Na configuração controlada da experiência, a secreção de insulina foi monitorada em células humanas normais separadamente, e em culturas com uma pequena quantidade de OSA. Os resultados finais mostraram que o OSA aumenta a produção global de insulina em pacientes saudáveis e em diabéticos, restaurando as células beta. Esta experiência não só apoia a alegação de que gymnema reduz a BGL dos diabéticos, mas que também mantém um BGL seguro em células humanas normais que podem ficar expostos a níveis de glicose no sangue, ou hiperglicemia, impedindo os primeiros sintomas de pré-diabetes. Esta descoberta sugere que a gymnema é um tratamento seguro e preventivo para controlar os níveis de glicose no sangue (Al-Romaiyan, 2010).
Hoje, milhões de pessoas são diagnosticadas com diabetes mellitus e outro milhão é esperado para ser afligido com a doença nos próximos anos. Além disso, o diabetes continua a ser uma das doenças mais caras para se conviver. É importante continuar a pesquisar e explorar maneiras inovadoras para combater esta doença que reduz significativamente a qualidade de vida de tantas pessoas. Ao financiar a pesquisa para Gymnema sylvestre e usando a Medicina Ayurvedica como um modelo, os cientistas podem alargar o âmbito do tratamento da diabetes. Estudos sugerem que mais pesquisas podem levar a independência da droga para os diabéticos de tipo 2, bem como a suplementação segura para reduzir a quantidade de insulina necessária para diabéticos tipo 1. Mais notável, no entanto, é a capacidade única da gymnema para regenerar células beta danificados na diabetes tipo 1. Se os cientistas podem descobrir e aprofundar os segredos de como estas células beta são regeneradas, pode haver uma cura para a autoimunidade e o diabetes tipo 1 em um futuro próximo.
Picolinato de Cromo:
O Cromo demonstrou aumentar a sensibilidade do organismo à insulina e abaixar os níveis de glicose no sangue. Na verdade, pelo menos 15 ensaios clínicos bem controlados, examinando os efeitos da suplementação com cromo em pessoas que vivem com diabetes, resistência à insulina e outras anormalidades da glicose no sangue têm mostrado que este mineral melhora o metabolismo da glicose.
Em um estudo realizado pelo Departamento de Human Nutrition Research Center and Agriculture na Beijing University Medical, 180 pessoas com diabetes tipo 2 foram divididos em três grupos e receberam suplementos contendo 100 mcg de cromo, 500 mcg de cromo ou um placebo duas vezes ao dia. Sem outras alterações feitas em suas medicações, dietas ou níveis de atividade.
Quando seus níveis de glicose no sangue foram testados depois de quatro meses, os pacientes que tomaram o cromo tiveram redução da glicose sanguínea, da insulina, colesterol e hemoglobina glicada (também chamado hemoglobina A1C, uma medida de longo prazo de controle da glicose no sangue).
Em uma meta-análise da literatura médica, os pesquisadores descobriram que o cromo reduziu a hemoglobina glicosilada (HbA1c); uma medida básica de controle das taxas de glicose, bem como a glicemia de jejum.
Outra meta-análise publicada em 2014 analisou a eficácia e segurança do cromo para o controle de glicose no sangue. Os pesquisadores identificaram 25 estudos randomizados e controlados com placebo, 22 dos quais analisou o efeito sobre o cromo sozinho no controle glicêmico.
Eles encontraram que o picolinato de cromo em particular teve benefícios significativos para melhorar o controle glicêmico, reduzindo os níveis de glicose e triglicerídeos e melhorando os níveis de HDL (que é o colesterol bom). Os pesquisadores concluíram: "A evidência disponível sugere efeitos favoráveis da suplementação de cromo sobre o controle glicêmico em pacientes com diabetes. O cromo usado de forma independente pode ainda melhorar os níveis de triglicérides e HDL. A suplementação de cromo em doses habituais, não aumenta o risco de eventos adversos em comparação com placebo”.
Um dos três estudos revisados na meta-análise supramencionada olhou para a capacidade da biotina e picolinato de cromo para reduzir o açúcar no sangue e aumentar a insulina em um modelo de diabetes tipo 2.
Pesquisadores induziram diabetes tipo 2 em ratos utilizando streptozotocina e uma dieta rica em gordura. Os investigadores avaliaram:
Os ratos diabéticos alimentados com uma dieta rica em gordura e suplementado com 80 mcg/kg de peso corporal por dia de picolinato de cromo.
Os ratos diabéticos alimentados com uma dieta rica em gorduras e suplementado com 300 mcg/kg de peso corporal diariamente de biotina.
Os ratos diabéticos alimentados com uma dieta rica em gordura e suplementando tanto com picolinato de cromo e biotina diariamente.
Os pesquisadores também avaliaram ratos não diabéticos alimentados com uma dieta regular e ratos diabéticos alimentados com uma dieta rica em gordura sem suplementação para servir como grupos controle.
Os investigadores analisaram glicose, insulina, cortisol, colesterol total, triglicérides, ácidos graxos não esterificados e malondialdeído, um marcador de estresse oxidativo. Os pesquisadores descobriram que a suplementação com biotina e picolinato de cromo em ratos diabéticos e, particularmente, a combinação, resultou em diminuição da glicose, cortisol, colesterol total, triglicérides, ácidos graxos não esterificados, malondialdeído e aumento dos níveis de insulina no soro.
Vanádio:
O número de pacientes que sofrem de DM está aumentando diariamente, provavelmente devido a mudanças no estilo de vida e alimentação. Todos os tipos de DM envolvem deficiência absoluta ou relativa de insulina. Para tratar NIDDM, foram sintetizados vários medicamentos envolvendo sulfoniluréias, sulfonamidas, biguanidas e triglidazone que são usados clinicamente.
No entanto, como ainda, a IDDM pode ser controlada somente por injeção subcutânea diária com as injeções de insulina; de outro lado, podem ocorrer as complicações secundárias como a retinopatia diabética, nefropatia diabética e a neuropatia diabética. Para evitar a dor e o estresse de injeções de insulina SC, bem como as complicações secundárias, é importante desenvolver uma reposição de insulina por via oral ativa ou mimética para manter a qualidade de vida dos pacientes com DM.
Recentemente, os íons de vanádio, incluindo o vanadil, o vanadato, e especialmente vários tipos de complexos de vanádio, têm sido referidos como sendo eficazes por administração por via oral em DM experimental animais, tais como estreptozotocina (STZ) induzida por ratos diabéticos (STZ-ratos).
Mais recentemente, verificou-se que vários complexos de vanádio na administração oral são eficazes para tratar os animais diabéticos.
Em ensaios clínicos, tem sido proposto que a sensibilidade hepática e periférica a insulina em pacientes com IDDM e NIDDM foram melhoradas, dando compostos de vanádio simples, tais como sulfato de vanádio (VOSO4) e vanadato de sódio (NaVO3), cerca de um século atrás, na França e, agora, em 1995-1996. Estes resultados indicam fortemente a necessidade de investigações para estabelecer a segurança em longo prazo de compostos de vanádio eficazes para tratar a DM. Aqui, nós relatamos nossos resultados recentes sobre o estudo do desenvolvimento de complexos de ativos por via oral e a atuação do vanádio em longo prazo.
Quando ratos STZ-VOSO4 (ratos tratados com sulfato de vanádio) foram administrados por injeção diária única intraperitoneal (ip), a hiperglicemia foi normalizada dentro de 2 ou 3 dias. Enquanto a administração diária foi continuada, a normoglicemia foi mantida. Embora tanto a glicose sérica e os níveis de FFA foram melhorados e normalizados, o nível de insulina não melhorou, indicando que a ação de VOSO4 não é periférica. De fato, os níveis semelhantes de vanádio em STZ-ratos normais e ratos STZ-tratados com vanádio foram encontrados em quase todos os órgãos examinados, como determinado por análise de ativação de nêutrons (NAA), que é o método mais confiável na determinação de vanádio em organismos vivos. Os resultados dos testes de tolerância à glicose concluíram que a IDDM é de fato tratada com a administração de VOSO4 (Sulfato de Vanádio). VOSO4 oralmente administrada também demonstrou ser eficaz. Com base nestes resultados, ativos por via oral e uso por longo prazo, os complexos de vanádio estão sendo desenvolvidos.
Nota do Nutricionista:
Podemos observar os incríveis benefícios desses tratamentos naturais com base na Fitoterapia e novamente os micronutrientes
(minerais).
A ajuda é muito ampla e significativa tanto para atletas ajudando a maximizar o ganho muscular e a perda de gordura, como também, para pessoas acometidas pela diabetes facilitando o controle da glicemia e diminuindo os riscos e complicações que a doença acarreta; podendo num futuro próximo chegar ao ponto da cura da doença, pela renovação das células beta do pâncreas.
Infelizmente, com a descoberta da insulina os estudos em relação aos efeitos do Vanádio sofreram uma forte desaceleração.
Gymnema
-BASKARAN K, KIZAR AHAMATH B, RADHA SHANMUGASUNDARAM K, SHANMUGASUNDARAM ER. “ANTIDIABETIC EFFECT OF A LEAF EXTRACT FROM GYMNEMA SYLVESTRE IN NON-INSULIN-DEPENDENT DIABETES MELLITUS PATIENTS.” JOURNAL OF ETHNOPHARMACOLOGY (1991): OCT;30(3):295-300.
-Davis PA, Yokoyama W. “Cinnamon intake lowers fasting blood glucose: meta-analysis.” Journal of Medicinal Food (2011): Sep;14(9):884-9.
-Fuangchan A, Sonthisombat P, Seubnukarn T, Chanouan R, Chotchaisuwat P, Sirigulsatien V, Ingkaninan K, Plianbangchang P, Haines ST. “Hypoglycemic effect of bitter melon compared with metformin in newly diagnosed type 2 diabetes patients.”Journal of Ethnopharmacology (2011): Mar 24;134(2):422-8.
-Kassaian N, Azadbakht L, Forghani B, Amini M. “Effect of fenugreek seeds on blood glucose and lipid profiles in type 2 diabetic patients.” Internatinal Journal of Vitamin and Nutrition Research (2009): Jan;79(1):34-9.
-Sharma RD, Raghuram TC, Rao NS. “Effect of fenugreek seeds on blood glucose and serum lipids in type I diabetes.” Europena Journal of Clinical Nutrition (1990): Apr;44(4):301-6.
- Al-Romaiyan, A., B. Liu, H. Asare-Anane et al. "A Novel Gymnema sylvestre Extract Stimulates Insulin Secretion from Human Islets in Vivo and in Vitro." Phytotherapy Research 24 (2010): 1370-1376. Academic Search Premier. Web. 12 Oct. 2011.
-Toshihiro M, Satoshi T, Torao I . “Management of Diabetes and Its Complications with Banaba (Lagerstroemia speciosa L.) and Corosolic Acid.” Evidence Based Complimentary Alternative Medicine (2012).
- Suksomboon N et al. J Clin Pharm Ther. 2014 Jun;39(3):292-306.
- Anderson RA et al. Diabetes. 1997 Nov;46(11):1786-91.
- Nahas R. Canadian Family Physician. June 2009;55(6):591-6.
- Suksomboon N et al. J Clin Pharm Ther. 2014 Jun;39(3):292-306.
- Sakurai H, Fujisawa Y, Yasui H, Fujimoto S. Orally active vanadyl complexes to treat insulin dependent and noninsulin-dependent diabetes mellitus. In: 33rd International Conference on Coordination Chemistry: the chemistry of metal ions in everyday life. Florence, Italy, 30 Aug–4 Sept, 1998, Abs p. 614.
-Lyonnet B, Martz X, Martin E. L’emploi therapeutigue des derives du vanadium. Presse Med 1989; 1:191.
- Goldfine AB, Simonson DC, Folli F, Patti ME, Kahn CR. Metabolic effects of sodium metavanadate in human with insulin-dependent and noninsulin-dependent diabetes mellitus in vivo and in vitro studies. J Clin Endocrinol Metab 1995;80:3311.
- Sakurai H, Tshuchiya K, Nukatsuka M, Kawada J, Ishikawa S, Yoshida M, Komatsu M. Insulin mimetic action of vanadyl complexes. J Clin Biochem Nutr 1990;8:193.
Artigo editado por Vince Del Monte
Traduzido e Ampliado pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN3 – 6141
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A ingestão de carboidratos é um tópico enorme na musculação. Precisamos de carboidratos para sobreviver e precisamos da quantidade certa de carboidratos para treinar bem, pensar com clareza e ter energia suficiente. Mas os carboidratos se transformam no inimigo nº 1 quando o percentual de gordura corporal começa a ficar acima de um número aceitável.
O fato é que os carboidratos não são o diabo, mesmo se você está tentando perder gordura. A chave real não está nos carboidratos que você colocar em seu corpo. A verdadeira chave é que seu corpo faz com os carboidratos, mais especificamente, da sua decisão para armazená-los.
Eu não estou dizendo que você pode ir em frente e se encher de doces e sanduíches feitos com pão branco. Você ainda precisa comer a proporção certa de carboidratos, proteínas e gorduras para o seu corpo, e você precisa ingerir os carboidratos dos tipos mais saudáveis, como aqueles dos legumes frescos. Mas o que eu estou dizendo é que se o seu corpo está administrando mal seus carboidratos, você ainda pode ganhar gordura mais rápido do que você está ganhando músculo.
Para entender por que isso é verdade, você precisa entender que seus músculos têm muito a dizer sobre o quanto os carboidratos que você come acaba em suas células musculares e quanto acaba sendo armazenado como gordura.
Quando comemos carboidratos, nosso corpo os transforma muito rapidamente em glicose, que então é liberada na corrente sanguínea. O nível elevado de glicose no sangue, em seguida, provoca a liberação de insulina, cuja função é transportar a glicose através das paredes das células, onde pode ser armazenados como glicogênio ou queimadas como combustível.
Se os seus músculos não precisam do combustível de imediato, eles vão optar por armazenar glicogênio para mais tarde. Mas a sua capacidade de armazenamento é limitada. Além disso, se as suas células se tornaram resistentes à insulina (e muitas pessoas têm a sensibilidade reduzida), então a glicose vai ter que ir para qualquer outro lugar. E esse outro lugar são as células de gordura.
Muito se escreveu sobre isso quando se trata de resistência à insulina levando a diabetes tipo 2, mas você não tem que ter diabetes a ser negativamente afetados por ela. Quando o processo não está funcionando como deveria, ele tem um efeito dramático sobre a rapidez que você constrói músculos, bem como a rapidez que você ganha ou perde gordura.
Nosso principal objetivo é que as células musculares respondam bem à insulina, para armazenar o máximo de glicose possível na forma de glicogênio. Sabendo que o glicogênio é o combustível principal para nossa energia, melhora da resistência, acelera o processo de recuperação e ajuda a construir músculos. Ao mesmo tempo, qualquer coisa que você armazenar nas células musculares não está sendo armazenado como gordura.
Felizmente, pelas várias pesquisas que estão sendo feitas com a glicose, insulina e diabetes tipo 2, aprendemos que há uma série de alimentos que podem melhorar drasticamente a sensibilidade à insulina e síntese de glicogênio, o que significa que mais glicogênio pode ser armazenado em seus músculos e menos é armazenado como gordura.
Há cinco ingredientes que fizeram realmente sucesso na comunidade de pesquisa e todos eles são muito facilmente disponíveis. Alguns deles você pode ter ouvido, mas alguns deles ainda estão praticamente desconhecidos no mundo do fisiculturismo.
Fenugreek (Extrato de Feno Grego):
O feno grego é uma planta que é cultivada e usada no Norte da África, da Ásia e do Mediterrâneo. As suas vagens longas são preenchidas com sementes, que são utilizadas ou inteiras ou trituradas num pó para ser usada como um tempero. Em algumas culturas, as folhas da planta feno grego são consumidos como verduras e em outros, a planta é normalmente consumida como brotos.
O feno-grego tem sido utilizada na medicina tradicional chinesa e ayurvédica durante séculos, e agora a medicina ocidental tem reconhecido o seu potencial para a prevenção ou tratamento de diabetes Tipo 2. O que os pesquisadores descobriram é que o feno grego ajuda a reduzir a glicose no sangue, diminuindo a digestão e absorção de carboidratos.
Parte da razão é que o feno grego é envolvido com fibras solúveis e quando você come carboidratos com uma grande quantidade de fibras presente, faz com que seu corpo leve muito mais tempo para digerir os carboidratos e quebrá-los em glicose.
Houve uma tonelada de estudos bem respeitados na utilização de feno grego para ajudar a diminuir os níveis de glicose no sangue e melhorar a tolerância à glicose. Um estudo feito na Índia mostrou que 100g de feno grego por dia reduziu drasticamente os níveis de glicose no sangue em pessoas com diabetes tipo 1. Outro estudo relatou que 15g de feno grego em pó adicionado a uma refeição com glicose, diminuiu a glicemia pós-refeição em pacientes com diabetes tipo 2. Um terceiro estudo mostrou que 2,5 gramas de feno grego duas vezes por dia reduziu os níveis de açúcar no sangue em pessoas que tinham uma forma leve de diabetes tipo 2.
Folhas de Banaba (Lagerstroemia speciosa) e Ácido Corosólico:
Banaba é outra planta que tem sido usada na medicina alternativa nos países do Leste por várias gerações, mas só agora está começando a ser usado na América.
Vários estudos têm demonstrado que a folha de Banaba, ou mais especificamente de um extrato da folha conhecido como ácido Corosólico, reduz efetivamente os níveis de açúcar no sangue no prazo de uma hora após a ingestão de carboidratos. Ao contrário de outros ingredientes, este tem sido amplamente testado em seres humanos, e não apenas em animais.
A Folha Banaba afeta os níveis de glicogênio/glicose de algumas maneiras diferentes. Ela melhora a taxa de captação de glicogênio das células, diminui a quebra de amidos e açúcares, e ainda regula o metabolismo da gordura.
Um estudo recente realmente chamou a atenção de nutricionistas e médicos quando se informou que "A atividade antidiabética de um extrato padronizado de Banaba (ácido corosólico a 1%), em uma formulação em cápsula gelatinosa mole que foi examinada. A dez indivíduos diabéticos do tipo 2 foram dados 32 mg ou 48 mg do produto (0,32 e 0,48 mg de ácido corosólico, respectivamente) por dia, durante 2 semanas. Uma diminuição de 30% nos níveis de glicose no sangue foi relatada após as duas semanas. "
Canela:
Você provavelmente já ouviu falar mais sobre canela nos últimos anos no que se refere à diabetes e níveis de glicose no sangue. Existe uma grande quantidade de estudos publicados relatando sobre a forma como a canela pode ajudar a reverter o diabetes tipo 2 ou impedi-lo completamente, invertendo a síndrome metabólica. Ela faz isso, agindo como um mimético de insulina (em outras palavras, que imita a insulina) e por contribuir para a melhoria da sensibilidade das células à insulina.
Um dos estudos mais importantes trabalhou com 30 homens e 30 mulheres que tinham diabetes tipo 2. Os pacientes foram divididos e foram ingeridas várias quantidades de canela; variando entre 1 a 6 gramas diárias. O estudo durou 40 dias. Após os 40 dias, os níveis de glicemia em jejum de todos os pacientes tinham sido reduzidos em 18-29%.
Melão Amargo (Marmodica Charantia):
O melão amargo é muito utilizado na medicina asiática e só agora está começando a ser usado para ajudar a reduzir a glicose no sangue e melhorar a sensibilidade à insulina.
O melão amargo é uma fruta cultivada principalmente na Ásia e é usado como ingrediente de uma grande quantidade de alimentos consumidos na Tailândia, Vietnã e outros países asiáticos. A fruta tem pelo menos quatro importantes propriedades que trabalham para melhorar o glicose no sangue. Charantin é conhecido por diminuir os níveis de glicose no sangue, vicine e polipeptídeo-p são miméticos da insulina. O melão amargo também contém uma lectina que suprime o apetite e estimula a captação de glicose em tecidos periféricos, bem como a insulina faz.
Em 2008, um estudo descobriu que o melão amargo definitivamente melhorou a absorção de glicose das células e a tolerância à glicose também aumentou. Um dos estudos recentes mais importantes foi feito em 2011. Esse foi um ensaio clínico de quatro semanas que mostrou que 2000mg por dia de extrato de melão amargo reduziu significativamente os níveis de glicose no sangue em pessoas com diabetes tipo 2.
Gymnema Sylvestre:
Gymnema Sylvestre é outro extrato da planta e seu uso na medicina tem sido documentada para há muito tempo atrás, no século 6 antes de Cristo. Ele está sendo usado em um lote de medicamentos alternativos como um tratamento para a diabetes tipo 2 e há uma série de estudos que o suportam.
Gymnema sylvestre contém ácidos gimnêmicos, que retardam a absorção de glicose e sua elevação na corrente sanguínea. Alguns estudos indicam que Gymnema sylvestre também pode ajudar a reparar as células beta do pâncreas, melhorar a produção e secreção de insulina.
Em um estudo muito importante, 22 pessoas com diabetes tipo 2 tomaram 400 mg de Gymnema sylvestre juntamente com o seu medicamento para a diabetes. No final do ano, e um estudo relativamente longo, todos eles foram capaz de reduzir a sua dose de medicação e cinco pessoas estavam sem medicação por completo. Foi esse estudo que sugeriu que o extrato realmente ajuda a regenerar as células beta do pâncreas.
Outro estudo descobriu que Gymnema Sylvestre também ajudou as pessoas com diabetes tipo 1.
Depois de um ano tomando 400 mg por dia, 27 pessoas tinham níveis de glicose no sangue e de insulina mais baixos.
Agora, você pode obter todos esses extratos em suplementos separados, mas que iria ficar muito caro e também adicionar vários comprimidos para a lista que você já está usando. Existem formulações de suplemento que tem todos esses cinco ingredientes, além de vários outros que foram mostrados para aumentar a absorção de glicose e melhorar a resistência à insulina.
Tudo que você precisa fazer é tomar uma cápsula antes de comer uma refeição rica em carboidratos ou fazer o seu shake pós-treino; isso demonstrou melhorar a sensibilidade à insulina em 38%, a absorção de glicose em 57% e glicogênio armazenamento em 60%.
São porcentagens muito significativas.
Em um estudo estruturado por Al-Romaiyan (2010), um extrato diferente de gymnema conhecido como OmSantal Adivasi (OSA) foi testado em pacientes com diabetes do tipo 2 e em células humanas normais em tubos de ensaio, que atuam como um grupo controle. Na primeira parte da experimentação, onze pacientes diabéticos recentemente diagnosticados foi dada uma dose oral de um grama por dia de OSA durante um período de 60 dias. BGL (Níveis Altos de Glicose) e peso corporal dos pacientes foram monitorizados, e no final do estudo, os resultados mostraram uma diminuição no BGL e um aumento na produção de insulina. Na configuração controlada da experiência, a secreção de insulina foi monitorada em células humanas normais separadamente, e em culturas com uma pequena quantidade de OSA. Os resultados finais mostraram que o OSA aumenta a produção global de insulina em pacientes saudáveis e em diabéticos, restaurando as células beta. Esta experiência não só apoia a alegação de que gymnema reduz a BGL dos diabéticos, mas que também mantém um BGL seguro em células humanas normais que podem ficar expostos a níveis de glicose no sangue, ou hiperglicemia, impedindo os primeiros sintomas de pré-diabetes. Esta descoberta sugere que a gymnema é um tratamento seguro e preventivo para controlar os níveis de glicose no sangue (Al-Romaiyan, 2010).
Hoje, milhões de pessoas são diagnosticadas com diabetes mellitus e outro milhão é esperado para ser afligido com a doença nos próximos anos. Além disso, o diabetes continua a ser uma das doenças mais caras para se conviver. É importante continuar a pesquisar e explorar maneiras inovadoras para combater esta doença que reduz significativamente a qualidade de vida de tantas pessoas. Ao financiar a pesquisa para Gymnema sylvestre e usando a Medicina Ayurvedica como um modelo, os cientistas podem alargar o âmbito do tratamento da diabetes. Estudos sugerem que mais pesquisas podem levar a independência da droga para os diabéticos de tipo 2, bem como a suplementação segura para reduzir a quantidade de insulina necessária para diabéticos tipo 1. Mais notável, no entanto, é a capacidade única da gymnema para regenerar células beta danificados na diabetes tipo 1. Se os cientistas podem descobrir e aprofundar os segredos de como estas células beta são regeneradas, pode haver uma cura para a autoimunidade e o diabetes tipo 1 em um futuro próximo.
Picolinato de Cromo:
O Cromo demonstrou aumentar a sensibilidade do organismo à insulina e abaixar os níveis de glicose no sangue. Na verdade, pelo menos 15 ensaios clínicos bem controlados, examinando os efeitos da suplementação com cromo em pessoas que vivem com diabetes, resistência à insulina e outras anormalidades da glicose no sangue têm mostrado que este mineral melhora o metabolismo da glicose.
Em um estudo realizado pelo Departamento de Human Nutrition Research Center and Agriculture na Beijing University Medical, 180 pessoas com diabetes tipo 2 foram divididos em três grupos e receberam suplementos contendo 100 mcg de cromo, 500 mcg de cromo ou um placebo duas vezes ao dia. Sem outras alterações feitas em suas medicações, dietas ou níveis de atividade.
Quando seus níveis de glicose no sangue foram testados depois de quatro meses, os pacientes que tomaram o cromo tiveram redução da glicose sanguínea, da insulina, colesterol e hemoglobina glicada (também chamado hemoglobina A1C, uma medida de longo prazo de controle da glicose no sangue).
Em uma meta-análise da literatura médica, os pesquisadores descobriram que o cromo reduziu a hemoglobina glicosilada (HbA1c); uma medida básica de controle das taxas de glicose, bem como a glicemia de jejum.
Outra meta-análise publicada em 2014 analisou a eficácia e segurança do cromo para o controle de glicose no sangue. Os pesquisadores identificaram 25 estudos randomizados e controlados com placebo, 22 dos quais analisou o efeito sobre o cromo sozinho no controle glicêmico.
Eles encontraram que o picolinato de cromo em particular teve benefícios significativos para melhorar o controle glicêmico, reduzindo os níveis de glicose e triglicerídeos e melhorando os níveis de HDL (que é o colesterol bom). Os pesquisadores concluíram: "A evidência disponível sugere efeitos favoráveis da suplementação de cromo sobre o controle glicêmico em pacientes com diabetes. O cromo usado de forma independente pode ainda melhorar os níveis de triglicérides e HDL. A suplementação de cromo em doses habituais, não aumenta o risco de eventos adversos em comparação com placebo”.
Um dos três estudos revisados na meta-análise supramencionada olhou para a capacidade da biotina e picolinato de cromo para reduzir o açúcar no sangue e aumentar a insulina em um modelo de diabetes tipo 2.
Pesquisadores induziram diabetes tipo 2 em ratos utilizando streptozotocina e uma dieta rica em gordura. Os investigadores avaliaram:
Os ratos diabéticos alimentados com uma dieta rica em gordura e suplementado com 80 mcg/kg de peso corporal por dia de picolinato de cromo.
Os ratos diabéticos alimentados com uma dieta rica em gorduras e suplementado com 300 mcg/kg de peso corporal diariamente de biotina.
Os ratos diabéticos alimentados com uma dieta rica em gordura e suplementando tanto com picolinato de cromo e biotina diariamente.
Os pesquisadores também avaliaram ratos não diabéticos alimentados com uma dieta regular e ratos diabéticos alimentados com uma dieta rica em gordura sem suplementação para servir como grupos controle.
Os investigadores analisaram glicose, insulina, cortisol, colesterol total, triglicérides, ácidos graxos não esterificados e malondialdeído, um marcador de estresse oxidativo. Os pesquisadores descobriram que a suplementação com biotina e picolinato de cromo em ratos diabéticos e, particularmente, a combinação, resultou em diminuição da glicose, cortisol, colesterol total, triglicérides, ácidos graxos não esterificados, malondialdeído e aumento dos níveis de insulina no soro.
Vanádio:
O número de pacientes que sofrem de DM está aumentando diariamente, provavelmente devido a mudanças no estilo de vida e alimentação. Todos os tipos de DM envolvem deficiência absoluta ou relativa de insulina. Para tratar NIDDM, foram sintetizados vários medicamentos envolvendo sulfoniluréias, sulfonamidas, biguanidas e triglidazone que são usados clinicamente.
No entanto, como ainda, a IDDM pode ser controlada somente por injeção subcutânea diária com as injeções de insulina; de outro lado, podem ocorrer as complicações secundárias como a retinopatia diabética, nefropatia diabética e a neuropatia diabética. Para evitar a dor e o estresse de injeções de insulina SC, bem como as complicações secundárias, é importante desenvolver uma reposição de insulina por via oral ativa ou mimética para manter a qualidade de vida dos pacientes com DM.
Recentemente, os íons de vanádio, incluindo o vanadil, o vanadato, e especialmente vários tipos de complexos de vanádio, têm sido referidos como sendo eficazes por administração por via oral em DM experimental animais, tais como estreptozotocina (STZ) induzida por ratos diabéticos (STZ-ratos).
Mais recentemente, verificou-se que vários complexos de vanádio na administração oral são eficazes para tratar os animais diabéticos.
Em ensaios clínicos, tem sido proposto que a sensibilidade hepática e periférica a insulina em pacientes com IDDM e NIDDM foram melhoradas, dando compostos de vanádio simples, tais como sulfato de vanádio (VOSO4) e vanadato de sódio (NaVO3), cerca de um século atrás, na França e, agora, em 1995-1996. Estes resultados indicam fortemente a necessidade de investigações para estabelecer a segurança em longo prazo de compostos de vanádio eficazes para tratar a DM. Aqui, nós relatamos nossos resultados recentes sobre o estudo do desenvolvimento de complexos de ativos por via oral e a atuação do vanádio em longo prazo.
Quando ratos STZ-VOSO4 (ratos tratados com sulfato de vanádio) foram administrados por injeção diária única intraperitoneal (ip), a hiperglicemia foi normalizada dentro de 2 ou 3 dias. Enquanto a administração diária foi continuada, a normoglicemia foi mantida. Embora tanto a glicose sérica e os níveis de FFA foram melhorados e normalizados, o nível de insulina não melhorou, indicando que a ação de VOSO4 não é periférica. De fato, os níveis semelhantes de vanádio em STZ-ratos normais e ratos STZ-tratados com vanádio foram encontrados em quase todos os órgãos examinados, como determinado por análise de ativação de nêutrons (NAA), que é o método mais confiável na determinação de vanádio em organismos vivos. Os resultados dos testes de tolerância à glicose concluíram que a IDDM é de fato tratada com a administração de VOSO4 (Sulfato de Vanádio). VOSO4 oralmente administrada também demonstrou ser eficaz. Com base nestes resultados, ativos por via oral e uso por longo prazo, os complexos de vanádio estão sendo desenvolvidos.
Nota do Nutricionista:
Podemos observar os incríveis benefícios desses tratamentos naturais com base na Fitoterapia e novamente os micronutrientes
(minerais).
A ajuda é muito ampla e significativa tanto para atletas ajudando a maximizar o ganho muscular e a perda de gordura, como também, para pessoas acometidas pela diabetes facilitando o controle da glicemia e diminuindo os riscos e complicações que a doença acarreta; podendo num futuro próximo chegar ao ponto da cura da doença, pela renovação das células beta do pâncreas.
Infelizmente, com a descoberta da insulina os estudos em relação aos efeitos do Vanádio sofreram uma forte desaceleração.
sexta-feira, 27 de março de 2015
Os Riscos da Deficiência de Micronutrientes em Adultos Idosos.
Os Riscos da Deficiência de Micronutrientes em Adultos Idosos.
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Desde que as pessoas mais velhas muitas vezes não conseguem digerir bem os alimentos, a velhice pode ser considerada um fator de risco para a absorção inadequada de micronutrientes.
No decurso do processo natural de envelhecimento, várias funções corporais deterioram. Uma oferta insuficiente de micronutrientes no organismo pode acelerar o processo natural de envelhecimento e agravar o declínio dos processos de renovação celular, defesa imunológica, acuidade visual e auditiva e desempenho cognitivo. Além disso, a presença de doenças crônicas como doença cardiovascular, osteoporose, diabetes e câncer pode aumentar as necessidades de micronutrientes. Por isso, é extremamente necessário garantir que os idosos recebam um fornecimento ideal e otimizado de vitaminas, minerais, oligoelementos e ácidos graxos essenciais. No entanto, muitos idosos estão longe de consumir as quantidades diárias recomendadas, mesmo em nações industriais altamente desenvolvidas.
Os riscos e causas de uma oferta insuficiente de micronutrientes são muitos e variados. Eles podem incluir a mudança de hábitos alimentares na velhice (perda de apetite, porções menores e alterações na composição da dieta), dificuldades de mastigação e deglutição, mobilidade restrita que faz a compra e preparação dos alimentos mais difícil, e o uso de medicamentos que contribuam para a perda de apetite. Outros fatores podem ser que os alimentos com alta densidade de micronutrientes são muito caros para as pessoas mais velhas com uma renda reduzida, ou mesmo a mudança para um lar de idosos. Mas há uma certeza cada vez maior de que a melhoria do fornecimento de micronutrientes para as pessoas mais velhas; quer seja através de dietas especiais ou suplementação dietética, pode ajudar a prevenir ou, pelo menos, conter as doenças típicas da velhice, mesmo que a pesquisa ainda não seja capaz de fornecer respostas conclusivas para todas as questões relevantes. Os estudos iniciais para melhorar o estado de micronutrientes em idosos, através de intervenções de micronutrientes alvo, são muito promissores.
Vamos analisar o que as pesquisas dizem sobre:
Antioxidantes
Vitaminas A, D e minerais
Complexo B
Ômega-3
Antioxidantes:
Entre as doenças que ocorrem mais comumente na terceira idade, algumas delas são, essencialmente, devido ao dano oxidativo causado pelos radicais livres. Em concentrações elevadas, os radicais livres levar ao estresse oxidativo que causam danos aos componentes celulares (membranas, proteínas e DNA) e pode, por conseguinte, desempenhar um papel no aparecimento de doenças crônicas tais como doenças cardiovasculares, aterosclerose, câncer, doenças metabólicas (por exemplo, diabetes), infecções e doenças neurodegenerativas (por exemplo, demência). Acredita-se que as próprias defesas antioxidantes do organismo diminuem à medida que envelhecemos e os micronutrientes da dieta, portanto, com atividade antioxidante oferecem proteção importante contra o estresse oxidativo e ajudam a manter a saúde. O organismo tem a sua disposição toda uma rede de mecanismos de proteção antioxidante envolvendo os micronutrientes.
Um antioxidante altamente eficaz é a vitamina E, a mesma apresenta uma função muito importante neste contexto. Sua atividade é complementada pelo efeito regenerativo da vitamina C e do selênio e o zinco (oligoelementos). A defesa antioxidante está enfraquecida se somente um desses micronutrientes não está disponível em quantidades suficientes nas células e tecidos do corpo.
A atividade sinérgica das diferentes substâncias antioxidantes, podem ser de importância crucial na manutenção da função cerebral, em particular na prevenção de demência (incluindo a doença de Alzheimer). A queda de desempenho na performance cognitiva (concentração, capacidade de retenção) e sintomas de depressão na velhice pode ser devido, em parte, a uma oferta insuficiente de antioxidantes.
Uma meta-análise de estudos epidemiológicos revelou que uma boa oferta de vitaminas E, C e betacaroteno podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. A vitamina E também parece ser particularmente eficaz neste contexto: Dados epidemiológicos indicam que o aumento do consumo de vitamina E a partir de alimentos também pode estar associado com um risco menor de desenvolver a doença de Alzheimer. Estudos epidemiológicos descobriram que as medições de habilidade cognitiva se correlacionam diretamente com os níveis sanguíneos de vitamina E, como também o licopeno e que o aumento da ingestão de vitamina E a partir da dieta ou de suplementos alimentares foi associado a uma deterioração mais lenta em habilidades cognitivas. Uma meta-análise foi capaz de mostrar que tomar suplementos multivitamínicos pode estar associado a um melhor desempenho da memória. Vários estudos mostram uma melhora após a administração de antioxidantes e multivitaminas em sintomas de depressão, humor geral e de resistência ao estresse, habilidades cognitivas e qualidade de vida geral.
A proteção da mácula lútea, ou mancha amarela, sobre a retina do olho é um exemplo impressionante da interação de vários nutrientes antioxidantes. Seus pigmentos amarelado-alaranjado protegem a retina contra a luz UV no centro de visão aguda, agindo como uma espécie de filtro solar natural. Mas a mácula degenera ao longo do tempo de vida. A Degeneração macular relacionada com a idade (AMD) progride gradualmente e conduz à perda de visão aguda e, eventualmente, a cegueira total. Proteção antioxidante, especialmente através do aumento da ingestão de carotenoides, luteína e zeaxantina, contribui para ajudar a manter a mácula intacta ou, pelo menos, para retardar a sua degeneração.
A mobilidade das pessoas idosas também pode ser influenciada por seu status de carotenóides. Parece que baixos níveis no sangue, poderia influenciar negativamente a estabilidade da marcha e a capacidade geral de andar em idosos. Selênio insuficiente pode resultar na coordenação muscular prejudicada. Uma dieta rica em vitamina C poderia ajudar a manter a capacidade auditiva em pessoas idosas. O risco de desenvolver diabetes tipo 2 pode ser reduzido, suplementando idosos com vitamina C e cálcio. Níveis sanguíneos baixos ou suficientemente elevados de carotenóides (em especial betacaroteno, licopeno, luteína e zeaxantina, selênio, vitamina C, zinco) e outros antioxidantes podem servir como preditores de mortalidade em idosos. Os estudos Cohort têm demonstrado que um fornecimento de vitaminas e minerais pode melhorar o nível de micronutrientes em pessoas idosas que vivem de forma independente. Um estudo controlado por placebo, duplo-cego revelou que a suplementação dietética de pessoas idosas com preparações de multivitaminas e minerais pode reduzir as taxas de infecção e melhorar a qualidade de vida geral.
Vitamina A, D e Minerais:
O papel dos micronutrientes na regulação do sistema imunológico indica uma potencial função preventiva no que diz respeito a infecções e inflamações. Juntamente com os antioxidantes, as vitaminas A e D desempenham um papel importante. As pessoas mais velhas muitas vezes têm níveis insuficientes dessas vitaminas. A vitamina D parece estar envolvida em numerosas funções fisiológicas: em combinação com o cálcio é essencial para a manutenção dos ossos estáveis e função do músculo, assim como realizar outras tarefas, por exemplo, na regulação de processos inflamatórios.
Uma oferta inadequada aumenta a ameaça de marcha instável, quedas e fraturas, além do risco de desenvolver osteoporose. Tomar suplementos dietéticos poderia, portanto, beneficiar a saúde das pessoas idosas com um nível inadequado de cálcio e vitamina D. A fraqueza muscular também pode ser exacerbada por uma ingestão insuficiente de magnésio.
As doenças da tireóide em adultos mais velhos podem ser reduzidas através da administração de iodo e selênio. É bastante comum que os idosos apresentem anemia por deficiência de ferro ou selênio. Isto pode conduzir a mobilidade e qualidade de vida restrita, bem como a um aumento do risco de depressão, demência e mortalidade. A ingestão de ferro de 8 mg por dia tem sido recomendado para pessoas mais velhas para prevenir a anemia ferropriva.
Vitaminas do Complexo B:
A ingestão de vitaminas do complexo B, especialmente folato e vitamina B12, também são insuficientes em muitas pessoas mais velhas. Mas estas vitaminas combatem o acúmulo do aminoácido homocisteína, que é produzido pelo corpo e é prejudicial em grandes quantidades. Altos níveis de homocisteína e baixos níveis de folato têm sido associados com um risco elevado de doenças cardiovasculares, em especial, o acidente vascular cerebral; prejudicando o funcionamento do cérebro e aumentando a incidência de depressão. Baixos níveis plasmáticos de vitamina B12 e ácido fólico, acompanhados por níveis elevados de homocisteína, podem ser preditores independentes de risco de mortalidade em adultos mais velhos.
A deficiência de vitamina B12 pode contribuir para o desenvolvimento de lesão dos nervos periféricos, com dormência nas extremidades, dor, pernas inquietas, dificuldade para caminhar, problemas de equilíbrio e qualidade de vida diminuída. A anemia por deficiência de vitamina B12 (perniciosa), com risco de vida é comum entre os adultos mais velhos. Os resultados de estudos controlados e randomizados mostram que uma ingestão adequada de ácido fólico e vitaminas B6 e B12 poderia combater o declínio do desempenho cognitivo na velhice ou até mesmo a doença de Alzheimer. Em um estudo clínico, os adultos mentalmente saudáveis com idades entre 50 a 75 anos receberam ou um suplemento dietético com 800 microgramas de ácido fólico ou um placebo diariamente. Os participantes que tomaram ácido fólico tiveram um melhor desempenho em testes de memória do que aqueles dos grupos placebo, atingindo o mesmo nível que os participantes que eram cinco anos mais jovens. Os resultados relativos ao processamento de informações dos participantes que receberam folato eram comparáveis com as dos participantes do estudo, dois anos mais novos.
Particularidades do Complexo B.
Tiamina (B1).
O primeiro a publicar uma fórmula correta e síntese desta vitamina foi o Dr. Robert R. Williams em 1936.
Quimicamente, a tiamina é constituído por um anel de pirimidina e uma porção tiazole (ou uma das duas partes) ligados por um grupo metileno (CH 2) da ponte. A tiamina é uma vitamina solúvel em água.
Metabolismo Energético:
O ciclo de Krebs (também chamado de ciclo do ácido cítrico ou ciclo do ácido tricarboxílico) é extremamente importante na extração de energia a partir de moléculas de combustível. Por conseguinte, o processo é dependente de tiamina. Funções dependentes de tiamina (TDP) como uma coenzima (liga-se com certas moléculas de proteína para formar enzimas ativas), necessária para a descarboxilação oxidativa do piruvato e do alfa-cetoglutarato. Estas reações são fundamentais na geração de energia (ATP). A inibição destas reações de descarboxilação impede a síntese de ATP, e de acetil-CoA necessário para a síntese de, por exemplo, ácidos graxos, colesterol, e outros compostos importantes, e resulta na acumulação de piruvato, lactato e alfa-cetoglutarato no sangue .
A falha para oxidar as moléculas listadas acima (e várias outras), resulta na acumulação de ambos os aminoácidos de cadeia ramificada e os seus ácidos alfa-ceto no sangue e outros fluidos corporais. Esta é uma característica da doença da urina do xarope de bordo (DXB) ou Cetoacidúria de cadeia ramificada.
DXB é um resultado genético (erro do metabolismo ao nascer), que é a ausência genética ou atividade insuficiente do complexo de enzimas desidrogenase de cetoácidos de cadeia ramificada.
Pessoas com DBX devem evitar carnes, aves, peixes e produtos lácteos para limitar a ingestão.
Mas em suma, a tiamina é vital para conversões de energia, e se faltar na sua dieta e suplementação, pode induzir graves problemas de saúde.
Tiamina auxilia muitas outras funções corporais, tais como a síntese de pentose, NADPH, e outras moléculas. Todos as quais são essenciais para a síntese dos ácidos graxos, a replicação celular e muito mais.
"Tiamina restaura a replicação celular, diminui o fluxo glicolítico e evita a formação de AGE (Produtos de Glicação Avançada) em células endoteliais cultivadas em glucose elevada". (La Selva M et al.)
Thiamin assists many other bodily functions, such as synthesis of pentose, NADPH, and additional molecules. All of which are essential for fatty acid synthesis, cell replication and much more. Here is an additional quote form La Selva M et. al [100],
“Thiamine restores cell replication, decreases the glycolytic flux and prevents fluorescent AGE formation in endothelial cells cultured in high glucose”.
Piridoxina (B6):
A Piridoxina é uma vitamina do complexo B solúvel em água. Ela foi descoberta em 1934 por P. Gyorgy. Sua composição é complexa; feito de várias vitamers (um de dois ou mais compostos semelhante capazes de cumprir uma função específica de vitamina no organismo) seus três principais formas são piridoxina (PN), piridoxal (PL), e piridoxamina (PM). Estes vitamers são comparáveis em função, e muitas vezes intercambiáveis dentro de uma determinada reação.
A vitamina B6 age como uma coenzima para cerca de 100 reações químicas essenciais. Essas incluem proteínas e metabolismo do glicogênio, a ação adequada dos hormônios esteróides, a produção de piruvato, a produção de células vermelhas do sangue e muito mais. Assiste em muitas reações de descarboxilação (remoção do grupo carboxílico) para a produção de vários compostos tais como o glutamato (principal neurotransmissor do sistema nervoso central). É também de grande utilidade para o sistema imune na medida em que ajuda a produção de hemoglobina e aumenta a quantidade de O2 transportado por ela. Além disso, auxilia na produção de glóbulos brancos e tudo isso é vital para a sua saúde. Ortiz et. al relata que,
"A vitamina B6 é essencial para funções e crescimento celular devido ao seu envolvimento em reações metabólicas importantes."
Piridoxina é adicionalmente responsável pela síntese de muitos compostos. Por exemplo, a niacina depende de uma reação dependente de PLP (Piridoxal fosfato) para ser quebrada. Outros compostos necessitam de piridoxina para sua síntese, são eles: o aminoácido histidina, a carnitina, compostos contendo nitrogênio, CoA, glicina, taurina, dopamina, também ajuda a regular
neurotransmissores, desempenhando um papel importante no sistema nervoso.
Finalmente, parece que a PLP ajuda a degradação de glicogênio. Esta teoria está em sua infância, mas estudos mostram que ele age como um tampão de proteína para ajudar a manter o composto, e promover ligações covalentes para formar glicose.
Vitamina B6 e Síndrome do Túnel do Carpo (Lesão por Esforço Repetitivo):
"Concluiu-se que os pacientes com uma síndrome grave, incluindo o
defeito do túnel do carpo tem uma deficiência de vitamina B6, e que tanto a síndrome e a deficiência são aliviadas pela terapia com piridoxina ".
“Na minha prática, a vitamina B6 (piridoxina) terapêutica (100 a 200 mg por dia durante 12 semanas) provou ser curativa para uma grande porcentagem de pacientes com síndrome do túnel do carpo (STC). A determinação no laboratório do status da vitamina B6 tem sido útil no diagnóstico de deficiência e na tomada de decisões em relação à cirurgia.” ( Ellis JM et. al)
“Amostras de sangue de quatro pacientes no momento da cirurgia para aliviar a compressão da síndrome do túnel do carpo, que foi diagnosticado por avaliação clínica e eletromiográfica, foram diferencialmente analisados para determinar as atividades específicas e o % de deficiência dos eritrócito transaminase glutâmico oxalacética (EGOT ). Os dados obtidos nestes ensaios revelou que estes quatro pacientes apresentavam uma grave deficiência de vitamina B6. Estes dados, em conjunto com os resultados bioquímicos e clínicos anteriores em cinco anos, ressaltam a conveniência, e mesmo a necessidade, de testes por análise EGOT para a presença de uma deficiência grave de vitamina B6 em todos os pacientes antes da cirurgia.
O tratamento com vitamina B6 (piridoxina), por um período mínimo de 12 semanas dependendo da duração e da gravidade dos sintomas, tem sido eficaz, sem exceção.” (Folkers K et. al)
Ácidos Graxos Ômega-3.
Com base em suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, a ácidos graxos poliinsaturados essenciais, ácido docosahexaenóico (DHA) e ácido eicosapentaenóico (EPA) oferecem um potencial amplo espectro de atividades que podem ajudar a manter a saúde dos idosos. DHA e EPA parecem ser capazes, por exemplo, em reduzir processos inflamatórios em depósitos (placas) nas paredes das artérias na aterosclerose. Além disso, os ácidos graxos ômega-3 aumentam a estabilidade das placas, de modo que elas não se quebrem, causando um bloqueio dos vasos sanguíneos (trombos). Aliviam os sintomas da artrite reumatóide, uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações, com resultados demonstrados em estudos randomizados.
DHA e EPA também parecem ser de importância crucial para a manutenção da função cerebral e habilidades cognitivas. Uma vez que a quantidade de DHA no cérebro diminui com a idade, o consumo de DHA poderia prevenir o declínio do desempenho cognitivo e mesmo o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Além disso, ingestões adequadas de DHA e EPA parecem contribuir significativamente para a prevenção de degeneração macular relacionada com a idade e a sua perda de visão associada.
Nota do Nutricionista:
É com imenso prazer que compartilho essas importantes informações sobre os micronutrientes (vitaminas e minerais) com os leitores do Blog.
Enquanto uma boa parte da população possui certo medo desses nutrientes perguntando se não é exagero tomar dois tabletes de polivitamínico ao dia.
Os benefícios das vitaminas e minerais são incontáveis e há vários anos atrás comecei a sofrer de Síndrome do Túnel do Carpo; como citado nos estudos consegui sanar o problema simplesmente usando a Piridoxina (B6), durante 3 meses na dose de 150mg ao dia.
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Desde que as pessoas mais velhas muitas vezes não conseguem digerir bem os alimentos, a velhice pode ser considerada um fator de risco para a absorção inadequada de micronutrientes.
No decurso do processo natural de envelhecimento, várias funções corporais deterioram. Uma oferta insuficiente de micronutrientes no organismo pode acelerar o processo natural de envelhecimento e agravar o declínio dos processos de renovação celular, defesa imunológica, acuidade visual e auditiva e desempenho cognitivo. Além disso, a presença de doenças crônicas como doença cardiovascular, osteoporose, diabetes e câncer pode aumentar as necessidades de micronutrientes. Por isso, é extremamente necessário garantir que os idosos recebam um fornecimento ideal e otimizado de vitaminas, minerais, oligoelementos e ácidos graxos essenciais. No entanto, muitos idosos estão longe de consumir as quantidades diárias recomendadas, mesmo em nações industriais altamente desenvolvidas.
Os riscos e causas de uma oferta insuficiente de micronutrientes são muitos e variados. Eles podem incluir a mudança de hábitos alimentares na velhice (perda de apetite, porções menores e alterações na composição da dieta), dificuldades de mastigação e deglutição, mobilidade restrita que faz a compra e preparação dos alimentos mais difícil, e o uso de medicamentos que contribuam para a perda de apetite. Outros fatores podem ser que os alimentos com alta densidade de micronutrientes são muito caros para as pessoas mais velhas com uma renda reduzida, ou mesmo a mudança para um lar de idosos. Mas há uma certeza cada vez maior de que a melhoria do fornecimento de micronutrientes para as pessoas mais velhas; quer seja através de dietas especiais ou suplementação dietética, pode ajudar a prevenir ou, pelo menos, conter as doenças típicas da velhice, mesmo que a pesquisa ainda não seja capaz de fornecer respostas conclusivas para todas as questões relevantes. Os estudos iniciais para melhorar o estado de micronutrientes em idosos, através de intervenções de micronutrientes alvo, são muito promissores.
Vamos analisar o que as pesquisas dizem sobre:
Antioxidantes
Vitaminas A, D e minerais
Complexo B
Ômega-3
Antioxidantes:
Entre as doenças que ocorrem mais comumente na terceira idade, algumas delas são, essencialmente, devido ao dano oxidativo causado pelos radicais livres. Em concentrações elevadas, os radicais livres levar ao estresse oxidativo que causam danos aos componentes celulares (membranas, proteínas e DNA) e pode, por conseguinte, desempenhar um papel no aparecimento de doenças crônicas tais como doenças cardiovasculares, aterosclerose, câncer, doenças metabólicas (por exemplo, diabetes), infecções e doenças neurodegenerativas (por exemplo, demência). Acredita-se que as próprias defesas antioxidantes do organismo diminuem à medida que envelhecemos e os micronutrientes da dieta, portanto, com atividade antioxidante oferecem proteção importante contra o estresse oxidativo e ajudam a manter a saúde. O organismo tem a sua disposição toda uma rede de mecanismos de proteção antioxidante envolvendo os micronutrientes.
Um antioxidante altamente eficaz é a vitamina E, a mesma apresenta uma função muito importante neste contexto. Sua atividade é complementada pelo efeito regenerativo da vitamina C e do selênio e o zinco (oligoelementos). A defesa antioxidante está enfraquecida se somente um desses micronutrientes não está disponível em quantidades suficientes nas células e tecidos do corpo.
A atividade sinérgica das diferentes substâncias antioxidantes, podem ser de importância crucial na manutenção da função cerebral, em particular na prevenção de demência (incluindo a doença de Alzheimer). A queda de desempenho na performance cognitiva (concentração, capacidade de retenção) e sintomas de depressão na velhice pode ser devido, em parte, a uma oferta insuficiente de antioxidantes.
Uma meta-análise de estudos epidemiológicos revelou que uma boa oferta de vitaminas E, C e betacaroteno podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. A vitamina E também parece ser particularmente eficaz neste contexto: Dados epidemiológicos indicam que o aumento do consumo de vitamina E a partir de alimentos também pode estar associado com um risco menor de desenvolver a doença de Alzheimer. Estudos epidemiológicos descobriram que as medições de habilidade cognitiva se correlacionam diretamente com os níveis sanguíneos de vitamina E, como também o licopeno e que o aumento da ingestão de vitamina E a partir da dieta ou de suplementos alimentares foi associado a uma deterioração mais lenta em habilidades cognitivas. Uma meta-análise foi capaz de mostrar que tomar suplementos multivitamínicos pode estar associado a um melhor desempenho da memória. Vários estudos mostram uma melhora após a administração de antioxidantes e multivitaminas em sintomas de depressão, humor geral e de resistência ao estresse, habilidades cognitivas e qualidade de vida geral.
A proteção da mácula lútea, ou mancha amarela, sobre a retina do olho é um exemplo impressionante da interação de vários nutrientes antioxidantes. Seus pigmentos amarelado-alaranjado protegem a retina contra a luz UV no centro de visão aguda, agindo como uma espécie de filtro solar natural. Mas a mácula degenera ao longo do tempo de vida. A Degeneração macular relacionada com a idade (AMD) progride gradualmente e conduz à perda de visão aguda e, eventualmente, a cegueira total. Proteção antioxidante, especialmente através do aumento da ingestão de carotenoides, luteína e zeaxantina, contribui para ajudar a manter a mácula intacta ou, pelo menos, para retardar a sua degeneração.
A mobilidade das pessoas idosas também pode ser influenciada por seu status de carotenóides. Parece que baixos níveis no sangue, poderia influenciar negativamente a estabilidade da marcha e a capacidade geral de andar em idosos. Selênio insuficiente pode resultar na coordenação muscular prejudicada. Uma dieta rica em vitamina C poderia ajudar a manter a capacidade auditiva em pessoas idosas. O risco de desenvolver diabetes tipo 2 pode ser reduzido, suplementando idosos com vitamina C e cálcio. Níveis sanguíneos baixos ou suficientemente elevados de carotenóides (em especial betacaroteno, licopeno, luteína e zeaxantina, selênio, vitamina C, zinco) e outros antioxidantes podem servir como preditores de mortalidade em idosos. Os estudos Cohort têm demonstrado que um fornecimento de vitaminas e minerais pode melhorar o nível de micronutrientes em pessoas idosas que vivem de forma independente. Um estudo controlado por placebo, duplo-cego revelou que a suplementação dietética de pessoas idosas com preparações de multivitaminas e minerais pode reduzir as taxas de infecção e melhorar a qualidade de vida geral.
Vitamina A, D e Minerais:
O papel dos micronutrientes na regulação do sistema imunológico indica uma potencial função preventiva no que diz respeito a infecções e inflamações. Juntamente com os antioxidantes, as vitaminas A e D desempenham um papel importante. As pessoas mais velhas muitas vezes têm níveis insuficientes dessas vitaminas. A vitamina D parece estar envolvida em numerosas funções fisiológicas: em combinação com o cálcio é essencial para a manutenção dos ossos estáveis e função do músculo, assim como realizar outras tarefas, por exemplo, na regulação de processos inflamatórios.
Uma oferta inadequada aumenta a ameaça de marcha instável, quedas e fraturas, além do risco de desenvolver osteoporose. Tomar suplementos dietéticos poderia, portanto, beneficiar a saúde das pessoas idosas com um nível inadequado de cálcio e vitamina D. A fraqueza muscular também pode ser exacerbada por uma ingestão insuficiente de magnésio.
As doenças da tireóide em adultos mais velhos podem ser reduzidas através da administração de iodo e selênio. É bastante comum que os idosos apresentem anemia por deficiência de ferro ou selênio. Isto pode conduzir a mobilidade e qualidade de vida restrita, bem como a um aumento do risco de depressão, demência e mortalidade. A ingestão de ferro de 8 mg por dia tem sido recomendado para pessoas mais velhas para prevenir a anemia ferropriva.
Vitaminas do Complexo B:
A ingestão de vitaminas do complexo B, especialmente folato e vitamina B12, também são insuficientes em muitas pessoas mais velhas. Mas estas vitaminas combatem o acúmulo do aminoácido homocisteína, que é produzido pelo corpo e é prejudicial em grandes quantidades. Altos níveis de homocisteína e baixos níveis de folato têm sido associados com um risco elevado de doenças cardiovasculares, em especial, o acidente vascular cerebral; prejudicando o funcionamento do cérebro e aumentando a incidência de depressão. Baixos níveis plasmáticos de vitamina B12 e ácido fólico, acompanhados por níveis elevados de homocisteína, podem ser preditores independentes de risco de mortalidade em adultos mais velhos.
A deficiência de vitamina B12 pode contribuir para o desenvolvimento de lesão dos nervos periféricos, com dormência nas extremidades, dor, pernas inquietas, dificuldade para caminhar, problemas de equilíbrio e qualidade de vida diminuída. A anemia por deficiência de vitamina B12 (perniciosa), com risco de vida é comum entre os adultos mais velhos. Os resultados de estudos controlados e randomizados mostram que uma ingestão adequada de ácido fólico e vitaminas B6 e B12 poderia combater o declínio do desempenho cognitivo na velhice ou até mesmo a doença de Alzheimer. Em um estudo clínico, os adultos mentalmente saudáveis com idades entre 50 a 75 anos receberam ou um suplemento dietético com 800 microgramas de ácido fólico ou um placebo diariamente. Os participantes que tomaram ácido fólico tiveram um melhor desempenho em testes de memória do que aqueles dos grupos placebo, atingindo o mesmo nível que os participantes que eram cinco anos mais jovens. Os resultados relativos ao processamento de informações dos participantes que receberam folato eram comparáveis com as dos participantes do estudo, dois anos mais novos.
Particularidades do Complexo B.
Tiamina (B1).
O primeiro a publicar uma fórmula correta e síntese desta vitamina foi o Dr. Robert R. Williams em 1936.
Quimicamente, a tiamina é constituído por um anel de pirimidina e uma porção tiazole (ou uma das duas partes) ligados por um grupo metileno (CH 2) da ponte. A tiamina é uma vitamina solúvel em água.
Metabolismo Energético:
O ciclo de Krebs (também chamado de ciclo do ácido cítrico ou ciclo do ácido tricarboxílico) é extremamente importante na extração de energia a partir de moléculas de combustível. Por conseguinte, o processo é dependente de tiamina. Funções dependentes de tiamina (TDP) como uma coenzima (liga-se com certas moléculas de proteína para formar enzimas ativas), necessária para a descarboxilação oxidativa do piruvato e do alfa-cetoglutarato. Estas reações são fundamentais na geração de energia (ATP). A inibição destas reações de descarboxilação impede a síntese de ATP, e de acetil-CoA necessário para a síntese de, por exemplo, ácidos graxos, colesterol, e outros compostos importantes, e resulta na acumulação de piruvato, lactato e alfa-cetoglutarato no sangue .
A falha para oxidar as moléculas listadas acima (e várias outras), resulta na acumulação de ambos os aminoácidos de cadeia ramificada e os seus ácidos alfa-ceto no sangue e outros fluidos corporais. Esta é uma característica da doença da urina do xarope de bordo (DXB) ou Cetoacidúria de cadeia ramificada.
DXB é um resultado genético (erro do metabolismo ao nascer), que é a ausência genética ou atividade insuficiente do complexo de enzimas desidrogenase de cetoácidos de cadeia ramificada.
Pessoas com DBX devem evitar carnes, aves, peixes e produtos lácteos para limitar a ingestão.
Mas em suma, a tiamina é vital para conversões de energia, e se faltar na sua dieta e suplementação, pode induzir graves problemas de saúde.
Tiamina auxilia muitas outras funções corporais, tais como a síntese de pentose, NADPH, e outras moléculas. Todos as quais são essenciais para a síntese dos ácidos graxos, a replicação celular e muito mais.
"Tiamina restaura a replicação celular, diminui o fluxo glicolítico e evita a formação de AGE (Produtos de Glicação Avançada) em células endoteliais cultivadas em glucose elevada". (La Selva M et al.)
Thiamin assists many other bodily functions, such as synthesis of pentose, NADPH, and additional molecules. All of which are essential for fatty acid synthesis, cell replication and much more. Here is an additional quote form La Selva M et. al [100],
“Thiamine restores cell replication, decreases the glycolytic flux and prevents fluorescent AGE formation in endothelial cells cultured in high glucose”.
Piridoxina (B6):
A Piridoxina é uma vitamina do complexo B solúvel em água. Ela foi descoberta em 1934 por P. Gyorgy. Sua composição é complexa; feito de várias vitamers (um de dois ou mais compostos semelhante capazes de cumprir uma função específica de vitamina no organismo) seus três principais formas são piridoxina (PN), piridoxal (PL), e piridoxamina (PM). Estes vitamers são comparáveis em função, e muitas vezes intercambiáveis dentro de uma determinada reação.
A vitamina B6 age como uma coenzima para cerca de 100 reações químicas essenciais. Essas incluem proteínas e metabolismo do glicogênio, a ação adequada dos hormônios esteróides, a produção de piruvato, a produção de células vermelhas do sangue e muito mais. Assiste em muitas reações de descarboxilação (remoção do grupo carboxílico) para a produção de vários compostos tais como o glutamato (principal neurotransmissor do sistema nervoso central). É também de grande utilidade para o sistema imune na medida em que ajuda a produção de hemoglobina e aumenta a quantidade de O2 transportado por ela. Além disso, auxilia na produção de glóbulos brancos e tudo isso é vital para a sua saúde. Ortiz et. al relata que,
"A vitamina B6 é essencial para funções e crescimento celular devido ao seu envolvimento em reações metabólicas importantes."
Piridoxina é adicionalmente responsável pela síntese de muitos compostos. Por exemplo, a niacina depende de uma reação dependente de PLP (Piridoxal fosfato) para ser quebrada. Outros compostos necessitam de piridoxina para sua síntese, são eles: o aminoácido histidina, a carnitina, compostos contendo nitrogênio, CoA, glicina, taurina, dopamina, também ajuda a regular
neurotransmissores, desempenhando um papel importante no sistema nervoso.
Finalmente, parece que a PLP ajuda a degradação de glicogênio. Esta teoria está em sua infância, mas estudos mostram que ele age como um tampão de proteína para ajudar a manter o composto, e promover ligações covalentes para formar glicose.
Vitamina B6 e Síndrome do Túnel do Carpo (Lesão por Esforço Repetitivo):
"Concluiu-se que os pacientes com uma síndrome grave, incluindo o
defeito do túnel do carpo tem uma deficiência de vitamina B6, e que tanto a síndrome e a deficiência são aliviadas pela terapia com piridoxina ".
“Na minha prática, a vitamina B6 (piridoxina) terapêutica (100 a 200 mg por dia durante 12 semanas) provou ser curativa para uma grande porcentagem de pacientes com síndrome do túnel do carpo (STC). A determinação no laboratório do status da vitamina B6 tem sido útil no diagnóstico de deficiência e na tomada de decisões em relação à cirurgia.” ( Ellis JM et. al)
“Amostras de sangue de quatro pacientes no momento da cirurgia para aliviar a compressão da síndrome do túnel do carpo, que foi diagnosticado por avaliação clínica e eletromiográfica, foram diferencialmente analisados para determinar as atividades específicas e o % de deficiência dos eritrócito transaminase glutâmico oxalacética (EGOT ). Os dados obtidos nestes ensaios revelou que estes quatro pacientes apresentavam uma grave deficiência de vitamina B6. Estes dados, em conjunto com os resultados bioquímicos e clínicos anteriores em cinco anos, ressaltam a conveniência, e mesmo a necessidade, de testes por análise EGOT para a presença de uma deficiência grave de vitamina B6 em todos os pacientes antes da cirurgia.
O tratamento com vitamina B6 (piridoxina), por um período mínimo de 12 semanas dependendo da duração e da gravidade dos sintomas, tem sido eficaz, sem exceção.” (Folkers K et. al)
Ácidos Graxos Ômega-3.
Com base em suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, a ácidos graxos poliinsaturados essenciais, ácido docosahexaenóico (DHA) e ácido eicosapentaenóico (EPA) oferecem um potencial amplo espectro de atividades que podem ajudar a manter a saúde dos idosos. DHA e EPA parecem ser capazes, por exemplo, em reduzir processos inflamatórios em depósitos (placas) nas paredes das artérias na aterosclerose. Além disso, os ácidos graxos ômega-3 aumentam a estabilidade das placas, de modo que elas não se quebrem, causando um bloqueio dos vasos sanguíneos (trombos). Aliviam os sintomas da artrite reumatóide, uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações, com resultados demonstrados em estudos randomizados.
DHA e EPA também parecem ser de importância crucial para a manutenção da função cerebral e habilidades cognitivas. Uma vez que a quantidade de DHA no cérebro diminui com a idade, o consumo de DHA poderia prevenir o declínio do desempenho cognitivo e mesmo o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Além disso, ingestões adequadas de DHA e EPA parecem contribuir significativamente para a prevenção de degeneração macular relacionada com a idade e a sua perda de visão associada.
Nota do Nutricionista:
É com imenso prazer que compartilho essas importantes informações sobre os micronutrientes (vitaminas e minerais) com os leitores do Blog.
Enquanto uma boa parte da população possui certo medo desses nutrientes perguntando se não é exagero tomar dois tabletes de polivitamínico ao dia.
Os benefícios das vitaminas e minerais são incontáveis e há vários anos atrás comecei a sofrer de Síndrome do Túnel do Carpo; como citado nos estudos consegui sanar o problema simplesmente usando a Piridoxina (B6), durante 3 meses na dose de 150mg ao dia.
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